CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI, a Santa Sé e a Igreja trabalharão para “fazer tudo o que for necessário para que os horríveis crimes de abusos sexuais não aconteçam”.
Assim se manifestou o padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Agência de Informação da Santa Sé, numa carta escrita e entregue por ele no último domingo aos responsáveis por um grupo de vítimas de abusos sexuais de membros do clero, presentes em Roma para uma manifestação no Castel Sant'Angelo.
O padre Lombardi encontrou-se com uma representação de oito pessoas do grupo Survivor's Voice,na sede da Rádio Vaticano, próxima ao Castel Sant'Angelo.
Na carta, como informa o L'Osservatore Romano, o porta-voz vaticano lembra que “a Igreja fez e está fazendo muito. Não somente o Papa com suas palavras e com seu exemplo, mas também muitas comunidades da Igreja em várias partes do mundo” trabalham “tanto na escuta das vítimas como na prevenção e na formação”.
Federico Lombardi reafirma que os abusos sexuais, sobretudo de menores, constituem “uma das grandes chagas do mundo de hoje” e que “afetaram e afetam a Igreja católica”, mas que o que aconteceu na Igreja “é uma pequena parte do que ocorreu e ocorre no mundo”.
Por isso, “a Igreja deve, em primeiro lugar, livrar-se do mal e dar bom exemplo da luta contra os abusos dentro da instituição”, mas depois “todos devemos combater, sabendo que é uma chaga generalizada, que acontece mais quando permanece escondida e, inclusive, muitos se alegram pelo fato da atenção concentrar-se atualmente na Igreja, porque podem continuar cometendo delitos sem ser incomodados”.
Esta batalha, acrescenta, deve ser travada juntos, unindo forças contra esse crime que hoje "utiliza meios e vias novas para difundir-se, facilitado pela internet e novas formas de comunicação, devido à crise das famílias, ao turismo e tráfico sexual que exploram a pobreza das pessoas em distintos continentes”.
O porta-voz vaticano conclui sua carta desejando que o que a Igreja está aprendendo e as iniciativas que emprega para “purificar-se e converter-se em um lugar modelo de segurança para os jovens” possa “ser útil para todos”, convidando as vítimas a ver na Igreja uma aliada e não uma adversária.
Os participantes da manifestação organizada pela Survivor’s Voice eram dezenas, procedentes de vários países. Depois da reunião no Castel Sant’Angelo, fizeram uma procissão com velas até a Praça de São Pedro.
Alguns manifestantes expressaram críticas à postura da Igreja, afirmando querer pedir que o Papa atue com maior decisão e faça com que os bispos denunciem os sacerdotes acusados de pedofilia.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Testemunha lembra como Pio XII escondeu judeus no Vaticano
NOVA YORK, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Um judeu testemunhou como seu pai foi salvo dos nazistas ao ser escondido no Vaticano pelo Papa Pio XII.
Este relato é o último recolhido pela Pave the Way Foundation, que esteve recopilando documentos e informes sobre as ações de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial.
Gary Krupp, presidente da fundação, anunciou o último testemunho dado por Robert Adler, membro da Comissão do Alabama para o Holocausto.
Adler lembrou como seu pai, Hugo Adler, foi levado ao Vaticano em 1941 e lá ficou escondido durante cinco semanas. Durante esse tempo, encontrou o Papa Pio XII em muitas ocasiões.
Hugo foi enviado através de uma rede vaticana pela França e Espanha e depois a Sosua, na República Dominicana.
Em seu relato, Robert disse ter sabido através de investigações que os nazistas tinham planejado aniquilar primeiro os judeus e logo fariam o mesmo com os católicos. Observou que, devido a isso, o Pontífice realizou todos os esforços do resgate secretamente.
Concluiu que seu pai teria morrido se Pio XII não interviesse.
Krupp expressou gratidão pelo testemunho de Adler, afirmando que “apresentando essa lembrança tão reveladora, ele pagou a enorme dívida contraída com todos aqueles que arriscaram suas vidas para conseguir salvar as vítimas da Shoah".
A Pave the Way Foundation colocou cerca de 40.000 documentos junto com testemunhos em vídeo em sua página web para evidenciar o papel de Pio XII na Segunda Guerra Mundial.
Elliot Hershberg, presidente do Conselho diretor da fundação, observou: “Este esforço foi muito custoso e difícil para a fundação, mas valeu a pena”.
“De acordo com nossa missão se podemos ajudar a iluminar este período controverso que foi fonte de discórdia entre judeus e católicos durante mais de 46 anos, teremos ajudado a mudar o curso da história e a melhorar as relações num momento no qual isso é tão necessário”.
Este relato é o último recolhido pela Pave the Way Foundation, que esteve recopilando documentos e informes sobre as ações de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial.
Gary Krupp, presidente da fundação, anunciou o último testemunho dado por Robert Adler, membro da Comissão do Alabama para o Holocausto.
Adler lembrou como seu pai, Hugo Adler, foi levado ao Vaticano em 1941 e lá ficou escondido durante cinco semanas. Durante esse tempo, encontrou o Papa Pio XII em muitas ocasiões.
Hugo foi enviado através de uma rede vaticana pela França e Espanha e depois a Sosua, na República Dominicana.
Em seu relato, Robert disse ter sabido através de investigações que os nazistas tinham planejado aniquilar primeiro os judeus e logo fariam o mesmo com os católicos. Observou que, devido a isso, o Pontífice realizou todos os esforços do resgate secretamente.
Concluiu que seu pai teria morrido se Pio XII não interviesse.
Krupp expressou gratidão pelo testemunho de Adler, afirmando que “apresentando essa lembrança tão reveladora, ele pagou a enorme dívida contraída com todos aqueles que arriscaram suas vidas para conseguir salvar as vítimas da Shoah".
A Pave the Way Foundation colocou cerca de 40.000 documentos junto com testemunhos em vídeo em sua página web para evidenciar o papel de Pio XII na Segunda Guerra Mundial.
Elliot Hershberg, presidente do Conselho diretor da fundação, observou: “Este esforço foi muito custoso e difícil para a fundação, mas valeu a pena”.
“De acordo com nossa missão se podemos ajudar a iluminar este período controverso que foi fonte de discórdia entre judeus e católicos durante mais de 46 anos, teremos ajudado a mudar o curso da história e a melhorar as relações num momento no qual isso é tão necessário”.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Papa cumprirá dois desejos profundos com sua visita à Espanha

MADRI, terça-feira, 2 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Com sua visita do próximo fim de semana à Espanha, Bento XVI verá cumpridos dois desejos que abriga há tempos: peregrinar a Santiago de Compostela e poder contemplar o templo da Sagrada Família, de Gaudí.
Foi o que explicou o responsável pela estrutura informativa para a viagem, Isidro Catela, nesta terça-feira em Madri.
Bento XVI visitará pela primeira vez estas duas cidades espanholas. O Papa já quis ir antes a Santiago de Compostela, com seu irmão, assim como à Sagrada Família de Barcelona, mas não fora possível.
Por outro lado, Catela destacou que o pontífice admira Gaudí e sua obra, e explicou que após a dedicação do templo deste arquiteto, a 7 de novembro, já se poderá celebrar culto público na nave central da igreja.
Em Barcelona, ademais, Bento XVI quer transmitir também uma mensagem de amor e de defesa da dignidade de toda vida humana, com sua visita à sede central da obra social do Menino Deus (Niño Dios), destacou.
No encontro de imprensa na sede da Conferência Episcopal Espanhola, repassou-se o intenso programa da visita do Papa à Espanha, que tem previsão de duração de 32 horas.
Incluirá encontros com os reis da Espanha na Sala Museu da Sagrada Família, e com os príncipes de Astúrias, na Sala de Autoridades do aeroporto de Santiago.
Também breves encontros com o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero,
no aeroporto de Barcelona, antes da cerimônia de despedida, e com o presidente do Partido Popular, Mariano Rajoy, na sacristia instalada na praça Obradoiro, depois da missa do sábado.
Para esta visita papal se credenciaram 3.250 jornalistas de 327 meios de comunicação, dos quais 646 acompanharão toda a viagem, 931 estarão só em Santiago, e 1.673, só em Barcelona.
Calcula-se uma audiência das transmissões televisivas da visita de 150 milhões de espectadores.
Segundo a Conferência Episcopal Espanhola, existem três chaves para compreender esta visita do Papa à Espanha: a Europa e o Caminho de Santiago; Gaudí e a Sagrada Família; e a dignidade de toda vida e da vida de todos.
Foi o que explicou o responsável pela estrutura informativa para a viagem, Isidro Catela, nesta terça-feira em Madri.
Bento XVI visitará pela primeira vez estas duas cidades espanholas. O Papa já quis ir antes a Santiago de Compostela, com seu irmão, assim como à Sagrada Família de Barcelona, mas não fora possível.
Por outro lado, Catela destacou que o pontífice admira Gaudí e sua obra, e explicou que após a dedicação do templo deste arquiteto, a 7 de novembro, já se poderá celebrar culto público na nave central da igreja.
Em Barcelona, ademais, Bento XVI quer transmitir também uma mensagem de amor e de defesa da dignidade de toda vida humana, com sua visita à sede central da obra social do Menino Deus (Niño Dios), destacou.
No encontro de imprensa na sede da Conferência Episcopal Espanhola, repassou-se o intenso programa da visita do Papa à Espanha, que tem previsão de duração de 32 horas.
Incluirá encontros com os reis da Espanha na Sala Museu da Sagrada Família, e com os príncipes de Astúrias, na Sala de Autoridades do aeroporto de Santiago.
Também breves encontros com o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero,
no aeroporto de Barcelona, antes da cerimônia de despedida, e com o presidente do Partido Popular, Mariano Rajoy, na sacristia instalada na praça Obradoiro, depois da missa do sábado.
Para esta visita papal se credenciaram 3.250 jornalistas de 327 meios de comunicação, dos quais 646 acompanharão toda a viagem, 931 estarão só em Santiago, e 1.673, só em Barcelona.
Calcula-se uma audiência das transmissões televisivas da visita de 150 milhões de espectadores.
Segundo a Conferência Episcopal Espanhola, existem três chaves para compreender esta visita do Papa à Espanha: a Europa e o Caminho de Santiago; Gaudí e a Sagrada Família; e a dignidade de toda vida e da vida de todos.
Os milagres inéditos do Padre Pio, o santo dos estigmas
Madri, terça-feira, 2 de novembro de 2010 (ZENIT.org).- Foi publicado na Espanha o livro “Padre Pio. Os milagres desconhecidos do santo dos estigmas” (Editora LibrosLibres, em tradução livre). O livro traz testemunhos de conversões e curas atribuídas ao santo e reunidas pelo autor, José Maria Zavala.
"Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira”, reconhece o autor nesta entrevista concedida a Zenit, lembrando que a canonização de Pio de Pietrelcina (1887-1968), em 2002, bateu todos os recordes de fiéis da história do Vaticano.
ZENIT: Como é lembrado o Padre Pio no convento de San Giovanni Rotondo, onde passou quase toda a sua vida?
José María Zavala: Com um carinho imenso. Há fiéis que continuam sentindo o perfume intenso dos seus estigmas como o melhor sinal de que ele nunca os abandona, essa mesma fragrância que já deixou gelado mais de um incrédulo.
ZENIT: Muitas pessoas que o conheceram de perto ainda vivem?
José María Zavala: Poucas, mas tive a grande sorte de entrevistá-las. Como a Irmã Consolata, uma freira de clausura com 95 anos que me recebeu no convento e me relatou episódios inesquecíveis e desconhecidos. Nunca lhe serei grato o suficiente. Nem a ela nem a Piepero Galeone, sacerdote octogenário com fama de santo, a quem o Padre Pio curou milagrosamente depois da Segunda Guerra Mundial. Ou a Paolo Covino, o capuchinho que administrou a Unção dos Enfermos ao Padre Pio. Todos eles romperam pela primeira vez seu silêncio para falar do Padre Pio neste livro.
ZENIT: Eles expressam alguma ideia comum?
José María Zavala: Todos coincidem em que ele fez o mesmo que Jesus na terra: converteu os pecadores, curou os doentes, consolou os aflitos… carregou com a cruz durante toda a sua vida para redimir os homens do pecado. O Padre Pio sabia muito bem que sem sacrifício pessoal era impossível ganhar almas para o Senhor.
ZENIT: Quem foi o Padre Pio?
José María Zavala: Um grande presente que Deus fez aos homens em pleno século XX para que continuem acreditando nEle. É impossível aproximar-se com simplicidade e sem preconceitos de sua figura e permanecer insensível. Conheço muita gente cuja fé estava morta por falta de obras e que, por intercessão do Padre Pio, agora está muito perto de Deus, reza e é feliz fazendo felizes aos outros.
ZENIT: Existe uma relação entre suas horas no confessionário e os estigmas?
José María Zavala: "Tudo é um jogo de amor", ele dizia. De Amor, com maiúscula, pelo próximo; ele sabia muito bem que o melhor se compra pelo preço de um grande sacrifício. O padre Pio viveu “crucificado” durante cinquenta anos com estigmas nas mãos, nos pés e no lado, que sangravam diariamente. Semelhante sofrimento moral e físico era um meio infalível para libertar muitas almas dos laços de Satanás. Por isso mesmo ele passava, às vezes, dezoito horas seguidas no confessionário.
ZENIT: Como um novo Cura d'Ars...
José María Zavala: Nisto reside a grandeza desse homem de Deus. San Giovanni Rotondo, onde viveu e morreu é, ainda hoje, um verdadeiro caminho de Damasco, pelo qual milhares de pecadores retornam ao Senhor. É o primeiro sacerdote estigmatizado na História da Igreja e com alguns carismas que o tornam muito especial, desde a bi-locação até o exame de corações que lhe permitia ler a alma dos penitentes.
ZENIT: “Farei mais barulho morto que vivo”, comentou Padre Pio um dia. O que quis dizer?
José María Zavala: Teríamos de perguntar às centenas de pessoas no mundo todo que, por intercessão dele, continuam se convertendo hoje e/ou se curando milagrosamente de uma doença mortal. Muitos deles contribuem com testemunhos impressionantes neste libro. Podemos afirmar que o Padre Pio continua atuando hoje, do céu, mais prodígios que quando estava na terra.
ZENIT: O senhor recolhe algumas conversões marcantes…
José María Zavala: Gianna Vinci me relatou em Roma um desse milagres que deixam qualquer um boquiaberto. Em certa ocasião, uma mulher, doente de câncer, pediu a seu marido, agnóstico, que a levasse a San Giovanni Rotondo, pois tinha ouvido que o Padre Pio fazia milagres. O homem impôs uma condição: esperaria fora da igreja. Então a mãe entrou sozinha com o filho de dez anos. Gianna Vinci estava ali e viu tudo. A mulher ajoelhou-se no confessionário do Padre Pio enquanto este indicava ao menino que avisasse seu pai. O pequeno obedeceu: “Papai, o Padre Pio está te chamando”, disse na porta. Mas o menino… era surdo mudo! Emocionado, o pai acabou se confessando e sua esposa ficou curada do câncer naquele mesmo instante.
ZENIT: Qual é o segredo da popularidade deste santo?
José María Zavala: O amor pelos demais, insisto. O Padre Pio continua recolhendo hoje os frutos de sua semeadura do céu. Na Itália, pude sentir o grande carinho que as pessoas professam por este santo. Ao voltar a Madri, enquanto despachava a bagagem no aeroporto, um policial começou a colocar dificuldades mas quando viu o retrato do Padre Pio que eu levava para um amigo, me deixou passar com um sorriso: “Que passaporte!”, pensei.
ZENIT: E fora da Itália, o Padre Pio vai sendo mais conhecido?
José María Zavala: Espero que este livro sirva para torná-lo mais conhecido na Espanha, onde já fez alguns milagres. Na Argentina, México, Chile e Filipinas ele conta cada vez com mais devotos.
ZENIT: O que significa este livro no conjunto da sua bibliografia?
José María Zavala: É, sem dúvida, minha obra mais importante. Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira. Dizem que quando o Padre Pio levanta uma alma, não a deixa cair mais. Pois comprovei isso na minha própria pele. Convido todo aquele que queira, por mais cético que seja, a conhecer a este homem de Deus. Lhe asseguro que não permanecerá indiferente.
"Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira”, reconhece o autor nesta entrevista concedida a Zenit, lembrando que a canonização de Pio de Pietrelcina (1887-1968), em 2002, bateu todos os recordes de fiéis da história do Vaticano.
ZENIT: Como é lembrado o Padre Pio no convento de San Giovanni Rotondo, onde passou quase toda a sua vida?
José María Zavala: Com um carinho imenso. Há fiéis que continuam sentindo o perfume intenso dos seus estigmas como o melhor sinal de que ele nunca os abandona, essa mesma fragrância que já deixou gelado mais de um incrédulo.
ZENIT: Muitas pessoas que o conheceram de perto ainda vivem?
José María Zavala: Poucas, mas tive a grande sorte de entrevistá-las. Como a Irmã Consolata, uma freira de clausura com 95 anos que me recebeu no convento e me relatou episódios inesquecíveis e desconhecidos. Nunca lhe serei grato o suficiente. Nem a ela nem a Piepero Galeone, sacerdote octogenário com fama de santo, a quem o Padre Pio curou milagrosamente depois da Segunda Guerra Mundial. Ou a Paolo Covino, o capuchinho que administrou a Unção dos Enfermos ao Padre Pio. Todos eles romperam pela primeira vez seu silêncio para falar do Padre Pio neste livro.
ZENIT: Eles expressam alguma ideia comum?
José María Zavala: Todos coincidem em que ele fez o mesmo que Jesus na terra: converteu os pecadores, curou os doentes, consolou os aflitos… carregou com a cruz durante toda a sua vida para redimir os homens do pecado. O Padre Pio sabia muito bem que sem sacrifício pessoal era impossível ganhar almas para o Senhor.
ZENIT: Quem foi o Padre Pio?
José María Zavala: Um grande presente que Deus fez aos homens em pleno século XX para que continuem acreditando nEle. É impossível aproximar-se com simplicidade e sem preconceitos de sua figura e permanecer insensível. Conheço muita gente cuja fé estava morta por falta de obras e que, por intercessão do Padre Pio, agora está muito perto de Deus, reza e é feliz fazendo felizes aos outros.
ZENIT: Existe uma relação entre suas horas no confessionário e os estigmas?
José María Zavala: "Tudo é um jogo de amor", ele dizia. De Amor, com maiúscula, pelo próximo; ele sabia muito bem que o melhor se compra pelo preço de um grande sacrifício. O padre Pio viveu “crucificado” durante cinquenta anos com estigmas nas mãos, nos pés e no lado, que sangravam diariamente. Semelhante sofrimento moral e físico era um meio infalível para libertar muitas almas dos laços de Satanás. Por isso mesmo ele passava, às vezes, dezoito horas seguidas no confessionário.
ZENIT: Como um novo Cura d'Ars...
José María Zavala: Nisto reside a grandeza desse homem de Deus. San Giovanni Rotondo, onde viveu e morreu é, ainda hoje, um verdadeiro caminho de Damasco, pelo qual milhares de pecadores retornam ao Senhor. É o primeiro sacerdote estigmatizado na História da Igreja e com alguns carismas que o tornam muito especial, desde a bi-locação até o exame de corações que lhe permitia ler a alma dos penitentes.
ZENIT: “Farei mais barulho morto que vivo”, comentou Padre Pio um dia. O que quis dizer?
José María Zavala: Teríamos de perguntar às centenas de pessoas no mundo todo que, por intercessão dele, continuam se convertendo hoje e/ou se curando milagrosamente de uma doença mortal. Muitos deles contribuem com testemunhos impressionantes neste libro. Podemos afirmar que o Padre Pio continua atuando hoje, do céu, mais prodígios que quando estava na terra.
ZENIT: O senhor recolhe algumas conversões marcantes…
José María Zavala: Gianna Vinci me relatou em Roma um desse milagres que deixam qualquer um boquiaberto. Em certa ocasião, uma mulher, doente de câncer, pediu a seu marido, agnóstico, que a levasse a San Giovanni Rotondo, pois tinha ouvido que o Padre Pio fazia milagres. O homem impôs uma condição: esperaria fora da igreja. Então a mãe entrou sozinha com o filho de dez anos. Gianna Vinci estava ali e viu tudo. A mulher ajoelhou-se no confessionário do Padre Pio enquanto este indicava ao menino que avisasse seu pai. O pequeno obedeceu: “Papai, o Padre Pio está te chamando”, disse na porta. Mas o menino… era surdo mudo! Emocionado, o pai acabou se confessando e sua esposa ficou curada do câncer naquele mesmo instante.
ZENIT: Qual é o segredo da popularidade deste santo?
José María Zavala: O amor pelos demais, insisto. O Padre Pio continua recolhendo hoje os frutos de sua semeadura do céu. Na Itália, pude sentir o grande carinho que as pessoas professam por este santo. Ao voltar a Madri, enquanto despachava a bagagem no aeroporto, um policial começou a colocar dificuldades mas quando viu o retrato do Padre Pio que eu levava para um amigo, me deixou passar com um sorriso: “Que passaporte!”, pensei.
ZENIT: E fora da Itália, o Padre Pio vai sendo mais conhecido?
José María Zavala: Espero que este livro sirva para torná-lo mais conhecido na Espanha, onde já fez alguns milagres. Na Argentina, México, Chile e Filipinas ele conta cada vez com mais devotos.
ZENIT: O que significa este livro no conjunto da sua bibliografia?
José María Zavala: É, sem dúvida, minha obra mais importante. Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira. Dizem que quando o Padre Pio levanta uma alma, não a deixa cair mais. Pois comprovei isso na minha própria pele. Convido todo aquele que queira, por mais cético que seja, a conhecer a este homem de Deus. Lhe asseguro que não permanecerá indiferente.
Cáritas Espanha: pobres já são 20% da população
MADRI, terça-feira, 2 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – “Precisamos de mais mãos e mais meios para seguir adiante e para continuar dizendo à sociedade que as vítimas da pobreza são pessoas, não números.”
Esta é a mensagem lançada pelo presidente e pelo secretário-geral da Cáritas Espanha, Rafael del Río e Sebastián Mora, respectivamente, na coletiva de imprensa realizada ontem, em Madri, para apresentar os dados da Memoria Confederal 2009 da instituição.
Na coletiva, apresentou-se a nova fase da campanha “Cáritas diante da crise”, que vem se desenvolvendo desde 2008 para convidar a sociedade a reforçar sua solidariedade com as vítimas da situação econômica.
Nesta nova etapa, lançada com o lema “São pessoas, não números”, a Cáritas pretende renovar seu convite à comunidade cristã e a toda a sociedade para, em palavras de Sebastián Mora, “gerar opinião para impulsionar uma maior solidariedade com as pessoas mais pobres e que a sociedade conheça a fundo, muito além da torrente de dados econômicos, como a crise está afetando as pessoas mais vulneráveis”.
Neste sentido, o secretário-geral da Cáritas falou da possibilidade de que a precariedade aumente, ao analisar o incremento das taxas de pobreza – que, segundo os dados de FOESSA e da última Pesquisa de Condições de Vida do INE, atinge 20% da população – ou o recorte de políticas sociais.
A atividade das 68 Cáritas diocesanas que integram a Confederação Cáritas na Espanha gera, como indicou Sebastián Mora, “uma sensação ambivalente: de alegria, pelo muito que se fez, e de sofrimento, pela evidência de todas as dificuldades ainda pendentes que são enfrentadas pelas pessoas mais vulneráveis”.
Os dados demonstram, em geral, um saldo positivo quanto ao esforço realizado na luta contra a pobreza. É especialmente positivo que, em meio a uma profunda crise econômica, os recursos totais investidos pela Cáritas Espanhola em 2009 (230 milhões de euros) tenham aumentado 6% em relação ao ano anterior; que o número de voluntários tenha crescido 5%; e que a base de sócios e benfeitores tenha se duplicado, até superar os 472 mil.
Da mesma forma, o secretário-geral sublinhou que a Cáritas redobrou seus esforços para responder aos efeitos da crise nas pessoas em condições mais precárias.
Os dados recolhidos nas frentes de ação prioritária diante da crise revelam que em apenas 2 anos se duplicou o número de pessoas atendidas, até chegar a cerca de 800 mil. Quanto ao emprego, atendeu-se mais de 90 mil pessoas. E quanto à moradia, os recursos aumentaram 22%.
O fortalecimento da ação da Cáritas durante 2009 não só se confirma nos programas de luta contra a pobreza dentro da Espanha, mas também se reforça na Cooperação Internacional, na qual os recursos aumentaram 5%.
Este dado, como destacou Mora, reflete a verdadeira identidade da Cáritas de enfrentar os efeitos da exclusão a partir de uma visão global, porque, “quando lutamos contra a pobreza em terceiros países, estamos lutando também contra a pobreza dentro do nosso”.
Quanto à procedência dos recursos, confirma-se a tendência mantida durante os últimos 10 anos de maior preponderância dos fundos privados sobre os públicos. Em 2009, de cada 100 euros investidos pela Cáritas, 62 procediam de doações privadas e 37 de subvenções públicas.
Os responsáveis da Cáritas Espanhola destacaram a importância deste fato pelo que supõe “de fortaleza da base social com que a instituição conta, de liberdade para a Cáritas na hora de manter sua independência na denúncia e a formulação de propostas sociais aos poderes públicos, e de garantia de futuro para manter seu compromisso com os mais fracos diante de um futuro incerto de crescentes recortes nos gastos sociais”.
Para mais informação: www.caritas.es.
Esta é a mensagem lançada pelo presidente e pelo secretário-geral da Cáritas Espanha, Rafael del Río e Sebastián Mora, respectivamente, na coletiva de imprensa realizada ontem, em Madri, para apresentar os dados da Memoria Confederal 2009 da instituição.
Na coletiva, apresentou-se a nova fase da campanha “Cáritas diante da crise”, que vem se desenvolvendo desde 2008 para convidar a sociedade a reforçar sua solidariedade com as vítimas da situação econômica.
Nesta nova etapa, lançada com o lema “São pessoas, não números”, a Cáritas pretende renovar seu convite à comunidade cristã e a toda a sociedade para, em palavras de Sebastián Mora, “gerar opinião para impulsionar uma maior solidariedade com as pessoas mais pobres e que a sociedade conheça a fundo, muito além da torrente de dados econômicos, como a crise está afetando as pessoas mais vulneráveis”.
Neste sentido, o secretário-geral da Cáritas falou da possibilidade de que a precariedade aumente, ao analisar o incremento das taxas de pobreza – que, segundo os dados de FOESSA e da última Pesquisa de Condições de Vida do INE, atinge 20% da população – ou o recorte de políticas sociais.
A atividade das 68 Cáritas diocesanas que integram a Confederação Cáritas na Espanha gera, como indicou Sebastián Mora, “uma sensação ambivalente: de alegria, pelo muito que se fez, e de sofrimento, pela evidência de todas as dificuldades ainda pendentes que são enfrentadas pelas pessoas mais vulneráveis”.
Os dados demonstram, em geral, um saldo positivo quanto ao esforço realizado na luta contra a pobreza. É especialmente positivo que, em meio a uma profunda crise econômica, os recursos totais investidos pela Cáritas Espanhola em 2009 (230 milhões de euros) tenham aumentado 6% em relação ao ano anterior; que o número de voluntários tenha crescido 5%; e que a base de sócios e benfeitores tenha se duplicado, até superar os 472 mil.
Da mesma forma, o secretário-geral sublinhou que a Cáritas redobrou seus esforços para responder aos efeitos da crise nas pessoas em condições mais precárias.
Os dados recolhidos nas frentes de ação prioritária diante da crise revelam que em apenas 2 anos se duplicou o número de pessoas atendidas, até chegar a cerca de 800 mil. Quanto ao emprego, atendeu-se mais de 90 mil pessoas. E quanto à moradia, os recursos aumentaram 22%.
O fortalecimento da ação da Cáritas durante 2009 não só se confirma nos programas de luta contra a pobreza dentro da Espanha, mas também se reforça na Cooperação Internacional, na qual os recursos aumentaram 5%.
Este dado, como destacou Mora, reflete a verdadeira identidade da Cáritas de enfrentar os efeitos da exclusão a partir de uma visão global, porque, “quando lutamos contra a pobreza em terceiros países, estamos lutando também contra a pobreza dentro do nosso”.
Quanto à procedência dos recursos, confirma-se a tendência mantida durante os últimos 10 anos de maior preponderância dos fundos privados sobre os públicos. Em 2009, de cada 100 euros investidos pela Cáritas, 62 procediam de doações privadas e 37 de subvenções públicas.
Os responsáveis da Cáritas Espanhola destacaram a importância deste fato pelo que supõe “de fortaleza da base social com que a instituição conta, de liberdade para a Cáritas na hora de manter sua independência na denúncia e a formulação de propostas sociais aos poderes públicos, e de garantia de futuro para manter seu compromisso com os mais fracos diante de um futuro incerto de crescentes recortes nos gastos sociais”.
Para mais informação: www.caritas.es.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Ser ou Ter?

Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.
O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio
na vida das pessoas...
Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade
sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:
SER FELIZ
Autor Desconhecido
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.
O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio
na vida das pessoas...
Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade
sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:
SER FELIZ
Autor Desconhecido
Mortos e feridos na libertação de uma catedral de Bagdá
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1ª de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Concluiu com a morte de ao menos sete sequestrados a libertação da catedral católica síria de Bagdá, que tinha sido tomada este domingo por um comando terrorista.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de próximo a evolução da situação.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de próximo a evolução da situação.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Deus vê em cada um a alma que há que salvar, diz Papa

CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI assegurou que Deus vê em cada pessoa uma alma que há de salvar. Durante o encontro dominical com milhares de peregrinos, o pontífice comentou a passagem que a liturgia deste domingo apresentava: a conversão de Zaqueu, um arrecadador de impostos do imperador romano.
“Deus não exclui ninguém, nem pobres nem ricos. Deus não se deixa condicionar por nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um uma alma que há que salvar, e o atraem especialmente aquelas almas que são consideradas perdidas e que assim o creem elas mesmas”, afirmou o Papa, dirigindo-se desde a janela de seu apartamento aos milhares de peregrinos na praça de São Pedro.
Esse era precisamente o caso de Zaqueu, o chefe dos publicanos de Jericó, importante cidade do rio Jordão, depreciado por seus compatriotas judeus por sua falta de honestidade, e quem recebeu Jesus em sua casa.
Sabendo que as pessoas criticariam sua decisão de visitar a casa de um “pecador público”, Jesus “quis arriscar e ganhou a aposta”, assegurou o Papa. “Zaqueu, profundamente impressionado pela visita de Jesus, decide mudar de vida, e promete restituir o quádruplo do que roubou”.
“Jesus Cristo, encarnação de Deus, demonstrou esta imensa misericórdia, que não tira nada à gravidade do pecado, mas que busca sempre salvar o pecador, oferecer-lhe a possibilidade de resgate, de voltar a começar, de se converter”, acrescentou o Papa.
O Papa concluiu a meditação sobre o Evangelho reconhecendo que “Zaqueu acolheu Jesus e se converteu, pois Jesus tinha sido o primeiro a acolhê-lo”.
“Não o havia condenado, mas tinha respondido a seu desejo de salvação. Peçamos à Virgem Maria, modelo perfeito de comunhão com Jesus, que experimentemos a alegria de receber a visita do Filho de Deus, de ficar renovados por seu amor, e transmitir aos demais sua misericórdia”, disse o Papa.
“Deus não exclui ninguém, nem pobres nem ricos. Deus não se deixa condicionar por nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um uma alma que há que salvar, e o atraem especialmente aquelas almas que são consideradas perdidas e que assim o creem elas mesmas”, afirmou o Papa, dirigindo-se desde a janela de seu apartamento aos milhares de peregrinos na praça de São Pedro.
Esse era precisamente o caso de Zaqueu, o chefe dos publicanos de Jericó, importante cidade do rio Jordão, depreciado por seus compatriotas judeus por sua falta de honestidade, e quem recebeu Jesus em sua casa.
Sabendo que as pessoas criticariam sua decisão de visitar a casa de um “pecador público”, Jesus “quis arriscar e ganhou a aposta”, assegurou o Papa. “Zaqueu, profundamente impressionado pela visita de Jesus, decide mudar de vida, e promete restituir o quádruplo do que roubou”.
“Jesus Cristo, encarnação de Deus, demonstrou esta imensa misericórdia, que não tira nada à gravidade do pecado, mas que busca sempre salvar o pecador, oferecer-lhe a possibilidade de resgate, de voltar a começar, de se converter”, acrescentou o Papa.
O Papa concluiu a meditação sobre o Evangelho reconhecendo que “Zaqueu acolheu Jesus e se converteu, pois Jesus tinha sido o primeiro a acolhê-lo”.
“Não o havia condenado, mas tinha respondido a seu desejo de salvação. Peçamos à Virgem Maria, modelo perfeito de comunhão com Jesus, que experimentemos a alegria de receber a visita do Filho de Deus, de ficar renovados por seu amor, e transmitir aos demais sua misericórdia”, disse o Papa.
Mortos e feridos na libertação de uma catedral de Bagdá
CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Concluiu com a morte de ao menos sete sequestrados a libertação da catedral católica síria de Bagdá, que tinha sido tomada este domingo por um comando terrorista.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de próximo a evolução da situação.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de próximo a evolução da situação.
Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil
Dilma Vana Rousseff (PT), 62 anos, foi eleita neste domingo (31) a primeira mulher presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57% - confira os números da votação.
Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT. No início da madrugada desta segunda, com 99,99% dos votos apurados, Dilma acumulava 56,05% dos votos válidos (55.748.472 votos) e José Serra, 43,95% (43.708.375).
Na campanha eleitoral, Dilma contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na pesquisa Datafolha do último dia 27, a avaliação positiva do governo alcançava 83%.
Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.
Antes da deflagração da campanha, o presidente também se empenhou em montar uma grande aliança política, que, além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incluiu o PMDB, um dos maiores partidos do país.
Veja no vídeo ao lado o anúncio na TV Globo da vitória de Dilma Rousseff
O PMDB indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara. Nos últimos dias da campanha do primeiro turno, Lula chegou a dizer que esteve em mais eventos do que quando ele próprio foi candidato e disputou a reeleição, em 2006.
No segundo turno, a aliança contava com 11 partidos: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC,PTN e PP, o último a anunciar apoio.
Biografia
A presidente eleita nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). Durante o regime militar, integrou organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada.
No Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filiou-se ao PT em 2001. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul.
Como ministra da Casa Civil, Dilma assumiu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefe do governo. Foi apelidada por Lula de 'mãe do PAC’.
Na Casa Civil, ela sucedeu, em 2005, José Dirceu, homem forte do governo, que deixou o cargo atingido pelo escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo – ele sempre negou participação no suposto esquema.
No governo, Dilma também ocupou o cargo de ministra das Minas e Energia. Quando Lula se elegeu presidente para o primeiro mandato, sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ela participou da equipe que formulou o plano de governo do PT na área energética e do governo de transição.
Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, que havia descoberto em abril de 2009 a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina, em fase inicial.
Dilma concluiu o tratamento de radioterapia e disse estar curada. Ela chegou a raspar o cabelo devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses. Boletim médico de agosto deste ano indicou que o estado de saúde da presidente eleita é considerado “excelente”.
Evolução nas pesquisas
Em fevereiro deste ano, o instituto de pesquisa Ibope apontou Dilma com 25% das intenções de voto contra 36% de seu principal adversário, José Serra.
Após o início oficial da campanha eleitoral, quando ela passou a ter a imagem colada à do presidente Lula, a candidatura decolou. No fim de agosto, ela atingiu 51% das intenções de voto contra 27% do tucano, o que indicava uma vitória no primeiro turno para a petista.
Em setembro, duas denúncias atingiram a campanha da petista. No começo do mês, foi divulgado um esquema de vazamento de dados sigilosos na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Veronica Serra, filha do principal adversário de Dilma, teve o imposto de renda acessado. A oposição culpou a campanha de Dilma pelo fato, mas ela negou relação e defendeu investigações sobre o assunto.
Duas semanas depois, às vésperas da votação em primeiro turno, surgiu uma nova denúncia: foram divulgadas suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, antes comandada por Dilma Rousseff.
Sua sucessora, Erenice Guerra, indicada por Dilma, foi o alvo principal das acusações. Um empresário disse que o filho de Erenice cobrou propina para intermediar um contrato e indicou que o dinheiro iria para campanha da petista. Ela negou que houvesse vínculo entre as supostas irregularidades e sua campanha.
Após os escândalos, Dilma chegou a oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto. Os episódios foram usados pela campanha do adversário José Serra. Se, no começo do horário eleitoral, Serra usou imagem de Lula na televisão e chegou a utilizar o nome do presidente em um jingle, o tucano passou a relembrar fatos críticos para o PT, como o escândalo do mensalão.
Figura importante do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quase não apareceu na campanha de Serra. Na reta final, o PSDB colocou na internet vídeos com ataques a Dilma.
Durante toda a campanha, a estratégia de Dilma foi afirmar que, caso eleita, daria continuidade ao governo do presidente Lula. Ela propôs ampliar programas que se tornaram populares no atual governo, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Prouni.
Como propostas de governo, Dilma registrou no TSE, de início, um documento polêmico.
Aprovado em convenção do Partido dos Trabalhadores, o documento previa tributação de grandes fortunas, fim da criminalização de movimentos sociais, defesa da jornada de trabalho de 40 horas e combate ao monopólio dos meios de comunicação.
No mesmo dia, o programa foi trocado por um mais ameno, exatamente o mesmo, mas sem os trechos que provocaram questionamentos.
Aborto
A polêmica sobre o aborto foi convertida em tema central da campanha durante o segundo turno, ocupando espaço em debates e na propaganda dos candidatos. A campanha petista acusou os adversários de promoverem uma campanha de difamação contra Dilma.
A petista reafirmou ser pessoalmente contra o aborto, mas defendeu que o tema seja encarado como questão de saúde pública. Bispos se manifestaram contra candidatos favoráveis ao aborto e panfletos contra o PT pagos pela Diocese de Guarulhos chegaram a ser apreendidos pela Justiça Eleitoral. Na semana da eleição, Bento XVI reafirmou o direito dos líderes católicos emitirem juízos morais em questões políticas.
Em busca dos quase 20 milhões de votos obtidos por Marina Silva no primeiro turno, a petista apresentou 13 compromissos de sua política ambiental. Oficialmente, o PV declarou neutralidade, embora representantes do partido tenham participado de ato em apoio a Dilma. Em outro evento no segundo turno, a presidente eleita também recebeu apoio de um grupo de artistas e intelectuais, entre eles Chico Buarque e o teólogo Leonardo Boff.
A seis dias do segundo turno, a candidata apresentou um documento com 13 “compromissos programáticos”, que chamou de diretrizes de governo. Os 13 itens são: fortalecer a democracia política e econômica; expansão do emprego e renda; projeto que assegure sustentável transformação produtiva; defender o meio ambiente; erradicar a pobreza absoluta; atenção especial aos trabalhadores; garantir educação para a igualdade social; transformar o Brasil em potência tecnologia; garantir a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS); prover habitação e vida digna aos brasileiros; valorizar a cultura nacional; combater o crime organizado; e defender a soberania nacional.
Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT. No início da madrugada desta segunda, com 99,99% dos votos apurados, Dilma acumulava 56,05% dos votos válidos (55.748.472 votos) e José Serra, 43,95% (43.708.375).
Na campanha eleitoral, Dilma contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na pesquisa Datafolha do último dia 27, a avaliação positiva do governo alcançava 83%.
Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.
Antes da deflagração da campanha, o presidente também se empenhou em montar uma grande aliança política, que, além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incluiu o PMDB, um dos maiores partidos do país.
Veja no vídeo ao lado o anúncio na TV Globo da vitória de Dilma Rousseff
O PMDB indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara. Nos últimos dias da campanha do primeiro turno, Lula chegou a dizer que esteve em mais eventos do que quando ele próprio foi candidato e disputou a reeleição, em 2006.
No segundo turno, a aliança contava com 11 partidos: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC,PTN e PP, o último a anunciar apoio.
Biografia
A presidente eleita nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). Durante o regime militar, integrou organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada.
No Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filiou-se ao PT em 2001. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul.
Como ministra da Casa Civil, Dilma assumiu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefe do governo. Foi apelidada por Lula de 'mãe do PAC’.
Na Casa Civil, ela sucedeu, em 2005, José Dirceu, homem forte do governo, que deixou o cargo atingido pelo escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo – ele sempre negou participação no suposto esquema.
No governo, Dilma também ocupou o cargo de ministra das Minas e Energia. Quando Lula se elegeu presidente para o primeiro mandato, sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ela participou da equipe que formulou o plano de governo do PT na área energética e do governo de transição.
Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, que havia descoberto em abril de 2009 a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina, em fase inicial.
Dilma concluiu o tratamento de radioterapia e disse estar curada. Ela chegou a raspar o cabelo devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses. Boletim médico de agosto deste ano indicou que o estado de saúde da presidente eleita é considerado “excelente”.
Evolução nas pesquisas
Em fevereiro deste ano, o instituto de pesquisa Ibope apontou Dilma com 25% das intenções de voto contra 36% de seu principal adversário, José Serra.
Após o início oficial da campanha eleitoral, quando ela passou a ter a imagem colada à do presidente Lula, a candidatura decolou. No fim de agosto, ela atingiu 51% das intenções de voto contra 27% do tucano, o que indicava uma vitória no primeiro turno para a petista.
Em setembro, duas denúncias atingiram a campanha da petista. No começo do mês, foi divulgado um esquema de vazamento de dados sigilosos na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Veronica Serra, filha do principal adversário de Dilma, teve o imposto de renda acessado. A oposição culpou a campanha de Dilma pelo fato, mas ela negou relação e defendeu investigações sobre o assunto.
Duas semanas depois, às vésperas da votação em primeiro turno, surgiu uma nova denúncia: foram divulgadas suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, antes comandada por Dilma Rousseff.
Sua sucessora, Erenice Guerra, indicada por Dilma, foi o alvo principal das acusações. Um empresário disse que o filho de Erenice cobrou propina para intermediar um contrato e indicou que o dinheiro iria para campanha da petista. Ela negou que houvesse vínculo entre as supostas irregularidades e sua campanha.
Após os escândalos, Dilma chegou a oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto. Os episódios foram usados pela campanha do adversário José Serra. Se, no começo do horário eleitoral, Serra usou imagem de Lula na televisão e chegou a utilizar o nome do presidente em um jingle, o tucano passou a relembrar fatos críticos para o PT, como o escândalo do mensalão.
Figura importante do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quase não apareceu na campanha de Serra. Na reta final, o PSDB colocou na internet vídeos com ataques a Dilma.
Durante toda a campanha, a estratégia de Dilma foi afirmar que, caso eleita, daria continuidade ao governo do presidente Lula. Ela propôs ampliar programas que se tornaram populares no atual governo, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Prouni.
Como propostas de governo, Dilma registrou no TSE, de início, um documento polêmico.
Aprovado em convenção do Partido dos Trabalhadores, o documento previa tributação de grandes fortunas, fim da criminalização de movimentos sociais, defesa da jornada de trabalho de 40 horas e combate ao monopólio dos meios de comunicação.
No mesmo dia, o programa foi trocado por um mais ameno, exatamente o mesmo, mas sem os trechos que provocaram questionamentos.
Aborto
A polêmica sobre o aborto foi convertida em tema central da campanha durante o segundo turno, ocupando espaço em debates e na propaganda dos candidatos. A campanha petista acusou os adversários de promoverem uma campanha de difamação contra Dilma.
A petista reafirmou ser pessoalmente contra o aborto, mas defendeu que o tema seja encarado como questão de saúde pública. Bispos se manifestaram contra candidatos favoráveis ao aborto e panfletos contra o PT pagos pela Diocese de Guarulhos chegaram a ser apreendidos pela Justiça Eleitoral. Na semana da eleição, Bento XVI reafirmou o direito dos líderes católicos emitirem juízos morais em questões políticas.
Em busca dos quase 20 milhões de votos obtidos por Marina Silva no primeiro turno, a petista apresentou 13 compromissos de sua política ambiental. Oficialmente, o PV declarou neutralidade, embora representantes do partido tenham participado de ato em apoio a Dilma. Em outro evento no segundo turno, a presidente eleita também recebeu apoio de um grupo de artistas e intelectuais, entre eles Chico Buarque e o teólogo Leonardo Boff.
A seis dias do segundo turno, a candidata apresentou um documento com 13 “compromissos programáticos”, que chamou de diretrizes de governo. Os 13 itens são: fortalecer a democracia política e econômica; expansão do emprego e renda; projeto que assegure sustentável transformação produtiva; defender o meio ambiente; erradicar a pobreza absoluta; atenção especial aos trabalhadores; garantir educação para a igualdade social; transformar o Brasil em potência tecnologia; garantir a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS); prover habitação e vida digna aos brasileiros; valorizar a cultura nacional; combater o crime organizado; e defender a soberania nacional.
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