O bispo de San Cristóbal, Dom Mario Moronta, administrou o sacramento da Unção dos Enfermos ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nesta terça-feira.
O sacramento foi recebido durante uma Celebração Eucarística, na Academia Militar da Guarda Nacional da Venezuela, que foi transmitida pela Venezolana de Televisión (VTV), com a participação dos ministros do governo e da cúpula militar.
Na Missa, na qual se deu graças pelo bicentenário da independência desta nação, Dom Moronta explicou que o sacramento da Unção dos Enfermos não deve provocar alarmismos nem assustar.
“É para que o enfermo tenha fortaleza física, mas sobretudo espiritual”, explicou o prelado.
A relação de Hugo Chávez com a Igreja Católica tem sido bastante tensa, devido ao programa ideológico do presidente. Desde que se anunciou que Chávez sofre de câncer, os bispos do país pediram orações pela sua saúde.
A Eucaristia, companheira do cristão
Dom Moronta refletiu, na homilia, sobre a importância da Eucaristia na vida do cristão.
“A Eucaristia é o ato mais importante que temos como cristãos: quando nascemos, quando estamos doentes, quando temos uma alegria, quando nos casamos ou nos ordenamos sacerdotes, quando comemoramos uma grande data, inclusive quando morremos – afirmou. Geralmente fazemos tudo em meio a uma Eucaristia.”
As raízes da Venezuela
Em referência ao bicentenário, disse: “Eu gostaria de rezar pela Venezuela, aqui nesta instituição tão importante da pátria. Há alguns dias comemoramos o bicentenário; ainda podemos e devemos continuar comemorando”.
Dom Moronta recordou as primeiras palavras da ata da independência que marcaram o caminhar da nação: “Em nome de Deus Todo-Poderoso”.
“É assim que esta história da Venezuela, com suas luzes e sombras, caminhou ao longo desse tempo, 200 anos em nome de Deus Todo-Poderoso”, afirmou.
“E os próximos séculos da história da Venezuela, devemos vivê-los em nome de Deus Todo-Poderoso, e isso significa uma só coisa importante, que resume todas as expressões de religiosidade: fazer que o Deus da vida esteja presente no meio de nós. Estamos aqui presente em nome do Deus da vida”, sublinhou.
“É o Deus da vida que criou o mundo, que nos identificou com Ele porque somos imagem e semelhança sua – continuou. É o Deus da vida que em Jesus nos deu uma vida nova para converter-nos em homens novos e mulheres novas, de acordo com os critérios do Evangelho.”
A doença, purificação espiritual
O bispo meditou sobre a situação de enfermidade que pode servir para o cristão como um momento de purificação espiritual.
“Todos nós caminhamos rumo à plenitude e por isso Deus nos deu a fé, a esperança e a caridade; e dentro desse caminho de crescimento, pode aparecer uma situação difícil, como a doença”, explicou.
“Seja qual for a doença, é preciso vê-la com os olhos da fé, como um momento de purificação – prosseguiu. O doente aproveita a dor para purificar-se, sempre em função da vida, da plenitude da vida. É o que pedimos para o presidente e para todos os que têm alguma doença: que aproveitem esse momento para recordar que é um momento de purificação.”
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
João Paulo II, padroeiro de uma Europa finalmente unida?
A embaixadora da Polônia na Santa Sé, Hanna Suchocka, expressou seu desejo de que o Beato João Paulo II se torne o padroeiro de uma Europa finalmente unida.
O secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti, presidiu nesta terça-feira, na Basílica de São Pedro, uma Missa pela Polônia e pelo futuro da Europa, na presença de embaixadores acreditados ante a Santa Sé.
A Eucaristia foi realizada por iniciativa da embaixadora polonesa na Santa Sé, informou a Rádio Vaticano. Seu país ocupa, desde 1º de julho, a presidência da União Europeia.
No final da Missa, o arcebispo Mamberti e os membros do corpo diplomático se detiveram junto ao túmulo do Beato João Paulo II.
Suchocka agradeceu aos participantes e expressou o desejo de que o Papa polonês possa ser considerado por todos como o "padroeiro de uma Europa unida e capaz de respirar plenamente por ambos os pulmões".
Por sua parte, o arcebispo Mamberti lembrou, em sua homilia, da urgência da "conversão", de um retorno aos valores de solidariedade e fraternidade na Europa. Lançou um "alerta contra a perda das raízes europeias" e "um convite à conversão”.
"Cegos pelo progresso e pelo bem-estar, os homens de hoje estão interessados apenas em coisas materiais e se esquecem de Deus, ou vivem como se Ele não existisse", lamentou.
Entre outras coisas, Dom Mamberti recomendou inspirar-se no exemplo de São Bento, padroeiro da Europa.
No dia seguinte à festa de São Bento, a quem o Papa mencionou no Ângelus do domingo, Dom Mamberti exortou o "Velho Continente" a "encontrar em sua cultura e em suas raízes a força necessária para um renascimento espiritual e humanista”.
"No dia do Juízo Final – disse Dom Mamberti –, teremos de prestar contas não só dos pecados cometidos, mas também das graças recebidas que não fizemos frutificar."
O secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti, presidiu nesta terça-feira, na Basílica de São Pedro, uma Missa pela Polônia e pelo futuro da Europa, na presença de embaixadores acreditados ante a Santa Sé.
A Eucaristia foi realizada por iniciativa da embaixadora polonesa na Santa Sé, informou a Rádio Vaticano. Seu país ocupa, desde 1º de julho, a presidência da União Europeia.
No final da Missa, o arcebispo Mamberti e os membros do corpo diplomático se detiveram junto ao túmulo do Beato João Paulo II.
Suchocka agradeceu aos participantes e expressou o desejo de que o Papa polonês possa ser considerado por todos como o "padroeiro de uma Europa unida e capaz de respirar plenamente por ambos os pulmões".
Por sua parte, o arcebispo Mamberti lembrou, em sua homilia, da urgência da "conversão", de um retorno aos valores de solidariedade e fraternidade na Europa. Lançou um "alerta contra a perda das raízes europeias" e "um convite à conversão”.
"Cegos pelo progresso e pelo bem-estar, os homens de hoje estão interessados apenas em coisas materiais e se esquecem de Deus, ou vivem como se Ele não existisse", lamentou.
Entre outras coisas, Dom Mamberti recomendou inspirar-se no exemplo de São Bento, padroeiro da Europa.
No dia seguinte à festa de São Bento, a quem o Papa mencionou no Ângelus do domingo, Dom Mamberti exortou o "Velho Continente" a "encontrar em sua cultura e em suas raízes a força necessária para um renascimento espiritual e humanista”.
"No dia do Juízo Final – disse Dom Mamberti –, teremos de prestar contas não só dos pecados cometidos, mas também das graças recebidas que não fizemos frutificar."
Rio de Janeiro acolhe bispos para discutir comunicação
O I Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil (SECOBB) teve início na noite dessa terça-feira, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro.
O evento, que será realizado até o dia 16 de julho, tem como lema “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias” e visa oferecer um ambiente para reflexões.
Segundo informa o portal da arquidiocese do Rio, durante a conferência de abertura o arcebispo Dom Orani João Tempesta saudou a todos, agradeceu a presença e desejou dias de reflexão e partilha.
Ao falar sobre as atividades, destacou a qualidade dos palestrantes e a oportunidade de conhecer a Central Globo de Produções.
Dom Orani comentou ainda a evolução dos processos comunicacionais durante os oito anos em que foi presidente da Comissão Episcopal para Comunicação Social da CNBB.
“Eu percebo uma mudança de mentalidade, uma mudança cultural que transforma a maneira de comunicar e afeta nosso trabalho de evangelização. Estamos aprendendo uma cultura digital, esse seminário é a oportunidade de oferecer aos bispos um momento de reflexão”, disse o arcebispo.
Dom Orani também destacou que todas as conferências serão transmitidas ao vivo pela WEBTV Redentor, da Arquidiocese do Rio, e ainda a Rede Vida e Canção Nova estarão preparando matérias sobre o evento.
Segundo ele, além de mostrar a comunicação da Igreja no Rio, a presença as emissoras católicas serve ainda para que os Bispos que não puderam comparecer e as demais pessoas também participem desse momento de reflexão.
Falou também na abertura do evento o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações, Dom Cláudio Maria Celli.
Ele enfatizou para os bispos que as tão faladas “novas mídias” já não são novas para muitos, já que os jovens nasceram na geração internet. Por isso se faz tão importante que a Igreja faça parte dessa realidade.
“Se a Igreja não estiver ciente das mudanças culturais, vai encontrar muitas dificuldades para evangelizar. Um dos grandes desafios hoje é a linguagem. Só podemos dialogar com o mundo se encontramos espaços de comum entendimento”, disse.
Dom Celli também falou que é necessário valorizar o serviço dos meios de comunicações tradicionais, como jornais e rádios católicas. E, a partir de um diálogo respeitoso, aprender as novas formas de falar de Deus.
O evento, que será realizado até o dia 16 de julho, tem como lema “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias” e visa oferecer um ambiente para reflexões.
Segundo informa o portal da arquidiocese do Rio, durante a conferência de abertura o arcebispo Dom Orani João Tempesta saudou a todos, agradeceu a presença e desejou dias de reflexão e partilha.
Ao falar sobre as atividades, destacou a qualidade dos palestrantes e a oportunidade de conhecer a Central Globo de Produções.
Dom Orani comentou ainda a evolução dos processos comunicacionais durante os oito anos em que foi presidente da Comissão Episcopal para Comunicação Social da CNBB.
“Eu percebo uma mudança de mentalidade, uma mudança cultural que transforma a maneira de comunicar e afeta nosso trabalho de evangelização. Estamos aprendendo uma cultura digital, esse seminário é a oportunidade de oferecer aos bispos um momento de reflexão”, disse o arcebispo.
Dom Orani também destacou que todas as conferências serão transmitidas ao vivo pela WEBTV Redentor, da Arquidiocese do Rio, e ainda a Rede Vida e Canção Nova estarão preparando matérias sobre o evento.
Segundo ele, além de mostrar a comunicação da Igreja no Rio, a presença as emissoras católicas serve ainda para que os Bispos que não puderam comparecer e as demais pessoas também participem desse momento de reflexão.
Falou também na abertura do evento o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações, Dom Cláudio Maria Celli.
Ele enfatizou para os bispos que as tão faladas “novas mídias” já não são novas para muitos, já que os jovens nasceram na geração internet. Por isso se faz tão importante que a Igreja faça parte dessa realidade.
“Se a Igreja não estiver ciente das mudanças culturais, vai encontrar muitas dificuldades para evangelizar. Um dos grandes desafios hoje é a linguagem. Só podemos dialogar com o mundo se encontramos espaços de comum entendimento”, disse.
Dom Celli também falou que é necessário valorizar o serviço dos meios de comunicações tradicionais, como jornais e rádios católicas. E, a partir de um diálogo respeitoso, aprender as novas formas de falar de Deus.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
80 bispos são esperados para o Seminário de Comunicação no Rio
Um grupo de 80 bispos se inscreveu para o 1º Seminário de Comunicação para Bispos do Brasil, que será aberto às 19h30 desta terça-feira, 12, no Sumaré, Rio de Janeiro. O evento é promovido pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arquidiocese do Rio de Janeiro.
A mesa de abertura será composta pelo presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo presidente do PCCS, dom Cláudio Maria Celli e pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.
No ato de abertura, padre Manoel Quintas apresentará o documento Estudos da CNBB “A comunicação na vida e na missão da Igreja”, que servirá de base para os debates do Seminário. A Rádio Vaticano, presente no evento, também recebe homenagem pelos seus 80 anos.
Segundo o presidente do PCCS, o seminário é uma ocasião para os bispos do Brasil discutirem a missão da Igreja no mundo de hoje onde a comunicação “cumpre um papel importante.
“Estamos convencidos de que nossa tarefa não é a de informar, mas a de comunicar. E comunicar não é só saber o que eu tenho de dizer”, disse dom Cláudio Maria Celli. Para ele, o grande desafio para a Igreja “é saber que linguagem empregar para falar com o homem de hoje”.
Fonte: CNBB
A mesa de abertura será composta pelo presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo presidente do PCCS, dom Cláudio Maria Celli e pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.
No ato de abertura, padre Manoel Quintas apresentará o documento Estudos da CNBB “A comunicação na vida e na missão da Igreja”, que servirá de base para os debates do Seminário. A Rádio Vaticano, presente no evento, também recebe homenagem pelos seus 80 anos.
Segundo o presidente do PCCS, o seminário é uma ocasião para os bispos do Brasil discutirem a missão da Igreja no mundo de hoje onde a comunicação “cumpre um papel importante.
“Estamos convencidos de que nossa tarefa não é a de informar, mas a de comunicar. E comunicar não é só saber o que eu tenho de dizer”, disse dom Cláudio Maria Celli. Para ele, o grande desafio para a Igreja “é saber que linguagem empregar para falar com o homem de hoje”.
Fonte: CNBB
Arcebispo celebra missa na memória de São Bento
Nessa segunda-feira, 11 de julho, dia em que a Igreja celebrou a memória de São Bento, o Mosteiro dedicado ao santo localizado no centro do Rio de Janeiro recebeu o arcebispo e também monge (O.Cist.) Dom Orani João Tempesta, durante a celebração da santa missa.
Em sua homilia, Dom Orani ressaltou a importância de orar e trabalhar para que o Reino de Deus aconteça no mundo.
“Todos somos chamados a escutar o Senhor para que possamos buscar o essencial e sermos bem-aventurados, ou seja, felizes. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento principal. Precisamos santificar o nosso dia através da oração”, disse Dom Orani, segundo informa o departamento de comunicação da arquidiocese do Rio.
A celebração religiosa foi marcada pela beleza dos cânticos e orações. O Mosteiro de São Bento, que está presente no Rio há mais de 400 anos, recebeu também vários monges como concelebrantes.
O vocacionado e estudante de filosofia da Faculdade de São Bento, Gabriel Prata, que estava presente no Mosteiro, sentiu o chamado ao sacerdócio ainda na infância, ao olhar para os sacerdotes que celebravam as missas.
“Tudo começou com a catequese que recebi, primeiramente dos meus pais, que foram os meus primeiros catequistas, e também pelos catequistas da Igreja e pelos padres, que, pelo exemplo, me motivaram a seguir esse caminho”, afirmou o jovem.
Segundo o mestre de noviços, responsável pelas vocações no Mosteiro de São Bento, Dom José Palmeiro Mendes, os monges rezam pelos problemas do mundo inteiro, através de uma vida de maior recolhimento e entrega total a Deus. O religioso ressaltou a alegria de ser suporte de oração para a Igreja e para a humanidade.
“Vale a pena ser monge, se entregar totalmente a Deus e fazer a Sua vontade. O monge antecipa a vida celestial de louvor e súplica a Deus. Mas é necessário um chamado divino, não é para qualquer pessoa. É essencial estar atento ao Deus que passa", disse.
Em sua homilia, Dom Orani ressaltou a importância de orar e trabalhar para que o Reino de Deus aconteça no mundo.
“Todos somos chamados a escutar o Senhor para que possamos buscar o essencial e sermos bem-aventurados, ou seja, felizes. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento principal. Precisamos santificar o nosso dia através da oração”, disse Dom Orani, segundo informa o departamento de comunicação da arquidiocese do Rio.
A celebração religiosa foi marcada pela beleza dos cânticos e orações. O Mosteiro de São Bento, que está presente no Rio há mais de 400 anos, recebeu também vários monges como concelebrantes.
O vocacionado e estudante de filosofia da Faculdade de São Bento, Gabriel Prata, que estava presente no Mosteiro, sentiu o chamado ao sacerdócio ainda na infância, ao olhar para os sacerdotes que celebravam as missas.
“Tudo começou com a catequese que recebi, primeiramente dos meus pais, que foram os meus primeiros catequistas, e também pelos catequistas da Igreja e pelos padres, que, pelo exemplo, me motivaram a seguir esse caminho”, afirmou o jovem.
Segundo o mestre de noviços, responsável pelas vocações no Mosteiro de São Bento, Dom José Palmeiro Mendes, os monges rezam pelos problemas do mundo inteiro, através de uma vida de maior recolhimento e entrega total a Deus. O religioso ressaltou a alegria de ser suporte de oração para a Igreja e para a humanidade.
“Vale a pena ser monge, se entregar totalmente a Deus e fazer a Sua vontade. O monge antecipa a vida celestial de louvor e súplica a Deus. Mas é necessário um chamado divino, não é para qualquer pessoa. É essencial estar atento ao Deus que passa", disse.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Site registra mais de 50 mil orações pelo Papa
O arcebispado castrense da Espanha registrou mais de 50 mil orações pelo Papa em www.rezaporelpapa.com, um site criado por ocasião do 60º aniversário de ordenação sacerdotal de Bento XVI.
O objetivo da iniciativa era chegar às 60 mil orações, como presente de aniversário.
O arcebispo castrense, Dom Juan del Río Martín, dispôs também que, no dia exato do aniversário, 29 de junho passado, se celebrasse também nas igrejas da sua jurisdição uma hora santa de adoraão eucarística pelas intenções do Santo Padre.
O site rezaporelpapa.com facilita a oração dos internautas pelo Pontífice, com um texto de Bento XVI sobre a importância de dar a comunhão.
O objetivo da iniciativa era chegar às 60 mil orações, como presente de aniversário.
O arcebispo castrense, Dom Juan del Río Martín, dispôs também que, no dia exato do aniversário, 29 de junho passado, se celebrasse também nas igrejas da sua jurisdição uma hora santa de adoraão eucarística pelas intenções do Santo Padre.
O site rezaporelpapa.com facilita a oração dos internautas pelo Pontífice, com um texto de Bento XVI sobre a importância de dar a comunhão.
Índia: Igreja denuncia mudança de sexo de recém-nascidas
Representantes da Igreja Católica na Índia denunciaram as cirurgias de mudança de sexo que os médicos realizam a pedido dos pais que deram à luz uma menina.
Este fenômeno, que acontece diante da tradição cultural e religiosa que privilegia os filhos do sexo masculino, estendeu-se no estado de Madhya Pradesh (Índia Central).
O governo do Estado colocou em marcha uma investigação oficial para deter a prática. Somente na cidade de Indore foram documentados 300 casos. O custo da cirurgia é de cerca de 3.200 dólares.
A difusão do fenômeno faz que algumas famílias viajem a Indore, partindo de Nova Déli ou Mumbai, para submeter as recém-nascidas a esta cirurgia.
“Condenamos energicamente, como bispos da Índia, esta horrível prática. É o resultado de uma mentalidade que favorece o homem como fonte de lucro e como filho de maior valor, mortificando a dignidade da mulher”, declarou, por meio da agência Fides, o Pe. Charles Irudayam, secretário do Comitê Justiça, Paz e Desenvolvimento, da Conferência Episcopal da Índia.
“Conhecíamos o fenômeno do aborto seletivo, que, de acordo com alguns estudos, nos últimos 20 anos afetou mais de 5 milhões de meninas. O governo está procurando lidar com medidas especiais e, de fato, deu-se uma diminuição. Mas agora surgiu a cirurgia”, acrescentou.
“Penso que a responsabilidade é, antes de mais nada, dos pais que o solicitam e dos médicos que fazem este trabalho. Temos de trabalhar mais e mais – como a Igreja faz – para difundir uma cultura de igualdade de gênero e promover a dignidade e os direitos das mulheres na sociedade”, esclarece.
“Mas temos de lutar contra uma mentalidade agora enraizada e este é um trabalho que requer tempo”, comentou o secretário do comitê episcopal.
A Igreja Católica, segundo recorda o Pe. Irudayam, gestiona milhões de centros de saúde, “valorizados pelo seu excelente trabalho, que difundem uma mentalidade e uma prática de respeito pela vida e pela dignidade humana. Temos de continuar o trabalho de educação das consciências”.
O Pe. Anand Muttungal, porta-voz do Conselho de Bispos de Madhya Pradesh, declarou a Fides: “A preferência pelo homem é ainda forte nas famílias de fé hinduísta, pela crença de que, para alcançar a salvação, é preciso ter um filho homem. Com o fator religioso, o problema se torna maior. Como Igreja de Madhya Pradesh, expressamos nossa preocupação e procuramos estar perto dos problemas e das necessidades das pessoas”.
Este fenômeno, que acontece diante da tradição cultural e religiosa que privilegia os filhos do sexo masculino, estendeu-se no estado de Madhya Pradesh (Índia Central).
O governo do Estado colocou em marcha uma investigação oficial para deter a prática. Somente na cidade de Indore foram documentados 300 casos. O custo da cirurgia é de cerca de 3.200 dólares.
A difusão do fenômeno faz que algumas famílias viajem a Indore, partindo de Nova Déli ou Mumbai, para submeter as recém-nascidas a esta cirurgia.
“Condenamos energicamente, como bispos da Índia, esta horrível prática. É o resultado de uma mentalidade que favorece o homem como fonte de lucro e como filho de maior valor, mortificando a dignidade da mulher”, declarou, por meio da agência Fides, o Pe. Charles Irudayam, secretário do Comitê Justiça, Paz e Desenvolvimento, da Conferência Episcopal da Índia.
“Conhecíamos o fenômeno do aborto seletivo, que, de acordo com alguns estudos, nos últimos 20 anos afetou mais de 5 milhões de meninas. O governo está procurando lidar com medidas especiais e, de fato, deu-se uma diminuição. Mas agora surgiu a cirurgia”, acrescentou.
“Penso que a responsabilidade é, antes de mais nada, dos pais que o solicitam e dos médicos que fazem este trabalho. Temos de trabalhar mais e mais – como a Igreja faz – para difundir uma cultura de igualdade de gênero e promover a dignidade e os direitos das mulheres na sociedade”, esclarece.
“Mas temos de lutar contra uma mentalidade agora enraizada e este é um trabalho que requer tempo”, comentou o secretário do comitê episcopal.
A Igreja Católica, segundo recorda o Pe. Irudayam, gestiona milhões de centros de saúde, “valorizados pelo seu excelente trabalho, que difundem uma mentalidade e uma prática de respeito pela vida e pela dignidade humana. Temos de continuar o trabalho de educação das consciências”.
O Pe. Anand Muttungal, porta-voz do Conselho de Bispos de Madhya Pradesh, declarou a Fides: “A preferência pelo homem é ainda forte nas famílias de fé hinduísta, pela crença de que, para alcançar a salvação, é preciso ter um filho homem. Com o fator religioso, o problema se torna maior. Como Igreja de Madhya Pradesh, expressamos nossa preocupação e procuramos estar perto dos problemas e das necessidades das pessoas”.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A PALAVRA A SER OUVIDA E ASSIMILADA - Dom Mauro Montagnoli
Diz o Evangelho que “Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia” (Mt 13,1-9). Uma multidão se reuniu em torno dele. Como estavam à beira do mar, Jesus entra numa barca para, de lá, falar àquele povo todo. Fala em parábolas. Ele conta a parábola do agricultor que vai semaear o campo.
A parábola conta que parte da semente caiu à beira do caminho, outra caiu em terreno de muita pedra, outra caiu no meio de espinhos e ainda outra caiu em terra boa.
As sementes que caíram à beira do caminho foram comidas pelos passarinhos. As que caíram em terreno pedregoso, depois de nascidas, acabaram queimadas pelo sol, porque não tinham raiz suficiente. As que caíram no meio de espinhos, depois de nascidas e crescidas, acabaram sufocadas pelos espinheiros. As que caíram em terra boa nasceram sadias, cresceram e produziram abundante semente.
Jesus está se refere à Palavra de Deus. Já no Antigo Testamento Deus usa a mesma figura de linguagem para se referir à sua Palavra: “Assim como a chuva cai do céu e faz frutificar a terra, assim é a Palavra que sai da minha boca. Ela não volta vazia. Antes, ela realiza tudo o que planejei e produz os efeitos que sonhei” (Is 55,10-11).
O que será que Deus está a nos dizer, ao insistir sobre a importância de sua Palavra?
Para a linguagem bíblica, a Palavra é muito mais que um som vocálico; ela manifesta a própria essência de Deus. A Palavra (em hebraico: dabbar) é bem mais que a pronúncia de sons; significa o que está por trás, ou seja, o coração, a força, a essência de quem fala. A Palavra de Deus, portanto, é a própria essência de Deus que age nos acontecimentos, transformando tudo em libertação e vida.
Quando Jesus conta a parábola do semeador, ele está falando de si mesmo. Ele é a própria Palavra viva do Pai, encarnada , ou seja, ele é o verdadeiro acontecimento divino de salvação no meio de nós, a presença viva do mistério salvador do Pai. Acontece que a própria Palavra, que é Jesus, nos leva pela parábola a constatar uma triste situação: diante deste acontecimento de salvação que ele é, há pessoas que ouvem e veem exteriormente, mas não percebem interiormente o que este acontecimento significa. São os de ‘coração insensível’, gente tão fechada, travada, cheia de máscaras e couraças criadas pelos apegos e pelas preocupações deste mundo, que ouve de má vontade e fecha seus olhos, para não ver nem ouvir, nem compreender com o coração, perdendo a chance de se converter e ser curada pela Palavra. A Palavra não cria raízes em tais pessoas. E as causas de tudo isso, onde estão? Jesus mesmo as diz: é “o ‘maligno’, isto é, as forças contrárias a Jesus e ao Reino de Deus, a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as ‘preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Tais causas, ainda hoje são as mesmas: as forças antievangélicas, o consumismo, a idolatria da riqueza.
Graças a Deus, há, no entanto, gente que “ouve a Palavra e a compreende”. Pessoas simples que, por serem assim, acolhem e assimilam facilmente e em profundidade a Palavra, Jesus e produzem abundantes frutos de solidariedade, justiça, paz.
Rezamos: “Deus, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome”.
É importante o trabalho de conversão e assimilação da Palavra que é Jesus, o Cristo, ressuscitado. Sejamos assíduos nesse trabalho, pois, “os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós” (Rm 8,18-23).
Dom Mauro Montagnoli
Bispo Diocesano de Ilhéus
A parábola conta que parte da semente caiu à beira do caminho, outra caiu em terreno de muita pedra, outra caiu no meio de espinhos e ainda outra caiu em terra boa.
As sementes que caíram à beira do caminho foram comidas pelos passarinhos. As que caíram em terreno pedregoso, depois de nascidas, acabaram queimadas pelo sol, porque não tinham raiz suficiente. As que caíram no meio de espinhos, depois de nascidas e crescidas, acabaram sufocadas pelos espinheiros. As que caíram em terra boa nasceram sadias, cresceram e produziram abundante semente.
Jesus está se refere à Palavra de Deus. Já no Antigo Testamento Deus usa a mesma figura de linguagem para se referir à sua Palavra: “Assim como a chuva cai do céu e faz frutificar a terra, assim é a Palavra que sai da minha boca. Ela não volta vazia. Antes, ela realiza tudo o que planejei e produz os efeitos que sonhei” (Is 55,10-11).
O que será que Deus está a nos dizer, ao insistir sobre a importância de sua Palavra?
Para a linguagem bíblica, a Palavra é muito mais que um som vocálico; ela manifesta a própria essência de Deus. A Palavra (em hebraico: dabbar) é bem mais que a pronúncia de sons; significa o que está por trás, ou seja, o coração, a força, a essência de quem fala. A Palavra de Deus, portanto, é a própria essência de Deus que age nos acontecimentos, transformando tudo em libertação e vida.
Quando Jesus conta a parábola do semeador, ele está falando de si mesmo. Ele é a própria Palavra viva do Pai, encarnada , ou seja, ele é o verdadeiro acontecimento divino de salvação no meio de nós, a presença viva do mistério salvador do Pai. Acontece que a própria Palavra, que é Jesus, nos leva pela parábola a constatar uma triste situação: diante deste acontecimento de salvação que ele é, há pessoas que ouvem e veem exteriormente, mas não percebem interiormente o que este acontecimento significa. São os de ‘coração insensível’, gente tão fechada, travada, cheia de máscaras e couraças criadas pelos apegos e pelas preocupações deste mundo, que ouve de má vontade e fecha seus olhos, para não ver nem ouvir, nem compreender com o coração, perdendo a chance de se converter e ser curada pela Palavra. A Palavra não cria raízes em tais pessoas. E as causas de tudo isso, onde estão? Jesus mesmo as diz: é “o ‘maligno’, isto é, as forças contrárias a Jesus e ao Reino de Deus, a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as ‘preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Tais causas, ainda hoje são as mesmas: as forças antievangélicas, o consumismo, a idolatria da riqueza.
Graças a Deus, há, no entanto, gente que “ouve a Palavra e a compreende”. Pessoas simples que, por serem assim, acolhem e assimilam facilmente e em profundidade a Palavra, Jesus e produzem abundantes frutos de solidariedade, justiça, paz.
Rezamos: “Deus, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome”.
É importante o trabalho de conversão e assimilação da Palavra que é Jesus, o Cristo, ressuscitado. Sejamos assíduos nesse trabalho, pois, “os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós” (Rm 8,18-23).
Dom Mauro Montagnoli
Bispo Diocesano de Ilhéus
Aguardem
Em breve estaremos postano aqui no nosso blog a progamação da festa de Nossa Senhora das Vitórias
Continuem conosco
Continuem conosco
CF apresentada em São Paulo
O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, coordenou a apresentação oficial do tema da Campanha da Fraternidade de 2012, “Fraternidade e Saúde Pública”, na abertura da ExpoCatólica, na quinta-feira passada. A Expocatólica encerra neste domingo, no Pavilhão Verde do ExpoCenter Norte, em São Paulo.
"A campanha é um tempo breve para que a população tenha consciência do tema abordado. Temos a melhor proposta de saúde pública do mundo, o SUS, mas os nossos pobres nem sempre têm acesso. A nossa saúde publica é um grande problema. Precisamos tomar consciência disso para que tenhamos uma atitude", disse o secretário da CNBB.
Estiveram presentes o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o secretário executivo da Campanha da Fraternidade (CF), padre Luiz Carlos Dias; representantes do governo estadual paulista e do federal, bem como o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman.
"Nós, católicos, fazemos muitas coisas, mas nem sempre as tornamos visíveis. Não apresentamos publicamente aquilo que fazemos seguindo o conselho de Jesus: 'Que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita'. Mas Cristo também falou: 'Que brilhe a vossa luz'. Por isso, precisamos sim mostrar aquilo que a Igreja católica faz e promove para a sociedade", disse Dom Odilo.
O cônsul de Israel, ILan Sztulman, disse que estava presente para deixar três mensagens: "Primeiramente, estou aqui para confraternizar com a Igreja Católica. O judaísmo tem por valor mais alto a vida. Em segundo lugar, reconhecer que o trabalho que a Igreja faz é salvar a vida, o mais importante que temos. E o terceiro é porque eu represento a terra de Israel, que é a Terra Santa, é que não é somente dos Judeus. E eu quero convidá-los a visitá-la, pois lá é a casa de vocês também".
"A campanha é um tempo breve para que a população tenha consciência do tema abordado. Temos a melhor proposta de saúde pública do mundo, o SUS, mas os nossos pobres nem sempre têm acesso. A nossa saúde publica é um grande problema. Precisamos tomar consciência disso para que tenhamos uma atitude", disse o secretário da CNBB.
Estiveram presentes o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o secretário executivo da Campanha da Fraternidade (CF), padre Luiz Carlos Dias; representantes do governo estadual paulista e do federal, bem como o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman.
"Nós, católicos, fazemos muitas coisas, mas nem sempre as tornamos visíveis. Não apresentamos publicamente aquilo que fazemos seguindo o conselho de Jesus: 'Que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita'. Mas Cristo também falou: 'Que brilhe a vossa luz'. Por isso, precisamos sim mostrar aquilo que a Igreja católica faz e promove para a sociedade", disse Dom Odilo.
O cônsul de Israel, ILan Sztulman, disse que estava presente para deixar três mensagens: "Primeiramente, estou aqui para confraternizar com a Igreja Católica. O judaísmo tem por valor mais alto a vida. Em segundo lugar, reconhecer que o trabalho que a Igreja faz é salvar a vida, o mais importante que temos. E o terceiro é porque eu represento a terra de Israel, que é a Terra Santa, é que não é somente dos Judeus. E eu quero convidá-los a visitá-la, pois lá é a casa de vocês também".
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