segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chiara Lubich


Chiara Lubich, líder mundial do movimento ecumênico e um nome de destaque da filósofa social cristã, nasceu em Trento, Itália, em 1920; batizada Silvia, adotou depois o nome Chiara. Fundou o movimento católico ecumênico que se tornou conhecido por "Movimento Focolare", destinado a promover a vida segundo os preceitos cristãos e contribuir para uma nova ordem mundial segundo os ideais de fraternidade e bens em comum. Sua atividade esteve inicialmente restrita a pequenas vilas italianas, principalmente no socorro prestado às vítimas do bombardeio de sua cidade natal em 1944, durante a segunda guerra mundial. O apoio do influente político italiano Igino Giordani, porém, ajudou a propagar o Movimento a partir de 1948.

Em 1960, impressionada com os relatos de um sacerdote fugitivo de um campo de concentração comunista, enviou médicos à então Alemanha Oriental. Seu movimento pela unidade cristã se difundiu clandestinamente em outras nações comunistas: Polônia, Checoslováquia, Hungria, Rússia e Lituânia.

Após a queda do muro que separava a Europa capitalista do empobrecido Leste europeu socialista, em 9 de novembro de 1989, - queda que havia profetizado -, Chiara realizou encontros do movimento na Polônia, com a participação de adeptos vindos de quase todos os países da Europa Central e Oriental. Recebeu da Universidade Católica de Lublin, em 19 de junho de 1996, o título de doutor honoris causa em Ciências Sociais.

Em 1960, em outro encontro, - este realizado em Friburgo, Suíça -, ao falar a políticos de diferentes nações sobre a sua proposta de unidade entre os povos, deu uma dimensão político-filosófica e religiosa, ampla e original, ao seu pensamento, pregando que Deus pede o amor recíproco entre Estados do mesmo modo que pede o amor recíproco entre os irmãos, e que era chegado o momento no qual a pátria alheia devia ser amada como a própria.

Criou cidades modelo de organização cristã em vários países, uma delas, - dotada de hospital, escolas, e centros de atividades artesanais -, no coração da República dos Camarões, onde a mortalidade infantil era a mais elevada. Para a ação do Movimento na África tomou por diretriz o dever de se fazer justiça e contribuir para saldar a dívida que o mundo ocidental tem para com aquele continente.

O forte tom ecumênico do movimento, indispensável à sua ética política de união dos povos, conduziu Chiara Lubich a vários encontros com líderes das diversas religiões, antecipando-se ao movimento ecumênico que seria deflagrado na Igreja Católica pelo papa João XXIII. Em 1961 reuniu-se com pastores luteranos na Alemanha, em Darmstadt, abrindo diálogo também com os anglicanos, reformados suíços, e os seguidores de outras diferentes Igrejas e comunidades cristãs.

Em 1977 recebeu em Londres o Prêmio Templeton para o progresso da religião e iniciou então um diálogo com judeus, muçulmanos e budistas citando seus maiores místicos, naquilo que exaltam o amor como essência de tudo. Fundou uma escola permanente do diálogo religioso em 1967 nas redondezas de Manila, nas Filipinas, como centro de encontro de outras religiões e irradiação da Espiritualidade na Ásia.

Uma viagem ao Brasil inspirou-lhe o que chamou Economia de Comunhão na Liberdade um setor do Movimento Focolare destinado a criar uma rede de indústrias e agentes comerciais que, pondo em prática os preceitos de união e compartilhamento que orientam o Movimento, promovem o respeito às leis do País, salários justos, e mútuo apoio com capital e tecnologia partilhadas também entre as nações e continentes.

O Papa João Paulo II, autor da Encíclica Centesimus Annus, na qual convida à solidariedade também num sistema econômico com dimensão planetária, a respeito de Chiara Lubich teria dito: "Na história houve muitos radicalismos do amor: o radicalismo de Francisco, de Inácio de Loyola, de Charles de Foucauld. Existe também o radicalismo de Chiara..."

Chiara faleceu em 14 de março de 2008, aos 88 anos, em Rocca de Pappa, Itália.

Sem Dilma, Serra e Plínio atacam petista em debate católico

Os candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) criticaram a ausência da adversária Dilma Rousseff (PT) em debate na noite desta segunda-feira (23), em São Paulo. O encontro é promovido pela TV Canção Nova e pela Rede Aparecida de Comunicação, emissoras de rádio e TV católicas com retransmissoras espalhadas por todo o país.

Além de Serra e Plínio, participou do encontro Marina Silva (PV). Dilma não compareceu alegando "problemas de agenda", e o púlpito dedicado a ela no evento ficou vazio ao lado do candidato tucano.

"Dos quatro candidatos, tem uma que não podia deixar de estar aqui. O meio cristão sabe muito bem que é José serra, quem é Marina e eu acho que nenhum dos bispos e padres que estão aqui deixam de me conhecer. No entanto, essa senhora, que é uma incógnita, que não sabemos quem é, que foi inventada pelo Lula, manda uma cartinha cheia de latitudes, foge do debate...", atacou o candidato do PSOL, antes de ser aplaudido pela plateia.

"O que nós temos são três recortes em matéria econômica que não representam orgulho para nós: primeiro, a maior taxa de juros do mundo. A candidata ausente tem defendido essa política", afirmou o tucano, ao ser questionado sobre como via o atual momento econômico do país.

"Segundo, temos a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento. Em terceiro, a taxa de investimento público do governo é a penúltima ou antepenúltima do mundo. Isso tem algo de errado para o longo prazo", afirmou.

Durante o evento, a petista postou em seu perfil no Twitter uma mensagem alheia à discussão que se travava no debate. "Olha q interessante,o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo. http://www.youtube.com/watch?v=9zuBXnp9D0s", publicou a ex-ministra da Casa Civil.

Aborto e criminalização da homofobia

O candidato do PSOL, assumidamente católico, defendeu o direito ao aborto, enquanto Marina propôs um plebiscito para resolver a questão, apesar de pessoalmente ser contrária à prática. "Eu defendo que na democracia se faça o plebiscito para que se faça aquilo que está faltando, o debate aberto", disse a candidata verde.

Uma das perguntas provocou os candidatos sobre a possibilidade de apoiarem a criminalização da homofobia. Plínio mostrou-se contrário. "Sou contra toda e qualquer forma de desiguldade e criminalização", afirmou.

Já o candidato do PSDB foi inconclusivo. "Preferência sexual não pode ser objeto de discriminação. Que as religiões tenham princípios ou crenças é perfeitamente normal e compreensivo", disse, para em seguida defender o direito das igrejas pregarem seus princípios dentro de recintos religiosos.

Os presidenciáveis também foram questionados sobre a importância de Deus e da religião para o presidente da República. "Acho bom que presidente da República acredite em Deus", disse Serra. "Deus é tão bom que pessoas que não crêem também podem ser justas, podem ser éticas", afirmou Marina.

Segundo o Datafolha, Dilma tem hoje 47% das intenções de voto, contra 30% de Serra. Considerados apenas os votos válidos, Dilma teria 54% - o que encerraria a disputa no primeiro turno. De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados acredita em vitória da petista, contra 22% que atribuem o mesmo desempenho ao tucano.

TRE-SP barra candidatura de Maluf com base na Lei da Ficha Limpa

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo indeferiu por quatro votos a dois nesta segunda (23) o registro de candidatura à reeleição do deputado federal Paulo Maluf (PP) com base na Lei da Ficha Limpa. A lei veta a candidatura de políticos condenados em decisão colegiada da Justiça ou que renunciaram ao mandato para não responderem a processo de cassação, mesmo antes da vigência da norma.

Maluf poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A assessoria de Maluf informou que ele irá recorrer da decisão. Enquanto o recurso não for julgado, ele poderá continuar em campanha.

De acordo com nota divulgada pela assessoria, "Paulo Maluf teve dois votos a favor, no julgamento do TRE, de dois eminentes juízes. A matéria, portanto, é controversa. Os advogados de Maluf vão recorrer ao TSE, conforme determina a lei. Paulo Maluf é candidato a deputado federal".

A maioria dos magistrados do TRE julgou que a condenação de Maluf em abril na Justiça Comum por improbidade administrativa, ocorrida após uma suposta compra superfaturada de frangos durante a época em que foi prefeito de São Paulo, era suficiente para enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa.

Maluf havia recorrido dessa condenação, mas a maioria dos magistrados do TRE-SP considerou que não era necessário esperar o julgamento do recurso para decidir sobre o indeferimento do registro da candidatura.

Diante da violência, Bento XVI implora civilização do amor


CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de agosto de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI implorou hoje a civilização do amor, ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a aproximadamente 4 mil peregrinos reunidos no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.

Como figura desta nova civilização, no dia em que a liturgia recorda Nossa Senhora Rainha, o Pontífice a apresentou como exemplo, permitindo compreender como os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.

"Confiemos à sua intercessão a oração cotidiana pela paz, especialmente onde a lógica da violência está mais desenfreada, para que todas as pessoas se convençam de que, neste mundo, temos de nos ajudar, uns aos outros, como irmãos, a construir a civilização do amor", afirmou o Papa.

Aprofundando no exemplo de Maria à luz da passagem evangélica deste domingo, Bento XVI recordou que Maria é o "exemplo perfeito" da verdade evangélica que mostra como "Deus humilha os soberbos e poderosos deste mundo e eleva os humildes".

"A simples e pequena menina de Nazaré se tornou a Rainha do mundo! - exclamou. Esta é uma das maravilhas que revelam o coração de Deus."

"Naturalmente, a nobreza de Maria é totalmente relativa à de Cristo: Ele é o Senhor que, depois da humilhação da morte na cruz, foi exaltado pelo Pai acima de toda criatura, no céu, na terra e debaixo da terra."

"Maria é a primeira a atravessar o "caminho" aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, aos que se fiam da Palavra de Deus e se empenham em colocá-la em prática", sublinhou.

domingo, 22 de agosto de 2010

A diferença entre a Bíblia católica e a protestante


Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

Dilma tem 47% das intenções de voto, e Serra, 30%, diz Datafolha


Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste sábado (21) aponta que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PSDB, José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% no levantamento. É a primeira pesquisa divulgada depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Dos demais candidatos, nenhum candidato obteve 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 8%.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desta forma, Dilma pode ter entre 49% e 45%, Serra, entre 32% e 28%, e Marina, entre 11% e 7%.

FONTE: "G1.COM"

sábado, 21 de agosto de 2010

Liturgia Da Palavra (21º Domingo Comum)


Primeira leitura (Isaías 66,18-21)

Livro do profeta Isaías:

Assim diz o Senhor: 18Eu, que conheço suas obras e seus pensamentos, virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória. 19Porei no meio deles um sinal e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros para os povos de Társis, Fut, Lud, Mosoc, Ros, Tubal e Javã, para as terras distantes e para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram minha glória.
Esses enviados anunciarão às nações minha glória 20e reconduzirão, de toda parte, até meu santo monte em Jerusalém, como oferenda ao Senhor, irmãos vossos, a cavalo, em carros e liteiras, montados em mulas e dromedários — diz o Senhor — e, como os filhos de Israel, levarão sua oferenda em vasos purificados para a casa do Senhor. 21Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor.

Palavra Do Senhor

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Salmo (Salmos 116)

— Proclamai o Evangelho a toda criatura!
— Proclamai o Evangelho a toda criatura!

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes,/ povos todos, festejai-o!
— Pois comprovado é seu amor para conosco,/ para sempre ele é fiel!

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Segunda leitura (Hebreus 12,5-7.11-13)

Carta aos Hebreus:

Irmãos: 5Já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; 6pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige?
11No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados.
12Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.

Palavra Do Senhor

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Evangelho (Lucas 13,22-30)

Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’
Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.
26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’
27Ele, porém, responderá: “Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim, todos vós, que praticais a injustiça!’
28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.


Palavra Da Salvação

Papa outorga Rosa de Ouro ao Santuário de Nossa Senhora do Vale


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 20 de agosto de 2010 (ZENIT.org) - Além de designar o cardeal Francisco Javier Errázuriz, arcebispo de Santiago do Chile, como enviado pessoal aos atos centrais do centenário da diocese argentina de Catamarca, o Papa Bento XVI enviou a Rosa de Ouro para o Santuário de Nossa Senhora do Vale, que será entregue no próximo sábado, 21 de agosto, durante a celebração de encerramento.

A Rosa de Ouro é uma condecoração outorgada pelo Papa a personalidades católicas preeminentes, geralmente rainhas. Também a receberam algumas figuras de Nossa Senhora.

Ela foi criada por Leão IX em 1049. Como o nome indica, consiste em um ramo de ouro com flores, botões e folhas, colocado em um vaso de prata renascentista, em um estojo com o escudo papal. O Papa a abençoa no 4º domingo da Quaresma, unge-a com o Santo Crisma e a incensa, de forma que se torna um sacramental.

O bispado de Catamarca emitiu um comunicado de imprensa no qual difunde informação sobre esta singular instituição da Rosa de Ouro, que se remonta a 1049. Diz-se que o Papa Leão IX quis colocar sob o domínio direto da Santa Sé o célebre mosteiro da Santa Cruz de Alsácia, que havia sido fundado pelos seus avós e sobre o qual tinha direitos de patronato; o mosteiro se obrigou, por um tratado, a enviar anualmente ao mencionado Papa e aos seus sucessores, no 4º domingo da Quaresma, uma rosa de ouro com a qual se quis representar Cristo, no mais nobre de todos os metais, e a Ressurreição do Salvador, no bálsamo aromático.

Antigamente, pintava-se a rosa de carmim, para representar o sangue que Jesus derramou pelo seu povo, mas depois usou-se ouro polido. O Santo Padre, depois de abençoá-la, carregava-a em procissão com a mão esquerda, enquanto ia abençoando os fiéis com a direita.

O Pontífice costumava enviar esta rosa todos os anos a alguma igreja particular ou a algum príncipe ou princesa da cristandade. A República de Veneza possuía 5 rosas no tesouro de São Marcos, que desapareceram durante as guerras da Itália, e o Papa Gregório XVI enviou à cidade de Veneza a que abençoou em 1834.

O valor simbólico

Mas o valor da Rosa de Ouro não reside na quantidade do precioso metal nem em seus adornos, mas em seu significado.

O acadêmico Enrique Claudio Girbal, em seu tratado sobre a Rosa de Ouro, publicado em 1880, indica: "Segundo ensinam os próprios soberanos pontífices em repetidas cartas, esta Rosa significa e declara nosso Redentor, que disse: 'Eu sou a flor do campo e o lírio dos vales'; o ouro de que é composta indica que Jesus Cristo é Rei dos reis e Senhor dos senhores, cujo profundo sentido já foi mostrado pelos Magos, quando, como a um Rei, ofereceram-lhe rendidamente o ouro. O fulgor e alto preço do metal e as pedras que enfeitam a Rosa significam a luz inacessível na qual habita Aquele que é Luz de luz e Deus verdadeiro; o odor dos perfumes que o Sumo Pontífice verte sobre ela na bênção representa, em invisível essência, a glória da Ressurreição de Jesus Cristo, que foi de espiritual alegria para o mundo inteiro, pois com ela terminou o corrompido ambiente das antigas culpas e por todo o universo se espalhou o suave aroma da divina graça; a cor encarnada, de que em outro tempo se tingia, representa a Paixão de Jesus Cristo; os espinhos oferecem o santo ensinamento de que, nos espinhos da dor, Jesus colocou todas as suas delícias, e recordam aquela coroa que ensanguentou a cabeça do Redentor. Na Rosa, por último, figura-se e se simboliza a felicidade eterna".

CNBB lamenta não aplicação plena da Lei da Ficha Limpa

BRASÍLIA, sexta-feira, 20 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lamentou nessa quinta-feira que quatro dos 27 TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) não tenham aplicado plenamente a Lei da Ficha Limpa.

É o que afirma o organismo em nota divulgada após reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), entre os dias 17 e 19 de agosto, em Brasília.

“A conquista da Lei da Ficha Limpa mobilizou o povo brasileiro na esperança de ver banidas as práticas da corrupção no cenário político do País. Nesta perspectiva, a sociedade almeja a sua plena aplicação nas eleições de 2010”, afirma o texto da presidência da CNBB.

Segundo o organismo, é “histórico o fato de que 25% dos pedidos de impugnação tenham sido acatados pelos Tribunais Regionais Eleitorais”.

Até o momento, foram 169 negações de registros de candidaturas que alcançaram candidatos aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal, Estadual e Distrital.

Ao lamentar que quatro TREs não tenham aplicado plenamente a Lei da Ficha Limpa, os bispos afirmam estar “seguros de que seus eventuais equívocos serão reparados pela posição segura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

A CNBB diz esperar “das instâncias do Poder Judiciário que têm a missão institucional de arbitrar as controvérsias em torno da aplicação da lei, marcadamente do Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal Federal, o mesmo empenho efetivo que houve no Congresso Nacional na aprovação da iniciativa popular”.

Código Florestal

A CNBB também discutiu em sua reunião desta semana a possível alteração do Código Florestal Brasileiro, cuja proposta foi apresentada em junho à apreciação da Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que “o atual Código Florestal Brasileiro responde melhor do que as emendas que estão sendo propostas pelo Congresso Nacional”.

Serra e Dilma é a favor da união civil e a adoção de crianças por casais homossexuais, Marina é contra


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, abordou essa semana temas polêmicos. O tucano defendeu a união civil e a adoção de crianças por casais homossexuais, disse que é contra mexer na atual legislação sobre aborto e que não apoia a descriminalização das drogas.

"Tem tanto problema grave de crianças abandonadas no Brasil. Isso vale para qualquer tipo de casal, qualquer tipo de pessoa. Não vejo por que não aprovar isso", afirmou o candidato em sabatina do jornal Folha de S.Paulo.( Referindo-se a adoção pelos casais gays)

A candidata do PT, Dilma Rousseff, também já defendeu o união civil. Já Marina Silva (PV), que é evangélica, disse que "o casamento é uma instituição entre pessoas de sexos diferentes".

Sobre o aborto, Serra foi ainda mais contundente. "Liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país", afirmou.