A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.
Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).
João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".
sexta-feira, 24 de junho de 2011
60 peixes coloridos de presente para o Papa
No final da audiência geral de ontem, algumas crianças, em nome da congregação fundada por Dom Orione, Piccola Opera della Divina Provvidenza (Pequena Obra da Divina Providência), presentearam Bento XVI com 60 peixes coloridos, por ocasião do seu 60º aniversário de sacerdócio.
Pouco antes, recordando os grupos presentes na audiência geral, o Pontífice saudou “com carinho a peregrinação da Congregação Orionita proveniente de Tortona e de Roma, com a esperança de que este encontro seja para todos estímulo e valentia, para ser, cada vez mais, sinais eloquentes do amor de Deus e missionários da sua paz”.
O Pe. Flavio Peloso, superior geral dos Orionitas, disse que “levei a saudação de toda a congregação ao Santo Padre. E renovei nosso compromisso especial de fidelidade ao Sucessor de Pedro, fortemente querido pelo próprio Dom Orione. Os pequenos orionitas, meninos e meninas conectados por meio da amizade no mundo inteiro, entregaram ao Santo Padre, como sinal de grande alegria, 60 peixinhos coloridos. As crianças sabem bem que Pedro, o primeiro amigo de Jesus, era um pescador que foi surpreendido quando, lançando as redes em obediência a Jesus, estas se encheram com muitíssimos peixes”.
Na Praça de São Pedro está presente também uma grande representação da cidade de Tortona, junto ao seu prefeito, que vieram para irmanar-se com Roma, no 80º aniversário do Santuário Votivo da Guarda, construído por Dom Orione em Tortona. O Pe. Peloso agradeceu ao Papa pela visita de 24 de junho de 2010, na qual abençoou a Madonnina di Monte Mario em Roma.
Por outro lado, hoje de manhã, no Centro Dom Orione de Roma, o embaixador israelense na Santa Sé, Mordechay Lewy, outorgou o reconhecimento de “Justo entre as Nações” à memória do Pe. Gaetano Piccinini (1904-1972).
Órfão devido ao terremoto de Marsica em 1915, Piccinini foi recolhido pelo Pe. Luigi Orione e ordenado sacerdote em 1927. Em Roma, nos anos da guerra, usou sua criatividade para salvar dezenas e dezenas de judeus das deportações.
“O compromisso humanitário do Pe. Gaetano, seguidor de Dom Orione, coloca-se na linha de solidariedade com os pobres e fracos que caracteriza o estilo da nossa ação, em fidelidade ao Evangelho e ao mandato papal específico”, explicou o Pe. Peloso.
“O Pe. Gaetano, além disso – precisou –, foi uma verdadeira e própria proteção civil, antecipando-se à sua época. Trabalhou na Itália para aliviar os sofrimentos das populações atingidas pela calamidade, de Belice a Vajont; e no exterior também, promovendo atividades caritativas e educativas na Inglaterra e nos Estados Unidos. É o fundador do centro de Via della Camilluccia, e não foi por acaso que recebeu, em 1963, a visita do presidente John Kennedy durante sua viagem a Roma.”
Pouco antes, recordando os grupos presentes na audiência geral, o Pontífice saudou “com carinho a peregrinação da Congregação Orionita proveniente de Tortona e de Roma, com a esperança de que este encontro seja para todos estímulo e valentia, para ser, cada vez mais, sinais eloquentes do amor de Deus e missionários da sua paz”.
O Pe. Flavio Peloso, superior geral dos Orionitas, disse que “levei a saudação de toda a congregação ao Santo Padre. E renovei nosso compromisso especial de fidelidade ao Sucessor de Pedro, fortemente querido pelo próprio Dom Orione. Os pequenos orionitas, meninos e meninas conectados por meio da amizade no mundo inteiro, entregaram ao Santo Padre, como sinal de grande alegria, 60 peixinhos coloridos. As crianças sabem bem que Pedro, o primeiro amigo de Jesus, era um pescador que foi surpreendido quando, lançando as redes em obediência a Jesus, estas se encheram com muitíssimos peixes”.
Na Praça de São Pedro está presente também uma grande representação da cidade de Tortona, junto ao seu prefeito, que vieram para irmanar-se com Roma, no 80º aniversário do Santuário Votivo da Guarda, construído por Dom Orione em Tortona. O Pe. Peloso agradeceu ao Papa pela visita de 24 de junho de 2010, na qual abençoou a Madonnina di Monte Mario em Roma.
Por outro lado, hoje de manhã, no Centro Dom Orione de Roma, o embaixador israelense na Santa Sé, Mordechay Lewy, outorgou o reconhecimento de “Justo entre as Nações” à memória do Pe. Gaetano Piccinini (1904-1972).
Órfão devido ao terremoto de Marsica em 1915, Piccinini foi recolhido pelo Pe. Luigi Orione e ordenado sacerdote em 1927. Em Roma, nos anos da guerra, usou sua criatividade para salvar dezenas e dezenas de judeus das deportações.
“O compromisso humanitário do Pe. Gaetano, seguidor de Dom Orione, coloca-se na linha de solidariedade com os pobres e fracos que caracteriza o estilo da nossa ação, em fidelidade ao Evangelho e ao mandato papal específico”, explicou o Pe. Peloso.
“O Pe. Gaetano, além disso – precisou –, foi uma verdadeira e própria proteção civil, antecipando-se à sua época. Trabalhou na Itália para aliviar os sofrimentos das populações atingidas pela calamidade, de Belice a Vajont; e no exterior também, promovendo atividades caritativas e educativas na Inglaterra e nos Estados Unidos. É o fundador do centro de Via della Camilluccia, e não foi por acaso que recebeu, em 1963, a visita do presidente John Kennedy durante sua viagem a Roma.”
Países árabes devem respeitar os direitos humanos
A “primavera árabe” é fonte de esperança, mas deve respeitar a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa.
O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, fez esta consideração introduzindo a 84ª sessão plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), que acontece esta semana no Vaticano.
O purpurado tem experiência de um ano de acontecimentos, viagens e visitas oficiais no mundo inteiro e concebe a primavera dos países árabes com a esperança de que constitua uma oportunidade de progresso para as populações locais, mas também com o temor de que possa aumentar as discriminações com relação aos cristãos.
“Estes movimentos coincidem com o esquema de valores da fé cristã, em muitos casos – declarou à emissora pontifícia. Certamente, nós estamos a favor de uma mudança que respeite a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa, mas estamos com todos aqueles que sofrem as consequências destas mudanças, porque assim como proclamamos esses direitos, há também muitos outros sofrimentos e violências que às vezes produzem muitos mortos.”
O cardeal Sandri recordou, além disso, o Sínodo para o Oriente Médio, do último mês de outubro, considerando-o como um dom que está dando seus frutos.
“O sínodo havia lançado um apelo a todos os cristãos do Oriente Médio e, através deles, a todos os habitantes do Oriente Médio, pela paz e pela reconciliação, pela dignidade da pessoa humana”, sublinhou.
A Igreja defende esta liberdade, esta dignidade da pessoa humana, especialmente manifestada na liberdade religiosa e no direito de ter todo o necessário para viver dignamente como homens, afirmou ele.
A Congregação para as Igrejas Orientais recolheu os frutos do Sínodo no compromisso renovado em favor da Terra Santa, pátria espiritual de todos os crentes, mas também para o Iraque e o Irã, onde a vida dos cristãos não é fácil.
Em Belém, o dicastério criou o projeto do instituto Effatà Paulo VI, que responde à prioridade da formação, destacada muitas vezes pelo Papa e fundamental para preparar o amanhã do Oriente cristão.
Na reunião da ROACO se espera o patriarca copta-católico, Antonios Naguib, e o recém-eleito matriarca maronita, Bechara Boutros Rai, que oferecerão algumas chaves de leitura da situação atual dos cristãos no Oriente Médio, para orientar o serviço a favor das igrejas orientais e do seu compromisso ecumênico e inter-religioso a favor da paz.
Também será dada uma grande atenção ao Sínodo para o Oriente Médio, realizado no ano passado, e à Terra Santa.
Participarão nos trabalhos os representantes de mais de 20 agências católicas, procedentes de 10 países ocidentais. Espera-se, além disso, a presença do delegado apostólico em Jerusalém, Dom Antonio Franco, e do custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa OFM.
A ROACO é um organismo fundado em 1968 pela Congregação para as Igrejas Orientais e reúne as agências que trabalham no apoio às igrejas católicas orientais em todas as dimensões da vida, tais como o clero, a formação pastoral, as instituições educativas e escolares e a assistência sócio-sanitária.
O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, fez esta consideração introduzindo a 84ª sessão plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), que acontece esta semana no Vaticano.
O purpurado tem experiência de um ano de acontecimentos, viagens e visitas oficiais no mundo inteiro e concebe a primavera dos países árabes com a esperança de que constitua uma oportunidade de progresso para as populações locais, mas também com o temor de que possa aumentar as discriminações com relação aos cristãos.
“Estes movimentos coincidem com o esquema de valores da fé cristã, em muitos casos – declarou à emissora pontifícia. Certamente, nós estamos a favor de uma mudança que respeite a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa, mas estamos com todos aqueles que sofrem as consequências destas mudanças, porque assim como proclamamos esses direitos, há também muitos outros sofrimentos e violências que às vezes produzem muitos mortos.”
O cardeal Sandri recordou, além disso, o Sínodo para o Oriente Médio, do último mês de outubro, considerando-o como um dom que está dando seus frutos.
“O sínodo havia lançado um apelo a todos os cristãos do Oriente Médio e, através deles, a todos os habitantes do Oriente Médio, pela paz e pela reconciliação, pela dignidade da pessoa humana”, sublinhou.
A Igreja defende esta liberdade, esta dignidade da pessoa humana, especialmente manifestada na liberdade religiosa e no direito de ter todo o necessário para viver dignamente como homens, afirmou ele.
A Congregação para as Igrejas Orientais recolheu os frutos do Sínodo no compromisso renovado em favor da Terra Santa, pátria espiritual de todos os crentes, mas também para o Iraque e o Irã, onde a vida dos cristãos não é fácil.
Em Belém, o dicastério criou o projeto do instituto Effatà Paulo VI, que responde à prioridade da formação, destacada muitas vezes pelo Papa e fundamental para preparar o amanhã do Oriente cristão.
Na reunião da ROACO se espera o patriarca copta-católico, Antonios Naguib, e o recém-eleito matriarca maronita, Bechara Boutros Rai, que oferecerão algumas chaves de leitura da situação atual dos cristãos no Oriente Médio, para orientar o serviço a favor das igrejas orientais e do seu compromisso ecumênico e inter-religioso a favor da paz.
Também será dada uma grande atenção ao Sínodo para o Oriente Médio, realizado no ano passado, e à Terra Santa.
Participarão nos trabalhos os representantes de mais de 20 agências católicas, procedentes de 10 países ocidentais. Espera-se, além disso, a presença do delegado apostólico em Jerusalém, Dom Antonio Franco, e do custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa OFM.
A ROACO é um organismo fundado em 1968 pela Congregação para as Igrejas Orientais e reúne as agências que trabalham no apoio às igrejas católicas orientais em todas as dimensões da vida, tais como o clero, a formação pastoral, as instituições educativas e escolares e a assistência sócio-sanitária.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Liturgia da Palavra
Missa da Solenidade de Corpus Christi
PRIMEIRA LEITURA
Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo, dizendo: 2Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos.
3Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.
14bNão te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, 15e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16ae te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
__________________________________________________________________________________
SALMO RESPONSORIAL
— Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!
— Glorifica o Senhor, Jerusalém!/ Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!/ Pois reforçou com segurança as tuas portas,/ e os teus filhos em teu seio abençoou.
— A paz em teus limites garantiu/ e te dá como alimento a flor do trigo./ Ele envia suas ordens para a terra,/ e a palavra que ele diz corre veloz.
— Anuncia a Jacó sua palavra,/ seus preceitos e suas leis a Israel./ Nenhum povo recebeu tanto carinho,/ a nenhum outro revelou os seus preceitos.
__________________________________________________________________________________
SEGUNDA LEITURA
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 16O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
___________________________________________________________________________________
SANTO EVANGELHO
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: 51“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
52Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”
53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim.
58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Historia do Corpus Christi
A grande celebração católica conhecida como Corpus Christi significa a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que vem ressaltar o Cristo no pão e no vinho, que nos alimenta, mostrando que todos temos o Cristo na nossa alma.
A historia do Corpus Christi tem grandes influencias da igreja sobre a vontade do povo. Segundo a historia explica a celebração foi instituída pelo papa Urbano IV, em 11 de agosto de 1264. A historia é muito complexa e com muitos significados que remontam o nascimento de Cristo, como um simples homem.
A festa só foi mesmo instituída por Urbano IV depois de se saber que uma freira teve uma visão da Eucaristia, e do corpo de cristo envolvido em uma bola de luz. A data vem pra ressaltar a fé dos cristãos e provar que cristo está presente em nosso corpo em nossa vida.
A historia do Corpus Christi tem grandes influencias da igreja sobre a vontade do povo. Segundo a historia explica a celebração foi instituída pelo papa Urbano IV, em 11 de agosto de 1264. A historia é muito complexa e com muitos significados que remontam o nascimento de Cristo, como um simples homem.
A festa só foi mesmo instituída por Urbano IV depois de se saber que uma freira teve uma visão da Eucaristia, e do corpo de cristo envolvido em uma bola de luz. A data vem pra ressaltar a fé dos cristãos e provar que cristo está presente em nosso corpo em nossa vida.
Papa encerrará Congresso Eucarístico Italiano
Colocar a Eucaristia novamente no centro da vida dos cristãos: esta é a finalidade do 25º Congresso Eucarístico Nacional Italiano, que se realizará na cidade de Ancona, de 3 a 11 de setembro, sobre o tema “Senhor, a quem iremos?”, e culminará com a celebração presidida por Bento XVI.
O evento foi apresentado ontem na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo arcebispo de Ancona-Osimo, Dom Edoardo Menichelli, junto a Vittorio Sozzi, responsável pelo projeto cultural da Conferência Episcopal Italiana (CEI); e Giovanni Morello, presidente do comitê científico das mostras preparadas por ocasião do congresso.
O de Ancona, explicou Dom Menichelli, será “um evento caracterizado pela religiosidade popular, ainda presente na Itália”. Serão envolvidas as cinco dioceses metropolitanas: Ancona, Senigallia, Jesi, Fabriano e Loreto.
Os dias 'festivos' do congresso eucarístico, da segunda-feira, dia 5, à sexta-feira, dia 9 de setembro, explicou Sozzi, serão articulados em cinco âmbitos que deram a cadência ao quarto convênio eclesial nacional na cidade de Verona: afetividade, fragilidade, trabalho e festa, tradição e cidadania.
“Serão cinco dias de reflexão sobre cinco temas, em cinco dioceses – prosseguiu o responsável pelo projeto cultural da CEI –, com um envolvimento cultural e territorial, para refletir e reafirmar publicamente a fé na Eucaristia, sacramento de salvação e de comunhão.”
Sozzi sublinhou, além disso, como o Congresso – que, segundo os organizadores, deverá reunir cerca de 300 mil pessoas – se realiza “significativamente no ano no qual se comemoram os 150 anos da unidade da Itália” e recordou que “isso representa uma oportunidade de reflexão e crescimento espiritual, se não for banalizada e não cair na acostumada repetição de práticas, e sim tomada como uma ocasião para renovar uma livre adesão a um projeto de vida”.
O dia central – sublinhou o arcebispo de Ancona – será, naturalmente, o último, 11 de setembro, com a visita do Papa, quem celebrará a Missa de manhã, na cidade.
O Santo Padre chegará às 9h15 ao porto de Ancona, de helicóptero, e celebrará a Missa às 10h; depois, recitará o Ângelus, seguindo o programa, com o almoço e o encontro com famílias e casais de namorados.
Sozzi afirmou que o congresso pretende ser um momento de celebração e comunhão, com devoção popular: “Quisemos que a popularidade estivesse presente como um aspecto não secundário, porque a Igreja na Itália ainda é, apesar de tudo, uma Igreja de povo; ainda é uma Igreja que está radicada nas paróquias, nos bairros e nas cidades. E, neste momento ápice, como o do congresso eucarístico, queremos dizê-lo não com palavras, mas com fatos”.
As três exposições que enriquecerão o congresso, ilustradas pelo professor Morello, são: “À mesa do Senhor”, com obras de arte europeia de Rafael, Tiépolo; “Sinais da Eucaristia”, mostra itinerante do Metropolita; “Hoje tenho que ficar na sua casa”, uma exposição documental a cargo da casa editora Itaca.
O evento foi apresentado ontem na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo arcebispo de Ancona-Osimo, Dom Edoardo Menichelli, junto a Vittorio Sozzi, responsável pelo projeto cultural da Conferência Episcopal Italiana (CEI); e Giovanni Morello, presidente do comitê científico das mostras preparadas por ocasião do congresso.
O de Ancona, explicou Dom Menichelli, será “um evento caracterizado pela religiosidade popular, ainda presente na Itália”. Serão envolvidas as cinco dioceses metropolitanas: Ancona, Senigallia, Jesi, Fabriano e Loreto.
Os dias 'festivos' do congresso eucarístico, da segunda-feira, dia 5, à sexta-feira, dia 9 de setembro, explicou Sozzi, serão articulados em cinco âmbitos que deram a cadência ao quarto convênio eclesial nacional na cidade de Verona: afetividade, fragilidade, trabalho e festa, tradição e cidadania.
“Serão cinco dias de reflexão sobre cinco temas, em cinco dioceses – prosseguiu o responsável pelo projeto cultural da CEI –, com um envolvimento cultural e territorial, para refletir e reafirmar publicamente a fé na Eucaristia, sacramento de salvação e de comunhão.”
Sozzi sublinhou, além disso, como o Congresso – que, segundo os organizadores, deverá reunir cerca de 300 mil pessoas – se realiza “significativamente no ano no qual se comemoram os 150 anos da unidade da Itália” e recordou que “isso representa uma oportunidade de reflexão e crescimento espiritual, se não for banalizada e não cair na acostumada repetição de práticas, e sim tomada como uma ocasião para renovar uma livre adesão a um projeto de vida”.
O dia central – sublinhou o arcebispo de Ancona – será, naturalmente, o último, 11 de setembro, com a visita do Papa, quem celebrará a Missa de manhã, na cidade.
O Santo Padre chegará às 9h15 ao porto de Ancona, de helicóptero, e celebrará a Missa às 10h; depois, recitará o Ângelus, seguindo o programa, com o almoço e o encontro com famílias e casais de namorados.
Sozzi afirmou que o congresso pretende ser um momento de celebração e comunhão, com devoção popular: “Quisemos que a popularidade estivesse presente como um aspecto não secundário, porque a Igreja na Itália ainda é, apesar de tudo, uma Igreja de povo; ainda é uma Igreja que está radicada nas paróquias, nos bairros e nas cidades. E, neste momento ápice, como o do congresso eucarístico, queremos dizê-lo não com palavras, mas com fatos”.
As três exposições que enriquecerão o congresso, ilustradas pelo professor Morello, são: “À mesa do Senhor”, com obras de arte europeia de Rafael, Tiépolo; “Sinais da Eucaristia”, mostra itinerante do Metropolita; “Hoje tenho que ficar na sua casa”, uma exposição documental a cargo da casa editora Itaca.
União homossexual: cardeal reafirma postura da Igreja
O cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, reafirmou que a Igreja Católica é contrária ao ‘casamento’ de pessoas do mesmo sexo.
Em entrevista publicada na mais recente edição do boletim da Ordem dos Advogados, datada de maio – segundo informa Agência Ecclesia –, o cardeal afirma que “para a Igreja é absolutamente impensável aderir a uma coisa dessas”.
Ao se referir ao tema da sexualidade, o cardeal-patriarca defende que a “ideia do amor paixão” é insuficiente para consolidar a relação interpessoal, que precisa de “diálogo”, “ternura”, “generosidade” e a atitude de “contribuir para o bem do outro”.
“Passa-se com a sexualidade o que se passa com a economia: se eu estou na sociedade só a pensar em defender o meu interesse, não vou longe”, disse Dom José Policarpo.
Em entrevista publicada na mais recente edição do boletim da Ordem dos Advogados, datada de maio – segundo informa Agência Ecclesia –, o cardeal afirma que “para a Igreja é absolutamente impensável aderir a uma coisa dessas”.
Ao se referir ao tema da sexualidade, o cardeal-patriarca defende que a “ideia do amor paixão” é insuficiente para consolidar a relação interpessoal, que precisa de “diálogo”, “ternura”, “generosidade” e a atitude de “contribuir para o bem do outro”.
“Passa-se com a sexualidade o que se passa com a economia: se eu estou na sociedade só a pensar em defender o meu interesse, não vou longe”, disse Dom José Policarpo.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Papa: a família é o sujeito do crescimento
Bento XVI destacou a importância de reconhecer a família como principal sujeito para fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, no contexto atual em que esta instituição é tantas vezes colocada em xeque.
O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.
Ele falou que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor”.
O Papa denunciou que “os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências”.
Neste sentido, constatou que, “diminuindo o apoio familiar”, frequentemente os jovens se vêem diante de muitos obstáculos “para uma normal inserção no tecido social”.
“É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.
Bento XVI chegou à Praça da Liberdade de San Marino às 16h30. Foi acolhido pelos Capitães Regentes da República.
Após as honras militares e a interpretação dos hinos pontifício e da República de San Marino, o Papa e os Capitães Regentes entraram no Palácio Público. Na Sala do Conselho dos XII foram apresentados ao pontífice os ministros do governo e seus familiares.
Depois o bispo de Roma firmou um livro de visitas ilustres e manteve uma conversação privada com os Capitães Regentes, que concluiu com uma troca de presentes.
Em seguida, houve o encontro oficial com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.
Ao finalizar o encontro, Bento XVI saudou os organizadores da visita, saiu do Palácio e, com os Capitães Regentes, foi até a Basílica de San Marino.
Acolhido no templo por seu reitor, Dom Lino Tosi, o Papa se deteve depois a adorar o Santíssimo Sacramento.
O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.
Ele falou que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor”.
O Papa denunciou que “os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências”.
Neste sentido, constatou que, “diminuindo o apoio familiar”, frequentemente os jovens se vêem diante de muitos obstáculos “para uma normal inserção no tecido social”.
“É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.
Bento XVI chegou à Praça da Liberdade de San Marino às 16h30. Foi acolhido pelos Capitães Regentes da República.
Após as honras militares e a interpretação dos hinos pontifício e da República de San Marino, o Papa e os Capitães Regentes entraram no Palácio Público. Na Sala do Conselho dos XII foram apresentados ao pontífice os ministros do governo e seus familiares.
Depois o bispo de Roma firmou um livro de visitas ilustres e manteve uma conversação privada com os Capitães Regentes, que concluiu com uma troca de presentes.
Em seguida, houve o encontro oficial com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.
Ao finalizar o encontro, Bento XVI saudou os organizadores da visita, saiu do Palácio e, com os Capitães Regentes, foi até a Basílica de San Marino.
Acolhido no templo por seu reitor, Dom Lino Tosi, o Papa se deteve depois a adorar o Santíssimo Sacramento.
O papel de Deus na vida pública
Numa época em que a religião é apresentada como prejudicial ou nociva para a sociedade, o cardeal Francis George, de Chicago, publica um livro em que defende com firmeza que a religião pode dar uma contribuição única ao bem comum.
Em God in Action: How Faith in God Can Address the Challenges of the World (Deus em Ação: Como a Fé em Deus pode afrontar os Desafios do Mundo), publicado em maio, ele esclarece desde o princípio que não fala de religião no sentido de influência sobre o pensar e o agir, ou como filosofia de vida.
Em vez disso, o livro procura enxergar como Deus age nesta época. Ele segue a recomendação do Vaticano II de ler os “sinais dos tempos”.
A autonomia humana se tornou o valor mais importante e o progresso substituiu a providência; o papel de Deus, portanto, sumiu da consciência popular em grande medida, observa o cardeal George.
Ele também explica que a tendência da filosofia moderna de exaltar a vontade acima da razão influenciou a reação a situações em que a vontade de Deus se contrapõe aos nossos desejos. Em vez de ver o seguimento da vontade de Deus como um modelo de santidade e de alegria, a submissão a Deus é tida como servidão a um poder arbitrário.
A partir dos séculos XVII e XVIII, os pensadores modernos reduziram Deus à causa primeira que não tem papel vital algum na sociedade. Assim, a religião se torna um assunto privado sem valor normativo.
Com isto, Deus foi diminuído a mero símbolo vazio. Daí a ver Deus como ameaça ao progresso humano foi só um passo, como ocorreu com Feuerbach, Marx e Freud.
"Mais cedo ou mais tarde, os que se acham totalmente livres para determinar sua própria identidade e suas ações sem Deus negarão a existência dele", afirma o cardeal.
Liberdade
Ele pergunta ainda como considerar que a ação de Deus fortalece a liberdade humana em vez de ser uma ameaça contra ela.
A partir de Tomás de Aquino, o cardeal explica que Deus não só cria, mas sustenta o que criou. E as criaturas agem de maneira determinada porque Deus lhes deu essa determinada natureza.
Um ato livre, cujo fim respeita a natureza humana, se realiza sob a providência de Deus, não importa o trivial ou profundo que esse ato seja. Desta perspectiva, a influência de Deus não fica de fora da estrutura do nosso agir, nem é uma imposição sobre a nossa liberdade.
Já o agir com um fim contrário ao bem da nossa natureza humana não é liberdade verdadeira, já que, segundo Tomás de Aquino, a liberdade se orienta ao bem.
O cardeal George recomenda que, se redescobrimos a perspectiva bíblica de um Deus que fala e age, podemos ver Deus como um amigo da liberdade humana. Um Deus que se encarnou em Jesus e em quem duas vontades atuam em conjunto, a divina e a humana.
"A liberdade humana de Jesus, devidamente ordenada, não bloqueava a liberdade divina, mas era imagem dela".
Apresentada a sua postura, o cardeal George dedica a maior parte do livro a diversas considerações que exploram o papel de Deus na sociedade, a busca da verdade, o corpo humano e as áreas da economia e das relações internacionais.
No capítulo sobre a liberdade e a verdade, ele afirma que Deus age livremente ao criar homens e mulheres. Os seres humanos, por sua vez, participam desse dom ao agir livremente. Mas se a mentira nos prende, o nosso agir humano impede colaborar com Deus, que é a verdade.
Verdade
Em contraste com a pessoa autônoma, que se define por decisões baseadas no desejo individual, existe outro sentido de pessoa, baseado tanto na fé como na razão, defende o cardeal.
A ciência e a tecnologia podem dar respostas a muitas perguntas, mas temos que ter também um conhecimento de nós mesmos que venha de perguntas como “quem sou?” e “o que devo fazer?”. As respostas para essas questões não podem ser deduzidas das leis da física, mas devem vir de uma fonte espiritual regida e aperfeiçoada pela verdade.
Nessa fonte espiritual, encontramos uma verdade que nos convence e nos abre para nós mesmos, para os outros e para o nosso mundo.
"A nossa dignidade como pessoas tem sua raiz na liberdade refletida em Deus, na liberdade que chega à consciência pela razão natural e pela resposta à autorrevelação gratuita de Deus", afirma George.
Numa sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos que estabelecia o direito constitucional ao aborto, os juízes afirmaram, lamentavelmente, que a essência da personalidade é a capacidade de controlar e definir por si mesmo o significado e o propósito da vida.
Esta passagem consagra por lei o preceito da liberdade como separado de toda relação. "É a liberdade separada da verdade das coisas", critica o cardeal.
Recuperar esta verdade é vital para encarar os desafios de muitas questões de bioética, diz ele em outro capítulo.
Não podemos esperar uma conversa sobre a dignidade humana se partimos de uma visão da pessoa como mera coleção de genes.
Precisamos encontrar a dignidade humana como uma característica da natureza humana que não pode se perder. A dignidade nos vem também da aceitação do dom da salvação de Deus e da vida nele.
Negócios
A separação da fé dos assuntos ordinários da vida não é um problema novo para os cristãos – assinala o cardeal George no início do capítulo dedicado à economia.
Se olhássemos para os negócios como uma vocação, eles poderiam se converter em um caminho para alcançar a santificação pessoal e ajudar os demais a alcançá-la também. Desse modo, o trabalho chega a ser muito mais que cumprir com as normas e protocolos de uma empresa.
O trabalho se faz dentro de uma comunidade de pessoas, e serve também à comunidade – defende o cardeal. As pessoas unem-se ao serviço da sociedade. O mercado oferece muitas oportunidades para ser criativos e produtivos e de criar riqueza. Isso é bom, mas há uma ordem de importância.
Os manuais de negócios aconselham que as melhores empresas são as que respeitam e cuidam de seus empregados – observa. Isso, no entanto, é uma reflexão e uma verdade profunda, quer dizer, que fomos criados por Deus como seres sociais.
É errôneo interpretar que o livro do Gênesis considera o trabalho uma maldição. Pelo contrário – insiste o cardeal George – é uma atividade criativa e trabalhamos imitando a atividade criativa de Deus. Para um crente, portanto, o trabalho é participar do plano de Deus para o mundo.
“O trabalho é parte de nosso ser criaturas de Deus, de trabalhar em consonância com seu propósito e estabelecer o objetivo de alcançar o que é bom para nós e para os demais”, explica.
A crise econômica levou algumas pessoas religiosas a falar como se fosse mau obter lucros. Não é assim – afirma o cardeal George –, pois quando uma empresa alcança lucros, utilizou seus recursos de maneira correta e, nesse sentido, devem ter sido satisfeitas as necessidades humanas.
Ainda assim, o lucro não é o critério para julgar a situação de uma empresa. É possível que as contas estejam em ordem e, ao mesmo tempo, as pessoas que integram a comunidade de trabalhadores possam ser humilhadas e ofendidas.
Deis não dita nossas decisões em ordem social, econômica e política, mas a medida que avançamos em nossas vidas, a atividade humana mais importante é a busca de Deus – conclui o cardeal. Uma advertência oportuna em uma época em que as pessoas se colocam com demasiada frequência como centro de atenção.
Em God in Action: How Faith in God Can Address the Challenges of the World (Deus em Ação: Como a Fé em Deus pode afrontar os Desafios do Mundo), publicado em maio, ele esclarece desde o princípio que não fala de religião no sentido de influência sobre o pensar e o agir, ou como filosofia de vida.
Em vez disso, o livro procura enxergar como Deus age nesta época. Ele segue a recomendação do Vaticano II de ler os “sinais dos tempos”.
A autonomia humana se tornou o valor mais importante e o progresso substituiu a providência; o papel de Deus, portanto, sumiu da consciência popular em grande medida, observa o cardeal George.
Ele também explica que a tendência da filosofia moderna de exaltar a vontade acima da razão influenciou a reação a situações em que a vontade de Deus se contrapõe aos nossos desejos. Em vez de ver o seguimento da vontade de Deus como um modelo de santidade e de alegria, a submissão a Deus é tida como servidão a um poder arbitrário.
A partir dos séculos XVII e XVIII, os pensadores modernos reduziram Deus à causa primeira que não tem papel vital algum na sociedade. Assim, a religião se torna um assunto privado sem valor normativo.
Com isto, Deus foi diminuído a mero símbolo vazio. Daí a ver Deus como ameaça ao progresso humano foi só um passo, como ocorreu com Feuerbach, Marx e Freud.
"Mais cedo ou mais tarde, os que se acham totalmente livres para determinar sua própria identidade e suas ações sem Deus negarão a existência dele", afirma o cardeal.
Liberdade
Ele pergunta ainda como considerar que a ação de Deus fortalece a liberdade humana em vez de ser uma ameaça contra ela.
A partir de Tomás de Aquino, o cardeal explica que Deus não só cria, mas sustenta o que criou. E as criaturas agem de maneira determinada porque Deus lhes deu essa determinada natureza.
Um ato livre, cujo fim respeita a natureza humana, se realiza sob a providência de Deus, não importa o trivial ou profundo que esse ato seja. Desta perspectiva, a influência de Deus não fica de fora da estrutura do nosso agir, nem é uma imposição sobre a nossa liberdade.
Já o agir com um fim contrário ao bem da nossa natureza humana não é liberdade verdadeira, já que, segundo Tomás de Aquino, a liberdade se orienta ao bem.
O cardeal George recomenda que, se redescobrimos a perspectiva bíblica de um Deus que fala e age, podemos ver Deus como um amigo da liberdade humana. Um Deus que se encarnou em Jesus e em quem duas vontades atuam em conjunto, a divina e a humana.
"A liberdade humana de Jesus, devidamente ordenada, não bloqueava a liberdade divina, mas era imagem dela".
Apresentada a sua postura, o cardeal George dedica a maior parte do livro a diversas considerações que exploram o papel de Deus na sociedade, a busca da verdade, o corpo humano e as áreas da economia e das relações internacionais.
No capítulo sobre a liberdade e a verdade, ele afirma que Deus age livremente ao criar homens e mulheres. Os seres humanos, por sua vez, participam desse dom ao agir livremente. Mas se a mentira nos prende, o nosso agir humano impede colaborar com Deus, que é a verdade.
Verdade
Em contraste com a pessoa autônoma, que se define por decisões baseadas no desejo individual, existe outro sentido de pessoa, baseado tanto na fé como na razão, defende o cardeal.
A ciência e a tecnologia podem dar respostas a muitas perguntas, mas temos que ter também um conhecimento de nós mesmos que venha de perguntas como “quem sou?” e “o que devo fazer?”. As respostas para essas questões não podem ser deduzidas das leis da física, mas devem vir de uma fonte espiritual regida e aperfeiçoada pela verdade.
Nessa fonte espiritual, encontramos uma verdade que nos convence e nos abre para nós mesmos, para os outros e para o nosso mundo.
"A nossa dignidade como pessoas tem sua raiz na liberdade refletida em Deus, na liberdade que chega à consciência pela razão natural e pela resposta à autorrevelação gratuita de Deus", afirma George.
Numa sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos que estabelecia o direito constitucional ao aborto, os juízes afirmaram, lamentavelmente, que a essência da personalidade é a capacidade de controlar e definir por si mesmo o significado e o propósito da vida.
Esta passagem consagra por lei o preceito da liberdade como separado de toda relação. "É a liberdade separada da verdade das coisas", critica o cardeal.
Recuperar esta verdade é vital para encarar os desafios de muitas questões de bioética, diz ele em outro capítulo.
Não podemos esperar uma conversa sobre a dignidade humana se partimos de uma visão da pessoa como mera coleção de genes.
Precisamos encontrar a dignidade humana como uma característica da natureza humana que não pode se perder. A dignidade nos vem também da aceitação do dom da salvação de Deus e da vida nele.
Negócios
A separação da fé dos assuntos ordinários da vida não é um problema novo para os cristãos – assinala o cardeal George no início do capítulo dedicado à economia.
Se olhássemos para os negócios como uma vocação, eles poderiam se converter em um caminho para alcançar a santificação pessoal e ajudar os demais a alcançá-la também. Desse modo, o trabalho chega a ser muito mais que cumprir com as normas e protocolos de uma empresa.
O trabalho se faz dentro de uma comunidade de pessoas, e serve também à comunidade – defende o cardeal. As pessoas unem-se ao serviço da sociedade. O mercado oferece muitas oportunidades para ser criativos e produtivos e de criar riqueza. Isso é bom, mas há uma ordem de importância.
Os manuais de negócios aconselham que as melhores empresas são as que respeitam e cuidam de seus empregados – observa. Isso, no entanto, é uma reflexão e uma verdade profunda, quer dizer, que fomos criados por Deus como seres sociais.
É errôneo interpretar que o livro do Gênesis considera o trabalho uma maldição. Pelo contrário – insiste o cardeal George – é uma atividade criativa e trabalhamos imitando a atividade criativa de Deus. Para um crente, portanto, o trabalho é participar do plano de Deus para o mundo.
“O trabalho é parte de nosso ser criaturas de Deus, de trabalhar em consonância com seu propósito e estabelecer o objetivo de alcançar o que é bom para nós e para os demais”, explica.
A crise econômica levou algumas pessoas religiosas a falar como se fosse mau obter lucros. Não é assim – afirma o cardeal George –, pois quando uma empresa alcança lucros, utilizou seus recursos de maneira correta e, nesse sentido, devem ter sido satisfeitas as necessidades humanas.
Ainda assim, o lucro não é o critério para julgar a situação de uma empresa. É possível que as contas estejam em ordem e, ao mesmo tempo, as pessoas que integram a comunidade de trabalhadores possam ser humilhadas e ofendidas.
Deis não dita nossas decisões em ordem social, econômica e política, mas a medida que avançamos em nossas vidas, a atividade humana mais importante é a busca de Deus – conclui o cardeal. Uma advertência oportuna em uma época em que as pessoas se colocam com demasiada frequência como centro de atenção.
domingo, 19 de junho de 2011
Liturgia da Palavra
Missa da Solenidade da Santissima Trindade
PRIMEIRA LEITURA
Leitura do Livro do Êxodo:
Naqueles dias: 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra.
5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”.
8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
___________________________________________________________________________________
SALMO RESPONSORIAL
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, nome santo e glorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— No templo santo onde refulge a vossa glória.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E em vosso trono de poder vitorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, que sondais as profundezas
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E superior aos querubins vos assentais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito no celeste firmamento.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
____________________________________________________________________________________
SEGUNDA LEITURA
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:
11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
____________________________________________________________________________________
SANTO EVENGELHO
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
PRIMEIRA LEITURA
Leitura do Livro do Êxodo:
Naqueles dias: 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra.
5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”.
8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, nome santo e glorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— No templo santo onde refulge a vossa glória.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E em vosso trono de poder vitorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, que sondais as profundezas
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E superior aos querubins vos assentais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito no celeste firmamento.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
____________________________________________________________________________________
SEGUNDA LEITURA
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:
11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVENGELHO
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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