quarta-feira, 23 de março de 2011

Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos

Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.
A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%.
Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.
Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.
"Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião", afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.
A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.
Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.

Fonte: UOL noticias

Cardeal Piacenza pede adoração eucarística pelas vocações

O cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, afirma que não se pode subestimar o valor da adoração eucarística, e recomenda que cada diocese tenha uma capela ou santuário para a adoração eucarística, dedicada à oração pelas vocações consagradas e pela santificação do clero.

Isto foi afirmado em uma nota enviada, no último dia 4 de março, a Dom Dominique Rey, bispo de Toulon (França). Este bispo está promovendo uma conferência internacional sobre a adoração eucarística, que será realizada de 20 a 24 de junho, no ‘Salesianum' de Roma.

"Não podemos subestimar a importância de adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento, sabendo que o culto é o maior ato do povo de Deus", escreve o cardeal.

A este respeito, acrescenta que a adoração eucarística é "um meio eficaz para promover a santificação do clero, a reparação dos pecados e as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa".

"Com coragem, devemos pedir ao Senhor que envie novos operários para a sua messe", diz o cardeal Piacenza.

Acrescenta a recomendação de que "em cada diocese haja pelo menos uma igreja, capela ou santuário dedicado à adoração perpétua da Eucaristia, pela intenção específica de promover novas vocações e pela santificação do clero".

"Um renovado sentido da devoção a Cristo na Eucaristia - conclui o cardeal Piacenza - só pode enriquecer cada aspecto da vida e da missão da Igreja no mundo."

terça-feira, 22 de março de 2011

Arquidiocese de Salvador prepara posse de arcebispo

A poucos dias da posse de Dom Murilo Krieger como arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, a arquidiocese vive momentos de expectativa e muito trabalho.

Segundo informa o site da arquidiocese, os fiéis, padres, diáconos e religiosos estão mobilizados para recepcionar Dom Murilo, e a comissão responsável pelo evento finaliza os preparativos.

A solenidade de posse será no dia 25 de março, às 19h, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus.

Nesta terça-feira, 22 de março, os católicos de Salvador receberão o novo arcebispo no Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães.

A chegada está prevista para às 20h35. Uma comissão liderada por Dom Geraldo Majella Agnelo, administrador apostólico da arquidiocese, dará as boas-vindas a Dom Murilo.

Nestes dias, a Catedral Basílica recebe 500 cadeiras, além dos bancos e acentos já existentes, para acomodar as pessoas que forem participar da missa e posse.

Um telão será instalado na sacristia e outros dois na praça do Terreiro de Jesus, para que os fiéis possam acompanhar a cerimônia. A expectativa é que dentro da Catedral tenham cerca de 2 mil pessoas.

Para receber os visitantes do clero, a arquidiocese montou um esquema de acolhimento para os bispos e os padres.

Além do representante do Papa no Brasil, o núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, estarão na posse os cardeais Dom Cláudio Hummes, Dom Eugênio de Araújo Sales, Dom Odilo Pedro Scherer e os bispos Dom Orani João Tempesta, Dom Dimas Lara Barbosa e Dom Itamar Vian.

Entre os fiéis da arquidiocese, a movimentação também é intensa. Paróquias e movimentos leigos estão organizados e diferentes grupos montaram caravanas para participar da missa de posse.

Um exemplo é a Paróquia São Paulo Apóstolo, que levará um ônibus com paroquianos para a Catedral. No site do Movimento Escalada, um espaço será criado para que os participantes do grupo deixem mensagens para o novo arcebispo. Posteriormente, este material será transformado em um cartão e entregue a Dom Murilo.

Santo Padre pede segurança para povo líbio

A segurança do povo líbio e a abertura de corredores humanitários são as duas prioridades do apelo lançado ontem pelo Papa Bento XVI, ao concluir a oração do Ângelus na Praça de São Pedro.

O Papa expressou sua preocupação com a situação no país e disse que acompanha atento os acontecimentos e o ataque militar desencadeado desde o sábado passado contra as forças de Muammar al-Kadafi, por parte de uma coalizão de forças ocidentais.

A operação, chamada ‘Dawn Odyssey' (Odisséia do Amanhecer), foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU, com a resolução 1.973, e é liderada por uma coalizão de cinco países (EUA, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá), da qual participam vários países membros e não-membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Os ataques de aviões franceses contra as posições antiaéreas integradas da Líbia e as forças terrestres colocadas de Gaddafi, colocadas perto de Benghazi, começaram após o avanço das tropas do presidente líbio para esta cidade, violando o cessar-fogo emitido pela resolução da ONU.

O objetivo da coalizão, estabelecido pelas Nações Unidas, é "proteger os civis, por qualquer meio", e impor o respeito pela zona de exclusão aérea estabelecida pela ONU para impedir que as forças do coronel eliminem os rebeldes, resguardados nas cidades de Benghazi e Misurata.

"Nos dias passados - disse o Papa, da janela dos seus aposentos, no Palácio Apostólico -, as preocupantes notícias da Líbia suscitaram, também em mim, profunda preocupação e temor. Fiz uma oração particular ao Senhor durante a semana dos Exercícios Espirituais."

"Acompanho agora os mais recentes acontecimentos com grande apreensão, rezo por aqueles que estão envolvidos na dramática situação do país e dirijo um apelo urgente a todos os que têm responsabilidades políticas e militares, para que deem prioridade, acima de tudo, à segurança dos cidadãos e para que garantam o acesso à ajuda humanitária", acrescentou.

"À população, quero assegurar a minha proximidade, enquanto peço a Deus para que um horizonte de paz e harmonia surja o mais rapidamente possível na Líbia e em toda a região do Norte da África", concluiu o Papa.

João Paulo II, o Papa que falava ao povo

Figura amada inclusive pelos não-católicos, João Paulo II talvez seja o Pontífice mais "estudado", "analisado" e sobre quem foram escritos mais livros. O proposto por Sabina Caligiani, intitulado "João Paulo II, o Papa que falava ao povo" (Ed. Paulinas), é um deles.

Nascida em Perúgia em 1946, jornalista, também graduada em Direito e em Ciências Religiosas, Caligiani decidiu escrever estas páginas "porque não podemos nos esquecer de João Paulo II. (...) É como quando morre um ente querido, um familiar, e você quer que ele ainda esteja presente. Falando, lembrando suas palavras, suas ações, como se ainda estivesse conosco".

Escrito originalmente como tese universitária, o livro é dividido em duas partes: na primeira, são mostrados extrato de discursos do Pontífice polonês, os pontos cardeais da sua evangelização. Na segunda, mais específica e que, de fato, caracteriza o livro, descreve-se a relação entre João Paulo II e a comunicação.

Publicado em 2010, Caligiani retorna para falar sobre seu trabalho ao público de leitores, tendo em vista a próxima beatificação de Wojtyla, em maio. Acolhido em Roma pela ‘Livraria Internacional Papa Paulo VI', no centro do debate se coloca a figura de João Paulo II como um grande comunicador.

A autora, percorrendo o pontificado de Karol Wojtyla, destaca suas características, especialmente quando a atenção de João Paulo II incide sobre "a recuperação da pessoa como sujeito ativo de sua própria existência". Sublinha também que o fato de que a defesa da dignidade humana, inclusive através da mídia, tenha sido uma prerrogativa deste Papa, é algo histórico.

Porta-voz da cristandade através dos meios de comunicação, João Paulo II "é também quem enfrenta de forma radical as questões de fundo da informação e do jornalismo moderno. É uma mensagem forte, que se mantém intacta até hoje".

"Os comunicadores - disse o próprio Wojtyla - devem procurar a comunicação com o povo, devem aprender a conhecer as necessidades reais das pessoas, estar informados sobre suas lutas, devem ser capazes de apresentar todas as formas de comunicação com a sensibilidade que a dignidade do homem exige."

No início do pontificado, as visitas às paróquias romanas tornaram-se uma maratona desgastante para os que trabalhavam com ele, acostumados aos encontros sóbrios do Papa Montini. Com Wojtyla, era necessário correr, manter-se no seu ritmo. Um dia, no Vaticano, ele surpreendeu os presentes com uma frase: "O corpo, e somente ele, é capaz de tornar visível aquilo que é invisível: o espiritual e o divino". Este foi um ponto a seu favor.

"O fato de que a teologia abranja também o corpo não deve maravilhar ou surpreender quem está ciente do mistério e da realidade da encarnação: ‘Dado que a Palavra de Deus se fez carne - disse Wojtyla, na audiência geral de 2 de abril de 1980 -, o corpo entrou, digamos, pela porta da frente, na teologia, ou seja, na ciência que tem por objetivo a divindade'."

E, dirigindo-se aos jovens que se sentavam nas arquibancadas da ‘Arena di Verona', lembrou mais uma vez que o homem pode falar com seu corpo e, por isso, o corpo se torna linguagem. Uma comunicação cristológica a dele, "que lembra - diz Caligiani - a de Cristo com as parábolas".

Quando João Paulo II viajava de avião, "os jornalistas sentiam a mesma curiosidade dos apóstolos que seguiam Jesus, ouvindo as parábolas que o tornaram aceitável para as pessoas comuns, não cientes se serem a igreja primitiva, mas - conclui a autora - movidas pela curiosidade, pelo pressentimento do verdadeiro".

Pensando no breve papado de Albino Luciani, durante uma Missa concelebrada em sua memória, o então cardeal Wojtyla fez uma oração, que agora parece profética, dado o que logo depois aconteceria, com sua eleição para o trono pontifício: "Não podemos deixar de voltar a esse primeiro chamado, o dirigido a Simão, a quem nosso Senhor deu o nome de ‘Pedro'. Em especial o chamado definitivo, após a ressurreição, quando Cristo lhe perguntou três vezes: ‘Tu me amas?', e Pedro respondeu três vezes: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'".

"Um coração humano deve estremecer, porque a pergunta é também um pedido. Deves amar! Deves amar mais do que outros." Um chamado de duplo significado: "É um convite a servir - concluiu Wojtyla -, é um convite a morrer".

E também com o último ato de sua vida terrena - a morte -, João Paulo II escreveu uma das páginas mais comoventes e acompanhadas pela mídia do mundo inteiro. Centenas de milhares de pessoas se emocionaram no dia do seu funeral, quando o evangelho, colocado sobre o seu caixão, na Praça de São Pedro, foi aberto pelo vento.

(Mariaelena Finessi)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Corte européia decide que crucifixos permanecerão nas escolas públicas, na Itália.

A Corte Européia de Direitos humanos com sede em Estrasburgo decidiu hoje, em uma sentença inapelável, que os crucifixos podem permanecer nas escolas públicas.
Esta sentença foi promulgada logo depois da posição favorável aos crucifixos na Itália e na Áustria, após sentenças da Corte Suprema de Cassação, no primeiro caso, e da Corte Constitucional, no segundo.
Com a resolução de hoje a Corte Européia estabelece que “não existe violação do artigo 2 do protocolo N° 1 (direito à educação) da Convenção Européia de Direitos humanos”.
Este artigo se refere à obrigação do estado, “no exercício de suas funções em relação à educação, a respeitar o direito dos pais de educar os seus filhos de acordo às suas convicções religiosas e filosóficas”.
A sentença da Corte indica que “embora o crucifixo seja acima de tudo um símbolo religioso, não há evidencia para a Corte de que sua exposição em uma parede de uma sala de aula influencie os alunos”.
“Além disso -diz a resolução- embora se compreenda que a demandante tenha visto que esta exposição do crucifixo nas salas de aula à que assistiam suas filhas como uma falta de respeito do Estado a seu direito de educar conforme suas próprias convicções filosóficas, sua percepção subjetiva não foi suficiente para estabelecer uma violação do artigo 2 do protocolo 1″.
A sentença também recorda que o governo italiano explicou em sua apelação que “a presença dos crucifixos nas escolas públicas corresponde a uma tradição que consideram importante perpetuar”.
Do mesmo modo, as autoridades da Itália ressaltaram que o crucifixo não é apenas um símbolo religioso mas “representa os princípios e valores que formaram os alicerces da democracia e da civilização ocidental, e que sua presença nas classes é justificável a este respeito”.
A Corte Européia de Direitos humanos aceitou a apelação apresentada pelo governo da Itália no 28 de janeiro de 2010, logo depois de que em novembro de 2009 decidira que os crucifixos não deviam estar nas salas de aula das escolas.
A resolução de novembro de 2009 dava razão a uma mãe de família de duas alunas que alegava que os crucifixos “não correspondiam” à forma que suas filhas deveriam ser educadas.
Diante desta decisão, o governo da Itália defendeu a presença dos crucifixos nas salas de aula dos colégios públicos, como um símbolo que representa as raízes cristãs do país.
Vaticano reage com satisfação a decisão.
O Vaticano acolheu com “satisfação” a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas não viola o direito à educação nem a liberdade de pensamento e religião.
“A sentença do Tribunal Europeu é amparada com satisfação pela Santa Sé. Trata-se de uma sentença muito trabalhada e que faz história”, declarou o porta-voz vaticano, Federico Lombardi.
Lombardi acrescentou que o Grande Júri do Tribunal Europeu de Direitos Humanos “derrubou todos os perfis” da sentença de primeiro grau, recorrida pela Itália, com o apoio de vários estados europeus e muitas ONGs, “no que foi expressão do amplo sentir da população”.
O porta-voz da Santa Sé acrescentou que a sentença reconhece um alto nível jurídico e internacional que a cultura dos direitos do homem “não deve ser posta em contradição com os fundamentos religiosos da civilização europeia, à qual o Cristianismo deu uma contribuição essencial”.
“Reconhece-se que, seguindo o princípio de subsidiariedade, é necessário garantir a todos os países uma margem de atuação sobre o valor dos símbolos religiosos de suas próprias culturas e identidades nacionais, assim como o local de sua exposição”, acrescentou Lombardi.
O Tribunal diz que a exposição do crucifixo “não é um doutrinamento, mas a expressão da identidade cultural e religiosa dos países de tradição cristã”, ressaltou o porta-voz da Santa Sé.
“O Vaticano dá também as boas-vindas à sentença do Grande Júri porque contribui eficazmente para restabelecer a confiança no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para uma grande parte dos europeus”, acrescentou seu porta-voz.
O Vaticano sempre considerou que o crucifixo é um sinal “de oferecimento do amor de Deus e de união e amparo para toda a humanidade, e jamais um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade”, acrescentou.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

domingo, 20 de março de 2011

Transfiguração ajuda a compreender a cruz, diz Papa

Quando Jesus tomou seus discípulos e se transfigurou diante deles, Ele o fez para que pudessem enfrentar o escândalo da cruz, explicou Bento XVI neste domingo, ao introduzir a oração do Angelus.

Ao dirigir-se desde a janela de seu apartamento aos peregrinos presentes na praça de São Pedro, o Papa quis refletir brevemente sobre a passagem evangélica da Transfiguração, correspondente ao segundo domingo da Quaresma.

Jesus, após ter preanunciado a seus discípulos sua paixão, “levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz”, citou o Papa.

“Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas, segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação.”

A Transfiguração – explicou o Papa – “não é uma mudança de Jesus, mas a revelação de sua divindade, a íntima compenetração de seu ser com Deus, que se converte em pura luz. Em seu ser uno com o Pai, Jesus mesmo é Luz da Luz”.

Assim os discípulos, “contemplando a divindade do Senhor, são preparados para enfrentar o escândalo da cruz”.

O Papa recordou em seguida um antigo hino: “No monte te transfiguraste e teus discípulos, no quanto eram capazes, contemplaram tua glória, para que, vendo-te crucificado, compreendessem que tua paixão era voluntária e anunciaram ao mundo que tu és verdadeiramente o esplendor do Pai”.

Bento XVI convidou os presentes a participar “desta visão e deste dom sobrenatural, dando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus”.

Britânicos acreditam mais em fantasmas e extraterrestres do que em Deus

Uma pesquisa feita por um jornal revelou que britânicos acreditam mais em fantasmas e extraterrestres do que em Deus. Das 3 mil pessoas entrevistadas, 58% afirmaram acreditar em coisas sobrenaturais e ETs, enquanto 54% deles disseram acreditar em Deus (alguns acreditavam nos dois).
Ainda de acordo com a pesquisa – que foi encomendada pela produtora que distribui os DVDs da série Arquivo X – as mulheres são as mais descrentes.
E você, em que acredita?

Fonte: Movimentaçoes Das Comunidades Católicas De Ilhéus

Liturgia Da Palavra

Missa Do 2ª Domingo Da Quaresma

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Gênesis:

1Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”.
4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!
— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.

— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.
9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 19 de março de 2011

A VIDA DE SÃO JOSÉ

José nasceu provavelmente em Belém, o pai se chamava Jacó (Mt 1,16) e parece que ele fosse o terceiro de seis irmãos. A tradição nos passa a figura do jovem José como um rapaz de muito talento e de temperamento humilde, manso e devoto.

José era um carpinteiro que morava em Nazaré. Com a idade de mais ou menos 30 anos foi convocado pelos sacerdotes do templo, com outros solteiros da tribo de David, para se casar. Quando chegaram ao templo, os sacerdotes colocaram sobre cada um dos pretendentes um ramo e comunicaram que a Virgem Maria de Nazaré teria se casado com aquele em que o ramo se desenvolvesse e começasse a germinar.

Maria, com a idade de 14 anos, foi dada em casamento a José, todavia ela continuou a morar na casa da familia em Nazaré da Galileia ainda por um ano, que era o tempo pedido pelos Ebreus, entre o período do casamento e a entrada na casa do esposo. Foi alí, naquele lugar, que recebeu o anúncio do Anjo e aceitou: "Eis-me, sou a serva do Senhor, aconteça a mim aquilo que disseste" (Lc 1,38).

Como o Anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida (Lc 1,39), pediu a José para acompanhá-la a casa da sua prima que estava nos seus últimos três meses di gravidez. Tiveram que enfrentar uma longa viagem de 150 km porque Isabel morava a Ain Karim na Judéia. Maria ficou com ela até o nascimento de João Batista.

Maria, voltando da Judéia, colocou o seu esposo diante a uma maternidade que ela não podia explicar. Muito inquieto José combateu contra a angústia do suspeito e meditou até de deixá-la fugir secretamente (Mt 1,18) para não condená-la em público, porque era um esposo justo. Na verdade, denunciando Maria como adultera a lei previa que fosse lapidada e o filho do pecado morresse con ela (Levitino 20,10); Deuteronomio 22,22-24).

José estava para atuar esta idéia quando um Anjo apareceu em sonho a fim de dissipar os seus temores: "José, filho de David, não temer de casar com Maria, tua esposa, porque aquele que foi generado nela, vem do Espirito Santo" (Mt 1,20). Todos os turbamentos sumiram e não só, antecipou a cerimonia da festa de ingresso na sua casa con a esposa.

Com ordem de um edito de César Augusto que ordenava o censimento de toda a terra (Lc 2,1), José e Maria partiram para a cidade de origem da dinastia, Belém. A viagem foi muito cansativa, seja pelas condições desastrosas, seja pelo estado de Maria já próxima à maternidade.

Belém naqueles dias era cheia de estrangeiros e José procurou em todas as locandas, um lugar para a sua esposa mas as esperanças de encontrar uma boa acolhença foram frustradas. Maria deu a luz ao seu filho em uma gruta na periferia de Belém (Lc 2,7) e alguns pastores correram para visitá-la e ajudá-la.

A lei de Moisés prescrivia que a mulher depois do parto fosse considerada impura, e ficasse 40 dias segregada se tivesse partorido um macho, e 80 dias se uma femea, e depois deveria se apresentar ao templo para purificar-se legalmente e fazer uma oferta que para os pobres era limitada a duas rolas e dois pombos. Se o menino era primogenito, ele pertencia pela lei ao Dio Jahvé. Vindo o tempo da purificação, eles vão ao templo para oferecer o primogenito ao Senhor. No templo encontraram o profeta Simeão que anunciou a Maria: "e também a ti uma espada traspassarà a alma" (Lc 2,35).

Chegaram depois os Magos do oriente (Mt 2,2) que procuravam pelo recém nascido Rei dos Judeus. Vindo ao conhecimento disto, Herodes teve um grande medo e procurou com todos os meios de saber onde estava a criança para poder eliminá-la. Os Magos entanto encontraram o menino, estiveram em adoração e ofereceram os dons dando tranquilidade à Santa Familia.

Depois que eles partiram, um Anjo do Senhor, que apareceu a José, o convidou a fugir: "Levanta-te, pega o menino e a sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que não te aviso quando voltar; porque Herodes está procurando o menino para matá-lo. (Mt 2,13).

José foi logo embora com a familia (Mt 2,14) para uma viagem de mais ou menos 500 km. A maior parte do caminho foi pelo deserto, infestado da numerosas serpentes e muito perigoso por causa dos brigantes. A S. Familia teve assim que viver a penosa experiencia de prófugos longe da própria terra, para que acontecesse, quanto tinha dito o Senhor por meio do Profeta (Os XI,1): "Eu chamei o filho meu do Egito" (Mt 2,13-15).

No mês de Janeiro do ano 4 a.C., imediatamente depois da morte de Herodes, um Anjo do Senhor apareceu em sonho a José no Egito e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe e vai na terra de Israel; na verdade morreram aqueles que procuravam matar o menino" (Mt 2,19). José obedeceu às palavras do Anjo e partiram mas quando chegou a eles a notícia que o sucessor de Herodes era o filho Archelao teve medo de ir embora. Avisado em sonho, foi embora da Galileia e foi morar em uma cidade chamada Nazaré, porque assim aconteceria quanto foi dito pelos profetas: "Ele serà chamado Nazareno" (Mc 2,19-23).

La S. Familia, como cada ano, foi a Jerusalém para a festa da Pascoa. Passado os dias de festa, retornando a casa, acreditavam que o pequeno Jesus de 12 anos fosse na comitiva. Mas quando souberam que não era com eles, iniciaram a procurá-lo desesperadamente e depois de três dias, o encontraram no templo, sentado no meio dos mestres, enquanto os escutava. Ao verem ele, ficaram perplexos e sua mãe lhe disse: "Filho, porque nos fez isto? Eis, teu pai e eu, angustiados te estavamos procurando". (Lc 2,41-48).

Passaram outros vinte anos de trabalho e de sacrifício para José, sempre perto a sua esposa e morreu pouco antes que seu filho iniciasse a predicação. Não viu a paixão de Jesus no Golgota provavelmente porque não teria podido suportar a atroz dor da crocificação do Filho tanto amado.