quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papa confia doentes a Nossa Senhora da Piedade


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - No final da audiência geral de hoje, o Papa quis confiar os doentes, jovens e recém-casados a Nossa Senhora das Dores, recordando a memória litúrgica que a Igreja celebra hoje.

A Beata Virgem Maria das Dores "permaneceu com fé junto à cruz do seu Filho", afirmou o Papa. Por isso, o Pontífice se dirigiu aos doentes, desejando-lhe que possam "encontrar em Maria consolo e apoio para aprender do Senhor Crucificado o valor salvífico do sofrimento".

Também se dirigiu aos jovens, exortando-os a "não ter medo de permanecer, também vós, junto à cruz, como Maria".

"O Senhor vos infundirá valor para superar todo obstáculo em vossa existência cotidiana", garantiu-lhes.

Por último, dirigiu-se aos recém-casados, a quem incentivou a "abrir-se com confiança a Nossa Senhora das Dores, nos momentos de dificuldade, pois Ela vos ajudará a enfrentá-los com sua intercessão maternal".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bento XVI surpreenderá os britânicos, afirma embaixador no Vaticano


ROMA, terça-feira, 14 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI surpreenderá os cidadãos britânicos ao apresentar “de coração a coração” a relação entre fé e razão, considera uma das pessoas decisivas na realização desta viagem, o embaixador do Reino Unido na Santa Sé.

Em meio aos preparativos para a chegada do Papa esta quinta-feira à Escócia, Francis Campbell ofereceu, em um encontro com ZENIT, uma análise do impacto que a primeira visita de Estado de um Papa terá no Reino Unido.

Campbell, nascido em 1970, na Irlanda do Norte, foi secretário de Tony Blair em Downing Street e é representante da rainha perante o Papa desde 2005.

ZENIT: Por que o Papa vai ao Reino Unido?

Francis Campbell: Há duas razões: uma religiosa e uma de Estado ou diplomática. A religiosa vem primeiro, porque ele beatificará o cardeal John Henry Newman, grande figura da Igreja inglesa e universal. A contribuição de Newman para o ensinamento cristão é imensa. E no que se refere ao Estado, o Reino Unido tem uma forte relação internacional com a Santa Sé, focada em um grande leque de temas, indo desde o desenvolvimento internacional até o desafio climático. O Reino Unido atribui grande importância às relações com a Santa Sé.

Há duas maneiras de olhar para a Santa Sé. Algumas pessoas restringem sua visão a uma pequena Cidade Estado da Europa. Nossas relações não são com a pequena Cidade Estado, mas com a Santa Sé. Nossas relações diplomáticas são com a presença global da Santa Sé, que toca 17,5% da população mundial. Quando se parte daí é que se alcançam tantos temas globais como desenvolvimento internacional, desarmamento, mudança climática, resolução de conflitos e prevenção.

ZENIT: Diante das críticas à viagem do Papa e da complicada história de anticatolicismo em diferentes ambientes no Reino Unido, o senhor está preocupado?

Francis Campbell: Não. Eu faria uma distinção entre aqueles que criticam a religião, incluindo o Catolicismo, e aqueles que de um ponto de vista racional apresentam uma discordância genuína. A religião deve estar sempre aberta à crítica da razão. Há uma grande tradição de humanismo no Reino Unido. A discordância da religião não está confinada à nossa nação. A maioria que critica pertence a esse âmbito. Mas há que distinguir entre essas pessoas que criticam a religião e uma minoria que demonstra um alto nível de intolerância e nega ao outro – neste caso, às pessoas de fé – uma voz na igualdade.

Penso que este é um risco que os jornalistas estrangeiros devem considerar: que aqueles que gritam mais alto sejam os escutados por eles. Seria um erro extrapolar essas vozes. Frequentemente se diz que o Reino Unido é uma nação secular. Eu não diria que é assim. Mais de 70% da população, no último censo, identificou-se como cristã. Quando as pessoas dizem que somos um país secular, penso que elas precisam olhar para o papel da rainha, porque a rainha é suprema governadora da Igreja da Inglaterra. A cristandade atravessa o tecido do Estado, e a Igreja da Inglaterra é a Igreja oficial de Estado. Na Escócia, a forma é diferente, com a Igreja da Escócia. Quase um quarto de todas as crianças britânicas frequenta escolas confessionais, que são as escolas do Estado. Elas são pagas pelo Estado. Elas seguem o espírito de uma Igreja particular. 10% de todas as escolas no Reino Unido são escolas católicas. Portanto, temos um dos mais favoráveis sistemas de ensino do mundo baseado na fé. Se uma pessoa, um cristão, anglicano, católico, ou mesmo alguém de outra fé quer educar seus filhos na fé, têm a opção de educar seus filhos no espírito da fé e no setor estatal. Considero esse argumento muito forte para ilustrar que o Reino Unido é uma sociedade pluralista, onde as pessoas de fé desempenham um papel ativo na sociedade e onde a fé é valorizada pelo governo e a sociedade em geral.

ZENIT: Como é a relação entre Bento XVI e o Reino Unido?

Francis Campbell: Eu o considero o Papa que nos séculos recentes é provavelmente o que mais conhece sobre o Reino Unido, do ponto de vista cultural. Porque muitos de seus predecessores vieram de uma sociedade onde todos eram católicos, enquanto Bento XVI vem de uma sociedade onde católicos e luteranos vivem lado a lado. Não só por isso, mas ele ensinou por muitos anos em uma Universidade em que a faculdade de teologia era luterana e católica. Este Papa que está vindo ao Reino Unido tem um forte conhecimento do protestantismo.

ZENIT: Qual é a verdadeira novidade desta visita de Bento XVI?

Francis Campbell: Alguns costumam pensar que a visita de João Paulo II foi fácil, comparada a de Bento XVI. A visita de João Paulo II, em 1982, foi como andar em uma corda bamba diplomática. Foi uma das mais desafiadoras visitas no âmbito diplomático que ele teve naquele tempo, porque ele estava vindo para um país em guerra contra um outro predominantemente católico. Isso supôs grandes problemas à Santa Sé, por causa da questão de sua neutralidade. Visitar um país em guerra foi um desafio real. O segundo desafio para João Paulo II foi o conflito na Irlanda do Norte. A religião era uma das questões. Havia grandes problemas no relacionamento entre a comunidade católica da Irlanda do Norte e o governo em Londres. E isso é apenas uma dimensão.

Bento XVI caminha para uma situação diferente. Ele não enfrenta a corda bamba diplomática, mas a sociedade é diferente, e as duas pessoas são diferentes. João Paulo II fez seus apelos e comunicou-se por meio de atos; Bento interpela através de palavras. Em muitos aspectos, Bento talvez seja mais próximo da experiência britânica, por causa da ponte que faz entre fé e razão, pelo engajamento intelectual, sendo Newman expoente disso.

Além disso, a expressão da Igreja Católica no Reino Unido mudou ao longo dos últimos 28 anos, desde que João Paulo II veio. Há agora um milhão a mais de católicos. A Igreja tem um maior grau de diversidade racial. Os imigrantes vieram da Ásia, Índia, África, América Latina, da própria Europa, incluindo o leste europeu. Outro ponto é que agora nós vivemos 24 horas de cultura mediática. Há 28 anos, não era assim. A visita será bem diferente.

ZENIT: Os britânicos se surpreenderão com o Papa?

Francis Campbell: As pessoas encontrarão uma afável e inteligente figura, que vem para uma visita histórica que tem muitos exemplos de reaproximação. Para mim, o momento mais esperado é a sexta-feira, quando, às 17h, ele falará no Westminster Hall, o mesmo lugar em que Thomas More foi condenado à morte.

Isso mostra o quão longe chegamos como país, porque eu não acho que isso teria sido possível há 28 anos. Fico pensando no momento em que as pessoas o ouvirem... Acho que o povo britânico vai ver alguém que não está tão tranquilo em relação ao futuro, alguém altamente engajado. E isso decorre de sua infância... Aqui está um Papa que em sua infância viu em primeira mão os riscos do regime totalitário. Para ele, religião, catolicismo e cristandade põem em xeque o totalitarismo. Em muitos aspectos, sua vida é uma ilustração da relação entre fé e razão, porque a razão desgovernada caminha para o totalitarismo. Igualmente, uma fé não verificada pela razão torna-se ao final extremista e irracional. E por isso a ênfase na relação das duas. Penso que ele arrastará as pessoas pela palavra, trata-se de ouvir essa palavra e realmente absorvê-la. Acho que ele encontrará acolhida.

ZENIT: A beatificação do cardeal Newman poderia ser um sinal de unidade entre católicos e anglicanos?

Francis Campbell: Uma substancial quantidade do trabalho de Newman data do tempo em que ele era anglicano e também anglicano e católico. Ele fundou o Movimento de Oxford. Esse movimento ainda tem efeito e foi uma forte voz dentro do anglicanismo, em relação à reconstituição da tradição apostólica anglicana. Newman gastou uma parte substancial de sua vida na Igreja anglicana. Ele não é uma força de divisão. Seus ensinamentos sobre a consciência são algo aplicável a todos os cristãos, inclusive a todas as crenças e pessoas de boa vontade. Então aqui está um pensador cristão formidável. Primeiro e acima de tudo um pensador cristão, antes de começarmos as subdivisões. Acredito que Bento XVI tenha interesse por ele pelo fato de Newman ser um pensador do pós-Iluminismo e por tentar sanar a ruptura entre fé e razão causada pelo Iluminismo francês. Aqui está uma figura que ainda cura essa ruptura. Então, nesse sentido, ele é um personagem importante não só para a Igreja católica, mas para todo o cristianismo e para as pessoas de fé.

Viagem ecumênica das relíquias de 8 santos pelo rio Volga

MOSCOU, terça-feira, 14 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Um barco com as relíquias de 8 santos do primeiro milênio da Igreja iniciou na Rússia uma histórica viagem ecumênica ao longo do rio Volga.

A embarcação saiu ontem e se chama "P. Werenfried", nome do fundador da associação caritativa internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), monge premonstratense Werenfried van Straaten.

O fundador da associação caritativa foi o promotor da iniciativa de transformar os barcos em capelas para permitir celebrações nos lugares em que não havia igrejas.

As relíquias são um presente da Igreja Católica à Igreja Ortodoxa russa. O especialista de AIS na Rússia, Peter humeniuk, envolvido no projeto, acredita que este fato terá um profundo impacto simbólico.

"Desde os primeiros dias do cristianismo, a Igreja foi vista como um barco, uma ‘arca de salvação'", explicou.

"As relíquias dos santos da época na qual a Igreja ainda era indivisa serão uma potente lembrança destes tempos nos quais foi criada esta imagem da Igreja e os cristãos também eram unidos", acrescentou.

As relíquias pertencem a santos importantes para as duas Igrejas: João Batista, Ana, apóstolo Bartolomeu, os mártires Estêvão e Lourenço, Jorge, João Crisóstomo e Cirilo, missionário entre os povos eslavos.

O barco, cuja viagem ecumênica recebeu a benção do patriarca ortodoxo russo Kiril, percorrerá mais de três mil quilômetros, desde a nascente do rio Volga até Moscou.

Durante o percurso, passará por várias cidades, como Saratov, Kazan e Novgorod, e em muitos centros menores, para permitir que muitas pessoas vejam as relíquias.

A bordo sempre haverá um sacerdote ortodoxo, para celebrar a liturgia divina na capela da embarcação dedicada a São Vladimir, que batizou a Rússia.

O núncio apostólico na Federação Russa, arcebispo Antonio Mennini, enviou uma carta na qual expressa sua esperança de que os que vivem em regiões difíceis, como as afetadas pela seca e os incêndios desse verão, encontrem apoio e consolo nesta visita.

O barco-capela, ainda em uso no Volga e no Don, foi chamado pelo fundador de Ajuda à Igreja que Sofre de "Frota de Deus".

Ateu desmente mito de sacerdotes pedófilos e estupradores


Um reconhecido colunista ateu denunciou que a imprensa secular inglesa desinforma os seus leitores ao afirmar que nos últimos 50 anos 10 mil pessoas sofreram um estupro por parte de sacerdotes.
"É verdade que 10 mil crianças nos Estados Unidos e outros milhares mais na Irlanda foram realmente violados por sacerdotes católicos? Em uma palavra, não", escreveu Brendan O’Neill, editor da revista de humanidades Spiked.
"O que aconteceu é que no cada vez mais agressivo e quase inquisitorial mundo do lobby ateu e anti-Papa, toda acusação contra um sacerdote católico foi catalogada sob o título de ‘estupro’ e foi descrita como verdadeira sem importar se isso terminava em juízo ou em uma condenação", explica.
Para O’Neill, "a frase ‘sacerdote pedófilo’ se converteu em parte habitual do jargão cultural cotidiano e faz que muitos, quando leram no jornal Independent (da Inglaterra) na semana passada que "mais de 10 mil crianças saíram à luz para dizer que foram violadas (por sacerdotes católicos), pensaram provavelmente, ‘sim, é possível’. Mas o certo é que isto não é verdade".
O colunista explicou que das 10,776 acusações entre 1950 e 2002 contra 4,392 sacerdotes nos Estados Unidos, só 1,203 foram consideradas violações (estupros). O jornalista questionou a manipulação das cifras que faz o diário Independent e precisou que para o lobby ateu e anti-Papa "todo sacerdote é culpado daquilo que o acusam sem importar se ele assim foi julgado ou não por uma corte".
O’Neill também sustenta que "em 2009 a imprensa irlandesa e britânica divulgou que ‘milhares de crianças foram estupradas’ por sacerdotes católicos e religiosos em escolas da Irlanda. A realidade é que 242 homens apresentaram 253 informes sobre abusos sexuais nestas escolas ante a Comissão que investiga o tema. Destas, só 68 resultaram ser estupros".
"Uma vez mais, não todas as alegações resultaram em condenações. Alguns informes envolvem sacerdotes que já tinham morrido, e dos 253 informes resulta que 207 eram anteriores a 1969 e 46 deles às décadas de 70s e 80".
"Como então 68 acusações sobre violação feitas contra o pessoal de escolas irlandesas em um período de 59 anos se podem traduzir em titulares que falam de milhares de estuprados?" questiona O’Neill e ele mesmo responde: "uma vez mais, tudo o que estava relacionado com golpes, abusos ou maus tratos –que sofreram milhares de irlandeses em escolas– foi colocado junto à palavra estupro, criando a imagem de ser uma instituição religiosa que estupra crianças diariamente".
O editor do Telegraph Blogs e perito em religião, Damian Thompson, comentou a coluna de O’Neill e assinala que ele "nos fez um serviço ao escrever este artigo na véspera da visita do Papa (ao Reino Unido). E, por favor, não é necessário que me recordem os vis atos que foram cometidos contra crianças por alguns do clero católico. Eu os conheço. Eu escrevia artigos sobre o escândalo dos sacerdotes pedófilos no princípio dos anos 90 quando nem a Igreja nem a opinião pública parecia tão interessadas no tema".
Por essa época, prossegue Thompson, "também eu escrevia ceticamente sobre o ‘ritual satânico do abuso’. Lembram disto? Para explicá-lo brevemente, muitas acusações sobre ‘abusos rituais’ resultaram ser infundadas. Entretanto, quem se negasse a ‘acreditar nas crianças’ era denunciado por apologia da pedofilia".
Thompson assinala que "claramente uma pequena minoria de sacerdotes eram abusadores, enquanto que a evidência de adoradores do demônio e pedófilos é virtualmente inexistente" e acrescenta que nos anos 90 "os acadêmicos ou jornalistas que faziam perguntas estranhas sobre as bases empíricas das acusações de satanismo eram calados por um grupo cujos membros eram secularistas que odeiam a religião e protestantes extremistas. Podem me chamar de paranóico, mas parece que esta antiga aliança tornou novamente às andanças".
Fonte: ACI

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bento XVI pede a bispos que superem “categorias humanas”


CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 13 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI pediu aos 102 bispos dos países de missão ordenados no último ano que superem as "categorias mundanas" na concepção do seu ministério, ao recebê-los em Castel Gandolfo no sábado passado, por ocasião de um seminário convocado pela Congregação para a Evangelização dos Povos. Em seu discurso, o Pontífice lhes deu dois conselhos: alimentar a vida de oração e desempenhar o ministério como "serviço de amor".

Ao dirigir-se aos bispos, procedentes de 40 países (57 da África, 39 da Ásia, 4 da América e 2 da Oceania), o Papa assegurou que conhece as dificuldades que devem enfrentar ao desempenhar sua missão nas comunidades, "onde, além das diversas formas de pobreza, registram-se às vezes formas de perseguição por causa da fé cristã".

"Cabe a vós a tarefa de alimentar sua esperança, compartilhar suas dificuldades, inspirando-vos na caridade de Cristo, que consiste na atenção, ternura, compaixão, acolhimento, disponibilidade e interesse pelos problemas das pessoas, por quem se está disposto a gastar a vida", afirmou.

Dois conselhos

Ao falar da imitação de Cristo como missão do bispo, o Pontífice aconselhou "dedicar um tempo adequado para 'estar com Ele' e contemplá-lo na intimidade orante do diálogo de coração a coração".

"Estar frequentemente na presença de Deus, ser homem de oração e de adoração: todo pastor está chamado a isso - sublinhou. A vida do bispo deve ser uma oblação contínua a Deus pela salvação da sua Igreja, especialmente pela salvação das almas que lhe foram confiadas."

"Esta oblação pessoal constitui também a verdadeira dignidade do bispo: deriva do fato de tornar-se servo de todos, até dar a própria vida", acrescentou, como segundo conselho fundamental.

"O episcopado, de fato, assim, como o presbiterado, nunca deve ser mal-entendido segundo categorias mundanas. É serviço de amor", destacou.

"O bispo está chamado a servir a Igreja com o estilo do Deus feito homem, convertendo-se cada vez mais plenamente em servo do Senhor e servo da humanidade."

Ao despedir-se dos novos bispos missionários, o Papa os incentivou a não cair no desânimo provocado pelas dificuldades das suas comunidades.

"A verdade cristã é atrativa e persuasiva precisamente porque responde à necessidade profunda da existência humana, anunciando de maneira convincente que Cristo é o único salvador de todo homem e de todos os homens", concluiu.

Marina diz que denúncias reforçam necessidade de segundo turno


A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira (13) a apuração rigorosa e urgente das denúncias de tráfico de influência envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, por se tratar de pessoa próxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É um caso para ser investigado com rigor e urgência, pois se trata da pessoa mais próxima do presidente da República".

De acordo com reportagem da revista "Veja", Israel Guerra, filho da ministra, teria feito lobby para empresas aéreas com interesse em contratos com os Correios. Já uma irmã de Erenice teria autorizado o governo a contratar, sem licitação, o escritório do próprio irmão. "É tão grave o que está acontecendo que tem de ter um movimento para além dos partidos e além das eleições, para que tudo seja devidamente apurado".

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e praticamente fora de um eventual segundo turno, ela disse que não espera ganhar votos com as denúncias entre os candidatos que lideram as pesquisas, que classificou como 'vale-tudo eleitoral'. "Tudo isso que está acontecendo nos dá a convicção de que é preciso um segundo turno para discutir melhor as questões que interessam ao país", disse.

ONG
Em visita à Organização Não-Governamental (ONG) Lua Nova, que atende mães e gestantes em situação de risco, em Araçoiaba da Serra (SP), Marina lamentou que as denúncias estejam contaminando o debate eleitoral.

Marina conversou com as 25 mães atendidas pela ONG - mulheres ameaçadas de morte pelos maridos, estupradas ou ex-usuárias de drogas, muitas com filhos pequenos - e até foi entrevistada por elas.

A candidata do PV lembrou o caso da quebra do sigilo de pessoas ligadas ao PSDB por funcionários da Receita e criticou o presidente Lula. "Depois de um ministro dizer que a quebra de sigilo era coisa corriqueira, o próprio presidente da República, que imaginei que fosse dar um basta nessa história, veio a público apenas para defender a sua candidata".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Bento XVI pede orações por sua viagem ao Reino Unido


CASTEL GANDOLFO, domingo, 12 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI pediu hoje aos fiéis do mundo inteiro que o acompanhem com a oração durante a peregrinação apostólica que realizará de 16 a 19 de setembro ao Reino Unido, uma das mais esperadas deste pontificado.

Ao concluir sua intervenção por ocasião do Ângelus deste domingo, o Santo Padre comentou que o principal objetivo da sua viagem será a beatificação do cardeal John Henry Newman, grande teólogo, por quem Joseph Ratzinger sempre teve um interesse especial.

"Peço a todos que me acompanhem com a oração nesta viagem apostólica. A Nossa Senhora, cujo nome santíssimo se celebra hoje na Igreja, confiamos nosso caminho de conversão a Deus", disse.

Em uma análise realizada no editorial do último número do semanário Octava Dies, do Centro Televisivo Vaticano, o Pe. Federico Lombardi, SJ, porta-voz vaticano, recorda que, na próxima quinta-feira, o Papa voará a Edimburgo "para iniciar, acolhido oficialmente por Sua Majestade a Rainha Isabel, uma das viagens mais esperadas do seu pontificado".

"Na quarta-feira passada, o Papa manifestou sua gratidão pelo convite recebido, porque tem conhecimento do compromisso e da atenção com que não somente Sua Majestade e o governo, mas também o primaz anglicano - arcebispo da Cantuária - e naturalmente toda a Igreja Católica na Inglaterra, País de Gales e Escócia, preparam os numerosos encontros previstos."

"Também as expectativas e o interesse na sociedade britânica vão crescendo, muito além de algumas barulhentas, mas sempre isoladas manifestações de dissenso", continua esclarecendo o Pe. Lombardi.

"Confirma-se, de fato, a percepção de que a grande autoridade religiosa e moral do Papa poderá oferecer uma contribuição específica importante, serena, positiva e construtiva, de orientação para os grandes desafios do mundo de hoje", sublinha o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

"Certamente, o encontro do Papa com os mais altos representantes das instituições e da sociedade civil na histórica Westminster Hall representará um dos momentos culminantes da viagem", acrescenta.

Mas, segundo Lombardi, "será na beatificação do cardeal Newman que a mensagem desta visita alcançará pleno sentido. Este inglês, a quem o Papa definiu como 'verdadeiramente grande', rico de 'amável sabedoria' e 'exemplo de integridade e santidade de vida', que, com seus escritos e suas obras, é fonte de inspiração para a Igreja e para a sociedade em tantos lugares do mundo, encarna da maneira mais convincente o fruto fascinante da síntese profunda entre a fé cristã e o espírito britânico e sua permanente fecundidade para o mundo de hoje e de amanhã".

Quatro candidatos à Presidência participam de debate na TV

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite deste domingo (12), em São Paulo, do debate promovido pela RedeTV! e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

O debate foi estruturado em cinco blocos. No primeiro, os candidatos responderam a questões sorteadas pelo mediador e tiveram a oportunidade de formular e responder perguntas entre si. O segundo e o quarto bloco incluíram questões formuladas por jornalistas. No terceiro, os presidenciáveis voltaram a formular questões entre si.

Cada participante teve 1 minuto e meio para resposta. Houve réplica de 1 minuto para o candidato que perguntou e tréplica de 1 minuto para o candidato que respondeu. No quinto e último bloco, os candidatos responderam questões entre si e fizeram as considerações finais.

Durante duas horas de duração do debate, a troca de críticas entre Dilma e Serra ocupou boa parte das discussões, com intervalos para propostas ligadas a áreas essenciais da sociedade como saúde, educação, infraestrutura, segurança, economia, reforma agrária, políticas para a população rural, moradia, saneamento, entre outros. Quando teve oportunidade, Plínio não livrou a candidata petista e o tucano de ironias. Marina priorizou temas relacionados ao meio ambiente.

A primeira pergunta do encontro provocou os quatro candidatos a citar o grande sucesso e o grande fracasso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O maior sucesso do governo do presidente Lula foi assegurar a melhoria na qualidade de vida”, afirmou Dilma.

“Sucesso foi não atirar o Plano Real pela janela, como eles anunciavam que fariam e acabaram não fazendo”, afirmou José Serra. “O maior sucesso do governo, foi conseguir ter popularidade em um país que 35% da população passa fome”, declarou Plínio.

“Os sucessos, não tenho dúvida, que foram os avanços na área social e a manutenção do Plano Real. Os fracassos eu vou citar nos últimos 16 anos: ausência de visão para integrar a visão ambiental”, afirmou Marina, em referência aos governos FHC e Lula.

Perguntada por jornalista se colocaria a mão no fogo pela ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que teve um filho envolvido em denúncias de tráfico de influência no governo, Dilma defendeu a apuração de todos os fatos pelo governo e disse que não poderia ser responsabilizada pelo que supostamente teria feito o filho de uma ex-assessora dela.

Serra foi questionado se teria resolvido explorar o caso da quebra de sigilo fiscal da sua filha na campanha com o objetivo de melhorar o desempenho nas pesquisas. “No momento em que apareceu, que quebraram a intimidade e a vida privada da minha filha, o que eu deveria fazer? Agradecer o PT e a campanha da Dilma por terem invadido o sigilo da minha filha e do meu partido?”, respondeu.

Plínio de Arruda Sampaio foi perguntado sobre o motivo que o levava a classificar o Programa “Bolsa Família” de uma humilhação para pessoas carentes. Ele citou uma eleitora: “Para nós, é uma tremenda humilhação receber essa bolsa. Não que é uma esmola, mas que é uma humilhação para quem recebe, porque quem recebe tem direito de ter trabalho digno e salário digno”.

Marina foi questionada sobre o seu desempenho nas pesquisas eleitorais no Acre, seu estado natal, onde ela aparece atrás de Dilma e Serra nas intenções de voto. “Eu trabalhei pela defesa do meio ambiente e das populações tradicionais. E só tenho de agradecer aos acreanos. Tudo que eu sou eu devo à população do Acre”, declarou.

Em sua última participação, Dilma lembrou o nascimento do neto, Gabriel, e disse que o país vive um momento especial. “Tudo que eu puder dar para o meu neto, eu queria dar para as crianças brasileiras. Vivemos um momento especial no país porque vivemos uma perspectiva de futuro”, afirmou.

Marina falou da importância do segundo turno na eleição: “Espero, sinceramente, que depois do que aconteceu aqui, que cada cidadão tenha firmado a convicção de que nós precisamos de um segundo turno para que se possa debater com profundidade o que interessa para o Brasil.”

Plínio reafirmou sua defesa do socialismo e ressaltou a diferença do PSOL dos demais partidos que disputam a eleição. "Entro nessa campanha com 80 anos, com 60 anos de vida publica, porque o PSOL, o meu partido, quer que você conheça soluções que não seriam ouvidas por você se eu não estivesse aqui, estamos propondo o futuro.”

Serra utilizou seu tempo para agradecer pelo debate e lembrou os eleitores que tem encontrado durante a campanha: “Toda a energia que tenho tido na campanha provém do meu contato com as pessoas, o olhar, as palavras que recebo, os abraços.”

domingo, 12 de setembro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 24ª Domingo Do Tempo Comum

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PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’”.
9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”.
11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte?
13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste, por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre’”. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
____________________________________________________________________ SALMO RESPONSORIAL

— Vou, agora, levantar-me, volto à casa do meu pai.
— Vou, agora, levantar-me, volto à casa do meu pai.

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão de vosso amor, purificai-me!/ Lavai--me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa!
— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-
-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,/ e minha boca anunciará vosso louvor!/ Meu sacrifício é minha alma penitente,/ não desprezeis um coração arrependido!
______________________________________________________________________ SEGUNDA LEITURA

Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: 12Agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim, ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé.
14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!
16Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele para alcançar a vida eterna. 17Ao Rei dos séculos, ao único Deus, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
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SANTO EVANGELHO

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
—PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’
7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’
10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.
13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.
15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer--lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.
21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.
27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 11 de setembro de 2010

Protestos pela viagem do Papa ao Reino Unido não preocupam Santa Sé


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Diante dos protestos dos últimos dias pela visita do Papa Bento XVI ao Reino Unido, o Pe. Federico Lombardi, SJ, porta-voz da Santa Sé, garante que "não há nada, da nossa parte, que nos preocupe".

Assim expressou hoje, em um encontro com os jornalistas, na Sala de Imprensa da Santa Sé, durante o qual comentou o programa da viagem do Pontífice à Inglaterra, de 16 a 19 de setembro.

O porta-voz vaticano assegurou que estes protestos fazem parte "do clima normal de uma sociedade pluralista na qual há grande liberdade de expressão, como a britânica, onde os católicos são minoria".

Dos 51 milhões de habitantes da Inglaterra, 5 milhões são católicos. Destes, calcula-se que cerca de 1 milhão participa da Missa dominical.

O Pe. Lombardi também se referiu a um recente informe divulgado no jornal católico inglês The Tablet, que mostra que as hostilidades com relação ao Papa são minoritárias.

"O eco destes protestos parece ser superior à realidade do clima efetivo da população - afirmou. Algumas sondagens dizem, no entanto, que o interesse pela visita do Papa não é pequeno, enquanto as hostilidades são representadas por uma minoria", esclareceu.

Esta será a 17ª viagem de Bento XVI fora da Itália.

Reunião com chefes de Estado

O Pe. Lombardi confirmou que o Papa não fará parte do jantar oficial que o governo inglês oferecerá na próxima sexta-feira, na Lancaster House. O secretário de Estado, Tarcisio Bertone, estará presente, representando o Pontífice.

Diante do porquê da ausência de Bento XVI, o porta-voz vaticano respondeu que, por questões de protocolo, o Papa "não tem refeições com personalidades políticas" e esclareceu que ele é um líder religioso, não político.