segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Papa pede a bispos britânicos esforço evangelizador


LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI despediu-se dos bispos do Reino Unido, reafirmando-lhes a importância da nova evangelização do país, do testemunho da fé através das obras sociais e de cultivar a amizade com os anglicanos.

Antes de se dirigir ao aeroporto internacional de Birmingham para a volta a Roma, o Papa reuniu-se com os bispos locais, na capela da Francis Martin House, no Seminário de Oscott (Birmingham).

Em seu discurso, e como conclusão de suas intervenções nestes dias, o Papa sublinhou a importância da nova evangelização do Reino Unido. Segundo o pontífice, há “a necessidade urgente de anunciar novamente o Evangelho em um ambiente muito secularizado”.

“Durante minha visita, percebi com clareza a sede profunda que o povo britânico tem da Boa Notícia de Jesus Cristo”, sublinhou.

Por isso, destacou a importância de “apresentar em sua plenitude a mensagem do Evangelho que dá vida”, inclusive aqueles elementos que contradizem o juízo das opiniões correntes da cultura atual.

Para este fim, recomendou-lhes fazer uso do novo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, e apoiar e acolher os novos movimentos eclesiais, pois muitos “têm um carisma especial para a nova evangelização”.

Ação social

O Papa recomendou também aos prelados o “testemunho da caridade”, especialmente neste tempo de crise econômica.

“Nestas circunstâncias, será necessário apelar novamente à característica generosidade dos católicos britânicos”, afirmou.

Bento XVI recordou também a recente instrução dos bispos (Eleger o bem comum), documento em que sublinham “a importância de praticar a virtude na vida pública”.

“A voz profética dos cristãos tem um papel importante ao colocar em relevo as necessidades dos pobres e indigentes, de quem muito facilmente se descuida.”

“As atuais circunstâncias oferecem uma boa oportunidade para reforçar essa mensagem e também para encorajar todos a aspirar a valores morais superiores em todos os âmbitos de suas vidas, em oposição a um contexto de crescente ceticismo inclusive sobre a própria possibilidade de uma vida virtuosa”, afirmou.

A respeito da polêmica, muito forte no Reino Unido, sobre os casos de abusos sexuais por membros do clero, o Papa advertiu sobre a importância de tratar casos como estes de forma adequada.

Esses episódios – disse – “debilitam gravemente a credibilidade moral dos pastores da Igreja”.

“Tenho falado em muitas ocasiões das profundas feridas que tal comportamento causa, em primeiro lugar nas vítimas, mas também nas relações de confiança que devem existir entre os sacerdotes e o povo, entre os sacerdotes e seus bispos, e entre as autoridades da Igreja e as pessoas em geral.”

O Papa, neste sentido, louvou as medidas adotadas pelo episcopado inglês “para assegurar que as crianças estejam eficazmente protegidas contra os danos e para fazer frente de forma adequada e transparente às denúncias que se apresentem”.

Ademais, falou-lhes da importância de alertar sobre este problema em outros âmbitos sociais. “Que melhor maneira poderia haver de reparar esses pecados que se aproximar, com um espírito humilde de compaixão, das crianças que continuam sofrendo abusos em outros lugares? Nosso dever de cuidar dos jovens não exige menos”.

Anglicanos

O pontífice afirmou ainda a necessidade de aplicar “com generosidade” a Anglicanorum Coetibus.

“Isso se deveria contemplar como um gesto profético que pode contribuir positivamente para o desenvolvimento das relações entre anglicanos e católicos.”

Nesse sentido, recordou que o objetivo último de toda atividade ecumênica é “a restauração da plena comunhão eclesial em um contexto em que o intercâmbio recíproco de dons de nossos respectivos patrimônios espirituais nos enriqueça a todos”.

Por último, recordou-lhes que a nova tradução ao inglês do Missal Romano, que será publicada em breve, deve ser uma “oportunidade para uma catequese mais profunda sobre a Eucaristia e uma renovada devoção na forma de sua celebração”.

Papa vira nova página para a Igreja Católica no Reino Unido


LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após os dois primeiros dias da visita papal, concentrados sobretudo em assuntos de Igreja-Estado, os dois últimos dias se tornaram muito mais pessoais e pastorais.

A dimensão institucional da viagem teve etapas pouco comentadas na manhã deste sábado, quando, na casa do arcebispo de Westminster, recebeu em audiência privada o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e o líder da oposição, Harriet Harman.

O Santo Padre deu seus pêsames a Cameron pelo recente falecimento do seu pai, falou com cada um dos políticos durante cerca de 20 minutos e lhes entregou como lembrança uma medalha do seu pontificado.

Cameron, anglicano, presenteou o Papa com uma cópia da primeira edição do livro do novo beato, John Henry Newman, "Apologia pro vita sua", impressa em 1864, junto a um recorte de jornal que descreve um serviço religioso presidido pelo cardeal de Edgbaston, Birmingham.

Um momento significativo das relações institucionais que esta visita abriu aconteceu na sexta-feira à noite, quando se realizou um jantar de trabalho entre o governo do Reino Unido e a delegação papal, na Lancaster House de Londres. O tema foi a luta comum contra a fome e o subdesenvolvimento.

As demais atividades do sábado, a partir das 10h, deram o tiro de largada para uma maratona de celebrações litúrgicas e encontros pastorais, que começou com a Missa na catedral do Preciosíssimo Sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo, em Westminster. A liturgia desta catedral de estilo bizantino, consagrada em 1910, foi tão impressionante que alguns fiéis se comoveram até as lágrimas.

O Santo Padre expressou seu "profundo pesar" por abusos sexuais cometidos por sacerdotes e definiu tais abusos como "crimes atrozes", que provocaram "a vergonha e a humilhação" da Igreja.

Ele enquadrou estes delitos no contexto do sofrimento de Cristo: "Na vida da Igreja, em suas provas e tribulações, Cristo continua, segundo a expressão genial de Pascal, estando em agonia até o fim do mundo".

O Pe. Jonathan How, porta-voz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, explicou a ZENIT que o Papa deu um sentido transcendente, à luz do sofrimento de Cristo, ao escândalo dos abusos cometidos por clérigos.

"Se nos sentimos envergonhados e humilhados pelos abusos, não fazemos mais que compartilhar o que as vítimas e Cristo experimentaram", esclareceu.

Confirmação na fé

Os peregrinos que participaram da Missa do sábado e da vigília no Hyde Park procediam de todos os lugares da Grã-Bretanha. Dan Williams de Cardiff confessou a ZENIT que um evento como este "só acontece uma vez na vida" e que espera que sirva para "reforçar a fé" no país.

Billy Macauley, que havia acompanhado o Santo Padre desde Glasgow, reconheceu que a visita papal foi "uma grande bênção", e que a Missa no Bellahouston Park foi "muito potente".

"É difícil imaginar que as palavras possam ter tanto significado para as pessoas; por isso rezamos para que o Santo Padre, guiado pelo Espírito Santo, continue confirmando na fé", afirmou.

Depois da Missa, cerca de 2.500 jovens das dioceses de Inglaterra, País de Gales e Escócia se reuniram na praça em frente à catedral, para cumprimentar o Bispo de Roma.

"Peço a cada um, em primeiro lugar - disse o Papa aos jovens - que olhe para o interior do próprio coração. Que pense em todo o amor que seu coração é capaz de receber e em todo o amor que é capaz de oferecer."

Como se esperava, o Santo Padre se reuniu mais tarde com 5 pessoas que sofreram abusos por parte de clérigos: 3 das vítimas eram de Yorkshire, 1 era de Londres e 1 da Escócia.

Uma fonte próxima das vítimas revelou à BBC que passaram cerca de 40 minutos com o Papa, "um bom período de tempo, (...) mais longo que o concedido ao primeiro-ministro".

O centro de Londres transformado

Às 18h do sábado, houve um momento que muitos britânicos e o Papa recordarão para sempre: a viagem, no papamóvel, percorrendo o coração de Londres. Mall, a grande avenida que conduz ao palácio de Buckingham, sinônimo de império, esplendor e momentos cruciais para a história do país, ficou decorada com enormes bandeiras do Vaticano e da União.

Todos aplaudiram - ainda que com o típico ar britânico reservado - durante a passagem do papamóvel, cercado por uma equipe de guarda-costas que caminhavam rapidamente. Entre a multidão, muitos começaram a correr para acompanhar seu ritmo, até que chegou ao último quilômetro de distância do Hyde Park, onde presidiu uma vigília na véspera da beatificação do cardeal John Henry Newman.

O Papa guiou milhares de fiéis em uma belíssima cerimônia de vigília de oração e adoração. Infelizmente, devido às inquietudes surgidas pela segurança, só puderam entrar as pessoas que tinham ingressos, deixando milhares no exterior, orbigadas a acompanhar a cerimônia através dos telões colocados no outro lado da parede que foi construída para esta ocasião.

Em seu discurso, o Papa ilustrou tudo o que os jovens católicos podem aprender com o cardeal Newman. Também se referiu ao exemplo dos mártires católicos e acrescentou que, ainda que os católicos de hoje não sejam esquartejados por sua fé, frequentemente são ridicularizados. Afirmou que temos de suportar isso, na certeza de que a "bondosa luz" da fé "nos mostrará o caminho".

Mais uma vez, estavam presentes pessoas de todas as idades e culturas, inclusive as mais jovens, com seus moletons de capuz, sinal comum de rebelião frente à autoridade, e todos se recolheram em profunda oração.

Para mim, pessoalmente, como católico britânico, ver o Vigário de Cristo atravessando lugares tão familiares como o Palácio de Buckingham, dando a bênção no Hyde Park, foi uma experiência quase surreal, algo que nunca imaginei que veria.

Talvez mais que o discurso no Westminster Hall na sexta-feira, nesses momentos tive a impressão de que a Igreja Católica conseguiu verdadeiramente ser aceita na Grã-Bretanha. Agora começa um novo capítulo para os católicos britânicos, que deixam para trás os problemas passados da Igreja Católica, a quem este país deve suas mais profundas raízes culturais.

Em Porto Alegre, Marina diz que chegará ao segundo turno


A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a afirmar neste domingo (19) que, apesar dos resultados das pesquisas de intenção de votos, chegará ao segundo turno para disputar as eleições com a adversária do PT, Dilma Rousseff. Marina fez campanha na manhã deste domingo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde visitou o Acampamento Farroupilha, tradicional encontro anual de cultura gauchesca.

"O que existe nas ruas é muito maior do que mostram as pesquisas. É um movimento que vai nos levar ao segundo turno", disse a candidata.

Dentro de um piquete, galpão em que os tradicionalistas se reúnem, Marina falou com a imprensa. Ela foi recebida no local ao som do hino rio-grandense.

"Tivemos avanço econômico e social, que precisam ser mantidos. Mas temos um retrocesso na política. Precisamos de um avanço no qual os ideais republicanos da Revolução Farroupilha sejam tomados no coração de todos os brasileiros", afirmou a candidata do PV.

No início da tarde, Marina viajou para o município de Pelotas, na região Sul do estado, onde vai inagurar uma "Casa de Marina", espécie de comitê voluntário de campanha da candidata.

domingo, 19 de setembro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 25ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Profeta Amós.

4Ouvi isto, vós, que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?”
7Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SALMO RESPONSORIAL

— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!

— Louvai, louvai, ó servos do Senhor,/ louvai, louvai o nome do Senhor!/ Bendito seja o nome do Senhor,/ agora e por toda a eternidade!
— O Senhor está acima das nações,/ sua glória vai além dos altos céus./ Quem pode comparar-se ao nosso Deus,/ ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono/ e se inclina para olhar o céu e a terra?
— Levanta da poeira o indigente/ e do lixo ele retira o pobrezinho,/ para fazê-lo assentar-se com os nobres,/ assentar-se com os nobres do seu povo.

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SEGUNDA LEITURA

Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: 1Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; 2pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade.
3Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e — falo a verdade, não minto — mestre das nações pagãs na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: 1“Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’
7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’.
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




sábado, 18 de setembro de 2010

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo o Ibope


Ibope divulgou, na noite de sexta-feira (17), mais uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Na média nacional, segundo o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff tem 51%, contra 25% do tucano José Serra e 11% de Marina Silva (PV).

Além dos números gerais, o Ibope também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado como sexo e nas regiões do país. O quadro ao lado mostra as taxas de intenção de voto de Dilma, Serra e Marina nas últimas seis pesquisas realizadas pelo instituto.

Eleitorado masculino e feminino


Entre os eleitores do sexo masculino, Dilma aparece com 54% das intenções de voto, contra 24% de Serra e 10% de Marina.

Já entre as mulheres, a petista tem 49%, o tucano, 25%, e Marina, 12%.

Por região

Há movimentações significativas nas intenções de voto por região.

No Norte/Centro-Oeste, Dilma caiu nove pontos percentuais: de 55% para 46%; Serra foi de 25% para 30%, e Marina, de 8% para 13%.

No Sudeste, Dilma subiu quatro pontos percentuais: de 44% para 48%; Serra caiu de 31% para 24% e Marina foi de 10% para 14%.

No Sul, Dilma caiu dois pontos percentuais: de 44% para 42%; Serra manteve 35%, e Marina foi de 5% para 10%.

Sobre a pesquisa

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 49% e 53%; José Serra, entre 23% e 27%; e Marina Silva, entre 9% e 13%.

Dentre os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) –-, nenhum alcançou 1% das intenções de voto. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 4% e os que se disseram indecisos, 8%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 14 setembro a 16 de setembro. A pesquisa foi encomendada ao Ibope pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 30271/2010.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bento XVI adverte escoceses contra mau uso da liberdade


GLASGOW, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI convidou nesta quinta-feira os fiéis escoceses a levantar a voz em defesa do direito a viver em uma sociedade promotora do bem-estar de seus cidadãos, não numa “selva” de liberdades arbitrárias.

Foi o que o pontífice afirmou nesta quinta-feira, ao celebrar a missa ao ar livre no Bellahouston Park, em Glasgow (Escócia).

Trata-se do mesmo parque em que João Paulo II celebrou a Missa durante sua visita à Escócia em 1982.

Bento XVI deu início à viagem de quatro dias ao Reino Unido, que incluirá um discurso perante representantes da sociedade britânica e a beatificação do cardeal John Henry Newman.

Em sua homilia na Missa da tarde desta quinta-feira, o Santo Padre referiu-se a temas que vão desde os avanços no ecumenismo à necessidade de orar pelas vocações.

Irmãos e irmãs

Quanto ao papel da religião na sociedade, Bento XVI enfatizou sua contribuição essencial à liberdade e ao bem público.

“A evangelização da cultura é de especial importância em nossa época, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça escurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.”


“Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objetando que são uma ameaça para a igualdade e para a liberdade. No entanto, a religião é, na verdade, garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos leva a ver cada pessoa como um irmão ou irmã.”

O bispo de Roma fez um apelo aos leigos para que sigam seu chamado batismal, sendo “exemplos de fé em público” e promotores da “sabedoria e da visão da fé no foro público”.

“A sociedade atual precisa de vozes claras que proponham nosso direito de viver, não em uma selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas em uma sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar dos seus cidadãos e lhes ofereça guia e proteção em sua fraqueza e fragilidade”, afirmou o Papa, convidando os escoceses a não terem medo “de oferecer este serviço aos vossos irmãos e irmãs, ao futuro da vossa amada nação”.

O Papa lembrou o apóstolo da Escócia, São Ninian, cuja festa celebra-se hoje. Este santo “não teve medo de elevar sua voz sozinho – afirmou –. Seguindo os passos dos discípulos que nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos em trazer a boa notícia de Jesus Cristo aos seus irmãos britânicos”.

Ninian foi seguido por uma geração de outros santos, que inspiraram séculos de fiéis que mantiveram a fé, acrescentou o pontífice.

“Esforçai-vos por ser dignos desta grande tradição", convidou os escoceses. "Que a exortação de São Paulo, na primeira leitura, seja para vós uma constante inspiração: ‘Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor, alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração’”.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Abusos sexuais: Igreja não vigiou suficientemente, reconhece Papa


EDIMBURGO, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja não vigiou suficientemente para prevenir e responder aos casos de abusos sexuais de clérigos, reconheceu Bento XVI hoje, no avião que o levava a Edimburgo para começar sua visita ao Reino Unido.

O Papa respondeu a uma das perguntas formuladas pelos jornalistas na costumeira coletiva de imprensa, na qual constatou a perda de confiança dos fiéis como consequência dos escândalos que vieram à tona nos últimos anos.

Um choque

Em primeiro lugar, confessou o Papa, "tenho de dizer que estas revelações foram um choque para mim, são uma grande tristeza".

"É difícil entender como foi possível esta perversão do ministério sacerdotal", reconheceu.

"O sacerdote, no momento da ordenação, preparado durante anos para este momento, diz ‘sim' a Cristo para tornar-se sua voz, sua boa, suas mãos, e servi-lo com toda a sua existência, para que o Bom Pastor, que ama, que ajuda e que guia à verdade esteja presente no mundo."

"É difícil compreender como um homem que fez e disse tudo isso pode depois cair nesta perversão - acrescentou. É uma grande tristeza; uma tristeza também o fato de a autoridade da Igreja não ter sido suficientemente vigilante, veloz e decidida para tomar as medidas necessárias."

Por este motivo, o Sucessor de Pedro considera que "estamos em um momento de penitência, de humildade, de renovada sinceridade, como escrevi aos bispos irlandeses".

"Acho que agora devemos viver precisamente um tempo de penitência, um tempo de humildade, renovar e aprender novamente a sinceridade absoluta", considerou.

As vítimas, primeiro interesse

O Bispo de Roma falou depois sobre a maneira como a Igreja deve atender às vítimas desses abusos.

"Como podemos reparar? O que podemos fazer para ajudar essas pessoas a superar este trauma, a reencontrar a vida, a reencontrar também a confiança na mensagem de Cristo?", perguntou-se.

E respondeu: "Atenção, compromisso com as vítimas é a primeira prioridade, com ajudas materiais, psicológicas e espirituais".

Os culpados

Depois, apresentou-se o problema de como reagir diante das pessoas culpadas por estes delitos; o Pontífice propôs, antes de tudo, que lhes seja aplicada "a justa pena" e que sejam excluídas "de toda possibilidade de contato com os jovens".

"Sabemos que isso é uma doença - esclareceu -, que a vontade livre não funciona onde há uma doença e, portanto, devemos proteger estas pessoas de si mesmas e encontrar a maneira de ajudá-las e excluí-las de todo acesso aos jovens."

Por último, considerou que é necessário dar toda a importância necessária à "prevenção e educação na escolha dos candidatos ao sacerdócio", ou seja, é preciso "estar atentos para que, segundo as possibilidades humanas, sejam excluídos casos futuros".

“Jovens, a Igreja agora pertence a vós”, afirma Papa

GLASGOW, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI alertou os jovens contra o que é inútil na vida, recomendando-lhes que sejam conscientes da sua dignidade como filhos de Deus e vivam em coerência com isso.

O Papa fez este convite sincero aos jovens de hoje enquanto celebrava uma Missa ao ar livre, em uma tarde escocesa ensolarada, no Bellahouston Park, a aproximadamente 5 km do centro de Glasgow.

Multidões balançando bandeiras do Vaticano deram as boas-vindas ao Papa em Edimburgo, e ele fez o papamóvel parar para beijar uma pequena menina. Houve um momento de recolhimento silencioso da multidão, antes de começar a Missa.

O Pontífice chegou hoje à Escócia, começando assim uma viagem de 4 dias ao Reino Unido, que incluirá um discurso a representantes da sociedade britânica e a beatificação do cardeal John Henry Newman.

A homilia do Santo Padre se referiu a temas que vão do ecumenismo e da evangelização da cultura à necessidade de orar pelas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Este foi o último tema que fez parte da sua saudação particular aos jovens, com a qual encerrou a homilia.

"Convido-vos a levar uma vida digna do nosso Senhor e de vós mesmos", disse aos "queridos jovens católicos da Escócia".

Brilhantes, mas vazios

Bento XVI reconheceu as "muitas tentações que deveis enfrentar cada dia - drogas, dinheiro, sexo, pornografia, álcool - e que o mundo vos diz que vos darão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão".

"Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-o, conhecei-o e amai-o, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual propõe frequentemente."

"Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade como filhos de Deus."

O Pontífice acrescentou que o Evangelho da Missa de hoje, marcada pela festa de São Ninian, apóstolo da Escócia, inclui a exortação de Jesus a orar pelas vocações.

"Elevo minha súplica para que muitos de vós conheçais e ameis Jesus e, por meio deste encontro, vos dediqueis por completo a Deus, especialmente aqueles dentre vós que fostes chamados ao sacerdócio ou à vida religiosa", disse o Santo Padre aos jovens.

"Este é o desafio que o Senhor vos dirige hoje: a Igreja agora pertence a vós!"

Exemplos luminosos

Anteriormente, o Papa se dirigiu de forma particular aos bispos e sacerdotes, animando-os também a rezar pelas vocações.

Pediu aos bispos que dessem prioridade aos sacerdotes e à sua santificação.

"Vivei em plenitude a caridade que brota de Cristo, colaborando com todos eles, em particular com os que têm escasso contato com seus irmãos no sacerdócio - instou. Rezai com eles pelas vocações, para que o Senhor da messe envie trabalhadores à sua vinha."

O Papa também convidou os bispos a se comprometerem pessoalmente na formação dos sacerdotes e também dos diáconos.

"Sede pais e exemplo de santidade para eles, animando-os a crescer em conhecimento e sabedoria no exercício da missão de pregar, à qual foram chamados", afirmou.

Falando aos sacerdotes, recordou-lhes seu chamado à santidade e a modelar suas vidas segundo a cruz de Cristo.

"Pregai o Evangelho com um coração puro e com reta consciência - convidou. Dedicai-vos somente a Deus e sereis exemplo luminoso de santidade, de vida simples e alegre para os jovens; eles, por sua vez, desejarão certamente unir-se a vós em vosso solícito serviço ao povo de Deus."

Consagradas mostram como Igreja é pura e bela, afirma Papa


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após a catequese das últimas duas semanas, sobre Hildegarda de Bingen, o Papa Bento XVI quis propor hoje, durante a audiência geral, o exemplo de outra mulher da Idade Média: Santa Clara de Assis.

"Seu testemunho mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja", sublinhou o Papa, destacando também que, "nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas considerável".

Esta santa, "uma das mais amadas", foi contemporânea de São Francisco de Assis, a quem esteve unida por uma forte amizade e uma experiência de fé comum.

"São os santos que mudam o mundo para melhor, transformam-no de forma duradoura, injetando-lhe as energias que só o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!", afirmou o Papa.

Clara, enfrentando sua família, uniu-se aos frades menores de São Francisco e fez os votos de sua consagração em 1211. Após isso, viveu até sua morte com um grupo de seguidoras, no convento de clausura de São Damião.

"Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres no curso da história ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza de sua Divina Pessoa, preencheu seus corações. E a Igreja toda, através da mística vocação nupcial das virgens consagradas, demonstra aquilo que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo", afirmou o Santo Padre.

De fato, a santa foi a "pobre e humilde virgem esposa de Cristo", afirmou Bento XVI, recolhendo algumas das frases amorosas da santa a Cristo, em uma das quatro cartas que enviou a Santa Inês de Praga.

Outro dos traços da santa, explicou o Papa, foi sua amizade com São Francisco: "A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura", afirmou, recordando o exemplo de outros santos.

O terceiro aspecto que Bento XVI sublinhou de Clara de Assis foi a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina.

De fato, ela obteve do Papa o chamado Privilegium Paupertatis, que permitia - algo inédito naquela época - não ter nenhuma propriedade material.

"Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente, e as autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs", explicou.

No convento de São Damião, Clara "praticou de modo heróico as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade, (...) submetendo-se também a tarefas muito humildes".

"Sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que em duas ocasiões se comprovou um fato prodigioso. Só com a ostensão do Santíssimo Sacramento, afastou os soldados mercenários sarracenos, que estavam a ponto de agredir o convento de São Damião e de devastar a cidade de Assis", destacou.

O Santo Padre concluiu afirmando que as clarissas "têm um belíssimo papel na Igreja, com sua oração e sua obra".

Índia: bispo de Orissa denuncia conversões forçadas

BHUBANESHWAR, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – No Estado oriental de Orissa, Índia, registram-se diversos casos de conversões forçadas dos católicos para o hinduísmo, denuncia o arcebispo de Cuttack.

Dom Raphael Cheenath, arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, destaca que em mais de dez aldeias do distrito de Kandhamal, cenário de violência contra cristãos em 2008, católicos são obrigados a se converter para poder conservar suas casas; informou nessa terça-feira a agência AsiaNews. Em outras 27 aldeias, os refugiados da violência anti-cristã são forçados a viver em alojamentos improvisados.

“Estes fatos – afirma Dom Cheenath – violam a lei de liberdade religiosa que o governo de Orissa prometeu aplicar com vigor. O Estado se define laico e não deveria fechar os olhos diante desta violência.”

O bispo de Cuttack destacou que os refugiados têm direito de retornar para suas aldeias, e o governo local deve garantir-lhes condições adequadas de segurança.

Dom Cheenath denuncia os escassos ressarcimentos obtidos pelas vítimas para reconstruir suas casas e a impossibilidade para muitos cristãos de recuperar sua própria terra.

Entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, no distrito de Kandhamal, extremistas hindus assassinaram 93 pessoas, queimaram e saquearam mais de 6.500 casas, destruíram mais de 350 igrejas e 45 escolas.

Devido à perseguição, mais de 50 mil pessoas fugiram para a floresta. Em setembro de 2009, o governo fechou os campos de refugiados para transmitir sensação de normalidade. Mas, uma vez que voltaram para suas aldeias, centenas de famílias foram obrigadas a fugir novamente, devido às hostilidades.