quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tempo comum: tempo da evangelização

Para a Igreja e para os cristãos, o “tempo comum”, retomado com a celebração de Pentecostes, “é o tempo da evangelização, da vivência cristã no dia a dia e do testemunho da fé à luz do Mistério Pascal celebrado e com o vigor dos dons da salvação recebidos”.

“É o tempo da perseverança e dos frutos da fé, da esperança e da caridade”, afirma o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo.

Segundo Dom Odilo, a vida cristã pode ser definida como “seguimento de Cristo”. “É estar a caminho com Jesus Cristo, pela vida afora (‘eu estarei sempre com vocês...’), deixando-se atrair sempre mais por ele, aprendendo dele e tentando praticar o que dele aprendemos”.

Os cristãos não vão sozinhos, pois juntos seguem, “no mesmo caminho, tantos outros irmãos, também discípulos do Senhor e membros da Igreja, que nos apoiam e aos quais devemos apoiar; acompanham-nos os santos do céu com sua intercessão e seu exemplo de vida, dando-nos força e coragem para perseverar e seguir em frente”.

Viver “na Igreja” e sentir-se parte dela “é essencial na vida cristã”. Caminhar sozinhos “é muito difícil e desaconselhável; vamos com os irmãos, na Igreja, comunidade de fé, na comunhão dos santos”.

O arcebispo enfatiza que “ninguém é filho de Deus sozinho, nem discípulo solitário do Senhor”. Por isso, “a vida cristã requer a participação nos atos de vida comunitária, como a santa Missa dominical, as outras celebrações da Igreja e os sacramentos”.

“Em tempos de afirmação crescente do individualismo, é necessário cultivar intensamente a dimensão comunitária da fé e da vida cristã. Precisamos aprender novamente a valorizar o Domingo, dia do Senhor ressuscitado no meio de nós; a Missa dominical é fundamental para a vivência cristã”, afirma.

Dom Odilo indica ainda que os católicos, para não esmorecer na fé, devem se alimentar constantemente da Palavra de Deus.

“A Palavra, lida, ouvida e acolhida com fé eclesial, faz-nos crescer na compreensão das coisas de Deus e de sua santa vontade.”

“Somos discípulos e, por isso mesmo, somos sempre ouvintes da Palavra; ela nos dá a direção a seguir na vida, é luz para o caminho; ela nos dá a verdadeira sabedoria de Deus.”

Segundo o cardeal, a vida cristã se traduz também na sintonia com a vontade de Deus. “Não seríamos pessoas de fé verdadeira, se não buscássemos conformar nossa vida com o desígnio de Deus”.

“A forma mais simples e direta de sintonizar com a vontade de Deus é a observância dos mandamentos da Lei de Deus, que continuam sendo a referência moral universal para todas as pessoas. A observância dos mandamentos é completada pela vivência das bem-aventuranças e das obras de misericórdia.”

Dom Odilo destaca ainda que não poderia haver vida cristã “sem oração pessoal, além da comunitária”.

A oração, “compreendida acima de tudo como o colóquio filial com Deus, é expressão e exercício da nossa condição de ‘filhos de Deus’, como nos tornamos pelo Batismo, e mantém viva e constante nossa comunhão com Deus”.

Além disso – prossegue o cardeal – a vida cristã não seria completa “se faltasse a caridade fraterna, vivida de muitas maneiras”.

“O amor ao próximo decorre do nosso amor a Deus e está intimamente ligado a ele; os filhos de Deus são irmãos entre si e devem tecer relações respeitosas, justas e fraternas no convívio social.”

A caridade “deve ser pessoal e também organizada, como expressão da caridade da Igreja. A caridade organizada, como acontece nas obras sociais, cria oportunidades para que muitas pessoas possam aderir a tais iniciativas”, afirma.

Dom Odilo recorda que “é o Espírito Santo que nos capacita para toda obra boa”. “Ele é que nos torna capazes de ‘querer e agir conforme Deus’”.

“Viver como bons cristãos significa, portanto, deixar-se iluminar, inspirar e conduzir pelo Espírito de Cristo. A ele nos confiemos todos os dias”, encerra o cardeal.

terça-feira, 14 de junho de 2011

As funçoes dos Coroinhas

Pastoral dos Coroinhas tem como função:
Servir o altar; acompanhar o celebrante, rezar e participar das celebrações..
O coroinha não é um enfeite. Ele tem uma função importante. Desempenha um ministério, um serviço.

O que é preciso para ser um coroinha?

Para ser coroinha, não são necessários muitos requisitos. Basta fazer o seguinte:
•ter vontade de ajudar e aprender as funções;
•ser disponível para DEUS e para a comunidade;
•espírito sensível: estar atento às necessidades;
•espírito de equipe: ninguém constrói nada sozinho, muito menos a Igreja e o reino de Deus. Portanto, no grupo de coroinhas não deve haver competição, mas entreajuda, companheirismo e amizade;
•esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus ensinou, é preciso esforço para ser bom em casa, na escola e participar para valer da vida da comunidade,
•e o principal: espírito de fé: a celebração eucarística é o momento mais forte da vida da comunidade. É ali que todos celebramos nossas vidas, nossas lutas pela justiça e a fraternidade. Por isso, o coroinha não está no altar como se estivesse fazendo um teatro. Ele esta ali para ajudar a comunidade a rezar. Assim, deve participar da celebração com atenção e piedade.

VOCE É CHAMADO A SER COROINHA...
QUAL É SUA RESPOSTA???

PARÓQUA SÃO JORGE - ILHÉUS-BA

Coordenador: Uilder Jakson - Contato.: 81820563

Bento XVI: priorizar os que se afastaram da Igreja

O desafio de hoje da Igreja, em particular nos países de antigas raízes cristãs, consiste em mostrar a beleza do cristianismo para aqueles que o consideram um obstáculo para alcançar a felicidade, considera Bento XVI.

Por esse motivo, o Papa explicou – na tarde desta segunda-feira, ao participar de um congresso eclesial da diocese de Roma – que buscar a proximidade dos que se afastaram da fé converteu-se em algo “mais urgente que nunca”.

Falando na basílica de São João de Latrão, que estava lotada, o pontífice explicou que a Igreja precisa lançar “uma nova evangelização dirigida a quem, apesar de já ter escutado falar da fé, deixou de apreciar a beleza do cristianismo, ou ainda mais, em ocasiões, consideram-no inclusive um obstáculo para alcançar a felicidade”.

Por isso, explicou que hoje a Igreja deve deixar esta mensagem: “A felicidade que vocês buscam, a felicidade que vocês têm o direito de vivenciar, ela tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, escondido na Eucaristia”.

Na catedral de Roma, o Santo Padre centrou sua intervenção no tema do congresso eclesial: “A iniciação cristã”, ou seja, o caminho que uma pessoa segue para entrar na Igreja e empreender a vida cristã.

O Papa apresentou como proposta algumas palavras que numa ocasião lhe tinha escrito pessoalmente Hans Urs von Balthasar (1905-1988), um dos maiores teólogos do século XX, que dizia: “A fé não deve ser pressuposta, mas proposta”.

“Por si só, a fé não se conserva no mundo, não se transmite automaticamente ao coração do homem; ela deve ser sempre anunciada. O anúncio da fé, por sua vez, para que seja eficaz, deve começar por um coração que crê, que tem esperança, que ama, um coração que adora a Cristo e crê na força do Espírito Santo”, disse.

Segundo o pontífice, “os homens se esquecem de Deus também porque com frequência a pessoa de Jesus é reduzida a um homem sábio e se debilita ou inclusive se nega a divindade”.

“Esta maneira de pensar impede a compreensão da novidade radical do cristianismo, pois se Jesus não é o Filho único do Pai, então tampouco Deus veio visitar a história do homem. Pelo contrário, a encarnação forma parte do próprio coração do Evangelho”, afirmou.

Portanto, alentou “o compromisso por uma renovada estação de evangelização, que não é só tarefa de alguns, mas de todos os membros da Igreja. Nesta hora da história, não é esta talvez a missão que o Senhor nos encomenda: anunciar a novidade do Evangelho, como Pedro e Paulo, quando chegaram a nossa cidade?”, perguntou aos presentes, párocos, catequistas, membros dos conselhos paroquias da Cidade Eterna.

“Há adultos que não receberam o Batismo, ou que se afastaram da fé da Igreja. É uma atenção hoje mais urgente que nunca, que pede que nos comprometamos com confiança, apoiados pela certeza de que a graça de Deus sempre atua no coração do homem”, disse.

Fonte: Zenit

Crescimento econômico deve partir do trabalho

Para combater a crise econômica, é necessário enfrentar o desemprego, para devolver a esperança aos jovens e a credibilidade aos governos dos Estados. Esta foi a mensagem do arcebispo Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas em Genebra, intervindo na 100ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ainda que os países desenvolvidos estejam se recuperando lentamente da crise econômica global – disse Dom Tomasi, segundo informa a Rádio Vaticano -, “as antigas fórmulas para a recuperação e o crescimento econômico estão se mostrando menos certas num ambiente econômico integrado em nível global”, no qual os governos, majoritariamente, não foram capazes de encontrar uma receita “que restituísse o trabalho e incluísse novas oportunidades de emprego” para milhões de pessoas que estão procurando trabalho.

“Portanto – acrescentou -, ainda que a máxima parte dos indicadores macroeconômicos pareça ter recuperado os níveis anteriores à crise, o mercado do trabalho ainda sofre: a taxa de desemprego permanece alta e não dá sinais de retomada a curto prazo, e a longo prazo as previsões são variáveis.”

“A economia mundial – observou o delegado da Santa Sé -, mesmo crescendo num nível estável, não é capaz de criar um suficiente número de postos de trabalho." E "isso é verdade não somente para as economias avançadas, mas também para os mercados emergentes, como a China e a Índia, onde a flexibilidade do trabalho é extremamente baixa", apesar da sua taxa de crescimento superar 10%.

Daqui a necessidade de “fazer o que pudermos para evitar esta possibilidade” de crescimento sem emprego. Entre os mais afetados de cada país estão os jovens, mais de 78 milhões dos desempregados, entre os 15 e os 24 anos, em 2010, uma taxa 2,6% mais alta com relação aos adultos.

Outra categoria fraca do mercado de trabalho – prosseguiu o prelado – são as mulheres. Nos países mais industrializados da OCSE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a taxa de emprego feminino é 20% inferior à dos homens, com pontas de 30% na Itália e no Japão; igualmente, os salários das mulheres são inferiores em 20/30%.

Ainda pior se encontram os trabalhadores domésticos, comumente trabalhadores migrantes, em grande aumento por causa das novas exigências de organização social, mas que em muitos países vivem em condições miseráveis de exclusão, desprovidos de toda proteção sindical e de previdência social.

Daí a esperança – empressada por Dom Tomasi – de que, nesta 100ª conferência da OIT, se aprove uma Convenção ad hoc sobre o trabalho doméstico. Finalmente, o representante vaticano fez votos de que seja reafirmada a importância de uma governance baseada no princípio de subsidiariedade e de representação tripartite (trabalhadores, empreendedores e governos), que seja “uma vantagem no conhecimento integrado 'do mundo real' com relação à ocupação e ao trabalho”.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A vida de Santo Antonio

Do nascimento à Ordem de Santo Agostinho:

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, dia 13 de setembro de 1191, e morreu com 36 anos, dia 13 de junho de 1231, nas vizinhanças de Pádua, Itália. Por isso, é chamado Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares da Igreja, ‘o santo do mundo todo’ chamou Leão XIII.

Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, de famílias ilustres, recebeu o nome de Fernando no batismo. Aos 15 anos, entrou no convento da Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Aí ficou dois anos e pediu para ser transferido para o mosteiro de Santa

Cruz em Coimbra, porque eram tantas as visitas de parentes e amigos, que perturbavam sua paz. Em Coimbra fez filosofia e teologia e foi ordenado padre.

O ingresso na Ordem dos Franciscanos:

Nesse mosteiro de Coimbra, se hospedaram os frades Franciscanos do convento de Santo Antônio dos Olivais, quando viajavam para converter os muçulmanos em Marrocos, na África. Pouco tempo depois, os restos mortais desses frades, martirizados em Marrocos, voltaram a Portugal, para o sepultamento desses heróis em Coimbra, onde morava o Rei de Portugal. Nessa ocasião, ‘Santo Antônio’ sentiu grande desejo de evangelizar Marrocos e imitar os mártires. Por isso, no verão de 1220, entrou para a Ordem dos Franciscanos, mudou seu nome para Antônio, que era o titular do convento franciscano dos Olivais, e foi mandado para Marrocos

No início de novembro de 1220, Antônio desembarcou em Marroços, mas terrível enfermidade o reteve na cama todo o inverno e resolveram devolve-lo para Portugal. O navio de volta a Portugal foi levado pelos ventos para a Itália. Desembarcou na Sicília e se dirigiu para Assis, onde se encontrou pela primeira vez com São Francisco. Então, participou de um Capítulo Geral da Ordem, que começou a 20 de maio de 1221, em Assis.

Não demorou para se revelar como excelente orador e pregador, em setembro de 1221, fazendo o sermão em Forli, na ordenação sacerdotal de franciscanos e dominicanos. Surpreendeu o Provincial e todos ficaram maravilhados.

Por isso, o Provincial o encarregou da ação apostólica contra os hereges na região da Romanha. e no norte da Itália, quando se tornou extraordinário pregador popular. Em Rimini, os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões. Então, apelou para o milagre. Foi à costa do Adriático e começou pregar aos peixes, que acorreram em multidão, mostrando a cabeça fora da água. Este milagre invadiu a cidade com entusiasmo e os hereges ficaram envergonhados.

Após alguns anos de frade itinerante, foi nomeado, por carta, por São Francisco, o primeiro ‘Leitor de Teologia’ da Ordem. Mas, este magistério de teologia para os franciscanos de Bolonha demorou pouco porque o Papa mobilizou todos os pregadores dominicanos e franciscanos para combater a heresia albigense na França.

Por isso, passou três anos, lecionando, pregando e fazendo milagres no sul da França – Montpellier, Toulouse, Lê Puy, Bourges, Arles e Limoges. Como ocupava o cargo de custódio do convento de Limoges, foi para Assis participar do Capítulo Geral da Ordem, convocado por Frei Elias, a 30 de maio de 1227. Nesse Capítulo foi eleito Provincial da Romanha, cargo que ocupou com êxito até 1230. Em 1229, foi morar com os seus irmãos franciscanos, perto de Pádua, no convento de Arcella, em Camposampiero.

A morte de Santo Antonio:

Nesse lugar retirado, a pedido do Cardeal de Óstia, dedicou-se a escrever os sermões das festas dos grandes santos e de todos os domingos do ano. Mas sempre saia para pregações, por exemplo, durante a Quaresma, até morrer, por uma hidropisia maligna, na sexta-feira, de 13 de junho de 11231.

Foi tanta a repercussão de sua morte e tantos os milagres, que, onze meses após sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e continua intacta até hoje, numa redoma de vidro, na Basílica de Santo Antônio, em Pádua, onde estão seus restos mortais.

Mais tarde, em 1934, foi declarado Padroeiro de Portugal.
E em 1946, o Papa Pio XII proclamou Santo Antônio ‘Doutor da Igreja’, com o título de ‘Doutor Evangélico’. Santo Antônio não perdeu sua atualidade e é invocado pelo povo cristão, até hoje, para curar doença, achar coisa perdida

Devoções a Santo Antonio

É invocado como protetor de coisas perdidas, porque em Montpellier, na França, onde lecionava e pregava, um noviço franciscano saiu do convento e roubou seus comentários escritos sobre os salmos. Ele rezou para que o ladrão lhe devolvesse a preciosa obra. Arrependido, o ladrão voltou e lhe devolveu o livro manuscrito. Daí o fato de ser invocado para encontrar coisas perdidas.

Também, na França, uma senhora de Toulouse, por ter alcança do uma grande graça, por intercessão de Santo Antônio, resolveu levar pães à igreja, para que fossem abençoados e distribuídos aos pobres. Daí vem a tradição de se abençoar os pães de Santo Antônio, no dia 13 de junho, para se crescer no amor para com os pobres e para se buscar a restituição da saúde a muitos de nossos doentes.

A devoção a Santo Antônio teve desenvolvimento popular surpreendente. O folclore brasileiro e italiano é rico em alusões ao poder milagroso do santo para casamento e para encontrar coisa perdida.

O fato é que Santo Antônio não decepciona nunca seus devotos.

Em 1981, para celebrar 750 anos da morte de Santo Antônio, foi aberto seu túmulo, Seu esqueleto estava sem carne e muito bem conservado, sem o antebraço esquerdo e o maxilar inferior, tirados para relíquia em séculos passados. Mereceu 9 geniais sermões do padre Antônio Vieira.

Bento XVI: Espírito Santo é quem dá vida à Igreja

O Espírito Santo é quem guia a Igreja e a torna capaz de cumprir sua missão, afirmou hoje o Papa, ao introduzir a oração do Regina Caeli na Praça de São Pedro.

Citando o beato italiano Antonio Rosmini, o Santo Padre afirmou que, “no dia do Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou (…) sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo, não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.

O Espírito Santo, "que é o ‘Senhor da vida’ - como recitamos no Credo -, está unido ao Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade”.

“Provém de Deus como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado.”

Ele, “incorpóreo e imaterial”, outorga “os bens divinos, sustenta os seres viventes, para que ajam em conformidade com o bem”.

“Como Luz inteligível, dá significado à oração, confere vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”, acrescentou o Papa.

Este Espírito é quem cria nos cristãos “a fé no momento do nosso Batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e consequentes, segundo a imagem do Filho unigênito”.

Após o Regina Caeli, o Papa quis propor aos presentes o exemplo de um sacerdote alemão, Alois Andritzki, que, com apenas 28 anos de idade, foi executado no campo de concentração de Dachau e que será beatificado amanhã, em Dresde.

Por último, dirigiu-se aos jovens, recordando-lhes que na próxima terça-feira se comemorará o Dia Mundial do Doador de Sangue.

São “milhões de pessoas que contribuem, de forma silenciosa, para ajudar os irmãos em dificuldade. Dirijo a todos os doadores uma cordial saudação e convido os jovens a seguirem seu exemplo”, concluiu.

Fonte: Zenit

Atacar a Igreja é rentável, mesmo sem fundamento

Talvez o anticatolicismo seja o último preconceito aceitável na sociedade atual, mas o escritor e jornalista canadense Michael Coren não acha que ele deva ser aceito tão facilmente.

Em seu livro Why Catholics Are Right (Por que os católicos estão certos), publicado em inglês pela McClelland and Stewart e sem tradução em português até agora, ele analisa as críticas mais comuns contra a Igreja. Coren, de família laica e filho de pai judeu, tornou-se católico depois dos vinte anos de idade.

Ser judeu o ajudou na carreira, mas, como ele conta na introdução do livro, a fé católica lhe causou a perda de dois postos de trabalho e muitas portas fechadas nos meios de comunicação.

Ele encara depois um tema que preferiria não ter que abordar: o escândalo dos abusos do clero. Reconhece o imenso dano causado a muitas pessoas, mas também sustenta que algumas críticas foram além do que seria justificável.

“Os abusos não dizem nada sobre o catolicismo”, insiste Coren. Os críticos ansiosos por demonstrar que os abusos são vinculados às estruturas ou aos ensinamentos da Igreja ignoram o fato de que também ocorrem abusos em outras igrejas e religiões com a mesma freqüencia ou até mais.

“Como resultado das lições do escândalo, a Igreja católica é agora um dos lugares mais seguros para os jovens”, afirma Coren. Esses fatos deveriam levar a uma condenação dos abusos, mas não a uma condenação da Igreja, conclui o escritor.

Outro capítulo se ocupa de acontecimentos históricos como as cruzadas e a inquisição. É verdade que a Igreja nem sempre agiu da melhor maneira, admite ele, mas, em geral, ela sempre esteve eticamente à frente do seu tempo e se manteve como uma força para o bem, argumenta.

As cruzadas

Coren precisa que a Terra Santa era cristã e, posteriormente, foi invadida pelos muçulmanos. Segundo ele, é um erro considerar as cruzadas como uma espécie de imperialismo ou colonialismo. Ao contrário, muitas famílias nobres foram à bancarrota com os gastos de armar um cavaleiro e mantê-lo com seu séquito nas cruzadas.

Estudos modernos desmentem que a maioria dos cruzados eram filhos de famílias pobres em busca de butim. Pelo contrário, tratava-se normalmente da elite da cavalaria europeia, explica o autor.

Nos territórios conquistados pelas cruzadas, a população muçulmana pôde seguir a vida normal e não houve nenhuma tentativa séria de convertê-la ao cristianismo.

"As cruzadas não foram o momento mais bonito da história cristã, é claro, mas também não foram as caricaturas infantis da consciência pesada ocidental moderna, nem a paranóia contemporânea muçulmana", responde.

Quanto à inquisição, ele afirma que a premissa subjacente é que os católicos são maus e que só a Igreja poderia organizar algo tão horrível como a inquisição. “Isto é simplesmente ridículo”, afirma Coren. Para começar, foram assassinados mais homens e mulheres em poucas semanas da ateia Revolução Francesa do que durante um século de inquisição. Também houve inquisições em vários países protestantes, voltadas principalmente contra os suspeitos de bruxaria.

Tortura

O objetivo da inquisição era combater os erros doutrinais e as heresias, explica Coren. Existia a tortura, mas aplicada quase sempre pelas autoridades laicas. A inquisição não a usava nem mais nem menos do que o resto dos órgãos judiciais da época, acrescenta.

A maior parte das críticas se concentra na inquisição espanhola. Coren se pergunta por que se prestou tão pouca atenção aos massacres e à tortura realizados contra muitos católicos na Inglaterra de Henrique VIII e da Rainha Elisabete I.

É verdade que os papas apoiaram inicialmente a inquisição espanhola, mas ela se tornou rapidamente um órgão do estado e da monarquia. Depois da derrota final dos muçulmanos na Espanha, um grande número deles e de judeus se converteu ao catolicismo. Muitas conversões foram genuínas, mas, sendo vantajoso política e economicamente dizer-se católico, outras muitas “conversões” não passaram de fachada. A inquisição, então, investigou a autenticidade dos conversos.

Houve abusos, afirma Coren, mas a Espanha não sofreu as sangrentas guerras de religião que afetaram muitos outros países europeus, por exemplo. Segundo ele, a Inquisição passou despercebida até meados do século XIX, quando escritores anticatólicos a utilizaram e distorceram para atacar a Igreja.

Outra crítica frequente à Igreja tem a ver com sua riqueza.

É verdade que existe uma grande quantidade de riquezas no Vaticano, em seus museus abertos a todos. A Igreja preservou essas obras de arte durante séculos e as guarda como patrimônio da humanidade, observa o autor.

A possibilidade da venda dessas obras de arte e de dar o dinheiro aos pobres seria apenas um ato isolado, cujos benefícios materiais acabariam rapidamente, sem resolver nada do problema da pobreza no mundo. Já a conservação dos tesouros artísticos para o futuro os mantém à disposição de todos, em vez de encerrá-los em coleções privadas. Além disso, prossegue Coren, a Igreja católica constrói e gerencia hospitais e escolas e toca um número imenso de obras de caridade no mundo inteiro.

Vida e sexualidade

Outro dos capítulos do livro explora os temas da vida e da sexualidade. A Igreja é objeto de ataques constantes por causa da sua postura em temas que vão do aborto aos preservativos e anticoncepcionais.

A postura da Igreja não se baseia apenas em crenças morais, mas também na ciência e nos direitos humanos, defende Coren.

Ele assinala que a afirmação de que existe uma nova vida desde o momento da concepção tem um sólido fundamento biológico. O feto é uma vida humana diferente e como tal deveria ter o direito de existir. Apesar disso, nos últimos anos, os pró-vida foram tachados frequentemente de extremistas fanáticos.

Por outro lado, ainda que a sociedade contemporânea se considere mais progressista e tolerante que qualquer outra do passado, as pessoas com deficiência no ventre materno são assassinadas deliberadamente.

Quando se trata da postura da Igreja a respeito da utilização para pesquisa de células-tronco embrionárias, isso é utilizado por seus oponentes para acusá-la de ser um obstáculo à cura de enfermidades que poderiam ser vencidas em um futuro próximo.

A verdade é, no entanto, que não houve êxito algum com as células-tronco embrionárias, em contraste com os êxitos obtidos com células-tronco de adultos, algo que a Igreja não se opõe, aponta Coren.

Quanto ao tema dos preservativos e dos anticonceptivos, a Igreja adverte há décadas que sua disponibilidade seria prejudicial para a sociedade. De fato, Coren assinala que, desde a advertência, tem havido um aumento constante das enfermidades de transmissão sexual, do divórcio, das rupturas familiares, e a sexualidade passou a se converter em muitos casos de uma ato de amor para uma mera troca de fluidos corporais.

Difamar a Igreja e Bento XVI por se opor ao uso de preservativos no esforço por controlar a Aids/SIDA é outro caso mais de injustiça, afirma Coren. Confiar no uso de preservativos simplesmente não tem funcionado na África. Pelo contrário, os programas baseados na abstinência e na fidelidade têm tido grande êxito.

O livro de Coren trata muitos outros temas e não desperdiça oportunidades de defender a Igreja contra o que considera de ataques mal informados. Seria uma útil ajuda para quem está interessado em responder aos ataques tão frequentes contra a Igreja.

Fonte: Zenit

domingo, 12 de junho de 2011

Liturgia da Palavra

Missa da Solenidade de Pentecostes

PRIMEIRA LEITURA

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam.
3Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
5Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
7Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Enviai o vosso Espírito, Senhor,/ e da terra toda a face renovai!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

— Se tirais o seu respiro, elas perecem/ e voltam para o pó de onde vieram./ Enviais o vosso espírito e renascem/ e da terra toda a face renovais.

— Que a glória do Senhor perdure sempre,/ e alegre-se o Senhor em suas obras!/ Hoje lhe seja agradável o meu canto,/ pois o Senhor é a minha grande alegria!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 3bNinguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.
13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 11 de junho de 2011

Falecimento da mãe de Padre Tota

Faleceu no dia, 09/07/2011, a mãe de Padre Tota, a Senhora Dona Lourdes. Ela estava há mais de 30 dias no hospital em Itabuna.
Acontecerá hotem dia 10/06/2011, as 16h00 na Igreja Matriz de Floresta Azul a missa de Corpo Presente, e logo em seguida o sepultamento.

Pedimos que reze por ele e pelos irmãos.

Fonte: Católicos de Ilhéus

Festa do Divino Espirito Santo padroeiro do Hernani Sá

No Sábado dia 11/06:
Magia do Samba
Conexão Praieira
Xuxu e A feira (aguardando presença de outra banda) e Novenário ás 19:30

E no domingo dia dos namorados e final da Festa do Divino Espírito Santo a programação seguirá da seguinte forma:

9:00h – Missa
11:30h – Procissão
12:20h – Apagação do Círio Pascal
12:30h – Quermesse
14:00h – Bingo
Terá vários de tipos de kitutes para degustar inclusive, um delicioso Sarapatel. A Festa proseguirá com as seguientes atrações:
A partir das 16:00h:
Grupo Tudo A Ver
Banda Kizila
Banda A Côrte
Mácio Santos e Encerrando a Festa do Divino;
Alana Lima e Nego.
Segundo Alex Lima, coordenador da Festa de Largo, este ano muitos músicos de Ilhéus sensibilizados com o objetivo do evento estão lhe procurando para dar a sua contribuição e, nós da comunidade do Hernane Sá e da Paróquia São Francisco de Assis, estamos muitos felizes com essa manifestação dos músicos e eles estão de parabéns, pois todos que subiram no palco, agradaram e muito. Obrigado a vocês músicos e coloboradores que de alguma forma estão contribuindo para a realização da Festa do Divino E. Santo deste ano, em especial a Prefeitura Municipal a Secretaria de Turísmo na pessoa do Sr. Paulo Moreira,a Secret. do Meio Ambiente, de Serviços Urbanos e o Vice- Prefeito Mário Alexandre entre outros.

Fonte: Católicos de Ilhéus