quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Importante encontro no Irã de representantes vaticanos e islâmicos

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O cardeal Jean Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, encontra-se atualmente em Tehran (Irã), onde participará, a partir de amanhã, de um encontro importante com representantes muçulmanos.

Na capital iraniana, será realizado o 7º colóquio do dicastério com o Centro para o Diálogo Inter-Religioso do Islamic Culture and Relations Organization, com o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas", que terminará no próximo dia 11.

Junto ao cardeal Tauran, participará o secretário do dicastério, Dom Pier Luigi Celata, e o chefe do escritório para o Islã, Dom Khaled Akasheh.

A Igreja local estará representada pelo presidente da Conferência Episcopal do Irã, Dom Ramzi Garmou, arcebispo de Tehran dos Caldeus, e por Francesco Pirisi, vigário geral da arquidiocese de Ispahan dos Latinos.

Após a sessão inaugural, o colóquio será a portas fechadas. Haverá um comunicado no final das sessões. Também haverá uma conferência, em uma universidade de Tehran, que apresentará a professores e alunos o tema do encontro do ponto de vista cristão.

Os hóspedes vaticanos serão convidados a visitar Qom, cidade santa para os xiitas, que também é um importante centro de pesquisa e ensino religioso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bento XVI à Europa: “Deus não é inimigo do homem”


SANTIAGO DE COMPOSTELA, domingo, 7 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - "A Europa deve abrir-se a Deus, ir ao seu encontro sem medo": esta é a grande mensagem lançada pelo Papa Bento XVI na viagem a Santiago de Compostela, evocando novamente o "Europa, seja você mesma", de João Paulo II, neste mesmo lugar, há 18 anos.

Diante das 7 mil pessoas que puderam estar na Plaza del Obradoiro e das milhares que puderam acompanhar a celebração através dos telões espalhados em vários pontos da cidade, o Papa quis recordar que Deus "não é o inimigo do homem".

"É uma tragédia que, na Europa, sobretudo no século XIX, se afirmasse e divulgasse a convicção de que Deus é o antagonista do homem e o inimigo da sua liberdade."

"Deus é a origem do nosso ser, alicerce e cume da nossa liberdade, não seu opoente - sublinhou o Papa. Como é possível que se tenha feito silêncio público sobre a realidade primeira e essencial da vida humana?"

"Os homens não podem viver na escuridão, sem ver a luz do sol. E, então, como é possível que se negue a Deus, sol das inteligências, força das vontades e ímã dos nossos corações, o direito de propor essa luz que dissipa todas as trevas?", perguntou-se o Papa.

Frente a um paganismo que propugna uma visão de um Deus invejoso e contrário ao homem, afirmou, "é necessário que Deus volte a ressoar alegremente sob o céu da Europa".

É necessário também que o nome de Deus, "essa palavra santa, não seja jamais pronunciada em vão; que não se perverta, fazendo-a servir a fins que lhe são impróprios".

"É preciso que seja proferida santamente. É necessário que a percebamos assim na vida de cada dia, no silêncio do trabalho, no amor fraterno e nas dificuldades que os anos trazem consigo."

Nova evangelização

Por isso, o Papa sublinhou que "a contribuição específica e fundamental da Igreja para essa Europa, que percorreu no último meio século um caminho rumo a novas configurações e projetos", é "que Deus existe e que é Ele quem nos deu a vida".

"Somente Ele é absoluto, amor fiel e indeclinável, meta infinita que se transluz detrás de todos os bens, verdades e belezas admiráveis deste mundo; admiráveis, mas insuficientes para o coração do homem."

A Europa, acrescentou o Papa, "deve abrir-se a Deus, ir ao seu encontro sem medo, trabalhar com sua graça por aquela dignidade do homem que haviam descoberto as melhores tradições: além da bíblica, fundamental nesta ordem, também as de época clássica, medieval e moderna, das quais nasceram as grandes criações filosóficas e literárias, culturais e sociais da Europa".

A cruz dos caminhos de Santiago, afirmou, "supremo sinal do amor levado até o extremo, e por isso dom e perdão ao mesmo tempo, deve ser nossa estrela orientadora na noite do tempo".

"Não deixeis de aprender as lições desse Cristo das encruzilhadas dos caminhos e da vida, nas quais Deus vem ao nosso encontro como amigo, pai e guia."

"Ó cruz bendita, brilhai sempre nas terras da Europa!", exclamou Bento XVI.

A seguir, o Papa quis advertir a Europa sobre o perigo de viver de costas para Deus.

"Permiti que eu proclame daqui a glória do homem; que advirta sobre as ameaças à sua dignidade pela espoliação dos seus valores e riquezas originais, pela marginalização ou a morte infligidas aos mais fracos e pobres - afirmou. Não se pode dar culto a Deus sem velar pelo homem, seu filho, e não se serve o homem sem perguntar-se quem é seu Pai e responder à pergunta por ele."

"A Europa da ciência e das tecnologias, a Europa da civilização e da cultura, tem que ser, ao mesmo tempo, a Europa aberta à transcendência e à fraternidade com outros continentes, ao Deus vivo e verdadeiro, a partir do homem vivo e verdadeiro."

"Isso é o que a Igreja deseja oferecer à Europa: velar por Deus e velar pelo homem, a partir da compreensão que de ambos nos é oferecida em Jesus Cristo", disse o Papa.

Por isso, convidou os cristãos a "seguir o exemplo dos apóstolos, conhecendo o Senhor cada dia mais e dando um testemunho claro e valente do seu Evangelho".

"Não existe maior tesouro que possamos oferecer aos nossos contemporâneos", sublinhou Bento XVI aos presentes.

Espírito de serviço

Para os discípulos que querem seguir e imitar Cristo, afirmou, "servir os irmãos já não é uma mera opção, mas parte essencial do seu ser".

O serviço que os cristãos estão chamados a dar "não se mede pelos critérios mundanos do imediato, do material e do vistoso, mas porque se faz presente o amor de Deus a todos os homens e em todas as suas dimensões, e dá testemunho d'Ele, inclusive com os gestos mais simples".

O Pontífice se dirigiu especialmente aos jovens, convidando-os a seguir este caminho, "para que, renunciando a um modo de pensar egoísta, de curto alcance, como tantas vezes vos propõem, e assumindo o de Jesus, possais realizar-vos plenamente e ser semente de esperança".

Também se dirigiu aos "chefes dos povos", recordando que, "onde não há entrega aos demais, surgem formas de prepotência e exploração que não dão espaço para uma autêntica promoção humana integral".

"Isso é o que nos recorda também a celebração deste Ano Santo Compostelano. E isso é o que, no segredo do coração, sabendo-o explicitamente ou sentindo-o sem saber expressá-lo com palavras, vivem tantos peregrinos que caminham a Santiago de Compostela para abraçar o Apóstolo."

(Inma Álvarez)

Família, esperança da humanidade

BARCELONA, domingo, 7 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - "Hoje, tive o enorme prazer de dedicar este templo a quem, sendo Filho do Altíssimo, despojou-se, fazendo-se Homem e, ao amparo de José e Maria, no silêncio do lar de Nazaré, ensinou-nos, sem palavras, a dignidade e o valor primordial do matrimônio e da família."

Da porta da Natividade da Basílica da Sagrada Família de Barcelona, diante de milhares de pessoas, o Papa Bento XVI quis introduzir a oração do Ângelus afirmando a importância da família, como já o havia feito alguns momentos antes, na homilia.

A família, segundo o Papa, é a "esperança da humanidade", pois nela "a vida encontra acolhida, desde o momento da sua concepção até seu declínio natural".

Jesus Cristo, acrescentou o Papa, "ensinou-nos também que toda a Igreja, escutando e cumprindo sua Palavra, converte-se em sua família. E mais ainda: confiou-nos a tarefa de ser sementes de fraternidade que, plantadas em todos os corações, incentivam a esperança".

Gaudí, grande devoto da Sagrada Família e "inspirado pelo ardor da sua fé cristã, conseguiu transformar este templo em um louvor a Deus esculpido em pedra. Um louvor a Deus que, como no nascimento de Cristo, teria como protagonistas as pessoas mais humildes e simples".

De fato, afirmou o Pontífice, "Gaudí, com sua obra, pretendia levar o Evangelho a todo o povo. Por isso, concebeu os três pórticos do exterior do templo como uma catequese sobre Jesus Cristo, como um grande rosário, que é a oração dos simples, no qual se podem contemplar os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos do nosso Senhor".

Mas também o fez com sua vida, pois "planejou e financiou, com suas próprias economias, a criação de uma escola para os filhos dos pedreiros e para as crianças das famílias mais humildes do bairro, que era naquele então um subúrbio marginalizado de Barcelona".

"Ele torna realidade, assim, a convicção que exprimia com estas palavras: ‘Os pobres sempre devem encontrar acolhimento no templo, que é a caridade cristã'", sublinhou.

Posteriormente, em catalão, o Papa mostrou seu desejo de que "homens e mulheres de todos os continentes admirem a fachada da Natividade".

“A beleza é a grande necessidade do homem”

BARCELONA, domingo, 7 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - A tarefa levada a cabo por Gaudí ao construir a Sagrada Família é uma das mais importantes de hoje: a de mostrar aos homens a beleza de Deus, unindo-a à beleza das coisas.

Ele realizou isso "não com palavras, mas com pedras, traços, planos e cúpulas. Porque a beleza é a grande necessidade do homem; é a raiz da qual brota o tronco da nossa paz e os frutos da nossa esperança".

A beleza "é também reveladora de Deus, porque, como Ele, a obra bela é pura gratuidade, convida à liberdade e arranca do egoísmo".

Esta foi a mensagem do Papa Bento XVI hoje em Barcelona, durante a homilia pronunciada na celebração da dedicação do templo da Sagrada Família.

O Pontífice dedicou quase toda a sua intervenção a sublinhar a importância desta síntese de estética e fé como uma das tarefas mais importantes do pensamento cristão atual.

Ao construir o templo da Sagrada Família, Gaudí realizou "uma das tarefas mais importantes hoje: superar a cisão entre consciência humana e consciência cristã, entre existência neste mundo temporal e abertura a uma vida eterna, entre beleza das coisas e Deus como Beleza", afirmou o Papa.

Neste recinto, Gaudí "quis unir a inspiração que lhe chegava dos três grandes livros dos quais se alimentava como homem, como crente e como arquiteto: o livro da natureza, o livro da Sagrada Escritura e o livro da Liturgia".

"Ele introduziu pedras, árvores e vida humana dentro do templo, para que toda a criação convergisse no louvor divino, mas ao mesmo tempo expôs os retábulos, para colocar diante dos homens o mistério de Deus revelado no nascimento, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo", explicou.

Dessa forma, Gaudí "colaborou genialmente para a construção da consciência humana ancorada no mundo, aberta a Deus, iluminada e santificada por Cristo".

"Ao contemplar, admirado, este recinto santo de imensa beleza, com tanta história de fé, peço a Deus que nesta terra catalã se multipliquem e consolidem novos testemunhos de santidade, que prestem ao mundo o grande serviço que a Igreja pode e deve prestar à humanidade: ser ícone da beleza divina, chama ardente de caridade, caminho para que o mundo creia n'Aquele que Deus enviou."

O Papa confessou sua alegria ao saber que "este templo, desde as suas origens, esteve muito vinculado à figura de São José".

"Comoveu-me especialmente a segurança com que Gaudí, diante das inúmeras dificuldades que teve de enfrentar, exclamava, cheio de confiança, na divina Providência: 'São José terminará o templo'. Por isso, agora, não deixa de ser significativo que seja dedicado por um Papa cujo nome de batismo é José", afirmou.

Mostrar Deus

O Papa explicou que, muito além do ato litúrgico em si, a dedicação deste templo, que desde agora passa a ter a categoria de basílica menor, supõe um sinal renovado da presença de Deus no mundo.

"A dedicação deste templo da Sagrada Família, em uma época na qual o homem pretende construir sua vida de costas para Deus, como se já não tivesse nada para dizer-lhe, é um fato de grande significado", afirmou o Papa.

Esta obra de arte "é um sinal visível do Deus invisível, a cuja glória se alçam estas torres, setas que apontam para o absoluto da luz e d'Aquele que é a Luz, a Altura e a própria Beleza".

Gaudí, com sua obra, "mostra que Deus é a verdadeira medida do homem; que o segredo da autêntica originalidade está, como ele dizia, em voltar à origem, que é Deus", afirmou o Papa, recordando a própria expressão do arquiteto segundo a qual "um templo é a única coisa digna de representar o sentir de um povo, já que a religião é o que há de mais elevado no homem".

Família

O Papa recordou que os patrocinadores deste templo "queriam mostrar ao mundo o amor, o trabalho e o serviço vividos diante de Deus, assim como a Sagrada Família de Nazaré os viveu".

"As condições da vida mudaram muito e, com elas, avançou-se enormemente em âmbitos técnicos, sociais e culturais", reconheceu o Papa, advertindo, no entanto, que o homem "não pode se contentar" com os progressos materiais.

"Junto a eles, devem estar sempre os progressos morais", afirmou o Pontífice, indicando que um deles é precisamente "a atenção, proteção e ajuda à família".

"O amor generoso e indissolúvel de um homem e uma mulher é o marco eficaz e o fundamento da vida humana em sua gestação, em seu afloramento, em seu crescimento e em seu término natural - afirmou. Só onde existem o amor e a fidelidade, nasce e perdura a verdadeira liberdade."

Neste sentido, recordou que a Igreja "defende medidas econômicas e sociais adequadas, para que a mulher encontre no lar e no trabalho sua plena realização; para que o homem e a mulher que contraem matrimônio e formam uma família sejam decididamente apoiados pelo Estado".

Também "para que se defenda a vida dos filhos como sagrada e inviolável desde o momento da sua concepção; para que a natalidade seja dignificada, valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente".

"Por isso, a Igreja se opõe a todas as formas de negação da vida humana e apoia tudo o que promove a ordem natural no âmbito da instituição familiar", concluiu Bento XVI.

domingo, 7 de novembro de 2010

Liturgia Da Palavra


SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”.
4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?”
14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”.
E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SALMO RESPONSORIAL

— É assim a geração dos que procuram o Senhor!
— É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.


— “Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?”/ “Quem tem mãos puras e inocente coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.


— Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador”./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face”.

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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São João:

Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 6 de novembro de 2010

Papa pede compromisso com pastoral vocacional da vida consagrada


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI fez um apelo nesta sexta-feira, ao receber um grupo de bispos brasileiros, para que os prelados, o clero e os católicos promovam a pastoral vocacional da vida consagrada.

O pontífice dedicou a esse tema o discurso que dirigiu aos bispos do Regional Sul 2 (Estado do Paraná) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a quem recebeu no Palácio Apostólico Vaticano, por ocasião da visita ad Limina Apostolorum.

“Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens”, afirmou o pontífice.

Segundo o Papa, “as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente”.

“Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja.”

Então Bento XVI fez um “apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos”.

Especificidade

O Papa advertiu que quando se reflete sobre a especificidade das comunidades religiosas e sua relação com a Igreja particular, deve estar “longe tanto a ideia de isolamento e de independência”, como “a da sua prática absorção no âmbito da Igreja particular”.

“Como a comunidade religiosa não pode agir independentemente ou como alternativa ou, menos ainda, contra as diretrizes e a pastoral da Igreja particular, assim a Igreja particular não pode dispor a seu bel-prazer, segundo as suas necessidades, da comunidade religiosa ou de alguns dos seus membros”, disse, citando o documento Vida fraterna em comunidade, n. 60.

Formação

Ao falar do processo de renovação dos Institutos de vida consagrada, o pontífice afirmou que isso depende sobretudo da formação dos membros.

“De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade.”

Segundo Bento XVI, assim entendida, “a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho”.

Saudação

Na parte final de seu discurso, o Papa enviou às comunidades de consagrados e consagradas, “independentemente do serviço claustral ou apostólico que estão desempenhando”, sua “viva gratidão”.

O Santo Padre disse que se recorda de “todos e todas” nas suas orações, “lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho”.

Reforma da Igreja começa no coração de cada um

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de novembro 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI instou a reformar a Igreja começando por cada um de seus membros e detalhou algumas indicações para levar a cabo esta necessária purificação, propondo o exemplo de São Carlos Borromeu.

Esta foi a mensagem dirigida ao arcebispo de Milão, cardeal Dionigi Tettamanzi, por ocasião do quarto centenário da canonização deste santo, divulgada ontem pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

"Em tempos escurecidos por numerosas provas para a comunidade cristã, com divisões e confusões doutrinais, com a opacidade da pureza da fé e dos costumes e com o mau exemplo de vários ministros sagrados, Carlos Borromeu não se limitou a deplorar ou a condenar, nem simplesmente a desejar a mudança nos outros, senão que começou a reformar sua própria vida", destacou.

Em concreto, abandonou as riquezas e as comodidades e encheu sua vida de oração, penitência e dedicação amorosa ao seu povo, e viveu de maneira heroica a pobreza, a humildade e a castidade, em um contínuo caminho de purificação ascética e de perfeição cristã, afirmou o Pontífice.

Bento XVI escreveu que este santo "era consciente de que uma reforma séria e confiável deve começar precisamente pelos pastores, para que tenha efeitos benéficos e duradouros em todo o povo de Deus".

Fontes da santidade

"Nesta ação de reforma, ele soube recorrer às fontes tradicionais e sempre vivas da santidade da Igreja Católica", continuou.

E enumerou essas fontes: a centralidade da Eucaristia, a espiritualidade da cruz, frequentar com assiduidade os sacramentos, a Palavra de Deus meditada, lida e interpretada na Tradição e no amor e devoção ao Papa.

O Pontífice também sublinhou que a conversão de cada membro da Igreja a Deus é a "primeira e mais urgente exigência" em todas as épocas.

Reconheceu novamente que, hoje, a comunidade eclesial "se mostra necessitada de purificação e reforma" e que não lhe faltam "provas nem sofrimentos".

Neste sentido, desejou "que o exemplo de São Carlos nos impulsione a começar sempre partindo de um sério compromisso de conversão pessoal e comunitária, a transformar os corações, crendo com firme certeza no poder da oração e da penitência".

Dos presbíteros e diáconos, o Papa desejou especialmente "uma fé limpa e uma vida sóbria e pura"; e os instou a "fazer de sua vida um valente caminho de santidade, a não temer a exaltação desse amor confiado em Cristo, pelo qual o bispo Carlos esteve disposto a esquecer de si mesmo e a deixar todo o resto".

A caridade contagia

Em sua mensagem, o Bispo de Roma destacou que "a extraordinária obra de reforma que São Carlos realizou nas estruturas da Igreja" nascia de sua vida santa e conformada cada vez mais segundo Cristo.

"Admirável foi sua obra de guia do povo de Deus, de meticuloso legislador, de genial organizador", indicou.

Também recordou que, durante seu episcopado, sua diocese "se sentiu contagiada por uma corrente de santidade que se propagou a todo o povo" e isso foi possível graças ao "ardor da sua caridade".

"Onde existe a experiência viva do amor, revela-se o rosto profundo de Deus que nos atrai e nos torna seus", afirmou o Papa.

Bento XVI convidou a fazer "da Eucaristia o verdadeiro centro das nossas comunidades" e assegurou que "toda obra apostólica e caritativa extrairá vigor e fecundidade desta fonte".

O Pontífice concluiu sua mensagem renovando seu convite aos jovens à santidade: "Deus vos quer santos, porque vos conhece profundamente e vos ama com um amor que supera toda compreensão humana".

E acrescentou: "Vós, queridos jovens, não sois somente a esperança da Igreja; vós já fazeis parte do seu presente! E se tiverdes a audácia de acreditar na santidade, sereis o maior tesouro da vossa Igreja ambrosiana, que foi construída sobre santos".

Exortação pós-sinodal “Verbum Domini” será publicada em 11 de novembro

ROMA, sexta-feira, 5 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Na próxima quinta-feira, dia 11 de novembro, será apresentada na Santa Sé a exortação apostólica pós-sinodal de Bento XVI, Verbum Domini.

O documento pontifício recolhe as muitas reflexões e propostas surgidas durante o Sínodo dos Bispos sobre "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja", realizado no Vaticano em outubro de 2008.

Nesta ocasião, intervirá o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, Dom Nikola Eterović, secretário-geral do Sínodo, e Dom Fortunato Frezza, subsecretário.

Para recordar:

Homilia de encerramento do Sínodo da Palavra

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Movimento Dos Focolares


O Movimento dos Focolares nasceu há 60 anos atrás, em Trento, pequena cidade ao norte da Itália. Em 1943, quando se alastrava a Segunda Guerra Mundial, Chiara Lubich, fundadora do Movimento, naquela época com 23 anos, com as suas primeiras companheiras fizeram uma forte experiência: diante daquela dolorosa situação, constatavam que tudo passa, e todos os ideais, passam. E se perguntavam: Existirá um Ideal que não passa? Pelo qual vale a pena dar a própria vida? Deus deu-lhes a resposta: Sim!, existe um Ideal que não passa: Deus! Vive por Ele esta vida breve que vocês ainda podem ter. E assim fizeram de Deus o Ideai de suas vidas.

Não imaginavam porém que esta escolha pessoal de Deus teria feito coisas tão grandes através delas, que eram poucas, pobres e jovenzinhas, no mundo inteiro. Ao cessarem os bombardeios, voltavam para os seus postos de trabalho com esta chama do amor no coração procurando viver concretamente as palavras anteriormente lidas. Vendo-as como pessoas tão diferentes das outras, porque sempre no amor ao próximo, muitos queriam fazer o mesmo e se uniam ao grupo, sejam, outras jovens, crianças, adultos, intelectuais... todos.

Correndo constantemente para os refúgios anti-aéreos levavam sempre consigo o Evangelho para descobrir como amar a Deus concretamente, quanto tempo de vida tinham. Numa destas páginas, descobriram que estava todo o programa de suas vidas: em João Cap. 17. onde Jesus pede ao Pai "que todos sejam um"... a UNIDADE. A partir de então, tudo o que faziam, era em função da realização deste Testamento de Jesus. E ao terminar a guerra já era 500 pessoas que procuravam colocar o Evangelho em prática com elas e foi assim que nasceu o costume de viver cada mês uma frase do Evangelho que chamamos de "Palavra de Vida" e hoje. este movimento já está espalhado em 186 países, e milhões de pessoas de algum modo experimentam a vivência do Evangelho proposto pelo Movimento, no qual existem várias formas de se empenhar independentemente da idade ou da vocação à qual Deus os chamou.

O Movimento sentiu-se especialmente chamado a trabalhar pelo revigoramento da Unidade entre os católicos, pela busca da unidade entre os cristãos no campo do Ecumenismo, pela construção de uma rede de diálogos com fiéis de outras religiões, e com o mundo ateu.

Aqui em Ilheus. O Movimento Dos Focolares Se Reunem Todos Os 1ª Sabados de Cada Mês As 16:00 h No Instituto Nossa Senhora Da Piedade Coparecem e Vamos Todos Nós Ser Uma Familia

Igreja trabalha para que não se repitam “horríveis crimes” de abusos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI, a Santa Sé e a Igreja trabalharão para “fazer tudo o que for necessário para que os horríveis crimes de abusos sexuais não aconteçam”.

Assim se manifestou o padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Agência de Informação da Santa Sé, numa carta escrita e entregue por ele no último domingo aos responsáveis por um grupo de vítimas de abusos sexuais de membros do clero, presentes em Roma para uma manifestação no Castel Sant'Angelo.

O padre Lombardi encontrou-se com uma representação de oito pessoas do grupo Survivor's Voice,na sede da Rádio Vaticano, próxima ao Castel Sant'Angelo.

Na carta, como informa o L'Osservatore Romano, o porta-voz vaticano lembra que “a Igreja fez e está fazendo muito. Não somente o Papa com suas palavras e com seu exemplo, mas também muitas comunidades da Igreja em várias partes do mundo” trabalham “tanto na escuta das vítimas como na prevenção e na formação”.

Federico Lombardi reafirma que os abusos sexuais, sobretudo de menores, constituem “uma das grandes chagas do mundo de hoje” e que “afetaram e afetam a Igreja católica”, mas que o que aconteceu na Igreja “é uma pequena parte do que ocorreu e ocorre no mundo”.

Por isso, “a Igreja deve, em primeiro lugar, livrar-se do mal e dar bom exemplo da luta contra os abusos dentro da instituição”, mas depois “todos devemos combater, sabendo que é uma chaga generalizada, que acontece mais quando permanece escondida e, inclusive, muitos se alegram pelo fato da atenção concentrar-se atualmente na Igreja, porque podem continuar cometendo delitos sem ser incomodados”.

Esta batalha, acrescenta, deve ser travada juntos, unindo forças contra esse crime que hoje "utiliza meios e vias novas para difundir-se, facilitado pela internet e novas formas de comunicação, devido à crise das famílias, ao turismo e tráfico sexual que exploram a pobreza das pessoas em distintos continentes”.

O porta-voz vaticano conclui sua carta desejando que o que a Igreja está aprendendo e as iniciativas que emprega para “purificar-se e converter-se em um lugar modelo de segurança para os jovens” possa “ser útil para todos”, convidando as vítimas a ver na Igreja uma aliada e não uma adversária.

Os participantes da manifestação organizada pela Survivor’s Voice eram dezenas, procedentes de vários países. Depois da reunião no Castel Sant’Angelo, fizeram uma procissão com velas até a Praça de São Pedro.

Alguns manifestantes expressaram críticas à postura da Igreja, afirmando querer pedir que o Papa atue com maior decisão e faça com que os bispos denunciem os sacerdotes acusados de pedofilia.