sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mudanças na Congregação para o Clero e em “Cor Unum”

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 7 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - O Papa nomeou Dom Mauro Piacenza como prefeito da Congregação para o Clero, em substituição do cardeal Cláudio Hummes, que havia apresentado sua renúncia por motivos de idade, segundo informou hoje a Sala de Imprensa da Santa Sé.

Por outro lado, Bento XVI nomeou o arcebispo africano Robert Sarah, até agora secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, como presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, substituindo, assim, o cardeal Paul Josep Cordes, quem também havia apresentado sua renúncia ao cargo por razões de idade.

Após a divulgação da sua nomeação, Dom Piacenza, até agora secretário da Congregação para o Clero, destacou a ZENIT sua vontade de "trabalhar incansavelmente pelo verdadeiro bem do clero e da santa Igreja, sem antepor jamais nada ao amor de Cristo".

Também indicou a necessidade da formação inicial e permanente do clero, "sobre a qual é preciso vigiar continuamente, porque não formamos ‘funcionários de Deus', mas ‘outros Cristos'".

Dom Piacenza trabalha na Congregação para o Clero desde 1990. Em 1997, foi nomeado chefe de departamento; em 2000, subsecretário; e agora, prefeito.

Nascido em Gênova (Itália) há 66 anos, foi ordenado sacerdote em 1969. Em 2003, foi nomeado presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja. Ao mesmo tempo, foi presidente da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra.

O cardeal Cláudio Hummes, OFM, esteve à frente da congregação desde 31 de outubro de 2006. No último mês de agosto, cumpriu 76 anos.

Nascido em Montenegro, no sul do Brasil, no seio de uma família de origem alemã, foi ordenado sacerdote em Divinópolis (Minas Gerais) em 1958, pertencendo à Ordem Franciscana dos Irmãos Menores.

Nomeado bispo coadjutor e depois bispo diocesano de Santo André em 1975, João Paulo II o nomeou arcebispo de Fortaleza em 21 de julho de 1996. O mesmo papa o nomeou arcebispo de São Paulo em 1988 e o criou cardeal em 2001.

Em 2002, o Papa Karol Wojtyla lhe confiou a tarefa de pregar os exercícios espirituais à Cúria Romana, meditando sobre como ser discípulos de Cristo.

Destaca-se seu compromisso a favor do diálogo ecumênico, da promoção dos leigos, da pastoral operária e da formação dos sacerdotes.

Ele foi um dos artífices do Encontro Mundial das Famílias com João Paulo II, no Rio de Janeiro, em 1997.

Seu trabalho pelos sacerdotes encontrou um momento culminante durante o Ano Sacerdotal, que a Igreja celebrou de junho de 2009 a junho de 2010.

A Congregação para o Clero recolhe, sugere e promove iniciativas para a santidade e a formação intelectual e pastoral do clero (sacerdotes diocesanos e diáconos).

Também cuida dos capítulos catedralícios, os conselhos pastorais, os conselhos presbiterais, as paróquias, os párocos e sacerdotes que exercem o ministério pastoral, e dá seguimento à catequese.

Esta congregação vaticana também é competente em matéria de conservação e administração dos bens temporais da Igreja: bens imóveis, taxas, tributos e doações.

Por sua vez, o novo presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, Dom Robert Sarah, de 65 anos, é o arcebispo emérito de Conakry (Guiné-Bissau).

Nascido em Ourous (na arquidiocese de Conakry), recebeu a ordenação sacerdotal em 20 de julho de 1969. Em 13 de agosto de 1979, foi nomeado bispo de Conakry; e foi consagrado no dia 8 de dezembro desse mesmo ano. No dia 1º de outubro de 2001, foi nomeado secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos.

O cardeal Cordes (a quem o Papa recebeu em audiência precisamente hoje), de 76 anos, deixa a presidência do Conselho Pontifício Cor Unum, cargo que João Paulo II lhe confiou no dia 2 de dezembro de 1995.

Nascido em Kirchhundem (Alemanha), foi ordenado sacerdote em 1961. Foi nomeado bispo auxiliar de Paderborn em 1975. Em 1980, foi nomeado vice-presidente do Conselho Pontifício para os Leigos e, em 24 de novembro de 2007, foi criado cardeal.

Cor Unum (um só coração) é o conselho pontifício encarregado de coordenar e promover a caridade na Igreja.

Foi criado para a promoção humana e cristã pelo Papa Paulo VI, com a carta Amoris officio, de 15 de julho de 1971.

Cor Unum "exprime a solicitude da Igreja Católica para com os necessitados, a fim de que seja favorecida a fraternidade humana e se manifeste a caridade de Cristo", segundo estabeleceu João Paulo II na constituição apostólica Pastor bonus (art. 145).

Entre seus objetivos, o dicastério vaticano busca ser instrumento executivo do Santo Padre quando empreende iniciativas humanitárias especiais, em casos de calamidade ou no campo da promoção humana integral.

Também promove a catequese da caridade e estimula os fiéis a darem testemunho concreto da caridade evangélica; favorece e coordena as iniciativas das instituições católicas mediante a troca de informações no espírito de fraterna colaboração, com o fim de favorecer o desenvolvimento integral.

Entre outras, tem a tarefa especial de acompanhar a atividade da Cáritas Internacional, confederação de mais de 160 organismos caritativos, em geral instituições nacionais responsáveis pela atividade caritativa, reconhecidas por suas respectivas conferências episcopais.

Também aplica as disposições do Papa referentes ao sustento da promoção humana integral nos países em vias de desenvolvimento.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Papa propõe “recuperar” terço diário


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Antes de concluir suas saudações nos diversos idiomas, durante a audiência geral realizada hoje na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI animou os fiéis a "redescobrir" a oração do terço.

"Outubro é o mês do rosário, que nos convida a valorizar essa oração tão querida pela tradição do povo cristão", afirmou o Pontífice, durante sua tradicional saudação aos doentes, jovens e recém-casados.

Recordando que amanhã a Igreja celebrará Nossa Senhora do Rosário, o Papa convidou os jovens a "fazer do terço sua oração de todos os dias".

"Animo-vos, queridos doentes, a crescer, graças à oração do terço, no confiante abandono nas mãos de Deus", prosseguiu.

Aos recém-casados, o Papa concluiu exortando a "fazer do terço uma contemplação constante dos mistérios de Cristo".

Cardeal Bertone: jornalistas católicos podem abrir a sociedade a Deus

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Os meios de comunicação católicos têm o desafio de abrir a sociedade a Deus, considera o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI.

Assim explicou aos 230 comunicadores, procedentes de 83 países, que participam do congresso mundial da imprensa católica, convocado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que Bento XVI encerrará amanhã no Vaticano.

O purpurado, na homilia que lhes dirigiu durante uma Missa concelebrada hoje na Basílica de São Pedro, esclareceu que os jornalistas católicos, "como os demais, estão chamados a informar e formar", mas também têm de contribuir para "o anúncio e a abertura da sociedade a Deus".

O cardeal convidou os comunicadores a mostrarem "a relação entre fé e razão, uma relação respeitosa e clara com as diferentes posições presentes no debate público".

E acrescentou: "Sem cair na tentação de dar espaço a interesses partidários, políticos, econômicos ou inclusive religiosos, para servir unicamente à verdade".

Esta é uma grande tarefa, portanto, "quando se leva em consideração a pobreza de recursos disponíveis. Mas precisamente esta condição faz parte do estilo com que o Reino de Deus abre caminho. Sua riqueza e força estão no Evangelho que vocês comunicam, seu apoio é Deus. Deem-lhe espaço".

A Missa na Basílica de São Pedro foi concelebrada por 12 prelados, entre os quais se encontrava o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e por aproximadamente 60 sacerdotes.

'Em hipótese alguma' PV vai trocar apoio por cargos, diz Marina


A senadora Marina Silva (PV), terceira colocada nas eleições para a Presidência da República com quase 20 milhões de votos, disse nesta quarta-feira (6) que seu partido não vai negociar apoio a um dos candidatos que disputará o segundo turno em troca de cargos no novo governo.

“Vamos ter um processo transparente, democrático, baseado em programa e, em hipótese alguma, baseado na velha política da discussão em torno de cargos”, disse, em entrevista coletiva em São Paulo. Marina afirmou ainda que o compromisso de quem receber seu apoio e o do partido não poderá ser algo apenas “declaratório”, mas que deverá ser incorporado ao debate do segundo turno.

Ela aproveitou também para criticar as campanhas de Dilma e Serra. Disse que o segundo turno é uma “bênção” e uma “segunda chance” para se discutir propostas

“Ainda não temos plano de governo por parte das candidaturas e obviamente que não se pode ser presidente da República sem um plano de governo.” Em outro momento, afirmou que, no primeiro turno, “quem tinha tempo de televisão não tinha propostas e quem tinha propostas não tinha tempo de televisão”.

Derrota de Tasso e Virgílio
A senadora afirmou que há “fenômenos” ocorridos no primeiro turno que mostram o “amadurecimento da sociedade”.

Ela apresentou como exemplos o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter conseguido, "mesmo com sua popularidade", fazer com que Dilma fosse eleita no primeiro turno e o fato de que a votação que ela, Marina, obteve, ter forçado a realização do segundo turno. Além disso, citou derrotas de lideranças tucanas nas eleições ao Senado.

“A não eleição do senador Tasso [Jereissati] e do senador Arthur Virgilio também sinaliza algo. As pessoas não querem mais saber, primeiro, da velha política. E as pessoas estão dizendo claramente que não é situação por situação, senão teria ganho a candidata do presidente que tem mais de 80%. E nem é oposição por oposição, senão teriam sido eleitos as principais referências do projeto que durante oito anos fez oposição por oposição.”

Código Florestal
Marina evitou comentar a declaração de Serra dada na terça (5), quando afirmou o tucano ser um “ambientalista convicto”. A senadora disse que não poderia fazer um julgamento do tucano, mas fez uma crítica indireta a ele e a Dilma.

“Durante a discussão sobre o Código Florestal, com o equivocado relatório do deputado Aldo Rebelo, eu instei os dois candidatos que se manifestassem sobre a questão do Código Florestal. Infelizmente, eles não se manifestaram naquela oportunidade.”

Convenção do PV
O PV fará uma convenção no próximo dia 17 de outubro para definir a posição do partido. Os dois candidatos que disputarão o segundo turno – Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) – procuraram Marina e esperam o apoio da senadora.

Segundo Marina, nesta quinta (7), uma comissão política nacional do partido vai se reunir para definir propostas prioritárias do programa de governo que deverão ser incorporadas pelo candidato que receber o apoio do PV. Antes da convenção, as propostas serão apresentadas aos dois candidatos e divulgadas à sociedade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A vida de São Francisco de Assis


O nascimento:
Filho de Pietro Bernardone e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade de Assis, província da Umbria no centro da Itália.

Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negócios principalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. A mãe de Francisco, foi de fato a mulher da sua vida e foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinho especial pela relação materna em geral.


A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus, é mais um sinal do seu particular respeito e Amor pelas mães de todo o mundo.
Era frequente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amor nos seus diálogos e pregações.

Em relação ao pai, apesar do amor e respeito que nutria por ele, a relação não foi um exemplo e assim conheceu alguns episódios desagradáveis.

Francisco teve um irmão, de que a história pouco fala.

Chegado o momento do parto, Dona Pica, assistida por várias pessoas que ajudavam, teve muitas dificuldades e o nascimento da criança parecia se complicar.

Eis que batem à porta, e a criada ao atender depara-se com um mendigo que lhe transmite que a senhora da casa deverá dar à luz no estábulo da casa, junto aos animais.

Dona Pica, ao saber do sucedido, pediu ajuda às criadas para a levarem até ao estábulo. Lá chegada, a criança nasceu e foi lhe dado o nome de João (Giovanni). O pai, quando regressou, em homenagem à França, mudou-lhe o nome para Francisco.

A Juventude
Francisco era o líder da juventude de sua cidade. Alegre, amante da música e das festas, com muito dinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes, noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade.

A Itália, como toda a Europa daquela época, vivia uma fase bastante conflituosa de sua história, marcada pela passagem do sistema feudal (baseado na estabilidade, na servidão e nas relações desiguais entre vassalos e suseranos) para o sistema burguês, com o surgimento das "comunas" livres (pequenas cidades).

Eram frequentes, nesta época, guerras e batalhas entre os senhores feudais e as emergentes comunas. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas freqüentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, que também ansiava pela fama e nobreza, Francisco partiu para mais uma guerra que os senhores feudais, baseados na vizinha cidade de Perúsia, haviam declarado contra a Comuna de Assis.
Durante os combates, em uma tarde de inverno, Francisco caiu prisioneiro, sendo levado para a prisão de Perúsia, onde permaneceu longos e gelados meses. Para um jovem cheio de vida como ele, a inércia da prisão deve ter sido especialmente dolorosa. Somente seu espírito alegre, seu temperamento descontraído e seu gosto pela música o salvaram do desespero. Encontrava ainda forças para reconfortar e reanimar a seus companheiros de infortúnio.

Costumava dizer, em tom de brincadeira para seus companheiros: "Como quereis que eu fique triste, sabendo que grandes coisas me esperam? O mundo inteiro ainda falará de mim!"

Ao término de um ano foi solto da prisão, retornando para Assis, onde se entregou novamente aos saudosos divertimentos da juventude e às atividades na casa comercial de seu pai.

Enfermidade e o início da conversão

O clima insalubre da prisão, agravado pelos prolongados meses de inverno, haviam-lhe enfraquecido o organismo, provocando agora uma grave enfermidade. Depois de longos meses de sofrimento, sem poder sair da cama, finalmente conseguiu melhorar. Ao levantar-se, porém, não era mais o mesmo Francisco. Sentiu-se diferente, sem poder compreender o porquê. A verdade é que a humilhação e o sofrimento da prisão, somado ao enfraquecimento causado pela doença, provocaram profundas mudanças no jovem Francisco. Foi o caminho que Deus escolheu para entrar mais profundamente em sua vida. Já não sentia mais prazer nas cantigas e banquetes em companhia dos amigos. Começou a perceber a leviandade dos prazeres puramente terrenos, embora ainda não buscasse a Deus. Na verdade, Francisco não nasceu santo, mas lutou muito para se tornar santo!

Francisco havia perdido o gosto pelos prazeres mundanos, mas conservava ainda a ambição da fama. Por esse motivo, sonhava com a glória das armas e a nobreza, que se conquistavam nos campos de batalha.

Por isso, aderiu prontamente ao exército que o Conde Gentile de Assis estava organizando para ajudar o Papa Inocêncio III na defesa dos interesses da Igreja. Contou para isso com a aprovação entusiasmada do pai, que vislumbrava aí a oportunidade tão longamente esperada de enobrecer sua família. Deus, porém, lhe reservava algumas surpresas ...

Antes de partir, num impulso de generosidade, Francisco cedeu a um amigo mais pobre os ricos trajes e a armadura caríssima que havia preparado para si. Isso lhe valeu um sonho estranho: viu um castelo repleto de armas destinadas a ele e a seus companheiros. Francisco não conseguiu entender o significado do sonho. Pensou que estava, talvez, destinado a ser um famoso guerreiro! O fato é que o sonho não lhe saía do pensamento.

Ao chegar ao povoado de Espoleto, Deus tornou a lhe falar em sonhos, desta vez com maior clareza, de modo que ele reconheceu a voz divina que lhe perguntava: "A quem queres servir: ao Servo ou ao Senhor?" Francisco respondeu prontamente: "Ao Senhor, é claro!" A voz tornou a lhe falar: "Por que insistes então em servir ao servo? Se queres servir ao Senhor, retorna a Assis. Lá te será dito o que deves fazer!" Francisco entendeu, então, que estava buscando apenas a glória humana e passageira. Estava fazendo a vontade de pessoas ambiciosas e mesquinhas e não a vontade do Senhor do Universo.

Desafiando os sorrisos de desdém dos vizinhos e a cólera de Pedro Bernardone, contrariado em seus projetos, Francisco retornou a Assis, dando prova da energia de seu caráter e do valor do seu ânimo, virtudes que se mostrariam valiosas mais tarde nos percalços de seu novo caminho.

Começou a longa busca e a longa espera: "O que Deus quer de mim? O que Ele quer que eu faça?" Era esse o constante questionamento de Francisco.

Para tentar desvendar os desígnios de Deus, passou a se dedicar à oração e à meditação. Percorria campos e florestas em busca de lugares mais tranquilos, em busca de respostas para suas dúvidas e inquietações. Para ele, tudo passou a ter outro sentido. Passou a enxergar as coisas com outros olhos e outro coração.

Viagem a Roma
Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e, indignado pelo que viu, exclamou: "É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!" E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.

A família e os amigos estavam preocupados com o jovem Francisco: o que lhe estaria acontecendo? Será que ainda estava em pleno juízo? Seu pai, então, não se conformava! Não era isso que ele tinha sonhado para seu filho! Indignado, forçava-o a trabalhar cada vez mais em seu estabelecimento comercial.

O beijo no leproso e o novo chamado de Deus

Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera um ser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.

Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãos sangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.

Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".

Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo bizantino, que a piedade popular ali venerava, quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: "Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". Não percebendo o alcance desse chamado e vendo que aquela Igrejinha estava precisando de urgente reforma, Francisco regressou a Assis, tomou da loja paterna um grande fardo de fina fazenda e vendeu-a. Retornando, colocou o dinheiro nas mãos do sacerdote de São Damião, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução da capela com suas próprias mãos.

Conhecendo o caráter de Pedro Bernardone, é fácil imaginar sua cólera ao ver desfalcada sua casa comercial e perdido o seu dinheiro. Não bastava já o desfalque que dava ao entregar gratuitamente mercadorias e alimentação para os "vagabundos" necessitados? Agora mais essa! E Francisco teve que se esconder da fúria paterna.

Certo dia saiu resolutamente a mendigar o sustento de porta em porta na cidade de Assis. Para Bernardone isso já era demais! Como podia ele envergonhar de tal forma sua família? Se seu filho havia perdido o juízo, era necessário encarcerá-lo! Assim, Francisco experimentou mais uma vez o cativeiro, desta feita num escuro cubículo debaixo da escada da própria casa paterna. Depois de alguns dias, movida pela compaixão, sua mãe abriu-lhe às escondidas a porta e o deixou partir livremente para seguir o seu destino.

O despojamento das vestes e dos bens materiais

Ao final de 1206, Pedro Bernardone, convencido de que nem as razões nem a força podiam torcer o ânimo de Francisco, decidiu recorrer ao Bispo, instaurando-se um julgamento como nunca aconteceu na história de outro santo. O palco do julgamento foi a própria Praça Comunal de Assis, junto à igreja de Santa Maria e à casa do bispo, bem à vista de todos.

Bernardone exigiu que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele. Francisco sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: "Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste".

O Bispo, então, o acolheu, envolvendo-o com seu manto.

Daquele momento em diante, cantando "Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo", afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos, tratando de suas feridas, e à reconstrução das Capelas e Oratórios que cercavam a cidade. Cada dia percorria as ruas mendigando seu pão e convidando as pessoas para que contribuíssem com pedras e trabalho na restauração das "Casas de Deus" que estavam em ruínas.
De alguns recebia apoio e incentivo. De muitos, o desprezo e a zombaria. No entender da maioria, o filho de Pedro Bernardone havia perdido completamente o juízo.

Estava já terminando a restauração da última Igrejinha da redondeza, a capelinha de Santa Maria dos Anjos e perguntava-se o que faria depois. O que mais lhe pediria Deus? Não havia entendido ainda que a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego de seus líderes às riquezas e ao poder.

Devia ser aquele o ano de 1209. Certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: tratava-se da passagem em que Cristo instruía seus Apóstolos sobre o modo de ir pelo mundo, "sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso ..." (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: "É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!" E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: "Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo"!

A partir daquele dia, Francisco iniciou sua vida de pregador itinerante, percorrendo as localidades vizinhas e pregando, em palavras simples, o Evangelho de Cristo.

Muitos começaram, enfim, a compreender o sentido dessa vida e manifestaram o desejo de seguí-la.

No ano de 1210, Francisco e seus seguidores viajaram até Roma para buscar a aprovação do Papa para o seu modo de vida. Mas como aquele bando de mendigos, maltrapilhos e desconhecidos seria recebido pelo severo Inocêncio III? Francisco rezava e confiava. Afinal, não era o próprio Cristo que o estava conduzindo?

Por coincidência ou providência divina, encontrava-se em Roma, nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador de Francisco. Graças a ele o Papa os recebeu.

Inocêncio III ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de Francisco, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão (a igreja-mãe de todas as Igrejas do mundo!), que ameaçava ruir. O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja, naquele tempo tão distanciada dos ensinamentos de Cristo! Por isso deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial da Igreja. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregar o Evangelho nas igrejas e fora delas e os despediu com sua bênção. Este fato histórico ocorreu a 16 de Abril de 1210, marcando o nascimento oficial da Ordem Franciscana.

Ao voltar de Roma, Francisco e seus companheiros resolveram ficar por uns tempos em Rivotorto. No lugar de Rivotorto, existia um pequeno casebre, cuja função era apoiar e dar abrigo aos viajantes que pontualmente passavam por ali.

Sermão das aves

Certo dia, Francisco saiu para uma missão. Entre Cannara e Bevagna, num local silvestre, onde havia um pequeno descampado e ao redor muitas árvores de todas as espécies.

Em cima das árvores, voando em revoadas e espalhadas pelo chão no descampado, muitas aves, que cantavam e se confraternizavam com grande alarido.

O Santo falou a seus discípulos: "Esperem um momento, vou pregar às nossas irmãzinhas aves!"

Entrou no campo indo de encontro às aves que estavam no chão. E mal começou a pregar, as que estavam nas árvores desceram. Nenhuma se mexia, embora andando ele passasse perto e mesmo chegasse a roçar nelas com a extremidade de sua veste! E dizia às aves:

"Minhas irmãzinhas aves, vocês devem muito a DEUS, o CRIADOR, e por isso, em todo lugar que estiverem devem louva-LO, porque ELE lhes permitiu que voassem para onde quisessem, livremente, da mesma forma que devem agradecer o alimento que ELE lhes dá, sem que para isso tenham que trabalhar; agradeçam ainda a bela voz que o SENHOR lhes proporciona, que lhes permitem realizar lindas entonações! Vejam, minhas queridas irmãzinhas, vocês não semeiam e não ceifam. É DEUS quem lhes apascenta, quem lhes dá os rios e as fontes, para saciar a sede; quem lhes dá os montes e os vales, para o seu refúgio e lazer, assim como lhes dá as árvores altas, para fazerem os ninhos. Embora não saibam fiar e nem coser, DEUS lhes concede admiráveis vestimentas para todas vocês e seus filhos, porque ELE lhes ama muito e quer o bem estar de vocês. Por isso, minhas irmãzinhas, não sejam ingratas, procurem sempre se esforçarem em louvar a DEUS."
Acabando de dizer-lhes estas palavras, todas as aves num gesto quase uniforme, começaram a abrir os bicos e esticar os pescoços, à medida que abriam as asas e inclinavam reverentemente a cabeça até a terra, cantando, demonstrando assim que Francisco lhes havia proporcionado uma grande satisfação!

Finalmente, São Francisco lhes fez o Sinal da Cruz e deu-lhes licença de se retirarem. Então, todas aquelas aves se levantaram no ar com um maravilhoso canto, e logo se dividiram em revoadas e desapareceram atrás das colinas e das matas.

Conta-se que, dias depois, o Santo foi em companhia de Frei Massau a um lugarejo chamado Alviano, entre Orte e Orvieto. Pararam na praça do Mercado e como sempre, cantaram uma melodia com versos que convidavam a conversão do coração, com a finalidade de reunir o povo. Depois começou a pregar. Entardecia. As andorinhas que ainda hoje fazem ninho nos altos muros e nas torres das construções, voavam de um lado para outro em ciclo contínuo, cantando forte e de modo quase uníssono. Os habitantes do lugarejo que se comprimiam ao redor para ouvir a palavra dele, não estavam conseguindo entender quase nada, porque o barulho das andorinhas era muito intenso. Então, Francisco com a maior tranqüilidade, olhou para elas e com muita doçura disse:

"Irmãs andorinhas, parece-me que agora é minha vez de falar. Já cantaram e falaram bastante! Escutem, pois, a palavra de DEUS e fiquem silenciosas enquanto eu falo!"

Elas pararam e fizeram um grande silêncio, por todo o tempo que ele falou.

A morte de Francisco
Quando percebeu que estava próximo de morrer, mandou que o levassem para a sua pequena cela na Porciúncula. No Sábado dia 3 de Outubro, o Santo vivia os seus últimos momentos. Ao entardecer começou a cantar o Salmo 141 de David, rodeado pelos frades que choravam e não queriam deixa-lo sozinho. Com o passar do tempo, o som de sua voz foi perdendo a intensidade até que emudeceu inteiramente. Seus lábios fecharam para sempre e foi cantando, que entrou na eternidade. DEUS infinita bondade, ainda permitiu uma última saudação ao seu humilde cantor. Por cima de sua cabana e ao redor, apenas a voz do Santo calou, o espaço foi ocupado por um sonoro e imprevisto coro de vozes de todas as aves, que em profusão e admirável alarido vieram cantando dar-lhe o último adeus.

Dois anos após sua morte foi beatificado e em 1228, declarado Santo no dia 16 de Julho pelo Papa Gregório IX. Seu Mausoléu encontra-se na Basílica com o seu nome, em Assis.
São Francisco foi escolhido oficialmente padroeiro da Itália.

Uma ordem de irmãos

A Ordem Franciscana foi criada como uma Ordem de Irmãos, que assumiam a missão de viver e pregar o Evangelho. Não era uma Ordem Clerical (Ordem composta por sacerdotes), como outras que já existiam. O próprio Francisco não quis ser sacerdote e os primeiros frades também não tinham esse objetivo. Desde o início, porém, houve o ingresso de alguns sacerdotes já formados, que desejavam ser franciscanos. Algum tempo depois, sobretudo quando Santo Antonio, professor de Teologia, ingressou na Ordem, passou a ensinar Teologia aos frades e alguns deles passaram a se ordenar sacerdotes. Mais tarde, devido principalmente às necessidades da Igreja, a maioria dos frades passou a se ordenar. Mas até hoje, dentro da ordem Franciscana, convivem como irmãos, em igualdade de condições, frades sacerdotes e não sacerdotes (estes chamados outrora de irmãos leigos, por não serem sacerdotes), cada um exercendo a sua função. Esse é, sem dúvidas, um dos aspectos mais belos da Ordem criada por São Francisco.

As Clarissas
Francisco, além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina), foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana, conhecida também por Ordem de Santa Clara, abrindo assim a vivência do ideal franciscano para o ramo feminino. A primeira religiosa franciscana foi a jovem Clara Offreduccio, mais tarde chamada de Santa Clara de Assis, jovem de família nobre e admiradora de Francisco desde que o conhecera como "Rei da Juventude" pelas ruas e festas de Assis. Passou a admirá-lo mais ainda, quando se tornou um inflamado pregador da alegria e da paz, da pobreza e do amor de Deus, não só através de palavras mas com o exemplo de sua própria vida.

Era isso precisamente o que almejava a jovem Clara. Não estava satisfeita com os esplendores do palácio de sua família, nem com o sonho do futuro enlace principesco ao qual seus pais a estavam encaminhando. Sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.


Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.

Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.

O TAU na vocação Franciscana
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.

As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano.

São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.

Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.
No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!

Jaques Wagner é reeleito governador aqui na Bahia


O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi reeleito neste domingo (3), no primeiro turno, para continuar por mais quatro anos no governo.

Com 81,67% das urnas apuradas e 63,44% dos votos válidos, Wagner garantiu a vitória matemática sobre o ex-governador Paulo Souto (DEM), com quem disputou o governo outras duas vezes, e o ex-ministro de Integração Regional Geddel Vieira Lima (PMDB).

A disputa eleitoral na Bahia se deu com a divisão da coligação formada pelo PT com o PMDB nacionalmente. No estado, Lima concorreu com Wagner, dividindo o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a campanha, Lula pregou a pacificação do estado após a eleição e disse que o pleito é apenas "um episódio da nossa vida". O presidente lembrou que Wagner e Lima foram aliados em 2006.

Wagner chegou ao final do seu mandato como um dos governadores de maior popularidade do país. Pesquisa Datafolha realizada em julho indicou que os baianos davam nota de 6,6 ao governo de Wagner, a segunda mais alta entre os estados que receberam a pesquisa (PE, BA, SP, RJ, RS, PR, MG e DF).

Wagner foi eleito governador pela primeira vez em 2006, com 52,89% dos votos, quando quebrou um ciclo de quatro mandatos consecutivos do PFL à frente da Bahia. Ele chegou ao poder depois de derrotar seu principal concorrente na disputa, o então governador Paulo Souto (PFL), lançado à política pelo senador Antonônio Carlos Magalhães (PFL) e que o havia derrotado quatro anos antes. Ele era governador quando ACM morreu, em julho de 2007, por conta de problemas cardíacos.

Antes de ser governador, Wagner ocupou o Ministério do Trabalho no governo Lula (entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004) e também foi ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Com a crise do "mensalão", foi designado Ministro das Relações Institucionais.

Muitos creditam à sua atuação no cargo e à eleição à presidência da Câmara de Aldo Rebelo, a quem substituiu no ministério, o fim da tormenta dos escândalos políticos que assolavam o governo. Deixou o ministério para se candidatar ao governo da Bahia.

Jaques Wagner fez carreira política na Bahia, mas nasceu no Rio de Janeiro. Pai de três filhos, é casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça.

Sua iniciação na vida política teve origem no movimento estudantil, a partir de 1968. O petista foi presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.

Em 1973, foi obrigado a abandonar o curso, para o qual nunca retornou, em razão de perseguições do regime militar. Mudou-se então para Salvador e começou a trabalhar no pólo petroquímico de Camaçari, como técnico em manutenção.

Pouco tempo depois, já militava no meio sindical. De 1987 a 1989 foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica).

Em 1989, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Sua ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem dessa época. Ambos se conheceram em um congresso de petroleiros. Também foi um dos responsáveis pela organização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia.

Seu primeiro cargo eletivo foi conseguido em 1990, quando obteve um mandato como deputado federal. Foi reeleito duas vezes (em 1994 e em 1998).

Apesar da vitória, Wagner já sofreu duas derrotas nas urnas. Em 1996, tentou a prefeitura de Camaçari, na Grande Salvador, mas perdeu o pleito. Em 2002, tentou o governo da Bahia, mas perdeu para o seu antecessor no governo, Paulo Souto (então do PFL), com quem novamente disputou em 2006.

Dilma e Serra decidirão eleição para presidente no segundo turno


A eleição presidencial será decidida em segundo turno entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), de acordo com os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 99,23% das urnas apuradas, na noite deste domingo (3), a petista tinha 46,77% dos votos válidos (sem considerar votos brancos e nulos) contra 32,67% do tucano.

A quantidade de votos a ser apurada não é suficiente para Dilma vencer no primeiro turno. Para se eleger em primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos.

De acordo com o TSE, com 99,23 % das urnas apuradas, Marina Silva, do PV, registrava 19,48% dos votos válidos, e Plínio de Arruda Sampaio, 0,88%.

Os eleitores terão que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro para decidir entre Dilma e Serra. O início da propaganda eleitoral do segundo turno no rádio e na TV está previsto para se iniciar na próxima terça-feira (5).

candidata Dilma Vana Rousseff, 62 anos, é ex-ministra da Casa Civil. Na campanha eleitoral, contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na última pesquisa Ibope, a avaliação positiva do governo alcançava 77%. Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.

Ela nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). No regime militar, atuou em organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada. Filiou-se ao PT em 2001, após ter deixado o PDT. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul. Em 2005, sucedeu José Dirceu na Casa Civil, que deixou o cargo após denúncia de envolvimento no caso chamado mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo.

Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, mas disse que já estar curada.

José Serra, de 68 anos, foi deputado federal, senador, ministro da Saúde e do Planejamento, prefeito de São Paulo e governador do estado.

Durante a campanha, afirmou que é mais preparado e experiente do que Dilma para assumir o cargo de presidente. Não criticou o presidente Lula, e disse que, se eleito, manterá os progressos obtidos pelo atual governo. Defendeu, no entanto, que as políticas sociais de sucesso foram iniciadas durante o governo FHC, antecessor de Lula.

José Serra nasceu em 19 de março de 1942 na capital paulista, é casado e tem dois filhos. É formado em economia e engenharia. Iniciou a vida política no movimento estudantil. Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante o regime militar, passou 13 anos no exílio. Ajudou a fundar o PSDB no final da década de 80.

Apoios

Antes da deflagração da campanha, o presidente Lula se empenhou em montar uma grande aliança política para sustentar a candidatura de Dilma. Além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incorporou à coligação o PMDB, um dos maiores partidos do país.

O PMDB indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara. Nos últimos dias de campanha, Lula chegou a dizer que esteve em mais eventos do que quando ele próprio foi candidato e disputou a reeleição, em 2006.

Em fevereiro deste ano, o instituto de pesquisa Ibope apontou Dilma com 25% das intenções de voto contra 36% de seu principal adversário, José Serra. Após o início oficial da campanha eleitoral, quando ela passou a ter a imagem colada à do presidente Lula, a candidatura decolou. No fim de agosto, ela atingiu 51% das intenções de voto contra 27% do tucano, o que indicava uma vitória no primeiro turno para a petista.

José Serra contou com o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) como aliado. Com alta aprovação, Aécio pediu votos para o correligionário no segundo maior colégio eleitoral do país. Serra fez aliança com o Democratas (DEM), que indicou o vice da chapa de Serra, o deputado federal Indio da Costa.

Figura importante do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não apareceu na campanha de Serra no primeiro turno. No começo, Serra chegou a usar imagens de Lula, mas, na reta final, o PSDB colocou na internet vídeos com ataques a Dilma.

Denúncias na campanha


A campanha eleitoral foi marcada por duas grandes denúncias. No começo de setemnbro, foi divulgado um esquema de vazamento de dados sigilosos na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Veronica Serra, filha do principal adversário de Dilma, teve o imposto de renda acessado. A oposição culpou a campanha de Dilma pelo fato, mas ela negou relação e defendeu investigações sobre o assunto.

Duas semanas depois, às vésperas da votação em primeiro turno, surgiu uma nova denúncia: foram divulgadas suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, antes comandada por Dilma. A sucessora de Dilma, Erenice Guerra, antes auxiliar da então ministra, foi o alvo principal das acusações. Um empresário disse que o filho de Erenice cobrou propina para intermediar um contrato e indicou que o dinheiro iria para campanha da petista. Ela negou que houvesse vínculo entre as supostas irregularidades e sua campanha.

Após os escândalos, Dilma chegou a oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto. Os episódios foram usados pela campanha do adversário José Serra. Se, no começo do horário eleitoral, Serra usou imagem de Lula na televisão e chegou a utilizar o nome do presidente em um jingle, o tucano passou a relembrar fatos críticos para o PT, como o escândalo do mensalão e passou a atacar a candidatura adversária.

Programas

No final da campanha, quem ganhou mais espaço e registrou crescimento nas pesquisas de intenção de voto foi a candidata do PV, Marina Silva. A ex-petista se colocou como uma "terceira via" para quebrar o que chamou de "plebiscito" entre Dilma e Serra. Uma das principais críticas de Marina contra os adversários foi o fato de os dois não terem apresentado programa de governo.

Novidade na eleição deste ano, os candidatos precisaram apresentar à Justiça Eleitoral, no registro da candidatura, documento com propostas de governo.

Dilma registrou um documento polêmico, aprovado em convenção do Partido dos Trabalhadores, que previa tributação de grandes fortunas, fim da criminalização de movimentos sociais, defesa da jornada de trabalho de 40 horas e combate ao monopólio dos meios de comunicação. No mesmo dia, o programa foi trocado por um mais ameno, exatamente o mesmo, mas sem os trechos que provocaram questionamentos.

Serra, por sua vez, protocolou dois discursos para apresentar suas propostas, o que também foi alvo de críticas. A campanha argumentou que o documento sintetizava o pensamento do candidato em várias áreas.

Marina Silva entregou documento em que se comprometia em manter a política econômica do país e ampliar os programas sociais.

Propostas

Durante toda a campanha do primeiro turno, a estratégia de Dilma foi garantir que, caso eleita, daria continuidade ao governo bem avaliado do presidente Lula. Ela propôs ampliar programas que se tornaram populares no atual governo, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Prouni.

José Serra também pregou, na campanha do primeiro turno, a continuidade desses programas. Chegou a propor um 13º para o Bolsa Família. Uma das principais propostas, criticada pela campanha petista, foi ampliar o salário mínimo para R$ 600.

domingo, 3 de outubro de 2010

Liturgia Da Palavra

Missa Do 27ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do livro do Profeta Habacuc.

2Senhor, até quando chamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres?
3Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia.
2,2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SALMO RESPONSORIAL


— Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!
— Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!
— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.
— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”.

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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Segunda Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: 6Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade.
8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 13Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus.
14Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo, que habita em nós.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”
6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíes dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria.
7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado?
10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pedidos De Desculpas

Bom por causa de um poblema no meu computador
eu nao pode atualizar o meu blog normamente
mais agora tudo vouto ao normal

Pedro

'Brasil sabe que eu sou um segundo turno competitivo', diz Marina Silva


A candidata à Presidência da República, Marina Silva (PV), aproveitou o último dia de campanha para fazer uma carreata em bairros do subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro, acompanhada do candidato do PV ao governo do RJ, Fernando Gabeira, e de aliados. Ao fim do percurso, a candidata demonstrou que está confiante em um segundo turno.

"O Brasil sabe que eu sou um segundo turno competitivo, e tenho condição de competir com a Dilma de igual para igual. O Serra é a repetição do que foi em 2006. Eu sou a grande novidade, e o Brasil sinaliza o desejo de ter uma mulher na presidência", declarou

Marina Silva também fez promessas de melhorias para as áreas da educação, saúde, segurança e transporte público. Após a caminhada, ela disse acreditar que vai conseguir mais votos que os esperados na eleição. "O que está nas ruas é maior que o que as pesquisas conseguem mostrar. E o que está no coração das pessoas vai se manifestar no dia 3", afirmou a presidenciável.

Após falar à imprensa, ela seguiu em um voo fretado para Diamantina (MG), onde vai realizar outros compromissos da campanha. No final do dia ela viaja para Rio Branco (AC), onde vota no domingo.

Marina disse esperar acompanhar a apuração das urnas junto de seu candidato a vice, o empresário Guilherme Leal, e com aliados do partido, mas ainda não há certeza se será em São Paulo ou em outro estado.