segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Papa convida Igreja inteira a rezar pela “vida nascente”

CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - No próximo sábado, 27 de novembro, Bento XVI presidirá, na Basílica de São Pedro, as Primeiras Vésperas do Advento e uma vigília de oração pela vida nascente.

Assim anunciou o próprio Papa hoje, depois da oração do Ângelus, durante as saudações aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Esta iniciativa, explicou o Pontífice, "está em comum com as igrejas particulares do mundo inteiro" e seu desenvolvimento foi indicado "também nas paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos".

"O tempo de preparação para o Santo Natal é um momento propício para invocar a proteção divina sobre todo ser humano chamado à existência, também como agradecimento a Deus pelo dom da vida, recebido dos nossos pais", afirmou.

Esta convocação já foi seguida por várias dioceses, entre elas a arquidiocese de Sevilha. Seu titular, Dom Juan José Asenjo, convocou por carta todos os sacerdotes, consagrados, delegados diocesanos, presidentes de movimentos e grupos apostólicos de sua diocese.

Em sua carta, informa que o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e Dom Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, transmitiram à Conferência Episcopal Espanhola o desejo do Papa de que se realizem atos similares em todas as dioceses.

domingo, 14 de novembro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 33ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura da Profecia de Malaquias:

19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo.
20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus. _______________________________________________________________________ SALMO RESPONSORIAL

— O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.
— O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

— Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa/ e da cítara suave!/ Aclamai, com os clarins e as trombetas,/ ao Senhor, o nosso Rei!

— Aplauda o mar com todo ser que nele vive,/ o mundo inteiro e toda gente!/ As montanhas e os rios batam palmas/ e exultem de alegria.

— Exultem na presença do Senhor, pois ele vem,/ vem julgar a terra inteira./ Julgará o universo com justiça/ e as nações com equidade. _____________________________________________________________________
SEGUNDA LEITURA

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: 7Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado.
10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”.
11Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
______________________________________________________________________ SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas.
Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”.
7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?”
8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”.
10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu.
12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós.
17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça.
19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Papa incentiva instituição de uma comissão bilateral entre Santa Sé e Irã


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI incentiva a instituição de uma comissão bilateral Santa Sé - Irã, na carta que enviou ao presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

O texto, divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, foi entregue ao presidente iraniano pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, cardeal Jean-Louis Tauran, durante um encontro realizado no dia 9 de novembro, em Tehran.

"Tenho certeza de que a criação de uma comissão bilateral será especialmente útil no tratamento de questões de interesse comum, incluindo a o status jurídico da Igreja Católica em seu país", declara o Pontífice na carta.

"Os católicos presentes no Irã e os que estão espalhados pelo mundo realizam esforços para colaborar com seus concidadãos, para contribuir leal e honestamente para o bem comum das sociedades nas quais vivem, convertendo-se em construtores de paz e de reconciliação", recorda.

Neste espírito, expressa "a esperança de que as relações cordiais já felizmente existentes entre a Santa Sé e o Irã continuem progredindo, assim como as da Igreja local com as autoridades civis".

Na carta ao presidente do Irã, Bento XVI se mostra profundamente certo de que "o respeito à dimensão transcendente da pessoa humana é uma condição indispensável para a construção de uma ordem social justa e uma paz estável".

"De fato, a relação com Deus é o fundamento último da inalienável dignidade e do caráter sagrado de toda vida humana", acrescenta.

"Quando a promoção da dignidade da pessoa humana é a principal inspiração da atividade política e social que está comprometida na busca do bem comum, criam-se fundamentos sólidos e duradouros para construir a paz e a harmonia entre os povos."

A paz, recorda o Bispo de Roma, "é, antes de tudo, um dom de Deus, que se solicita na oração, mas também é o resultado dos esforços das pessoas de boa vontade".

"Desse ponto de vista - destaca -, os crentes de todas as religiões têm uma responsabilidade especial e podem desempenhar uma função decisiva, cooperando em iniciativas comuns."

E acrescenta: "O diálogo inter-religioso é um caminho fundamental para a paz".

Neste contexto, o Papa recorda a Assembleia Especial para o Oriente Médio, do Sínodo dos Bispos, realizada no Vaticano de 10 a 24 de outubro.

E qualifica como "um momento significativo de reflexão e partilha sobre a situação no Oriente Médio e sobre os grandes desafios das comunidades católicas presentes lá".

"Em alguns países - constata -, essas comunidades enfrentam circunstâncias difíceis, discriminação e inclusive violência, e carecem da liberdade para viver e professar publicamente sua fé."

E indica: "Tenho certeza de que o trabalho do Sínodo trará bons frutos para a Igreja e para o conjunto da sociedade".

A carta responde a uma mensagem que o presidente do Irã havia dirigido ao Papa. Como explica o Pontífice no início, tem como objetivo "reconhecer as cordiais palavras de saudação e as reflexões" que o presidente enviou a Bento XVI pelos "bons ofícios" do vice-presidente do Irã, Hojjat ol Eslam Haj Sayyed Mohammad Reza Mir Tajjadini.

O cardeal Tauran participou do 7º Colóquio do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso com o Centro para o Diálogo Inter-Religioso do Islamic Culture and Relations Organization.

Este encontro foi realizado na capital do Irã entre os dias 9 e 11 de outubro, com o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas".

Durante a recepção do presidente Ahmadinejad ao cardeal Tauran, na qual o purpurado lhe entregou a carta do Papa, na última terça-feira, destacou-se a necessidade de promover a colaboração entre cristãos e muçulmanos ao serviço da paz no mundo.

Paquistão: mulher cristã é condenada à morte por blasfêmia

ISLAMABAD, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Asia Bibi, operária agrícola de 37 anos e mãe de duas crianças, é a primeira mulher condenada à morte no Paquistão sob a acusação de blasfêmia.

A mulher foi acusada de ter ofendido o islã durante uma discussão no trabalho, na qual algumas mulheres haviam tentado convertê-la, segundo informou a agência AsiaNews.

A sentença, emitida por um tribunal de Punjab no último domingo, refere-se a uma discussão que ocorreu em 2009, na localidade de Ittanwali.

No transcurso da discussão, frente à insistência das colegas a que renunciasse ao cristianismo, Asia Bibi falou como Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade e perguntou às demais mulheres o que Maomé havia feito por elas.

A norma do código penal paquistanês castiga com a prisão quem ofende o Alcorão e com a morte a quem insulta o profeta Maomé.

As colegas muçulmanas bateram em Asia Bibi e a trancaram em um quarto. Segundo explica a organização caritativa Release International, uma multidão se reuniu no local dos fatos e começou a insultar, tanto ela como seus filhos.

O diretor de Release International, Andy Dipper, afirmou que, ao condenar uma mulher à morte por blasfêmia, "o Paquistão passou dos limites".

A Asia Bibi também foi imposta uma multa equiparável a dois anos e meio do seu salário.

Com relação a esta sentença, o secretário executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, declarou à agência Fides que "os cristãos estão sob ataque pelo uso instrumental da lei antiblasfêmia".

"Os casos de falsas acusações são vários e estamos muito preocupados: já foram pelo menos 5 nos dois últimos meses", explicou.

"Infelizmente, não há mudanças à vista: o governo não considera em absoluto uma revisão ou uma abolição da lei - lamentou. E isso é muito grave."

A condenação de Asia Bibi é "um autêntico ultraje à dignidade humana e à verdade - denunciou. Faremos todo o possível para que o veredicto seja desmentido e revocado em apelação."

As normas sobre a blasfêmia, segundo recorda o L'Osservatore Romano em sua edição de hoje, foram introduzidas entre 1980 e 1986 para garantir o respeito à religião muçulmana. Com base nesta normativa, também foram censurados alguns sites da internet.

Segundo dados publicados pela Comissão Nacional Justiça e Paz, de 1986 a 2009, 964 pessoas foram presas por terem profanado o Alcorão ou Maomé.

A lei sobre a blasfêmia é utilizada em geral como pretexto pelos fundamentalistas para atacar as minorias religiosas, que no Paquistão constituem 4% da população.

O Pakistan Christian Congress (PCC), que promoveu várias conferências, tanto no âmbito nacional como internacional, para pedir a derrogação das normas sobre a blasfêmia, expressou sua preocupação pela sentença de condenação à morte de Asia Bibi e lançou um apelo ao presidente do Paquistão para garantir justiça para a mulher.

Eucaristia: lugar de encontro da Igreja dos Estados Unidos e Cuba

MIAMI, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Dois bispos de origem cubana, um nos Estados Unidos e outro em Cuba, encontraram-se no sul da Flórida para planejar uma maior colaboração entre a Igreja dos dois países. Os dois imigraram quando crianças desde a ilha de Cuba aos Estados Unidos na operação chamada Peter Pan.

O bispo cubano Arturo González está nos Estados Unidos para celebrar missas e reunir-se com sacerdotes católicos, dentro do processo de aproximação entre as duas presenças da Igreja na América do Norte.

“A meta desta missão é precisamente descobrir e os vínculos que unem os cubanos em qualquer parte do mundo, disse o bispo aos jornalistas.

O arcebispo Thomas Wenski deu as boas-vindas ao clero numa missa na última segunda-feira.

Dom Wenski afirmou, diante de 200 fiéis, que a Igreja Católica sobrevive em Cuba a pesar da “situação difícil” que teve de enfrentar. Ele participou da inauguração das novas instalações do Seminário de Havana, formando parte de uma delegação da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

Dom Arturo González chegou acompanhado por três sacerdotes e uma religiosa, de acordo com o porta-voz da Arquidiocese de Miami.

Segundo informou o jornal Miami Herald, os encontros no sul da Flórida entre cubanos de um e de outro lado do Caribe, são o objetivo da visita de quatro dias. O encontro pretende melhorar a compreensão e promover a solidariedade.

Os bispos ofereceram uma conferencia de imprensa no Santuário de Nossa Senhora da Caridade, em Coconut Grove.

“O objetivo desta comissão é precisamente descobrir e ajudar a descobrir os laços que unem os cubanos”, disse Dom González.

Com relação à libertação de prisioneiros de Cuba, Dom González afirmou que a Igreja cubana tem feito o que deve, empenhando-se há anos nessa tarefa.Ele rebateu assim as críticas contra a Igreja cubana e o governo da Espanha, que participa no processo de libertação.

“Recebemos uma promessa de que este processo de libertação vai continuar. Já há um grande número de presos libertados. Houve uma oferta de liberdade para prisioneiros que desejavam sair do país e para aqueles que queiram permanecer também”, acrescentou o bispo.

Os bispos González e Estévez, que imigraram a Miami quando crianças na Operação Peter Pan, falaram também de futuros objetivos da Igreja em Cuba e no sul da Flórida. “É um grande desafio para a Igreja cubana depois de cinqüenta anos de vida limitada”, comentou Estévez, titular do santuário de Coconut Grove.

“Os bispos de Cuba desejam que o Papa nos visite”, disse, acrescentando que s prelados de seu país mandaram um convite ao Vaticano, num esforço conjunto com a Igreja da República Dominicana. Seria a primeira visita papal desde a viagem de João Paulo II à Cuba, em 1998.

Estévez confirmou que a Arquidiocese está considerando uma possível peregrinação a Cuba em 2012, pelo 400º aniversario da aparição de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.

Eucaristia: lugar de encontro da Igreja dos Estados Unidos e Cuba

MIAMI, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Dois bispos de origem cubana, um nos Estados Unidos e outro em Cuba, encontraram-se no sul da Flórida para planejar uma maior colaboração entre a Igreja dos dois países. Os dois imigraram quando crianças desde a ilha de Cuba aos Estados Unidos na operação chamada Peter Pan.

O bispo cubano Arturo González está nos Estados Unidos para celebrar missas e reunir-se com sacerdotes católicos, dentro do processo de aproximação entre as duas presenças da Igreja na América do Norte.

“A meta desta missão é precisamente descobrir e os vínculos que unem os cubanos em qualquer parte do mundo, disse o bispo aos jornalistas.

O arcebispo Thomas Wenski deu as boas-vindas ao clero numa missa na última segunda-feira.

Dom Wenski afirmou, diante de 200 fiéis, que a Igreja Católica sobrevive em Cuba a pesar da “situação difícil” que teve de enfrentar. Ele participou da inauguração das novas instalações do Seminário de Havana, formando parte de uma delegação da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

Dom Arturo González chegou acompanhado por três sacerdotes e uma religiosa, de acordo com o porta-voz da Arquidiocese de Miami.

Segundo informou o jornal Miami Herald, os encontros no sul da Flórida entre cubanos de um e de outro lado do Caribe, são o objetivo da visita de quatro dias. O encontro pretende melhorar a compreensão e promover a solidariedade.

Os bispos ofereceram uma conferencia de imprensa no Santuário de Nossa Senhora da Caridade, em Coconut Grove.

“O objetivo desta comissão é precisamente descobrir e ajudar a descobrir os laços que unem os cubanos”, disse Dom González.

Com relação à libertação de prisioneiros de Cuba, Dom González afirmou que a Igreja cubana tem feito o que deve, empenhando-se há anos nessa tarefa.Ele rebateu assim as críticas contra a Igreja cubana e o governo da Espanha, que participa no processo de libertação.

“Recebemos uma promessa de que este processo de libertação vai continuar. Já há um grande número de presos libertados. Houve uma oferta de liberdade para prisioneiros que desejavam sair do país e para aqueles que queiram permanecer também”, acrescentou o bispo.

Os bispos González e Estévez, que imigraram a Miami quando crianças na Operação Peter Pan, falaram também de futuros objetivos da Igreja em Cuba e no sul da Flórida. “É um grande desafio para a Igreja cubana depois de cinqüenta anos de vida limitada”, comentou Estévez, titular do santuário de Coconut Grove.

“Os bispos de Cuba desejam que o Papa nos visite”, disse, acrescentando que s prelados de seu país mandaram um convite ao Vaticano, num esforço conjunto com a Igreja da República Dominicana. Seria a primeira visita papal desde a viagem de João Paulo II à Cuba, em 1998.

Estévez confirmou que a Arquidiocese está considerando uma possível peregrinação a Cuba em 2012, pelo 400º aniversario da aparição de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Papa envia carta ao presidente iraniano Ahmadinejad


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI enviou uma carta a Mahmoud Ahmadinejad, em resposta a uma mensagem que lhe havia dirigido o presidente do Irã, segundo confirmaram hoje as fontes da Santa Sé.

A resposta do Papa foi entregue ao chefe de Estado iraniano pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, que se encontra no Irã para participar do 7º colóquio do dicastério vaticano com o Centro para o Diálogo Inter-Religioso do Islamic Culture and Relations Organization, com o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas".

A notícia foi confirmada pelo Pe. Ciro Benedettini, subdiretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, quem não revelou o conteúdo da mensagem pontifícia.

O cardeal Tauran foi recebido pelo presidente Ahmadinejad ontem, em um encontro no qual se sublinhou a necessidade de promover a colaboração entre cristãos e muçulmanos ao serviço da paz no mundo.

Bento XVI mostra sua confiança no futuro da Europa

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - "Estou certo das imensas possibilidades do continente europeu e confiando em um futuro de esperança para ele", afirmou o Papa Bento XVI hoje, durante a audiência geral.

O Pontífice, como costuma fazer depois de uma viagem pastoral, quis refletir, junto aos fiéis presentes na audiência, sobre os frutos da sua peregrinação à Espanha.

Antes de tudo, quis sublinhar que se sentiu muito acolhido, "com grande entusiasmo e calor". "Pude experimentar o carinho que as pessoas da Espanha nutrem pelo Sucessor de Pedro", afirmou.

Referindo-se à primeira etapa da sua viagem, Santiago de Compostela, o Papa destacou, como já fez em várias ocasiões durante a viagem, a importância do Caminho de Santiago na formação da Europa.

"Vendo o número de peregrinos presentes na Santa Missa solene que tive a grande alegria de presidir em Santiago, eu meditava sobre o que leva tanta gente a deixar as ocupações cotidianas e empreender o caminho penitencial até Compostela, um caminho às vezes longo e fatigoso."

Para o Papa, está claro que se trata do "desejo de chegar à luz de Cristo, por quem anseiam do fundo do coração, ainda que frequentemente não saibam expressá-lo bem com as palavras".

"Nos momentos de extravio, de busca, de dificuldade, assim como na aspiração a reforçar a fé e a viver de uma maneira mais coerente, os peregrinos em Compostela empreendem um profundo itinerário de conversão a Cristo."

"Trata-se - afirmou - de um povo de caminhantes silenciosos, procedentes de cada parte do mundo, que redescobrem a antiga tradição medieval e cristã da peregrinação, atravessando povos e cidades permeados de catolicismo."

Esse caminho, que forma uma rede na Europa, "foi e continua sendo um lugar de encontro de homens e mulheres das mais diversas procedências, unidos pela busca da fé e da verdade sobre si mesmos, e suscita experiências profundas de partilha, de fraternidade e de solidariedade".

"É precisamente a fé em Cristo que dá sentido a Compostela, um lugar espiritualmente extraordinário", afirmou.

Para o Papa, Compostela "continua sendo ponto de referência para a Europa de hoje, em suas novas configurações e perspectivas".

É necessário, na Europa, "conservar e reforçar a abertura ao transcendente, assim como um diálogo profundo entre fé e razão, entre política e religião, entre economia e ética".

Isso "permitirá construir uma Europa que, fiel às suas imprescindíveis raízes cristãs, possa responder plenamente à sua própria vocação e missão no mundo".

Por isso, o Papa convida o continente a "abrir-se cada vez mais a Deus, favorecendo assim as perspectivas de um autêntico encontro, respeitoso e solidário, com as populações e civilizações" do resto do mundo.

Emoções

O Papa também quis compartilhar com os presentes seus próprios sentimentos durante sua visita à catedral de Santiago, nos momentos mais importantes da visita.

No tradicional "abraço ao Apóstolo", Bento XVI recordou: "Eu pensava em como este gesto de acolhimento e amizade também é uma maneira de expressar a adesão à sua palavra e a participação em sua missão".

Depois na Missa na Plaza del Obradoiro, recordou ter rezado "com fervor pelos que se dirigem em peregrinação a Santiago, para que possam receber o dom de chegar a ser verdadeiras testemunhas de Cristo, a quem redescobriram nas encruzilhadas dos sugestivos caminhos rumo a Compostela".

"Rezei também para que os peregrinos, seguindo os passos de numerosos santos que, no transcurso dos séculos, fizeram o "Caminho de Santiago", continuem mantendo vivo o seu genuíno significado religioso, espiritual e penitencial, sem ceder à banalidade, à distração, às modas."

O Papa concluiu afirmando que é fundamental ser "ser fiéis custódios da Boa Notícia que os apóstolos transmitiram, sem ceder à tentação de alterá-la, diminuí-la ou submetê-la a outros interesses" e anunciá-la "com a palavra e o testemunho da vida em todos os campos da sociedade".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Papa exorta bispos da Itália a “viver da liturgia”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 9 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI insistiu com os bispos italianos na importância da liturgia para a vida cristã, na mensagem que enviou com motivo da assembleia plenária da Conferência Episcopal, que se celebra esta semana em Assis.

Aproveitando que nesta reunião plenária se revisará a tradução ao italiano do Missal Romano, o Papa dedica grande parte de sua carta, dirigida ao presidente da CEI, cardeal Angelo Bagnasco, a falar da centralidade da liturgia na vida cristã.

“O autêntico crente, em toda época, experimenta na liturgia a presença, a primazia e a obra de Deus”, afirmou o Papa.

A liturgia é “veritatis splendor, acontecimento nupcial, pregustação da cidade nova e definitiva e participação nela; é vínculo de criação e de redenção, céu aberto sobre a terra dos homens, passagem do mundo a Deus; é Páscoa, na Cruz e na Ressurreição de Jesus Cristo; é a alma da vida cristã, chamada ao seguimento, reconciliação que move à caridade fraterna.”

Referindo-se a esta terceira edição do Missal Romano, o Papa recorda que “todo verdadeiro reformador, de fato, é obediente à fé: não se move de forma arbitrária, nem se arroga falta de compromisso com o rito; não é amo, mas o guardião do tesouro instituído pelo Senhor e confiado a nós”.

“Dar voz a uma realidade perenemente válida exige portanto o sábio equilíbrio de continuidade e novidade, de tradição e atualização”, assinala.

“A Igreja inteira está presente em cada liturgia: aderir-se a sua forma é condição de autenticidade do que se celebra.”

A “correspondência da oração da Igreja (lex orandi) com a regra da fé (lex credendi) molda o pensamento e os sentimentos da comunidade cristã, dando forma à Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito”, acrescenta o Papa.

Esta terceira edição do Missal Romano, que foi apresentada oficialmente ao Papa João Paulo II em 2002, custou dez anos de trabalho à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Entre uma das novidades, o Missal amplia as possibilidades para um bispo de permitir a comunhão sob duas espécies.

Eucaristia

Em sua mensagem, o Papa, recordando São Francisco de Assis, patrono da Itália, explica que a vida deste santo coincidiu precisamente com a reforma litúrgica do Papa Inocêncio III e do Concílio Lateranense IV.

Esta reforma supôs, entre outras coisas, a introdução do “Breviário”, assim como a inserção do termo “transubstanciação” na profissão de fé.

Precisamente, afirma o Papa, São Francisco era um grande devoto da eucaristia. “Da participação na Santa Missa e do receber com devoção a Santa Comunhão brota a vida evangélica de São Francisco e sua vocação para percorrer o caminho de Cristo Crucificado”.

O santo tinha também grande estima pelos sacerdotes convidava seus frades a recordar-lhes a importância de que levassem uma vida santa e coerente.

“O Santo de Assia não deixava de contemplar como o Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, humilhou-se até se esconder, para nossa salvação, na pouca aparência do pão”, explica o Papa.

“Perante este dom, queridos irmãos, que responsabilidade de vida se desprende para cada um de nós”, disse.

Educação e família

Por outro lado, o Papa referiu-se ao plano pastoral dos bispos italianos dedicado a como enfrentar a “emergência educativa”.

A atual crise que o homem contemporâneo atravessa, assinala Bento XVI, é na realidade uma “crise de confiança na vida” e influencia “de forma relevante no processo educativo, no qual as referências seguras se fazem fugazes”.

Indicadores desta crise são, afirma, o “eclipse do sentido de Deus e o ofuscamento da dimensão da interioridade, a formação incerta da identidade pessoal no contexto plural e fragmentado, as dificuldades do diálogo entre gerações, a separação entre inteligência e afetividade”.

O homem contemporâneo “investiu muitas energias no desenvolvimento da ciência e da técnica”, mas este progresso “aconteceu frequentemente às custas dos fundamentos do cristianismo, nos quais se enraíza a história fecunda do continente europeu”.

“A esfera moral foi confinada ao âmbito subjetivo e Deus, quando não é negado, é contudo excluído da consciência pública”.

Perante isso, é necessária “uma relação pessoal de fidelidade entre sujeitos ativos, protagonistas da relação, capazes de tomar partido e pôr em jogo sua própria liberdade”.

Esta nova visão deve necessariamente “partir de uma nova proximidade à família, que reconheça e apoie sua primazia educativa: é dentro dela onde se molda o rosto de um povo”.

Adolescente infrator: promover uma segunda chance

BRASÍLIA, terça-feira, 9 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A Pastoral do Menor lançou nessa segunda-feira em Brasília, na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Campanha em Favor das Medidas Socioeducativas para menores infratores no país.

Segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB, o principal foco da campanha é programar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), que pretende ajudar adolescentes infratores (pessoas que têm entre 12 e 18 anos de idade) a terem uma segunda chance de reconstruir suas vidas.

A campanha também prevê a aplicação da liberdade assistida para adolescentes autores de atos infracionais. Trata-se de uma das seis medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que responsabiliza o adolescente que cometeu delito sem o afastar do lar, da escola e do trabalho. Neste caso, o adolescente fica sob a supervisão de um orientador.

O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, parabenizou o trabalho da Pastoral do Menor e das entidades parceiras na Campanha e assegurou que o melhor remédio para o adolescente infrator é uma segunda chance.

“É fundamental mostrar que é possível acreditar na criança e no adolescente mesmo quando eles estejam envolvidos em algum tipo de infração. É muito importante para a sociedade acreditar na pessoa humana, pois não existe, no projeto de Deus, uma pessoa que seja irrecuperável.”

“Pelo contrário – prosseguiu Dom Dimas –, a experiência tem mostrado que nossos irmãos adolescentes, quando recebem carinho e afeto e têm uma segunda chance, eles com certeza podem descobrir o seu protagonismo e se tornarem pessoas renovadas na construção da sociedade.”

O bispo de Paracatu (Minas Gerais) e responsável pela Pastoral do Menor, Dom Leonardo de Miranda Pereira, que desenvolve o trabalho com as medidas socioeducativas desde março de 2006 em sua diocese, garantiu que o rebaixamento da idade penal para 16 anos não é a melhor forma de combater o problema.

“A redução da maioridade penal jamais vai acabar com atos infracionais. Só tem como acabar com as infrações cometidas por menores se o sistema ir a fundo e descobrir a fonte que leva ao erro: o crime organizado, aliciadores de menores etc. O mais assertivo e efetivo é enfrentar o caminho das pedras e não o caminho fácil da redução da idade penal”, afirmou o bispo.