terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Amar Jesus para poder amar o próximo, segundo Papa


É necessário estabelecer uma profunda amizade com Jesus para poder servir os outros.

Isto é o que disse o Papa no sábado passado aos participantes da Assembleia Geral da Fraternidade Sacerdotal dos Missionários de São Carlos Borromeu, que nasceu há 25 anos do movimento Comunhão e Libertação.

Esta obra conta com 25 casas em 16 países em todo o mundo, 104 sacerdotes e 40 seminaristas, empenhados primariamente na missão paroquial e no ensino, com o testemunho - disse o Papa - da "fecundidade" do carisma de Dom Luigi Giussani.

E propriamente da "sabedoria cristã" de Dom Giussani, e do "seu amor a Cristo e aos homens, unidos indestrutivelmente", surgiu a Fraternidade Sacerdotal, disse seu fundador e superior geral, Massimo Camisasca, em um breve discurso de saudação ao Papa.

Em particular, explicou que "a experiência da comunhão, da qual Dom Giussani foi um professor, levou-nos, desde o início, a escolher a vida em comum e, portanto, a casa como um lugar de irradiação da fé".

Em seu discurso, Bento XVI afirmou, antes de tudo, que "o sacerdócio cristão não é um fim em si mesmo". E frisou esta ideia dizendo que "foi querido por Jesus em função do nascimento e da vida da Igreja".

"A glória e a alegria do sacerdócio consistem em servir a Cristo e seu Corpo Místico", disse o Pontífice.

O Papa sublinhou a importância da oração vivida como "um diálogo com o Senhor ressuscitado" e "o valor da vida em comum", não apenas em resposta às necessidades atuais, como a falta de padres, mas como "expressão do dom de Cristo que é a Igreja, (...) prefigurada na comunidade apostólica, que deu lugar aos presbíteros".

Viver com os outros, observou, "aceitar a necessidade de conversão própria e contínua e, especialmente, descobrir a beleza deste caminho, a alegria da humildade, da penitência, e também da conversa, do perdão mútuo, do apoio de uns aos outros".

Além de que a "vida em comum sem a oração" não é possível, também é verdade que é "imprescindível estar com Jesus para poder estar com os outros".

"Este é o coração da missão. Em companhia de Cristo e dos irmãos, qualquer sacerdote pode encontrar a energia necessária para servir os homens, para atender as necessidades espirituais e materiais com que se encontra, para ensinar com palavras sempre novas, que vêm do amor, as verdades eternas da fé, das quais nossos contemporâneos também têm sede - concluiu."

[OFF]Ronaldo encerra a carreira


Chegou ao fim nesta segunda-feira uma das mais brilhantes carreiras da história do futebol. Aos 34 anos, Ronaldo não resistiu à intensa batalha diária contra os desgastes físicos acarretados pelas oito cirurgias ao longo da sua trajetória, relembrou um problema de hipotireoidismo e anunciou que não jogará mais profissionalmente. É o fim para aquele que eternizou a camisa 9 com um talento que, não por acaso, lhe rendeu o apelido de Fenômeno e se transformou em um mito mundial.

- Estou aqui para falar que estou encerrando a carreira como jogador profissional. E dizer que essa carreira foi linda, maravilhosa e emocionante - declarou Ronaldo, ao abrir o seu emocionante pronunciamento.

Em uma concorrida entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o craque comunicou, exatamente às 13h02, que não continuará atuando pelo Corinthians, com quem tinha contrato até 31 de dezembro de 2011. Ronaldo assombrou o planeta aliando velocidade e técnica de forma nunca vista antes, mas sucumbiu ao tempo e ao próprio corpo. Agora, se dedicará à família, à vida de empresário e à fortuna que acumulou sendo um gênio da bola.

Fonte: Globo esporte

Dom João Braz viaja a Roma para assumir novo cargo


Nomeado pelo Papa Bento XVI prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, Dom João Braz de Aviz está a caminho de Roma para assumir o cargo no dia 16 de março.

Dom Braz esteve por sete anos como Arcebispo de Brasília (DF) e seu sucessor ainda não foi nomeado.
Durante a Missa do domingo, 13, na Catedral Nossa Senhora Aparecida, Dom João se despediu dos mais de três mil fiéis das 128 paróquias da Arquidiocese de Brasília presentes na celebração. O Núncio Apostólico, Dom Lorenzzo Baldisseri, e o Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, concelebraram com Dom João.
“Partir é preciso para continuar a missão. Amei apaixonadamente esta Santa Igreja”, disse Dom João.
O novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada enfatizou a conotação política ligada à Arquidiocese e o empenho de seu povo em exercitar a democracia. "[O povo] superou com sua força democrática e hoje estamos retomando um caminho bom. Esse lado é complicado em Brasília, mas muito rica essa relação com as autoridades. A própria CNBB realiza isso em nível nacional e nós realizamos em nível local do Distrito Federal”, disse.

Dom João também salientou "a grandeza, beleza e religiosidade do povo do Distrito Federal". “Brasília é uma vitrine de todas as religiões e Igrejas. Aqui cada um tem seu lugar de povo brasileiro que professa a sua fé; e ter essa relação de diálogo respeitoso, ser amigo da verdade e caminhar juntos com valores é outro desafio grande que enfrentamos com amor e alegria não podendo fazer muitas coisas, mas o que fizemos foi nessa direção”, ressaltou.
Fonte: Canção Nova

Papa aprova 3 novas canonizações


A Santa Sé anunciou hoje a realização, na segunda-feira, 21 de fevereiro, do consistório ordinário público, em que se decidirá a data da canonização de três fundadores de congregações religiosas.

São eles: os Beatos italianos Guido Maria Conforti e Luigi Guanella, e a Beata espanhola Bonifacia Rodríguez de Castro, os três praticamente contemporâneos.

Guido Maria Conforti (1865-1931) foi arcebispo de Parma. É o fundador da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Exteriores (conhecida como "Missionários Xaverianos").

Luigi Guanella (1842-1915), sacerdote, fundou duas congregações, ambas para ajudar os marginalizados durante a revolução industrial: os Servos da Caridade e o Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência.

Bonifacia Rodríguez de Castro (1837-1905) é a fundadora da Congregação das Servas de São José, para a promoção social e cristã das mulheres operárias.

Santificação no trabalho

A Madre Bonifacia, natural de Salamanca, foi beatificada em 9 de novembro de 2003, por João Paulo II.

Nascida em Salamanca e órfã de pai muito cedo, Bonifacia viveu na própria carne o drama das condições de trabalho de muitas mulheres durante o século XIX.

Sentindo desde muito jovem uma vocação religiosa, Bonifacia se encontrou com o jesuíta catalão Francisco Javier Butinyà i Hospital (1834-1899), que chegou a Salamanca em outubro de 1870, com grande zelo apostólico pelo mundo dos trabalhadores manuais.

Encorajada por ele, fundou a Congregação das Servas de São José, com o objetivo de criar "Casas-Oficinas de Nazaré" para as mulheres pobres que não tinham trabalho, onde lhes era ensinado um ofício e se dignificava sua vida.

Alguns anos mais tarde, devido à desunião que alguns eclesiásticos semearam em Salamanca, e marginalizada por suas filhas espirituais, Bonifacia foi destituída como superiora e orientadora do Instituto.

Diante das humilhações, desprezos e calúnias que recebeu, sua resposta foi o silêncio, a humildade e o perdão. Venerada como santa, morreu em Zamora, a 8 de agosto de 1905, deixando como legado um caminho de espiritualidade baseado na santificação do trabalho unido à oração, na simplicidade da vida cotidiana.

Na cerimônia de sua beatificação, João Paulo II disse: "As palavras de Jesus no Evangelho proclamado hoje - ‘Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio' - interpelam a sociedade de hoje, às vezes tentada a transformar tudo em mercadoria e lucro, deixando de lado os valores e a dignidade que não têm preço. Sendo a pessoa imagem e morada de Deus, é necessária uma purificação que a defenda, independentemente da sua condição social ou da sua atividade de trabalho".

"A isso se consagrou inteiramente a Beata Bonifacia Rodríguez de Castro, que, sendo ela mesma uma trabalhadora, percebeu os riscos desta condição social na época. Na vida simples e oculta da Sagrada Família de Nazaré, encontrou um modelo de espiritualidade do trabalho, que dignifica a pessoa e faz de toda atividade, por mais humilde que possa parecer, uma oferenda a Deus e um meio de santificação."

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Campanha da Fraternidade veja o que propõe


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!
Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.
Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.

Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

Fonte: Portal kairos/Movimentaçoes das comunidades católicas de Ilhéus

Amor: caminho e lei do cristão, explica Papa


Para Bento XVI, o amor é a palavra que resume a lei e o caminho do cristão.

Esta foi sua mensagem de hoje, ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Comentando a passagem evangélica deste domingo, sobre o Sermão da Montanha, o Pontífice recorda como Jesus explica a nova Lei que vem trazer ao mundo: "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir".

"Mas em que consiste esta ‘plenitude' da Lei de Cristo e esta justiça ‘superior' que Ele exige?", perguntou-se o Papa.

"A novidade de Jesus consiste - respondeu -, essencialmente, no fato de que Ele mesmo ‘preenche' os mandamentos com o amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita n'Ele. E nós, pela fé em Cristo, podemos nos abrir à ação do Espírito Santo, que nos torna capazes de experimentar o amor divino."

"Por esta razão, todo preceito se torna verdadeiro como exigência de amor, e todos se reúnem em um mandamento único: ama a Deus com todo o coração e ama o teu próximo como a ti mesmo."

"O amor é a plenitude da lei", afirmou o Bispo de Roma, citando São Paulo (Romanos 13, 10).

"Diante desta exigência, por exemplo, o triste caso das quatro crianças ciganas que morreram na semana passada nos arredores desta cidade, em sua barraca queimada, exige que nos perguntemos se uma sociedade mais solidária e fraterna, mais coerente no amor, ou seja, mais cristã, não teria podido evitar essa tragédia", refletiu.

"E essa pergunta é válida para muitos outros eventos dolorosos, mais ou menos conhecidos, que ocorrem diariamente em nossas cidades e nossos países."

O Santo Padre concluiu explicando que "Jesus é o Filho de Deus que desceu do céu para nos levar ao céu, à altura de Deus, pelo caminho do amor. E mais ainda, Ele próprio é este caminho: tudo o que temos a fazer é segui-lo para viver a vontade de Deus e entrar no seu Reino, na vida eterna".

Iniciativa dos teólogos alemães: renovação ou demolição?

Em 3 de fevereiro, um conhecido jornal alemão, o Süddeutsche Zeitung, publicou um relatório (Memorándum) assinado por 143 teólogos alemães, com o título "Igreja 2011: uma adesão necessária" (ein notwendiger Aufbruch). As petições lembram, em muitos aspectos, a "Declaração de Colônia", de 1992, e a iniciativa "Nós Somos Igreja", de 1995. A faculdade teológica mais representada entre os signatários é a de Münster, com 17 teólogos, incluindo o decano Klaus Muller; uma teóloga de Münster faz parte do comitê de redação do memorando (cf. M. Drobinski, Theologen gegen den Zölibat, Süddeutsche Zeitung, 3.2.2011). Também uma petição muito específica remete à influência de Münster, a de constituir tribunais administrativos para a Igreja (Klaus Lüdicke). Portanto, o texto poderia tranquilamente ser chamado de "Declaração de Münster" (DM).

Por ocasião da DM, seus signatários indicam o debate público sobre os abusos sexuais que houve no ano passado. Ao procurar por "causas do abuso, do silêncio e da moral dupla", teria "crescido a convicção de que são necessárias reformas profundas". O convite dos bispos ao "diálogo" teria suscitado expectativas que seria preciso acolher. Os teólogos querem fazer de 2011 um "ano de partida" para que a Igreja possa sair de "estruturas fossilizadas". O "diálogo aberto" deve incluir seis "áreas de ação": (1) São necessárias "mais estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja", sob o princípio: "O que afeta todos deve ser decidido entre todos". (2) A vida da comunidade necessitaria, para sua condução, de estruturas mais democráticas (para sua orientação). "A Igreja também precisa de padres casados e mulheres no ministério eclesial." (3) Um primeiro passo para alcançar uma "cultura do direito" seria "a criação de uma jurisdição administrativa" (ou seja, de tribunais administrativos). (4) Com relação ao que chamam de "liberdade de consciência", foi dito: "A alta estima do casamento por parte da Igreja (...) não exige a exclusão de pessoas que vivem responsavelmente o amor, a fidelidade e o apoio mútuo em uma união de pessoas do mesmo sexo [casais homossexuais] ou como divorciados recasados". (5) No espírito de "reconciliação", seria preciso ir contra "uma moral estrita, sem misericórdia". (6) A liturgia vive graças à participação ativa dos fiéis e não deveria ser tão unificada de maneira centralista.

Temos de dar a razão aos signatários da DM em que a Igreja (de língua alemã) está passando por uma "crise profunda". Por outro lado, muitas sugestões apresentadas pelos teólogos signatários fazem parte desta crise e não podem favorecer a superação dos problemas. Os pedidos contidos no memorando são, em boa parte, pedidos conhecidos, procedentes dos anos 60 e 70 do século passado. Existe um "passo adiante" nos esforços a favor da práxis vivida da homossexualidade. O debate público sobre os abusos sexuais é instrumentalizado para empurrar uma Igreja enfraquecida para uma situação que se afasta da sua origem apostólica e se aproxima do protestantismo liberal. Segundo as estatísticas, o percentual (deplorável) do abuso sexual pelo clero católico é muito menor comparado ao que acontece nas estruturas (comparáveis) do âmbito secular (por exemplo: famílias, escolas, associações esportivas) e até mesmo com relação ao que se sabe dos pastores protestantes, casados, em sua maioria (cf. J. M. Schwarz, Kirche, Zölibat und Kindesmissbrauch, www.kath.net, 3.2.2010).

Os teólogos da DM cometem um "abuso com o abuso" ao promover petições que certamente não podem combater as causas que estão na base dos próprios abusos. Não se diz que a castidade é necessária para uma verdadeira renovação. Não se fala sequer sobre a exigência da conversão. Pelo contrário: Deseja-se o reconhecimento, por parte da Igreja, da situação dos divorciados novamente casados, que vivem (nas palavras de Jesus) em um estado de adultério (cf. Mc 10,11), e mesmo os casais homossexuais, cuja prática sexual, de acordo com os catálogos dos vícios no Novo Testamento, leva à exclusão do Reino de Deus (cf. 1Cor 6,10). Aqui não se vê a influência de um conhecimento teológico mais profundo, mas sim uma perda de fé e de moral. Os elementos fundamentais da doutrina apostólica são sacrificados devido a um pensamento que quer estar "a par" da situação atual. A petição de retirar a obrigação do celibato recorda os pedidos do Iluminismo tardio, superados há muito tempo por Johann Adam Möhler e outros protagonistas na renovação católica do século XIX. Nem mesmo aos ilustrados das igrejas estatais da época josefinista, entretanto, teria ocorrido rebaixar os valores do matrimônio cristão ou encorajar o concubinato homossexual. Inclusive o pedido de ter "mulheres no ministério apostólico" é dirigido contra a origem apostólica da Igreja, pelo menos quando se entende "ministério" no sentido do sacramento da Ordem. Recorde-se aqui a Carta Apostólica de João Paulo II, Ordinatio Sacerdotalis (1994), na qual o Papa sublinha que "a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e esta sentença deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja". O que se aplica a "todos os fiéis da Igreja" vale, provavelmente de maneira mais forte, para os teólogos que têm uma missio canonica.

Vamos dar uma breve olhada em outros pedidos, ainda que não possamos dar aqui uma resposta exaustiva. Certamente é importante uma "participação" de todos os fiéis na vida da Igreja, mas esta participação não deve ser confundida com as formas políticas da democracia. De acordo com a sucessão apostólica, a Igreja é guiada pelo Papa e pelos bispos. No início da Igreja, também os fiéis, muitas vezes, participaram da eleição de bispos por meio do seu testemunho e consentimento: mas estes fiéis foram preparados pelo testemunho dos mártires, na época das perseguições; não era a situação de hoje, em que quase 90% dos "católicos" alemães não vão à Missa no domingo e dependem quase que inteiramente da influência da mídia, a qual, em sua maior parte, é decididamente desfavorável à fé católica. As eleições episcopais não eram decisões tomadas pelo povo, mesmo na Igreja antiga. Segundo o Papa Leão Magno, o bispo deveria ser eleito pelo clero, aclamado pelo povo e ordenado pelos bispos da província, com o consentimento do Metropolitano. O princípio jurídico citado pela DM vem originalmente do direito romano privado e foi interpretado em 1958 por Yves Congar, no sentido da recepção dentro da Igreja, mas não como democratização do Magistério nem do ministério de guia (Quod omnes tangit, ab omnibus tractari et approbari debet); explicar o consentimento do povo de Deus como "decisão" ou inclusive como base de "estruturas mais sinodais" é sinal de uma ideologização fora da história eclesial.

O que se afirma sobre a questão das "paróquias XXL" refere-se a uma dolorosa realidade. A solução das dificuldades não está em mudar as estruturas da Igreja, procedentes de Cristo (como o sacerdócio ministerial reservado aos homens e sua responsabilidade específica para a guia da comunidade). Para organizar bem a vida das comunidades, é necessária a prudência pastoral e o compromisso de todos, mas não uma laicização na guia de das comunidades paroquiais. A "liberdade de consciência" proclamada na DM separa claramente a consciência do sujeito da verdade objetiva à qual a consciência deve se orientar. Não faz sentido aplicar a "liberdade de consciência" para aprovar os casais do mesmo sexo e o adultério. Newman falaria aqui de um pretendido "direito à voluntariedade" (Carta ao Duque de Norfolk). A "misericórdia" na moral, mencionada sob a voz da "reconciliação", não deve se separar da necessidade de respeitar os mandamentos de Deus: Deus perdoa o pecador sinceramente arrependido, mas lhe dá a entender também (como Jesus à adúltera): "De agora em diante, não peques mais" (Jo 8, 11).

A petição da DM de integrar as "experiências e expressões da época contemporânea" na liturgia já tem seu lugar conveniente no atual ordenamento - por exemplo, na oração dos fiéis e na homilia. O acolhimento de "situações concretas da vida" não deve obscurecer a importância da liturgia como glorificação de Deus, juntamente com toda a Igreja, que proporciona formas muito precisas para a expressão comum.

Certamente, é preciso elogiar o "diálogo" dentro da Igreja. Para um debate legítimo entre cristãos católicos, entretanto, deve estar claro o pré-requisito presente na profissão comum da fé católica. Diversos pontos da DM questionam essa base. Os signatários da DM podem sinceramente apresentar a Professio fidei exigida como condição indispensável para ensinar, em nome da Igreja, nas faculdades de teologia? Os bispos responsáveis terão a coragem de insistir contra a dissidência sobre o caráter eclesial da teologia? A próxima visita do Santo Padre à Alemanha será uma grande oportunidade para uma renovação na fé católica. O memorando dos 143 teólogos, porém, entristece: não oferece nenhuma contribuição para lançar-se rumo a um futuro cheio de esperança, mas sim uma demolição põe em perigo o tesouro da fé eclesial.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Liturgia Da Palavra


Missa Do 6ª Domingo Do Tempo comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Eclesiástico:

16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás.
17Diante de ti ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão.
18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir.
19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente.
20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem.
21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

____________________________________________________________________ SALMO RESPONSORIAL

Feliz o homem sem pecado em seu caminho,/ que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho/ que na lei do Senhor Deus vai progredindo!/ Feliz o homem que observa seus preceitos/ e de todo coração procura a Deus!

2. Os vossos mandamentos vós nos destes,/ para serem fielmente observados./ Oxalá, seja bem firme a minha vida/ em cumprir vossa vontade e vossa lei!

3. Sede bom com vosso servo e viverei/ e guardarei vossa palavra, ó Senhor./ Abri meus olhos e então contemplarei/ as maravilhas que encerra a vossa lei.

4. Ensinai-me a viver vossos preceitos;/ quero guardá-los fielmente até o fim!/ Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei/ e de todo coração a guardarei.
____________________________________________________________________ SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 6Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição.
7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória.
8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória.
9Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”.
10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
____________________________________________________________________ SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20“Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.
21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22aEu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo.
27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.
33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ´cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34aEu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Católicos realizaram homenagem a Nossa Senhora de Lourdes


1ª Aparição - 11 de fevereiro de 1858. Quinta Feira, um dia como outros. Era inverno; às 11 horas da manhã quando Bernadete observou que tinha acabado a lenha. Seu pai estava ainda deitado. Não tinha trabalho. Economizava as forças para outro dia. 0 tempo não era convidativo para sair de casa. Chuviscava e havia nevoeiro. Logo apanhou sua capa, chamou sua irmã Antonieta Peyret (companheira de Bernardette) e convidou Joana Abadie, uma moça robusta e forte, para acompanhá-las.
A mãe proibiu: "Bernadete, não".


Ela pensava no frio que fazia e que poderia trazer conseqüências à asma de sua filha. Mas ela insistiu carinhosamente, dizendo-lhe que teria cuidado para não se molhar e que iria com o capuz branco e o chale. A mãe concordou.


Saem as três meninas no afã de cumprirem a tarefa, passam pela pradaria do Paraíso, a ponte do canal que movimenta o moinho Savy, entram na pradaria do senhor La Fitte e chegam na ponta de areia do rio Gave. À esquerda levanta-se uma rocha íngreme com uma gruta na base. É a chamada gruta Massabieille . Embora é chamada de gruta, na verdade ela é constituída de uma acentuada concavidade na rocha. A água do canal que movimenta os moinhos, banha-lhe o lado esquerdo e segue em direção ao Gave.


Joana passa para o outro lado do canal com o pequeno feixe de lenha na cabeça. Antonieta faz o mesmo, levando a lenha na mão. Como já do outro lado as duas se manifestaram dizendo que a água do canal estava muito gelada, Bernadette permaneceu ali, sem saber o que fazer, com receios de pisar na água fria, por causa da asma, lembrando-se das recomendações de sua mãe.
Enquanto as duas corriam pela praia do Gave a procura de lenha, ela depois de procurar sem êxito, um lugar melhor para atravessar, sentou-se na margem do canal, em frente à gruta, tirou uma das meias e preparava-se para tirar a meia do outro pé, quando de repente, ouviu um barulho, "como se fosse um sopro de vento". Não vê nada.


Olhou para trás e observou que as folhas das árvores não se moviam.
Apareceu uma "luz suave" que iluminou profusamente todo aquele lugar sombrio e no meio dela, surge uma SENHORA maravilhosa, aparentando a idade de 16 a 18 anos, estava de pé, vestida de branco; o véu que cobria a cabeça descia até os pés; em redor da cintura tinha uma estreita faixa azul; no braço direito levava um terço; mantinha as mãos juntas e, nos pés, via-se duas rosas douradas.


Abre os braços num gesto de acolhimento, como quem convida à aproximar-se. Ela fica espantada. É como se tivesse medo, "não para fugir explica melhor, mas pela emoção do inusitado e adorável encontro". Esfregou os olhos diversas vezes, para inteirar-se que não era um sonho e que realmente estava diante de uma visão encantadora, que lhe sorria afetuosamente.


Fonte: derradeirasgraças

Brasil: 90 anos da arquidiocese de Belo Horizonte

A arquidiocese de Belo Horizonte (Minas Gerais) celebra nesta sexta-feira seus 90 anos. As comemorações se estendem pelo ano, com atividades festivas programadas para todos os meses.

Uma missa no Santuário arquidiocesano da Adoração Perpétua será presidida hoje, às 20h, pelo arcebispo emérito, Cardeal Serafim Fernandes de Araújo.

A arquidiocese de Belo Horizonte é uma das maiores do Brasil. Em 28 municípios e englobando 5 milhões de habitantes, conta com uma ampla estrutura institucional, que inclui 269 paróquias, dez santuários, quatro fundações, veículos de comunicação e mais uma série de associações e comunidades.

A diocese de Belo Horizonte foi criada em 11 de fevereiro de 1921 pelo Papa Bento XV. Em 1º de fevereiro de 1924, o Papa Pio XI, através da bula Amunus nobis ab Aeterno Pastorum Príncipe, elevou Belo Horizonte à categoria de arquidiocese. Na época, foi a terceira província eclesiástica de Minas Gerais.

A arquidiocese de Belo Horizonte “é um tesouro no coração católico de Minas Gerais”, afirma o arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira.

Lugar de “comunhão reverente com outras dioceses e arquidioceses, também com ricas histórias, presentes em todo o amado território deste importante Estado no cenário sociopolítico, cultural e religioso da sociedade brasileira”.

“Com uma singular contribuição no caminho missionário da Igreja Católica no Brasil, que empresta sua história e feitos na construção dos mais de 500 anos de trajetória e conquistas do nosso País.”

“É a fé anunciada e vivida ajudando, decisivamente, na configuração do tecido cultural de um povo, marcando-o com os valores imorredouros do Evangelho e de suas práticas, com força educativa e de sustento”, assinala o arcebispo.

Hoje – prossegue Dom Walmor – “é dia de festa”. “A gratidão a Deus e a todos possa gerar em nossos corações, operários desta hora e deste tempo, alegrias e coragem audaciosa para continuarmos a escrever a história da Arquidiocese de Belo Horizonte, pensando em seu centenário que chegará velozmente. E quando chegar, já deveremos ter dado muitas novas respostas”.