domingo, 17 de outubro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 29ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do livro do Êxodo.

Naqueles dias, 8os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim.
9Moisés disse a Josué: “Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão”.
10Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. 11E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec.
12Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado, sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr-do-sol, 13e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
________________________________________________________________________ SALMO RESPONSÓRIAL

— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.
— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.

— Eu levanto os meus olhos para os montes:/ de onde pode vir o meu socorro?/ “Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor que fez o céu e fez a terra!”
— Ele não deixa tropeçarem os meus pés,/ e não dorme quem te guarda e te vigia./ Oh! não! ele não dorme nem cochila,/ aquele que é o guarda de Israel!
— O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,/ é uma sombra protetora à tua direita./ Não vai ferir-te o sol durante o dia,/ nem a lua através de toda a noite.
— O Senhor te guardará de todo o mal,/ ele mesmo vai cuidar da tua vida!/ Deus te guarda na partida e na chegada./ Ele te guarda desde agora e para sempre!
_________________________________________________________________________ SEGUNDA LEITURA

Leitura da segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo: 14Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus.
16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra.
4,1Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: 2proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
_______________________________________________________________________ SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:
2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’
4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’”
6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 16 de outubro de 2010

Deus tem mil formas de mostrar que existe, afirma Papa


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 15 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - "Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama", considera Bento XVI.

O Pontífice chegou a esta conclusão hoje, ao apresentar na catequese a figura da Beata Angela de Foligno, mística italiana que viveu entre 1248-1309, da Ordem Terceira Franciscana.

O Papa recordou que Angela havia levado uma vida mundana, afastada do pensamento de Deus, até que, em 1285, invocou São Francisco de Assis, quem lhe apareceu em uma visão, e depois ela decidiu confessar-se.

Começou então um rico e tortuoso caminho espiritual. Em primeiro lugar, explicou Bento XVI, ela não tinha a sensação de ser amada por Deus, senão que sentia "vergonha".

Angela, explicou, "sente o dever de ter de dar algo a Deus para reparar seus pecados, mas lentamente compreende que não tem nada para dar-lhe; pelo contrário, é 'nada' diante d'Ele; compreende que não será sua vontade que dará amor a Deus, porque esta só pode dar-lhe seu 'nada', o 'não amor'".

Acompanha-a "o pensamento do inferno, porque quanto mais a alma progride no caminho da perfeição cristã, mais se convencerá não somente de ser 'indigna', mas de merecer o inferno".

O Crucificado que salva da indignidade

"Em seu caminho místico, Angela compreende de maneira profunda a realidade central: o que a salvará da sua 'indignidade' e de 'merecer o inferno' não será sua 'união com Deus' e seu possuir a 'verdade', mas Jesus crucificado, 'sua crucifixão por mim', seu amor."

A conversão de Angela, inciada com a confissão de 1285, chegará à maturidade somente quando o perdão de Deus aparecer à sua alma como o dom gratuito de amor do Pai, fonte de amor, reconheceu o Papa.

À luz da vida desta mística, o Papa concluiu deixando uma lição para nossos dias: "Hoje estamos todos em perigo de viver como se Deus não existisse: Ele parece muito longe da vida atual. Mas Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama. E a Beata Angela quer nos deixar atentos a estes sinais com os quais o Senhor nos toca a alma, atentos à presença de Deus, para aprender, assim, o caminho com Deus e rumo a Deus, na comunhão com Cristo Crucificado. Oremos ao Senhor para que nos torne atentos aos sinais da sua presença, que nos ensine a viver realmente".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dilma tem 54% dos votos válidos, e Serra, 46%, aponta o Datafolha


O Datafolha divulgou na noite desta sexta-feira (15) sua segunda pesquisa presidencial no segundo turno das eleições deste ano. Segundo o instituto, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 54% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e o candidato do PSDB, José Serra, 46%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Dilma pode ter de 52% a 56%, e Serra, de 44% a 48%.

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha no segundo turno, divulgada no último dia 10, Dilma registrou também 54% dos votos válidos contra 46% de Serra.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 35746/2010. O Datafolha fez 3.281 entrevistas na quinta-feira (14) e na sexta-feira (15).

Votos totais
Considerando-se os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a petista tem 47%, e o tucano, 41%. Brancos e nulos somam 4%, e 8% disseram não saber em quem votar.

Na pesquisa anterior, Dilma registrou 48%, e Serra, 41%. Brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 7%.

A diferença entre a Bíblia católica e a protestante


Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

Chile viveu um dia de Páscoa

SANTIAGO DE CHILE, quinta-feira, 14 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Durante o resgate dos 33 mineiros, não houve nenhuma palavra mais pronunciada que esta: "Deus". Até o presidente Piñera o invocou várias vezes. A Igreja se manteve em vigília, em segundo plano, em muitas igrejas do país, orando pelo êxito da operação em São José. A Conferência Episcopal Chilena qualificou este dia como "um dia de Páscoa".

"Enquanto em diversos pontos do país são realizadas vigílias de oração que concluirão com o resgate do último mineiro, um povo agradecido e emocionado acompanha detalhadamente a operação São Lourenço, como foi batizado este resgate, em homenagem ao diácono e mártir, padroeiro dos mineiros", indicaram os bispos do Chile em uma nota.

Em Santiago, o cardeal Francisco Javier Errázuris iniciou a vigília pelo êxito do resgate com uma Eucaristia concelebrada que se prolongou até que o último mineiro, Luis Urzúa, saiu à luz.

"Com nossa oração, queremos estar unidos a estes 33 mineiros e às suas famílias, precisamente unidos na oração, implorando ao Senhor que traga todos à superfície, que não tenham nenhum contratempo com sua saúde ao sair e que esta vida, que para eles será uma vida nova que começa, conte em todo momento com a bênção de Deus. Que seja uma vida de família, muito feliz. Queremos rezar por este resgate e ao mesmo tempo pela vida que começa neles", disse o cardeal Errázuriz no início da celebração.

A Eucaristia culminou depois da meia-noite, quando o primeiro mineiro, Florencio Ávalos, chegava à superfície. O cardeal Errázuris pôde ver este instante por meio de um equipamento situado na Praça de Armas da capital, em companhia de bispos, vigários e sacerdotes que concelebraram a Missa, além de numerosas pessoas que se encontravam no local.

O grupo dava graças a Deus pelo milagre. Foi então que a recitação do Pai Nosso se misturou com sonoros "Viva o Chile!" e os sinos da paróquia El Sagrario repicaram anunciando a boa notícia à cidade.

Por sua vez, o bispo de Copiapó, Dom Gaspar Quintana CMF, desde o início da operação convidou todas as comunidades a acompanharem com a oração os familiares no acampamento Esperanza. "Nestes momentos cruciais, devemos manter a esperança e continuar acompanhando na oração e na fé", indicou.

O bispo local também afirmou que toda esta operação "não deve nos fazer esquecer as lições deste acidente, que são basicamente construir uma sociedade na qual o direito de trabalhar em condições de segurança seja respeitado e cada um assuma a responsabilidade que lhe corresponde, para que fatos como este não voltem a ocorrer".

Ao longo destes 70 dias, Dom Quintana esteve acompanhando os familiares dos mineiros. No dia do resgate, conversou com alguns familiares, convidando-os a ter fortaleza e esperança e a compartilhar a alegria das famílias que já haviam recuperado seus entes queridos. Depois retornou a Copiapó, para presidir uma Eucaristia de ação de graças no Santuário da Candelária.

A imagem da Candelária esteve presente em todas as etapas da odisseia dos mineiros e, uma vez realizado o resgate, voltou ao seu santuário em Copiapó.

No acampamento Esperanza, horas antes do início da operação, o bispo de Copiapó celebrou a Eucaristia em um barracão, junto aos familiares dos mineiros e as autoridades, encabeçadas pelo presidente Sebastián Piñera, sua esposa, Cecilia Morel, e a intendente regional, Ximena Matas.

O Chile e o mundo inteiro continuam vivendo este dia pascal, agradecendo pelos "ressuscitados" que voltaram à vida.

(Nieves San Martín)

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo o Ibope


O Ibope divulgou, na noite desta quarta-feira (13) mais uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Na média nacional, segundo o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff tem 53% dos votos válidos, contra 47% do tucano José Serra.

Além dos números gerais, o Ibope também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado, como sexo e regiões do país [veja as intenções de voto nesses segmentos no quadro ao lado].

Eleitorado masculino e feminino
Entre os votos válidos (excluem brancos, nulos e indecisos) de eleitores do sexo masculino, Dilma aparece com 56% das intenções de voto, contra 44% de Serra.

Já entre as mulheres, a petista tem 50% dos votos válidos, igual índice obtido pelo tucano.

Nos votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 52% das intenções de eleitores do sexo masculino, contra 40% de José Serra.

No eleitorado feminino, Dilma e Serra têm individualmente 46% das intenções de votos totais.

Brancos e nulos somam 5% entre os eleitores homens, e indecisos, 3%.

Entre as mulheres, brancos e nulos somam 4%, e indecisos, 3%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Por região
No Norte/Centro-Oeste, Dilma aparece na pesquisa com 54% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos). Serra tem 46%.

No Nordeste, Dilma tem 61%, e Serra, 39%, apontou o Ibope.

No Sudeste, Dilma tem 52%; Serra, 48%.

No Sul, a candidata do PT tem 43%, e o candidato do PSDB, 57%.

Quando são considerados os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 51% no Norte/Centro-Oeste, e Serra, 43%, informa a pesquisa. Brancos e nulos somam 2%, e indecisos, 4%.

No Nordeste, Dilma tem 57%, aponta o instituto, e Serra, 36%. Brancos e nulos são 4%, e indecisos, 3%.

No Sudeste, Dilma tem 46%; Serra, 44%. Brancos e nulos são 7%, e indecisos, 4%.

No Sul, a petista soma 41%, e o tucano, 54%, indica o Ibope. Brancos e nulos são 3%, e indecisos, 2%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35669/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre segunda-feira (11) e esta quarta (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fiéis homenageiam Nossa Senhora Aparecida


Milhares de fiéis participaram nesta terça-feira das celebrações em homenagem ao dia da Padroeira do Brasil, em Aparecida, interior de São Paulo.

Sinos quebraram o silêncio da madrugada e anunciaram o início da festa de Nossa Senhora Aparecida. Nem o frio de 9°C espantou os romeiros. “O frio a gente tira de letra. Pela fé que a gente tem em Nossa Senhora Aparecida, tudo vale a pena”, disse o bancário Fernando Giglio.

Na primeira missa, às 5h30, muitos não conseguiram entrar. “O corpo está aqui fora, mas o coração e a mente estão lá”.

Os fiéis que querem acompanhar a principal missa do dia em homenagem à padroeira precisam chegar cedo para conseguir um lugar perto do altar. O santuário nacional, que é tão grande, fica pequeno para acolher os milhares de devotos de Nossa Senhora.

Aos 72 anos, Dona Terezinha ficou por seis horas em pé para não perder o lugar. “Nós já fomos criados desde pequeno com Nossa Senhora no pensamento e no coração. Então é assim, essa crença maravilhosa que você está vendo aqui, que é a maior do mundo”, declarou.

Durante a celebração, o ator Murilo Rosa dedicou um poema a Nossa Senhora. O cantor Daniel também fez uma homenagem, enquanto a santa era levada ao altar. Atores encenaram os pescadores que encontraram a imagem no Rio Paraíba, há 300 anos. Emoção para mais de 35 mil fiéis.

Uma chuva de papel picado encerrou a celebração. “Cada vez que você vem, parece que é o primeiro dia que está chegando aqui”, disse a uma fiel.

“Só tenho o que agradecer a Nossa Senhora Aparecida, pedi muito pouco”, afirmou a secretária Zilma Terezinha Garcia.

No fim da tarde, milhares de romeiros saíram em procissão pelas ruas da cidade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nossa Senhora da Conceição Aparecida


No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de
todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe
Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento
da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de
altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.


Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava
enxergando, perfeitamente curada.

Baseado no artigo de Márcia Busanello

Fonte: site Ao Mestre Com Carinho - www.aomestrecomcarinho.com.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Historia Do Movimento Dos Focolares


O Movimento dos Focolares nasceu há 60 anos atrás, em Trento, pequena cidade ao norte da Itália. Em 1943, quando se alastrava a Segunda Guerra Mundial, Chiara Lubich, fundadora do Movimento, naquela época com 23 anos, com as suas primeiras companheiras fizeram uma forte experiência: diante daquela dolorosa situação, constatavam que tudo passa, e todos os ideais, passam. E se perguntavam: Existirá um Ideal que não passa? Pelo qual vale a pena dar a própria vida? Deus deu-lhes a resposta: Sim!, existe um Ideal que não passa: Deus! Vive por Ele esta vida breve que vocês ainda podem ter. E assim fizeram de Deus o Ideai de suas vidas.

Não imaginavam porém que esta escolha pessoal de Deus teria feito coisas tão grandes através delas, que eram poucas, pobres e jovenzinhas, no mundo inteiro. Ao cessarem os bombardeios, voltavam para os seus postos de trabalho com esta chama do amor no coração procurando viver concretamente as palavras anteriormente lidas. Vendo-as como pessoas tão diferentes das outras, porque sempre no amor ao próximo, muitos queriam fazer o mesmo e se uniam ao grupo, sejam, outras jovens, crianças, adultos, intelectuais... todos.

Correndo constantemente para os refúgios anti-aéreos levavam sempre consigo o Evangelho para descobrir como amar a Deus concretamente, quanto tempo de vida tinham. Numa destas páginas, descobriram que estava todo o programa de suas vidas: em João Cap. 17. onde Jesus pede ao Pai "que todos sejam um"... a UNIDADE. A partir de então, tudo o que faziam, era em função da realização deste Testamento de Jesus. E ao terminar a guerra já era 500 pessoas que procuravam colocar o Evangelho em prática com elas e foi assim que nasceu o costume de viver cada mês uma frase do Evangelho que chamamos de "Palavra de Vida" e hoje. este movimento já está espalhado em 186 países, e milhões de pessoas de algum modo experimentam a vivência do Evangelho proposto pelo Movimento, no qual existem várias formas de se empenhar independentemente da idade ou da vocação à qual Deus os chamou.

O Movimento sentiu-se especialmente chamado a trabalhar pelo revigoramento da Unidade entre os católicos, pela busca da unidade entre os cristãos no campo do Ecumenismo, pela construção de uma rede de diálogos com fiéis de outras religiões, e com o mundo ateu.

Aqui em Ilheus. O Movimento Dos Focolares Se Reunem Todos Os 1ª Sabados de Cada Mês As 16:00 h No Instituto Nossa Senhora Da Piedade Coparecem e Vamos Todos Nós Ser Uma Familia

Papa coloca sínodo nas mãos de Maria


CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI quis confiar a Maria hoje, publicamente, o recém-inaugurado Sínodo Especial para o Oriente Médio, durante a oração do Ângelus com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Ele realizou este gesto levando em consideração "o quanto nossos irmãos e irmãs do Oriente Médio veneram a Virgem Maria. Todos a veem como Mãe solícita, próxima em todo sofrimento, como Estrela de esperança".

O Papa explicou aos presentes o significado profundo deste sínodo, ao mesmo tempo em que pediu orações por ele.

"Esta extraordinária reunião sinodal, que durará duas semanas, une no Vaticano os pastores da Igreja que vive na região médio-oriental, uma realidade muito variada: nessas terras, de fato, a única Igreja de Cristo se expressa em toda a riqueza de suas antigas tradições."

Nesses países, "marcados por profundas divisões e feridos por longos conflitos, a Igreja está chamada a ser sinal e instrumento de unidade e reconciliação, sobre o modelo da primeira comunidade de Jerusalém", afirmou.

"Esta tarefa é árdua, desde o momento em que os cristãos do Oriente Médio se encontram suportando condições de vida difíceis, tanto no âmbito pessoal como familiar e de comunidade. Mas isso não deve nos desanimar", acrescentou.

Rosário

Por outro lado, o Papa recordou que outubro é o mês do rosário. "Portanto, somos convidados a deixar-nos guiar por Maria nesta oração, antiga e sempre nova, que é especialmente querida por Ela, porque nos conduz diretamente a Jesus, contemplado em seus mistérios de salvação: gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos."

"Seguindo os passos do venerável João Paulo II, eu gostaria de recordar que o terço é uma oração bíblica, toda entretecida de Sagrada Escritura."

É também, explicou, "oração do coração, na qual a repetição 'Ave Maria' orienta o pensamento e o afeto a Cristo e, portanto, torna-se súplica confiada à sua e nossa Mãe".

"É oração que ajuda a meditar na Palavra de Deus e a assimilar a comunhão eucarística, segundo o modelo de Maria, que guardava em seu coração tudo o que Jesus fazia, dizia e sua própria presença."

Por isso, nas saudações em diversos idiomas, o Papa convidou os presentes a rezarem o terço, para que, como disse aos peregrinos em espanhol, "a invocação do doce nome de Maria seja para todos uma fonte de consolo e esperança".