quarta-feira, 20 de julho de 2011

2ª Ampliada da Juventude

Queremos mais uma vez lembra da Segunda Ampliada da Juventude que sera realizada aqui em Ilhéus e o Grupo Jovem Rompendo Em Fé, Nao pode ficar de fora desse evento, Os interessados por favor entrar em contato imendiatamente com Pedro (73) 81258360, Pois o encontro ja estar na porta.

O texto abaixo criado por Kássio Soares - Coordernador da Pastoral da Juventude explica td o que se deve fazer para chagar no lugar do encontro.


Atenção!!! Amados Pjoteiros e Pjoteiras!! É com muita alegria que convidamos nossas lideranças para a nossa Segunda Reunião Ampliada.
Data: 22 a 24 de Julho de 2011


Tema: Religiosidade Popular, Semana do Estudante 2011 e DNJ 2011.
Inicio: 18:00h do dia 22/07/2011 (sexta-feira)


Local: ACEAI (sitio das Irmãs, Nossa Senhora da Vitória), ILHÉUS.


Como Chegar no local do encontro: Rodovia Ilhéus x Buerarema, Bairro Nossa Senhora da Vitória, Ilhéus.
Obs: quem vir de ônibus, ao chegar à rodoviária pegue o coletivo para o Nossa Senhora da Vitória, fale com o cobrador que vai descer na praça principal do Nossa Senhora da Vitória assim que chegar na praça perguntem onde fica o Sitio das Irmãs, caso tenham dificuldades ou dúvidas liguem para um dos números para contato abaixo que logo mandaremos alguém buscar vocês na praça.


• Quem participa – Coordenação zonal, paroquial e de grupos, assessores paroquiais, zonais e diocesanos.


• Taxa: R$ 5,00 (Cinco reais). GJRF


• O que levar: Bandeiras da PJ, camisas da PJ, Oficio Divino da Juventude, Bíblia, instrumentos, colchão, roupa de cama, material de higiene pessoal.


“As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Levo-as no coração” (Dom Helder Câmara).
Contatos para a Segunda Ampliada:
KÁSSIO: 073 88195090 / 81565324 /99555662
NIDE: 073/88595178
TAVILA: 073/ 99988918 / 88281247
ACEAI: 3632 0211


COMO EU NÃO TENHO ORKUT OU MSN DE TODOS ENCAMINHEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PJOTEIROS QUE PUDEREM!!!

Pequim prepara nova ordenação episcopal ilícita

As autoridades chinesas anunciaram que continuarão as ordenações ilícitas de bispos, sem mandato do Papa, apesar de a Santa Sé ter confirmado a excomunhão do último bispo ordenado nestas circunstâncias.

Depois das três ordenações ilegais dos últimos 3 meses, um novo bispo ilegítimo “oficial” - ou seja, reconhecido pela Associação Patriótica dos católicos chineses – deveria ser ordenado nos próximos dias na diocese de Harbin, cujo território cobre a província de Heilongjiang, no norte do país, segundo informou Églises d'Asie.

Nesta província, já existe um bispo “não-oficial”, Dom Wei Jingyi, pastor da diocese de Qiqihar, figura conhecida entre a comunidade “clandestina” pelos seus esforços de reconciliação com os bispos “oficiais”, continua informando a agência das Missões Estrangeiras de Paris.

O candidato eleito para a ordenação ilícita parece ser, segundo esta fonte, o Pe. Yue Fusheng, de 47 anos, “administrador” da diocese há vários anos.

Em dezembro passado, na reunião realizada em Pequim, ele foi eleito como um dos vice-presidentes da Associação Patriótica e recentemente havia sido eleito bispo de Harbin, em uma dessas eleições cujos resultados são conhecidos com antecipação pelas autoridades comunistas. Roma lhe comunicou que sua candidatura ao episcopado não é aprovada pelo Papa.

“Segundo diferentes observadores, esta nova ordenação ilícita será a oportunidade para ver até onde estão dispostas a chegar as autoridades chinesas para obrigar os bispos que contam tanto com o reconhecimento de Roma como com o de Pequim a participar da cerimônia”, escreve Églises d'Asie.

A última ordenação em Shantou, de 14 de julho, havia dado lugar a cenas nas quais se havia visto a polícia buscar, usando a força das armas, bispos que haviam se escondido para escapar das autoridades.

No documento da Santa Sé, declarando excomungado o bispo ilegítimo, são reconhecidos como “meritórios diante de Deus” estes atos de resistência, que merecem o “apreço de toda a Igreja”. “A mesma consideração se aplica também aos sacerdotes, pessoas consagradas e cristãos que defenderam seus pastores, acompanhando-os nestes difíceis momentos, mediante a oração, e compartilhando seu íntimo sofrimento”, afirmava o comunicado vaticano.

terça-feira, 19 de julho de 2011

ENSINO RELIGIOSO DIVIDE TEÓLOGOS E EDUCADORES

Catequese confessional ou formação para a cidadania? O ensino religioso nas escolas ainda provoca polêmica e confusão no sistema educacional brasileiro, segundo teólogos e educadores que participaram do 24.º Congresso Internacional da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), ocorrido na semana passada, em Belo Horizonte.
Responsáveis pela administração da disciplina nos cursos de ensino fundamental, para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade, as prefeituras e os Estados não estão conseguindo transpor barreiras para escolher o conteúdo da matéria e a contratação de professores.
"Os poderes públicos estadual e municipal têm autonomia para montar a grade curricular e contratar pessoal, mas esbarram em problemas práticos, como a falta de espaço físico e de recursos financeiros, o que leva diretores de escolas a dar prioridade a outras áreas", afirmou o Sérgio Junqueira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, responsável pela condução do tema no congresso.
O artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aprovada em 1996 determinava que o ensino religioso fosse oferecido nas escolas sem ônus para os cofres públicos. A alteração do texto, no ano seguinte, por pressão da Igreja Católica e das evangélicas, eliminou essa restrição e obrigou o governo a pagar o professor, contratado por concurso. A lei veda o proselitismo, mas, na prática, algumas religiões prevalecem no currículo.
"O ensino religioso, que deveria ser educação para a cidadania, acaba tendendo para o confessional, prejudicando o pluralismo e levando à discriminação", disse o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, da PUC Minas. Os grupos afro-brasileiros, por exemplo, costumam ser prejudicados, porque pais de alunos não permitem que os filhos estudem a cultura desse segmento.
Na avaliação de Oliveira, o Acordo Brasil/Santa Sé, assinado em 2008, leva ao ensino confessional, quando diz que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas". "O acordo foi um retrocesso", afirma o sociólogo, apesar de o texto assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil.
O professor Sérgio Junqueira, que defende um ensino religioso numa leitura pedagógica, atribui a assinatura do acordo com a Santa Sé a interesses eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "que precisava do apoio dos bispos católicos". Junqueira também acha que o acordo tende para o confessional.
Grupos contrários a essa tendência se dividem na defesa da Lei de Diretrizes e Bases de 1997 e a sugestão de que o ensino religioso seja retirado da legislação.

Excomungado bispo chinês ordenado sem mandato

O bispo chinês que recebeu a ordenação episcopal sem o mandato do Papa, por imposição das autoridades locais, foi automaticamente excomungado, segundo esclareceu uma declaração emitida pela Santa Sé.

O comunicado também elogia a “resistência” que bispos, sacerdotes, religiosos e leigos estão opondo diante das medidas coercitivas das autoridades chinesas para obrigá-los a rebelar-se à autoridade espiritual do Bispo de Roma.

A declaração vaticana, emitida no último sábado, esclarece a situação canônica do reverendo Joseph Huang Bingzhang, ordenado bispo de Shantou (Guangdong), em 14 de julho, por imposição da Associação Patriótica Católica, uma organização reconhecida e promovida pelas autoridades comunistas que busca criar uma espécie de igreja paralela na China.

O comunicado vaticano esclarece que, dado que a ordenação episcopal aconteceu “sem o preceptivo mandato pontifício”, é “ilegal”, motivo pelo qual o bispo “incorreu nas penas estabelecidas pelo cânon 1382 do Código de Direito Canônico”.

Esse cânon explica que “o bispo que confere a alguém a consagração episcopal sem mandato pontifício, assim como o que recebe dele a consagração, incorre em excomunhão latae sentenciae”, isto é, incorre automaticamente nela quem comete o delito.

Por este motivo, o comunicado vaticano sublinha que “a Santa Sé não o reconhece como bispo da diocese de Shantou, e não tem autoridade para governar a comunidade católica diocesana”.

O Vaticano explica que “o reverendoHuang Bingzhang foi informado há muito tempo de que sua candidatura não pôde ser aprovada pela Santa Sé para aceder ao ministério episcopal de Shantou, já que esta diocese conta com bispo legítimo, de modo que se pediu ao reverendo Huang que não aceitasse a ordenação episcopal”.

Segundo referiram à agência Asianews testemunhas oculares da ordenação sacerdotal, que ocorreu na catedral de Shantou, presidida por Dom Fang Xinyao, bispo de Linyi, presidente da Associação Patriótica, 8 bispos em comunhão com o Papa foram sequestrados pela polícia e obrigados a participar do ato.

“Resistência” católica

Dom Paul Pei Junmin, bispo de Liaoning, em comunhão com o Papa e reconhecido pelo governo, conseguiu não participar graças a que sacerdotes da sua diocese rodearam sua residência, na qual o bispo se fechou para evitar a deportação.

Diante de casos como este, a Santa Sé reconhece que alguns dos bispos “haviam expressado sua vontade de não participar desta ilegal ordenação episcopal e que, apesar das intimidações, resistiram-se a participar dela”.

“No que se refere a esta resistência, é justo destacar que tal ato é meritório diante de Deus e inspira apreço em toda a Igreja. A própria consideração se aplica também aos sacerdotes, pessoas consagradas e aos cristãos que defenderam seus pastores, acompanhando-os nestes difíceis momentos mediante a oração e compartilhando seu íntimo sofrimento”, afirma o comunicado vaticano.

A ordenação episcopal em Shantou foi a terceira sem mandato pontifício realizada nos últimos meses na China, após as celebradas em Chengde (20 de novembro de 2010) e Leshan (29 de junho de 2011).

Dor do Papa

O comunicado vaticano “reafirma o direito dos católicos de agir livremente, seguindo sua consciência e a fidelidade ao Sucessor de Pedro, em comunhão com a Igreja universal”.

Por último, informa que Bento XVI “se entristeceu ao ver como se trata a Igreja na China e espera que se possa superar quanto antes as dificuldades atuais”.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Somos filhos de um Pai grande e bom, afirma Papa

Bento XVI considera que, para que a vida dê fruto, deve ser como critério-guia a vontade de Deus, pois, onde Ele não está, “não pode haver nada bom”.

Esta foi a conclusão à qual chegou neste domingo, no encontro com os peregrinos que lotavam o pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo por ocasião da oração mariana do Ângelus, ao meditar sobre a parábola do semeador e do joio, apresentada na liturgia do dia.

Com estas reflexões, afirmou, “o divino Mestre convida a reconhecer, antes de tudo, a primazia de Deus Pai: onde Ele não está, não pode haver nada bom. É uma prioridade decisiva para tudo”.

“Reino dos céus significa precisamente senhorio de Deus e isso quer dizer que sua vontade deve ser assumida como o critério-guia da nossa existência”, explicou.

Jesus compara o Reino dos céus com um campo de trigo, continuou explicando o Bispo de Roma, “para dar-nos a entender que dentro de nós foi semeado algo pequeno e escondido que, no entanto, tem uma força vital que não pode ser suprimida”.

“Apesar dos obstáculos, a semente se desenvolverá e o fruto amadurecerá. Este fruto será bom somente se for cultivado o terreno da vida segundo a vontade divina”, observou.

Por isso, na parábola do joio, Jesus adverte que, depois da semeadura do dono, “enquanto todos dormiam”, aparece “seu inimigo”, que semeia o joio.

“Isso significa que temos de estar preparados para proteger a graça recebida no dia do Batismo, alimentando a fé no Senhor, que impede que o mal crie raízes”, destacou.

O Pontífice citou um dos seus autores favoritos, Santo Agostinho de Hipona, quem escrevia: “Primeiro muitos são joio e depois se convertem em grão bom”.

E o famoso convertido acrescentava: “Se estes, quando são maus, não fossem tolerados com paciência, não chegariam à louvável transformação”.

A partir desta reflexão, o Papa concluiu: “Se somos filhos de um Pai tão grande e bom, procuremos parecer-nos com Ele!”.

Missões do Paraguai na Jornada Mundial da Juventude

A Companhia de Jesus e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trabalham juntas há meses em uma exposição sobre as Missões (ou Reduções) Jesuíticas do Paraguai. A mostra fala do passado e do presente, de como os jesuítas foram e são “enviados às fronteiras, sob o Pontífice Romano”.

As Missões Jesuíticas do Paraguai (1609-1769) foram assentamentos de índios guaranis promovidos pelos padres da Companhia de Jesus nas terras conquistadas por Portugal e Espanha, com o desejo de proteger sua identidade de pessoas e de vassalos da coroa.

Os povos indígenas que viviam de acordo com seu antigo costume, nos montes, em pequenos grupos, muito distantes entre si, reuniram-se por iniciativa dos jesuítas para formar assentamentos de cerca de cinco mil índios cada um.

As Missões eram verdadeiros povos “civilizados” que tinham organizada sua subsistência (agricultura, criação de gado, confecção de vestidos), organização social (prefeitura, corregedor, prefeitos, juízes) e cultural (educação, arquitetura, escultura, música, ciência), bem como sua espiritualidade (esses povos, considerados pelos conquistadores como selvagens, receberam a fé por meio dos missionários).

As Missões não foram originárias dos jesuítas, mas dos franciscanos. O que os jesuítas ofereceram foi uma especial sensibilidade com relação a muitos aspectos da cultura guarani, que trabalharam por defender e perpetuar e que se tornaram um eixo da concepção das Reduções.

As Missões têm um contexto complexo que, no percurso da exposição, se contempla com mais detalhe. Têm a ver com a encomenda, sistema colonizador que, com frequência, podia ser uma escravidão encoberta; e têm a ver com o forte desejo evangelizador de missionários e colaboradores que, no exercício da sua missão, nem sempre acertaram em respeitar a identidade guarani, mas sim em defender sua liberdade e dignidade, pois em muitas ocasiões as Reduções foram a única via de protegê-las.

Chegaram a existir trinta Missões dos povos guaranis, que se estenderam entre os rios Paraná e Uruguai, em um vasto território, que compreendia regiões que hoje fazem parte do Paraguai e também da Argentina (Corrientes, Misiones, Entre Ríos e parte das províncias de Chaco e Formosa); do Sul e Sudoeste do Brasil (Rio Grande, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul); do Sudeste da Bolívia e do Uruguai. Esta exposição, ainda que se refira a todas elas, se detém mais nas situadas no atual território paraguaio.

A Exposição

Há vários meses, a Companhia de Jesus e a JMJ estão trabalhando nesta exposição, que será uma das grandes mostras oferecidas aos jovens que estiverem em Madri em agosto.

Intitulada “As Missões Jesuíticas do Paraguai, uma aventura fascinante que perdura no tempo”, explicará como a paixão por transmitir a Boa Notícia de Jesus, que impulsionou os missionários jesuítas dos séculos XVII-XVIII, continua viva hoje na Companhia de Jesus e em toda a Igreja.

Os jesuítas foram e são enviados às fronteiras, “sob o Pontífice Romano”, como foram recentemente chamados por Bento XVI, em sua última Congregação Geral (2008). As Missões são consideradas um momento apaixonante do impulso missionário que gerou quase 160 anos (1609-1769) de uma fecunda evangelização entre o povo guarani.

A paróquia jesuíta de São Francisco de Borja sediará esta bela exposição. A origem da mostra deve ser buscada na organizada pelo Pe. Aldo Trento, da Fraternidade de São Carlos Borromeu e missionário no Paraguai, em Rimini (2009, Itália), organizado por Comunhão e Libertação. O cardeal arcebispo de Madri, Antonio María Rouco Varela, presente em Rimimi e admirado pela força testemunhal da mostra, desejou trazê-la para a JMJ.

Acolhe alguns elementos da Mostra de Rimini, mas a Companhia de Jesus assumiu grande parte da organização, introduzindo muitas novidades: nova disposição física, novos painéis e uma presença intensa jesuítica, tanto entre os guaranis (Paraguai), como entre os chiquitos e moxos (atual Bolívia).

Contaram com a ajuda dos jesuítas do Paraguai e da Embaixada do Paraguai em Madri. Seu desenvolvimento não teria sido possível tampouco sem o patrocínio da Fundação Endesa, que promove a pesquisa, cooperação para o desenvolvimento econômico-social e a defesa do meio ambiente, a iluminação de monumentos do patrimônio histórico-artístico e atividades culturais nas áreas em que desempenha sua atividade internacional, especialmente na América Latina.

O comissário da exposição, por parte da JMJ, é Faustino Giménez Arnau, e o diretor, pela Companhia, é o Pe. Enrique Climent SJ.

sábado, 16 de julho de 2011

Bento XVI dá boas-vindas ao Sudão do Sul

O Papa Bento XVI enviou suas abundantes bênçãos ao novo país africano, Sudão do Sul, desejando-lhe um futuro de paz e liberdade, segundo afirmou ontem, em um comunicado, o observador da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Francis Chullikatt.

O novo país, nascido no último dia 9 de julho, foi acolhido esta semana, por aclamação, pela Assembleia Geral da ONU.

Dom Chullikatt quis expressar o apoio da Santa Sé ao novo Estado e recordou que houve uma delegação vaticana na cerimônia de independência, encabeçada pelo cardeal John Njue, arcebispo de Nairóbi e presidente da Conferência Episcopal do Quênia, pelo arcebispo Leo Boccardi, núncio no Sudão, e por Dom Javier Herrera.

“Por ocasião da inauguração do novo Estado do Sudão do Sul, o Papa Bento XVI invocou as abundantes bênçãos do Todo-Poderoso sobre o povo e sobre o governo da nova nação e desejou que possa avançar no caminho da paz, da liberdade e do desenvolvimento”, afirmou Dom Chullikatt.

Além disso, sublinhou o compromisso dos católicos no nascimento do novo país africano: “No Sudão do Sul, com uma considerável presença de católicos, a Igreja foi muito ativa no processo de reconciliação nacional, bem como nas atividades para o desenvolvimento”.

A necessidade mais urgente do novo Estado, sublinhou o observador vaticano junto à ONU, é encontrar um lugar para os refugiados e deslocados, cujo número se calcula em cerca de 300 mil.

Organizações eclesiais como Misereor e Cáritas, afirmou, “estão ativamente comprometidas em oferecer assistência humanitária à população”, assim como “a hierarquia local e a conferência episcopal da região (AMECEA), junto a numerosas congregações religiosas”.

Contribuição para a paz

Desde o começo, afirmou o prelado, os líderes eclesiais “foram ativos no processo de paz e, durante sua visita de 1993, o Beato João Paulo II condenou a violência no país, defendendo uma solução constitucional para o conflito. Na assinatura do Acordo de Paz Global (CPA), os representantes da Igreja Católica, junto a outros líderes religiosos, desempenharam um papel vital”.

Entre os desafios enfrentados pelo novo país, destacou o da “segurança para as vidas e propriedades dos cidadãos, as boas relações com os países vizinhos, a melhoria dos padrões sanitários – especialmente no caso de portadores da AIDS –, o reforço das instituições educativas e o planejamento da reconstrução e do desenvolvimento do país”.

“O caminho da guerra civil à paz precisa ordenar-se e basear-se na justiça e na verdade. A longa viagem que custou a vida de muitas pessoas, longos sofrimentos, pobreza e humilhações pode tornar-se um caminho de paz, liberdade e desenvolvimento”, sublinhou.

Neste sentido, concluiu destacando o compromisso da Igreja em “sublinhar a importância do perdão e da reconciliação, essenciais para uma paz duradoura, importante não somente para o novo país, mas também para toda a região”.

Igreja se encontra com a arte; talentos estragados

O que oferecer ao Papa, que tem tudo?

Para o 60º aniversário da ordenação de Bento XVI, o cardeal Gianfranco Ravasi, cabeça do Conselho Pontifício para a Cultura, foi além do esperado e organizou uma exposição de 60 artistas contemporâneos em homenagem ao Papa.

A exposição, realizada na Sala Paulo VI (em si mesma uma peça de arquitetura contemporânea de Pier Luigi Nervi, 1971), conta com 18 pintores, 12 escultores, 6 ourives, 6 músicos, 6 arquitetos, 7 fotógrafos e 5 poetas do século XX, e recebe o título de “Lo Splendore della Carità, La Bellezza della Verità” (“O Esplendor da Caridade, a Beleza da Verdade”).

A mostra foi aberta ao público de forma gratuita até o dia 4 de setembro. Ela reúne artistas provenientes do mundo inteiro: Japão (Kengiro Azuma), Rússia (Natalia Tsarkova), Escócia (James McMillan, quem trouxe o manuscrito da sua obra “Tu es Petrus”, dedicada a Bento XVI para sua visita à Abadia de Westminster de 18 de setembro de 2010).

A intenção da exposição é continuar o diálogo entre a Igreja e a arte, iniciado pelo Papa durante seu encontro com os artistas, em 21 de novembro de 2009, na Capela Sistina. Há uma impressionante variedade de obras, desde um tapete feito com material reciclado em homenagem ao “Papa verde” até a obra escrita por Ennio Morricone em forma de cruz, “uma reunião da música e da iconografia”, como a descreve o artista.

Alguns pareciam ter escapado do porão de alguém: uma obra, chamada “Azul”, de Agostino Bonalumi, de 1996, apresenta uma lona azul estendida sobre o que parecem duas colunas com uma almofada acomodada no centro. Acho que neste caso o que vale é a intenção.

A fotografia conquista a exposição. Jack Nickerson apresentou duas fotografias da vida católica em sua Irlanda natal. A primeira, “Altar”, mostra o santuário de uma igreja na escuridão com o resplandor da luz ao cruzar o vazio. A Igreja está preparada, Cristo a espera. A segunda, situada abaixo, intitulada “Refeitório II”, mostra umas simples mesas de madeira nas quais estão os restos de um frugal café da manhã. A confusão humilde contrasta com a supervisão de um crucifixo: ambos no grande rito da Missa e no simples serviço das nossas vidas diárias. Cristo é onipresente.

“A cruz solidária”, fotografias da austríaca Claudia Henzler, pareceu-me profundamente comovente. Tiradas no Haiti durante a semana de Páscoa de 2010, três meses depois do devastador terremoto, as cinco imagens estão dispostas em forma de cruz. No centro, duas mãos juntas, uma negra e outra branca, o desenho da energia no coração da cruz. À esquerda e à direita, duas pessoas estão em contemplação: em uma, um homem tem a Bíblia nas mãos e, na outra, uma mulher abraça sua filha. A meditação, a oração, o silêncio e o amor estão belamente expressados. Ao pé da cruz, uma criança se senta de costas, com a cabeça entre as mãos, símbolo da dor terrena; mas, na parte superior da cruz, uma criança olha para o espectador, seus grandes olhos em busca de esperança. A habilidade de Henzler para reunir os eventos recentes e as técnicas modernas com a eterna iconografia cristã deram uma grande esperança a esta historiadora da arte.

As maravilhas arquitetônicas obtiveram a maior parte da atenção. O espanhol Santiago Calatrava apresentou seu projeto para o cruzeiro da igreja de São João o Divino, de Nova Iorque, com seus pináculos de aço branco. Parece uma evolução extrema do estilo gótico do edifício, familiar, ainda que incongruente. Refletindo sobre os séculos em que os artesãos que trabalharam nas catedrais góticas tentaram combinar seu trabalho com a geração anterior, o trabalho de Calatrava evoca nossa nova época, onde a marca pessoal ensombrece o esforço coletivo. O planejado biojardim estufa do terraço exalta a nova religião da ecologia, que projeta sua sombra sobre os altares.

O arquiteto brasileiro de 103 anos de idade, Oscar Niemeyer, ofereceu seu projeto para a catedral de Belo Horizonte. A igreja parece um cometa que está na terra, mas cuja longa calda ainda se mantém no céu, cerca de 104 metros. Certamente, capta a atenção do espectador, mas a forma como proclama que é o espaço para adorar Deus feito Homem não me parece clara.

Um projeto atrai a atenção mais do que os outros. Historiador da arte barroca e famoso arquiteto, Paolo Portoghesi (que também desenhou a mesquita mais importante de Roma) apresentou um modelo para uma igreja a Bento XVI, dedicada a São Bento de Núrsia. Inspirado pelo “Espírito da Liturgia”, escrito pelo então cardeal Joseph Ratzinger, Portoghesi (quem afirma ter lido todas as obras de Bento XVI) desenhou um curvo e dinâmico espaço, não muito diferente do arquiteto barroco Francesco Borromini, seu campo de especialização.

Ainda que o edifício tenha oito lados com a tradicional imaginação cristã do oitavo dia da redenção, mantém um eixo rumo ao altar, onde está o tabernáculo, de acordo com os escritos de São Carlos Borromeu. Os confessionários estão localizados na entrada da igreja, assim como o “Eu Confesso” abre a Missa. As áreas especiais se abrem à leitura da Palavra de Deus, seguindo os interesses próprios de Bento XVI no uso dos ambões. É uma igreja muito barroca, destinada a causar controvérsia por seus espirais e complexos desenhos geométricos, mas sobretudo centrada na liturgia e atraindo as pessoas a Cristo.

Muitas das obras não têm nada a ver com a Igreja, mas a mostra pretende convidar os artistas a comprometer-se com as grandes verdades ao invés de com trivialidades subjetivas. O fato de que os artistas tentem reconhecer as verdades universais, na humanidade ou criatividade individual, parece ser um passo na direção correta.

O Papa Bento XVI fez um discurso aos artistas na mostra de 4 de julho, dizendo-lhes que o mundo moderno “precisa de que a Verdade brilhe e que não seja escurecida por mentiras ou banalidades; precisa inflamar-se com a caridade e não ser superada pelo orgulho ou pelo egoísmo”.

Enquanto a Igreja e a arte estão ainda longe da relação que compartilharam nos dias de Rafael ou Bernini, um diálogo contínuo e intenso parece ser a melhor forma de atrair estes dois mundos.

* * *

Gaga sobre Gaga

Ainda possam surgir objeções sobre a forma e o significado que a arte contemporânea apresenta, pelo menos Calatrava e Arnaldo Pomodoro podem ostentar o duramente conquistado título de artista. Esta semana me deparei com outro uso do título, o de pop star.

Enquanto acompanhava duas meninas, de 11 e 13 anos de idade, outro dia no Vaticano, assim que deixamos a Capela Sistina, a mais velha me perguntou: “Quem foi Judas?”. Eu não me iludia imaginando que essas meninas pediriam uma catequese sobre a Paixão de Cristo, mas não se pode culpar um historiador de arte de tentá-lo. Respondi que foi o amigo de Jesus que o traiu ao vendê-lo aos seus inimigos por dinheiro e, então, incapaz de acreditar que poderia ser perdoado, ele se suicidou em seu desespero.

De repente, as meninas disseram: “A Lady Gaga fez uma música sobre ele. Ela é a minha artista favorita!” (a “artista” em questão acaba de dar um concerto em Roma para comemorar o Dia do Orgulho Gay). Depois de uma tarde com Michelangelo, Rafael e as esculturas gregas clássicas, devo admitir que considerei a referência cultural das jovens senhoritas um pouco chocante.

Artistas do nível de Michelangelo – que, 500 anos após sua morte, ainda atrai 5 milhões de visitantes por ano às quentes e lotadas salas do Vaticano para maravilhar-se diante das suas conquistas extraordinárias e da declaração gloriosa do valor da pessoa humana – têm pouco em comum com a Lady Gaga (Stefani Germanotta), cuja “mensagem” é marcadamente trivial em comparação.

Defendendo calorosamente sua heroína, as meninas disseram que a mensagem da senhorita Germanotta é que as pessoas “nascem do jeito que são e deveriam ser livres para poder viver como quiserem”. Então eu perguntei: piromaníacos, cleptomaníacos, adúlteros em série que afirmam ter nascido com esta tendência deveriam poder viver “como querem”? O mantra de Germanotta de “nasci assim” é o pretexto mais frívolo para o mau comportamento, desde aquela história de que “o diabo me obrigou a fazer isso”.

Minha consternação diante desta mensagem atraiu a inevitável acusação da menina de 13 anos: “Então você não gosta dos bissexuais?”.

De alguma maneira, aos olhos dessas meninas, a rejeição à inacreditavelmente irritante música da senhorita Germanotta e a sua absurda representação de arte me converteu automaticamente em “homofóbica”. Não caminhar ombro a ombro com a cultura secular deve ser o único ato intolerável nesta sociedade tolerante com estilo próprio. Na Antiga Roma, duvidar da divindade do imperador constituía alta traição, como muitos cristãos descobriram no circo. Ensinar as crianças a julgar os mais velhos desta forma tampouco era incomum no Terceiro Reich. A senhorita Germanotta gritará uma mensagem de tolerância, mas só para ela mesma e seus seguidores.

No umbral da Basílica de São Pedro, voltei-me a elas e lhes disse: “Não creio que na definição de você mesma importe muito com quem mantém relações sexuais para dizer quem você realmente é”. Elas riram e cochicharam.

Essa conversa ficou gravada em mim durante os dias seguintes, alguns momentos da mesma me preocuparam profundamente.

Como ato de penitência, vi vários vídeos de Lady Gaga durante os dias seguintes (a maioria com o som desativado, pois afinal tampouco estamos na Quaresma), e me chamou a atenção o fato de que apesar dos enormes grupos de modelos organizados para as super-produções de 4 minutos, a única cara que se vê é a da senhorita Germanotta. Os magníficos corpos que giram e ondulam estão sempre privados de rosto. Parecem máquinas para prover prazer (e lucros) a uma só pessoa: a senhorita Germanotta. Seu mundo é decididamente Gaga-cêntrico, todos os demais são seus satélites nas sombras.

Michelangelo cercou-se de um número similar de corpos (inclusive menos vestidos) para seu Juízo Final. Esses corpos rodeiam a figura de Cristo o Juiz, assim como os bailarinos rodeiam a senhorita Germanotta. Os nus de Michelangelo, no entanto, têm rosto e, o mais importante, alma. O espetáculo de rodopios de corpos cercando uma jovem de 25 anos que proclama que não há nada como o pecado (exceto não adotar seu estilo de vida), é uma paródia de Mad Magazine do Cristo triunfante de Michelangelo que atrai as almas para ele depois de sofrer e morrer para redimir os pecados da humanidade.

O que me leva ao ponto mais chocante das extravagâncias de Lady Gaga. Parece que depois de tantos anos, não há imagem mais poderosa que o amor, o sofrimento e o compromisso total que a produzida pelo Cristianismo. Temo que muitos de seus seguidores não sabem o que é uma religiosa (de fato, as meninas estavam fascinadas pelas religiosas), mas o hábito religioso ainda proclama a castidade e o compromisso com algo e Alguém maior que si mesmo. Mantém seu poder, razão pela qual uma estrela do pop tenha tentado explorá-lo. Em vídeos onde menos (roupa) é mais e a novidade é tudo, a tradição ainda pode cativar e desestabilizar. A senhorita Germanotta pode tentar exorcizar suas raízes católicas com piadas sobre monges de plástico, mas a simplicidade que ela ridiculariza será sempre mais simbólica que suas extravagantes sátiras.

Ninguém foi capaz de superar a imagem do sofrimento por amor exemplificada pela Paixão de Cristo. A coroa de espinhos, os braços estendidos, as feridas e a humilhação alimentaram muitos mais do que uma estrela do pop buscando atenção. Nenhuma estrela pop fantasia sobre a extração asteca de corações ou a decapitação da Revolução Francesa, mas no entanto erotizam com o sofrimento de Cristo, porque admitem seus efeitos duradouros. Jesus sofreu, não por uma vã excitação física, como a senhorita Germanotta, e o que queremos conhecer é a profundidade de seu amor, um amor que está disponível para todos. E de novo, a senhorita Gemanotta não entende que a sexualidade onívora não é o mesmo que o amor universal.

Stefani Germanotta cresceu em uma família católica romana. Recebeu os sacramentos e frequentou uma escola católica, ao contrário dos seus fãs adoradores, que frequentemente ignoram o Cristianismo. A senhorita Germanotta pegou seus “talentos” e os vendeu por uma quantia bem mais considerável que a prata recebida por seu predecessor, Judas. Alguém ainda pode ter esperança e rezar para que ela não siga o caminho do desespero, levando seus discípulos junto.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dor do Papa por nova ordenação ilegítima na China

Dor e preocupação são os sentimentos que suscitou no Vaticano a nova ordenação episcopal ilegítima realizada hoje na China.

Em Shantou, na região de Guandong, foi ordenado bispo o sacerdote Joseph Huang Bingzhang, sem mandato pontifício, como aconteceu há apenas duas semanas, em 29 de junho, com a ordenação do bispo de Leshan.

O acontecimento de hoje “é acompanhado e visto com dor e preocupação, porque é contrário “à união da Igreja universal”, comentou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi SJ, segundo informa a Rádio Vaticano.

Foram obrigados a participar da ordenação também alguns bispos em comunhão com o Papa, que haviam rejeitado a fazer parte da cerimônia.

Após a ordenação de Leshan, a Santa Sé divulgou uma declaração na qual sublinhava que um bispo ordenado “sem mandato pontifício e, portanto, ilegitimamente, está privado da autoridade de governar a comunidade católica diocesana e a Santa Sé não o reconhece como bispo da diocese” que lhe foi confiada (cf. ZENIT, 4 de julho de 2011).

O comunicado recordava que o prelado ordenado ilegitimamente e os bispos consagrantes incorrem na excomunhão latae sententiae, por violação da norma do cânon 1382 do Código de Direito Canônico, e que “uma ordenação episcopal sem mandato pontifício se opõe diretamente ao papel espiritual do Sumo Pontífice e causa dano à unidade da Igreja”, produzindo “feridas e tensões na comunidade católica na China”.

“A sobrevivência e o desenvolvimento da Igreja podem acontecer somente na união àquele a quem, em primeiro lugar, está confiada a própria Igreja, e não sem o seu consentimento”, sublinhava então a declaração.

Venezuela: Hugo Chávez recebe Unção dos Enfermos

O bispo de San Cristóbal, Dom Mario Moronta, administrou o sacramento da Unção dos Enfermos ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nesta terça-feira.

O sacramento foi recebido durante uma Celebração Eucarística, na Academia Militar da Guarda Nacional da Venezuela, que foi transmitida pela Venezolana de Televisión (VTV), com a participação dos ministros do governo e da cúpula militar.

Na Missa, na qual se deu graças pelo bicentenário da independência desta nação, Dom Moronta explicou que o sacramento da Unção dos Enfermos não deve provocar alarmismos nem assustar.

“É para que o enfermo tenha fortaleza física, mas sobretudo espiritual”, explicou o prelado.

A relação de Hugo Chávez com a Igreja Católica tem sido bastante tensa, devido ao programa ideológico do presidente. Desde que se anunciou que Chávez sofre de câncer, os bispos do país pediram orações pela sua saúde.

A Eucaristia, companheira do cristão

Dom Moronta refletiu, na homilia, sobre a importância da Eucaristia na vida do cristão.

“A Eucaristia é o ato mais importante que temos como cristãos: quando nascemos, quando estamos doentes, quando temos uma alegria, quando nos casamos ou nos ordenamos sacerdotes, quando comemoramos uma grande data, inclusive quando morremos – afirmou. Geralmente fazemos tudo em meio a uma Eucaristia.”

As raízes da Venezuela

Em referência ao bicentenário, disse: “Eu gostaria de rezar pela Venezuela, aqui nesta instituição tão importante da pátria. Há alguns dias comemoramos o bicentenário; ainda podemos e devemos continuar comemorando”.

Dom Moronta recordou as primeiras palavras da ata da independência que marcaram o caminhar da nação: “Em nome de Deus Todo-Poderoso”.

“É assim que esta história da Venezuela, com suas luzes e sombras, caminhou ao longo desse tempo, 200 anos em nome de Deus Todo-Poderoso”, afirmou.

“E os próximos séculos da história da Venezuela, devemos vivê-los em nome de Deus Todo-Poderoso, e isso significa uma só coisa importante, que resume todas as expressões de religiosidade: fazer que o Deus da vida esteja presente no meio de nós. Estamos aqui presente em nome do Deus da vida”, sublinhou.

“É o Deus da vida que criou o mundo, que nos identificou com Ele porque somos imagem e semelhança sua – continuou. É o Deus da vida que em Jesus nos deu uma vida nova para converter-nos em homens novos e mulheres novas, de acordo com os critérios do Evangelho.”

A doença, purificação espiritual

O bispo meditou sobre a situação de enfermidade que pode servir para o cristão como um momento de purificação espiritual.

“Todos nós caminhamos rumo à plenitude e por isso Deus nos deu a fé, a esperança e a caridade; e dentro desse caminho de crescimento, pode aparecer uma situação difícil, como a doença”, explicou.

“Seja qual for a doença, é preciso vê-la com os olhos da fé, como um momento de purificação – prosseguiu. O doente aproveita a dor para purificar-se, sempre em função da vida, da plenitude da vida. É o que pedimos para o presidente e para todos os que têm alguma doença: que aproveitem esse momento para recordar que é um momento de purificação.”