terça-feira, 3 de maio de 2011

João Paulo II, homem que "vivia de Deus"

João Paulo II foi "um homem de fé, um homem de Deus, que vivia de Deus": estas são as palavras com as quais o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, definiu o novo beato da Igreja Católica hoje, ao presidir, no átrio da Basílica de São Pedro, a Celebração Eucarística em ação de graças pela beatificação do Papa João Paulo II.

Em sua homilia, o purpurado sublinhou que a vida de Karol Wojtyla se distinguiu por um "diálogo de amor entre Cristo e o homem", que o levou "não só ao fiel serviço à Igreja, mas à sua pessoal e total dedicação a Deus e aos homens, que caracterizou seu caminho de santidade".

"Nós todos nos lembramos como, no dia do funeral, durante a cerimônia, em certo momento o vento delicadamente fechou o Evangelho colocado sobre o caixão", recordou.

"A partir deste Livro, ele descobriu os planos de Deus para a humanidade, para si, mas principalmente conheceu Cristo, seu rosto, seu amor, algo que para Karol foi sempre um convite à responsabilidade. À luz do Evangelho, ele leu a história da humanidade e de cada homem e mulher que o Senhor colocou no seu caminho."

"Daqui, do encontro com Cristo no Evangelho, brotava a sua fé", acrescentou.

Vida de oração

A vida de João Paulo II, explicou o cardeal Bertone, "era uma oração contínua, constante, uma oração que abraçava com amor cada habitante do planeta Terra, criado à imagem e semelhança de Deus e, portanto, digno de todo respeito".

"Graças à fé, que ele expressava sobretudo na sua oração, João Paulo II foi um autêntico defensor da dignidade de cada ser humano e não um mero defensor de ideologias políticas e sociais", acrescentou.

"Sua relação com cada pessoa se sintetiza com a frase maravilhosa que ele escreveu: ‘O outro me pertence'."

Sua oração, continuou, "a intercessão constante por toda a família humana, pela Igreja, por toda a comunidade de crentes, em toda a terra, era mais eficaz pelo sofrimento que marcou as diversas fases da sua existência".

"Não será daqui - da oração relacionada aos seus muitos eventos dolorosos e os dos outros - que nascia sua preocupação pela paz no mundo, pela coexistência pacífica entre os povos e nações?", perguntou-se.

Reconhecimento

"Hoje, damos graças a Deus por nos dar um Pastor como ele. Um pastor que sabia ler os sinais da presença de Deus na história humana e que anunciava depois suas grandes obras em todo o mundo e em todas as línguas. Um Pastor que tinha enraizado em si o sentido da missão, do compromisso de evangelizar, de proclamar a Palavra de Deus em todos os lugares", declarou o secretário de Estado.

Ele também enfatizou do beato que foi "uma testemunha tão confiável, tão transparente, que nos ensinou a viver a fé e defender os valores cristãos, começando pela vida, sem complexos, sem medos - como deve ser o testemunho da fé, com coragem e coerência".

"Agradecemos ao Senhor por nos dar um Papa que ofereceu à Igreja Católica não só uma projeção universal e uma moral no âmbito global", mas também "uma visão mais espiritual, mais bíblica, mais focada na Palavra de Deus".

Graças a ele, sublinhou, a Igreja "tem conseguido renovar-se, lançando uma ‘nova evangelização', intensificando as relações ecumênicas e inter-religiosas, e encontrar caminhos para um diálogo fecundo com as novas gerações".

João Paulo II, acrescentou, "era um homem verdadeiro porque estava intimamente ligado Àquele que é a Verdade. Seguindo Aquele que é o Caminho, foi um homem sempre em caminho, sempre lutando pelo bem de todas as pessoas, pela Igreja, pelo mundo. Foi um homem vivo, porque estava cheio da Vida que é Cristo".

"Nós todos vimos como lhe foi tirado tudo que humanamente poderia impressionar: força física, expressão corporal, capacidade de mover-se e até mesmo a palavra. E então, mais do que nunca, ele confiou sua vida e missão a Cristo, porque só Cristo pode salvar o mundo."

"Ele sabia que a sua fraqueza física tornava Cristo ainda mais claramente presente, esse Cristo que age na história. E, oferecendo os seus sofrimentos a Ele e à Sua Igreja, deu-nos uma última grande lição de humanidade e abandono nos braços de Deus", concluiu.

Bispos temem represálias pela morte de Bin Laden

Os cristãos paquistaneses e filipinos poderiam sofrer uma reação após a morte de Osama Bin Laden, mentor dos ataques às Torres Gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001.

Tanto o arcebispo emérito de Lahore, Lawrence Saldanha, como o bispo de Isabela, nas Filipinas, fizeram declarações neste sentido à agência de notícias católica ‘UCA News'.

"Nós somos um alvo fácil, pois eles não podem atacar os Estados Unidos. Pedimos segurança; o governo deve se certificar de que não haja atos de vingança", disse Dom Saldanha.

Mas apesar do risco de represálias a curto prazo contra os cristãos, a morte de Bin Laden poderia produzir um equilíbrio na sociedade do Paquistão, devastada pela guerra, acrescentou o prelado.

O bispo expressou sua esperança de que a morte do terrorista mais procurado do mundo possa reduzir o radicalismo militante que tomou conta do Paquistão nos últimos anos. "Pelo menos esperamos que as coisas possam melhorar gradualmente", comentou.

"Muitos olharam para Bin Laden como um herói da revolução islâmica. Mas ele foi um modelo de extremismo e uma ameaça à paz mundial. Sua morte vai mudar o perfil do extremismo, assim como o descentralizará e desmistificará", sublinhou o arcebispo.

As forças militares dos Estados Unidos mataram Osama Bin Laden, fundador da Al Qaeda, em Abbottabad, uma cidade da província de Khyber Pakhtunkhwa, após um breve tiroteio.

O presidente dos EUA, Barak Obama, disse que as forças dos serviços de inteligência estavam trabalhando em pistas recebidas no início de agosto e agiram em cooperação com as autoridades de segurança paquistanesas.

Dom Saldanha foi ordenado arcebispo precisamente no dia dos atentados de 11 de setembro.

"Os acontecimentos que se seguiram aos ataques de 11 de setembro afetaram a toda a minha trajetória episcopal e minha vida", disse o prelado, acrescentando que "esses eventos tiveram um grande impacto sobre os cristãos do país, que foram afetados pela violência e, às vezes, massacrados. Eu podia ver como a violência ia piorando a cada dia", disse ele.

Enquanto isso, na Índia, outro líder eclesial pediu que a morte do líder da Al Qaeda não resulte em ataques de represália. O Pe. Babu Joseph, porta-voz da Conferência Episcopal da Índia, lamentou que Bin Laden tenha tido uma morte violenta.

"Ele poderia ter se reformado e abandonado o caminho da violência e do terrorismo, começando uma vida nova de reconciliação e paz", disse o sacerdote do Verbo Divino a ‘UCA News'. O Pe. Joseph também pediu que a morte não se traduzisse em uma escalada de violência ou conduzisse a represálias, como se teme.

"A Igreja nunca apoia a violência ou se associa com a violência. A violência perpetrada por motivos religiosos nunca é aceitável, em nenhuma sociedade civilizada", acrescentou.

Alguns muçulmanos indianos reagiram à morte de Bin Laden a culparam os EUA pela radicalização do terrorista morto pelas forças americanas.

No entanto, para um bispo filipino, "a morte de Bin Laden é um triunfo do bem sobre o mal". Esta foi a reflexão do bispo da prelazia de Isabela, nas Filipinas, Martin Jumoad.

Sua prelazia está localizada na província de Basilan, onde há campos de treinamento de militantes islâmicos de ‘Abu Sayyaf', inspirados pela Al Qaeda, que atacaram frequentemente as comunidades cristãs da região.

Dom Jumoad disse esperar que a morte de Bin Laden "enfraqueça o grupo ‘Abu Sayyaf' em Basilan, dado que seus líderes proclamaram ter recebido ajuda da Al Qaeda, por meio do ‘Jemaah Islamiyah' [congregação islâmica, incluída pelas Nações Unidas na lista de organizações terroristas]".

Pedindo incessantes orações pela paz, Dom Jumoad concluiu: "Espero que as forças de Bin Laden que atuam aqui diminuam e que Basilan finalmente desfrute de paz e segurança".

No entanto, ele reconheceu que poderia haver ataques de retaliação contra os cristãos, quando se espalhou a notícia da morte de Bin Laden.

Fonte: Zenit

Legalizar a prostituição?

A prostituição legalizada tem sido um assunto frequente nos últimos anos. Os defensores da ideia dizem que é melhor regulamentá-la para evitar os abusos e torná-la mais segura, focando na minimização de riscos.

Por outro lado, estudos recentes na região de Camberra, capital da Austrália, indicam que a legalização está longe de ser a solução perfeita. A prostituição foi legalizada no Território da Capital Australiana (TCA) em 1992, mas, em 2008, a morte por overdose de uma prostituta de 17 anos, Janine Cameron, suscitou grande polêmica.

A assembleia legislativa do território promoveu um estudo que resultou em 50 documentos escritos e uma série de audiências públicas agora em curso.

"Não dá para ter relações sexuais com 10 ou 15 homens diferentes por dia sem se afetar, sem abalar a própria valorização, a valorização do sexo e o próprio jeito de construir uma intimidade com outro ser humano", afirmou Julie, pseudônimo de uma das entrevistadas.

Julie começou a trabalhar em um bordel aos 17 anos (ABC News, 8 de abril). Saiu depois de 18 meses, mas conta que não foi fácil mudar de vida e se livrar de uma indústria em que existe muito crime e corrupção. "Foi muito difícil conseguir ter uma relação íntima normal depois".

Violação da dignidade humana

Em documento apresentado após o estudo, a arquidiocese católica de Camberra explica que a Igreja considera a prostituição como uma violação da dignidade humana. As prostitutas prejudicam a sua dignidade porque se reduzem a instrumentos do prazer sexual, enquanto quem paga pelos seus serviços comete uma grave ofensa.

O documento aponta uma série de argumentos sobre o dano causado pela prostituição.

- As prostitutas são alvos fáceis de crimes violentos e correm risco permanente de agressão.

- Muitas mulheres estão na prostituição para sustentar seu vício em drogas ou levantar dinheiro para outras necessidades desesperadas.

- Práticas sexuais sadomasoquistas, que incluem a violência contras as mulheres, são especialmente degradantes para elas.

- A prostituição aumenta notavelmente os riscos graves para a saúde das mulheres, particularmente os de DSTs como aids, herpes e hepatite C.

- A prostituição é ligada à escravidão e ao tráfico sexual de mulheres.

- Quando se legaliza ou se descriminaliza a prostituição, cria-se uma cultura da prostituição, que tem efeitos prejudiciais não só na vida das mulheres que se prostituem, mas na de todas as mulheres que vivem nessa cultura.

- A prostituição prejudica as relações heterossexuais e as famílias. A esposa ou namorada de um homem que utiliza serviços sexuais é notavelmente afetada. Se o homem guarda em segredo o uso desses serviços, quebra os fundamentos da confiança e da honestidade na sua relação. Se os usa abertamente, pode levar à ruptura da sua relação.

- A indústria da prostituição prejudica o ideal das relações igualitárias entre homens e mulheres e tem impacto negativo na família e na sociedade em geral.

- A prostituição não pode ser separada da questão da dignidade das mulheres. A legalização da prostituição significa que o governo e a sociedade em geral estão dispostos a aceitar a desumanização e a coisificação das mulheres.

O caso da Suécia

Uma das recomendações do documento da Igreja católica apresentado à comissão é a adoção do modelo sueco. Em 1998, a Suécia aprovou uma legislação que penaliza a compra, mas não a venda de serviços sexuais. As mulheres e crianças vítimas da prostituição não correm o risco de sanções legais, mas a compra desses serviços é um delito penal.

Esta proposta recebeu o respaldo de um informe oficial, publicado em 2 de julho de 2010, avaliando a legislação sueca desde o seu início em 1999 até 2008.

O relatório revelou que as mudanças atingiram o efeito desejado e mostrou que a penalização da compra de sexo foi um instrumento importante tanto na luta contra a prostituição quanto contra o tráfico de pessoas para fins sexuais.

Segundo o documento, a prostituição de rua na Suécia caiu pela metade após a adoção da nova lei. Antes dessa legislação, a prostituição de rua era mais ou menos igual nas capitais da Noruega, Dinamarca e Suécia. Depois de 1999, porém, a prostituição de rua na Noruega e na Dinamarca aumentou de forma dramática. Em 2008, o número de pessoas que se prostituíam nas ruas norueguesas e dinamarquesas era o triplo do caso sueco.

"Considerando as grandes semelhanças que existem entre esses três países, econômica e socialmente, é razoável assumir que a redução da prostituição de rua na Suécia é resultado direto da penalização", conclui o informe.

É importante observar que a prostituição não mudou de local em decorrência das mudanças na Suécia: ela de fato diminuiu. O relatório aponta que a prostituição resultante de contatos na internet é mais frequente nos países vizinhos. A proibição da prostituição de rua na Suécia, portanto, não a transferiu para a internet.

Por outro lado, o relatório assinala que não há sinais de que a prostituição em salas de massagem, clubes de sexo e em restaurantes e discotecas tenha aumentado nos últimos anos. Não há provas que sugiram que as prostitutas exploradas antes nas ruas agora estejam envolvidas em prostituição em locais fechados.

O relatório diz também que, segundo a Polícia Criminal do país, a proibição contra a compra de serviços sexuais atua como um desmotivador para os traficantes de pessoas e os aliciadores que se estabelecem na Suécia.

A informação da experiência sueca reforça também o que muitos tinham dito tanto neste tema como em outros debates sobre a legalização de práticas polêmicas. Deixa claro que proibir a compra de serviços sexuais teve um efeito normativo e que, após a legalização, houve uma mudança relevante na atitude do público com a compra de serviços sexuais. Significou um elemento eficaz de dissuasão para quem compra sexo.

Opressão

Outro documento submetido à investigação de Canberra vinha do ‘Collective Shout’, que se descreve como “um movimento com campanhas nas ruas preocupado com a coisificação das mulheres e a sexualização das jovens na mídia, publicidade e cultura popular”.

Eles observam que, em nome da minimização dos danos, foram legalizados na década de 90 alguns setores da indústria sexual na Austrália e em países como Holanda e Alemanha.

Não se alcançou, no entanto, o efeito desejado, e o documento apresentado à Comissão afirma que há evidências claras, tanto de estudos acadêmicos como dos governos, de que a postura de minimização dos danos é em si mesma errônea, ao tentar regular a indústria sexual.

Um exemplo claro disso está na relação com o uso de menores na indústria da prostituição. Victoria foi o primeiro Estado australiano a legalizar a prostituição.

Um estudo, que examina a informação de 471 organizações governamentais e não governamentais que trabalha com crianças na Austrália mostra que mais de 3.100 crianças australianas entre 12 e 18 anos tinham tido relações sexuais em troca de dinheiro para sobreviver. Victoria tinha a cifra mais alta da nação, com 1.200.

Outro ponto apresentado foi que muitas mulheres prostituídas tinham sofrido abusos sexuais na infância, abusos físicos, violência doméstica e uso de drogas.

“O modelo de minimização dos danos – ou legalização da prostituição – permite, em essência, a exploração das pessoas mais vulneráveis da sociedade”, afirma ‘Collective Shout’. "É o momento de reconhecer que a ‘profissão mais antiga do mundo’ é atualmente a ‘opressão mais antiga do mundo’”.

Fonte: Zenit

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"O dia esperado chegou! João Paulo II é beato!"

João Paulo II conseguiu, com a força de um gigante, devolver ao cristianismo seu poder de transformar o mundo e fazer que os cristãos deixassem de ter medo de sê-lo, afirmou hoje o Papa, durante a homilia da cerimônia de beatificação do seu predecessor, na Praça de São Pedro.

Diante de mais de um milhão de peregrinos vindos do mundo inteiro para a beatificação em Roma, o Papa Bento XVI definiu o novo beato como um "gigante", que dedicou sua vida a uma "causa": "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!".

A grande tarefa de João Paulo II, explicou, foi superar a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, devolvendo a este último sua força transformadora da sociedade e realizadora das esperanças dos homens.

O Papa polonês, afirmou, "abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante - força que lhe vinha de Deus -, uma tendência que parecia irreversível".

"Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho."

Ou seja, "deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem - ‘Redemptor hominis': foi este o tema da sua primeira encíclica e o fio condutor de todas as outras".

Karol Wojtyla "subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem".

"A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu ‘timoneiro' - o Servo de Deus Papa Paulo VI -, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milênio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar ‘limiar da esperança'."

O Papa polonês "conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história", afirmou.

"Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de ‘advento', numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz."

Wojtyla e o Vaticano II

O Papa Bento XVI quis sublinhar o mérito de João Paulo II de ter aberto as "riquezas do Concílio Vaticano II" a toda a Igreja.

O segredo disso, explicou, foi uma profunda devoção mariana que acompanhou toda a vida do novo beato.

Karol Wojtyla, "primeiro como bispo auxiliar e depois como arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira".

"Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz", afirmou o Papa.

Recordou as palavras do testamento do seu predecessor, dirigidas pelo cardeal Stefan Wyszyński: "A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milênio".

João Paulo II acrescentou, a seguir: "Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande patrimônio a todos aqueles que são e serão chamados a realizá-lo".

Há seis anos

Bento XVI quis recordar o funeral de João Paulo II, há 6 anos, nessa mesma Praça de São Pedro: "Se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento".

"Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele", afirmou.

Por isso, explicou, "quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!".

No final da homilia, o Papa quis dar seu próprio testemunho sobre o novo beato, com quem trabalhou durante mais de 20 anos.

"Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa", afirmou.

Destacou duas de suas características, como homem de oração e testemunha diante do sofrimento: "Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério", disse.

"Depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma ‘rocha', como Cristo o quis", acrescentou.

"A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia."

"Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu - nós te pedimos - a sustentar a fé do Povo de Deus", concluiu.

Uma noite sem dormir

Do alto da Columnata de Bernini, à esquerda da Basílica de São Pedro, onde jornalistas, fotógrafos e canais de televisão focalizam a beatificação de João Paulo II, a praça parece invadida pela Polônia, com um mar de bandeiras brancas e vermelhas.

Inclusive a bandeira em que se lê "Vancouver" na verdade representa poloneses, ainda que sejam imigrantes.

Eles vieram para homenagear “seu” Papa e ontem chegaram em massa, de ônibus, trem, automóvel, avião. Por causa de seu grande número, à noite, as forças de segurança abriram com muita antecedência a entrada da Praça de São Pedro. Em vez das 5h30, como previsto, eles começaram a entrar às 2h da manhã.

Um grupo que incluía algumas religiosas dormia em uma das ruas próximas do Vaticano, a Borgo do Santo Espírito, em sacos de dormir, para poder entrar entre os primeiros e ter um bom lugar na beatificação.

Para eles, Karol Wojtyla é um guia espiritual e um ponto de referência para a história nacional, em um momento de incerteza social e política: “Polônia, quo vadis?" ["aonde vais?"], podia-se ler em um cartaz.

Aos pés do átrio da Basílica de São Pedro se podiam ver hóspedes de honra: enfermos em cadeiras de rodas, acompanhados por voluntários.

Às 3h da manhã, 70 cadeiras de rodas, das quais 9 eram para crianças, encontravam-se “estacionadas” em fila na praça do Santo Ofício, vigiadas por voluntários da União Italiana para o Transporte de Enfermos a Lourdes e Santuários Internacionais (UNITALSI).

“Quanta força João Paulo II infundiu nos enfermos com seu exemplo, suportando o sofrimento sem se render nem escondê-lo”, comentou com ZENIT Bruno Rosi, que trabalha como voluntário há dez anos.

“Estar próximo das crianças deficientes é o mais difícil, mas depois algo desperta dentro de ti e são eles que acabam fazendo que te sintas bem”, acrescentou.

“João Paulo II sempre estará em meu coração – afirma –: é o papa que me fez regressar à Igreja com sua humanidade, com sua capacidade de tomar em seus braços as crianças, de abraçar uma mulher, de brincar com os jovens, de acariciar os enfermos.”

Uma grande bandeira, também branca e vermelha, impõe-se ao fundo da Praça de São Pedro: “Não tenhais medo. Abri de par em par as portas a Cristo”.

Foi a inauguração e a síntese do pontificado de João Paulo II, o conselho que ficou na mente de todos, o alento que consola, também os voluntários, que às 3h da manhã bebiam um café quente para despertar.

Entre os que se preparavam durante a noite para a beatificação não faltavam os representantes das associações e movimentos eclesiais.

Salvatore Martínez, presidente da Renovação no Espírito (movimento carismático) na Itália, confessa que se considera uma "feliz testemunha" de um tempo “que se caracterizou pelo protagonismo do laicato carismático, do qual João Paulo II esperava muito”.

Sua lição fundamental: “não pode existir autêntica promoção humana sem fé autêntica”. “O espírito de João Paulo II, que é o do Concílio – afirma Martínez – tem de viver em nós, geração do terceiro milênio, que terá de se caracterizar pelo protagonismo dos leigos”.

"Wojtyla – afirma Franco Miano, presidente da Ação Católica Italiana – pôs novamente no centro da atualidade dos crentes o tema da santidade, que é uma vida plena em todos os sentidos, antes de tudo através do exemplo de vida, capaz de viver verdadeiramente todas as fases da existência, inclusive as que se caracterizam pelo sofrimento”.

Enquanto isso, ainda durante a noite de sábado para o domingo, a cruz de madeira da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) corria o risco de não conseguir regressar a sua casa, o Centro Internacional de Jovens São Lorenzo, que se encontra junto ao Vaticano.

Os policiais que controlavam os pontos de acesso só permitiam a passagem do responsável australiano, Bernard Morousic, e do grupo de jovens que tinha levado a cruz a uma vigília no centro de Roma. Mas a cruz era barrada.

Meia hora depois a própria polícia escoltou a cruz, que fora presenteada por João Paulo II aos jovens e normalmente fica guardada em Roma.

A alvorada não foi uma surpresa para os peregrinos. Eles estavam confiantes num dia de tempo bom.

Quando Bento XVI chegou ao local de onde presidiria a beatificação, surgiu o primeiro grande aplauso.

Durante a cerimônia, enquanto o cardeal Agostino Vallini, vigário geral de Roma, lia o pedido oficial da beatificação, a multidão voltava a aplaudir. Lembrou o “santo subito” (“santo já”) ecoado na mesma Praça de São Pedro, no dia das exéquias do pontífice, a 8 de abril de 2005.

Vallini recordou as etapas da vida e pontificado do beato. A multidão volta a aplaudir com vigor quando é citado o dia 22 de outubro de 1978, início do ministério petrino de Wojtyla.

“Com Nossa Autoridade Apostólica concedemos que o Venerável Servo de Deus João Paulo II, papa, de agora em diante seja chamado Beato e que se possa celebrar sua festividade nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo direito, todo ano a 22 de outubro”, disse o Papa em latim.

Mais aplausos, enquanto descerrava o véu que cobria a imagem de Karol Wojtyla, sob o balcão central da Basílica de São Pedro.

Fátima em júbilo pela beatificação

Fátima viveu hoje um momento particular, no dia em que o Beato João Paulo II subiu aos altares.

Segundo informa a Sala de Imprensa do Santuário, desde manhã cedo, à chegada ao Santuário, os peregrinos rumavam à Capelinha das Aparições.

O local estava especialmente ornamentado com as muitas flores ali deixadas, e, ontem e hoje em especial, até junto da estátua de João Paulo II no adro da Igreja da Santíssima Trindade.

A ladear o altar do Recinto de Oração, várias telas evocam as peregrinações de João Paulo II a Fátima, em Maio de 1982, 1991 e 2000, e outros símbolos da sua devoção a Nossa Senhora, como uma imagem de pormenor da coroa de Virgem que tem incrustada a bala oferecida pelo Sumo Pontífice a Nossa Senhora.

Assim como nas habitações e estabelecimentos comerciais por toda a cidade de Fátima, também no Recinto de Oração, impressa numa das grandes telas, uma frase é dirigida ao novo beato da Igreja: “Beato João Paulo II, rogai por nós”.

“A Igreja comove-se de gratidão. Olhando para a beatificação de João Paulo II. (…) Esta beatificação corresponde também à fé e ao pressentimento da multidão que tomava parte ‘adeus’ final (o enterro) gritando deste modo: “Santo, súbito! (Santo, já!) ”, destacou D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco.

O prelado presidiu à Eucaristia celebrada às 11h, em que participaram milhares de peregrinas, em especial portugueses e de Espanha, mas também oriundos de outros países como a Alemanha, a Correia do Sul, Itália (5 grupos), Irlanda e Líbano.

Ainda no momento da homilia, o bispo recordou as palavras proferidas por João Paulo II no início do seu pontificado - “Não tenhais medo”, para lembrar que a exortação continua atual neste momento de crise.

Vigília

Na vigília da beatificação, celebrada na noite desse sábado no Circo Máximo, em Roma, em conexão televisiva com diferentes santuários do mundo, coube a Fátima, na recitação do Rosário, rezar o 5º mistério.

No Santuário, centenas de peregrinos de diversas nacionalidades acompanharam a transmissão televisiva que unia Roma e o mundo à Capelinha das Aparições. Ali se rezou na intenção da Igreja.

domingo, 1 de maio de 2011

Liturgia da Palavra

Missa do 2ª Domingo da Páscoa

PRIMEIRA LEITURA

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Os que se haviam convertido 42eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações.
43E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um.
46Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. 47Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom;/ eterna é a sua misericórdia!

— A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Aarão agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ Os que temem o Senhor agora o digam:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— Empurram-me, tentando derrubar-me,/ mas veio o Senhor em meu socorro./ O Senhor é minha força e o meu canto,/ e tornou-se para mim o Salvador./ “Clamores de alegria e de vitória/ ressoem pelas tendas dos fiéis”.

— “A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular.”/ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!/ Este é o dia que o Senhor fez para nós,/ alegremo-nos e nele exultemos!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Pedro:

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.
5Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações.
7Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.
8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Festa de São Jorge é Celebrada com Júbilo em Ilhéus

A Tradicional Festa de São Jorge dos Ilhéus, Foi celebrada hotem (30), Pois a verdadeira data dia 23, esse ano caiu no sabádo santo, por esse motivo a festa foi tranferida, Mais mesmo assim os devoltos de São Jorge nao abandonaram a festa e compareceram em massa na Santa Missa e em seguida na Procissão luminosa que percorreu as principais ruas de Ilhéus até chegar a Igreja Matriz de São Jorge.

Veja Algumas Fotos da Festa:


Texto e Fotos: Pedro Roberto


João Paulo II visto por Bento XVI

Bento XVI tinha uma elevada opinião de seu predecessor, João Paulo II, afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Em seu editorial para o semanário informativo ‘Octava Dies’, do Centro Televisivo Vaticano, Lombardi afirma que Bento XVI “é o primeiro Papa dos tempos modernos que pode proclamar beato seu predecessor, de quem foi durante mais de duas décadas um de seus principais colaboradores”.

Entre as muitas vozes que nestes dias oferecem seu testemunho sobre João Paulo II – afirma o porta-voz vaticano –, “é justo escutar em particular a sua”, recordando a entrevista que Bento XVI concedeu à Televisão Polonesa em outubro de 2005.

Lombardi recorda no editorial algumas das frases que o pontífice pronunciou sobre seu predecessor durante aquela entrevista, que ZENIT publicou em seu serviço de 16 de outubro de 2005 (Cf. http://www.zenit.org/article-9090?l=portuguese).

“No que diz respeito ao mundo, criou uma nova sensibilidade pelos valores morais, pela importância da religião no mundo”, dizia Bento XVI. “Todos os cristãos reconheceram – não obstante as diferenças – que é ele o porta voz da cristandade. Mas também para a não cristandade e para as outras religiões, era ele o porta-voz dos grandes valores da humanidade.”

E também “soube entusiasmar a juventude por Cristo. Que a juventude se tenha entusiasmado por Cristo e pela Igreja e também por valores difíceis, podia consegui-lo somente uma personalidade com aquele carisma; somente Ele podia dessa maneira mobilizar a juventude do mundo pela causa de Deus e pelo amor de Cristo”.

Por fim – dizia o Papa naquela ocasião –, “era o homem do Concilio (...). Ajuda-nos a ser verdadeiramente Igreja do nosso tempo e do tempo futuro”.

“Deus, Jesus Cristo, a unidade dos cristãos, o diálogo entre as religiões pelo bem da pessoa e de toda a humanidade: são desde o primeiro dia de pontificado as prioridades do Papa Bento”, sublinha Federico Lombardi.

“É a herança que recolhe de seu predecessor. Não só como indicação operativa, mas como poderosa inspiração espiritual, que surge de seu testemunho e de sua viva e contínua presença espiritual no caminho do Povo de Deus”, conclui.

Papa: rezar pelos profissionais da comunicação

No mês de maio, Bento XVI pede aos fiéis que rezem pelos que trabalham nos meios de comunicação.

Essa é a proposta da intenção de oração para o quinto mês do ano, contida na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por 50 milhões de pessoas dos cinco continentes.

“Para que todos aqueles que trabalham nos meios de comunicação respeitem sempre a verdade, a solidariedade e a dignidade de cada pessoa”, diz a intenção geral.

Todo mês, o pontífice propõe também uma intenção missionária. A de maio diz: “Para que o Senhor dê à Igreja na China o dom de perseverar na fidelidade ao Evangelho e crescer na unidade”.