quarta-feira, 29 de junho de 2011

Comunicado

Informamos que eu Pedro estarei participando de um retiro religioso (Mariápolis), E por esse motivo o nosso blog ficara sem ser atualizado até a Segunda (04)

Grato: Pedro

Primeira mensagem de um Papa por Twitter

Bento XVI enviou nesta terça-feira uma mensagem pelo Twitter para anunciar a publicação do novo portal informativo da Santa Sé, o News.va.

“Queridos amigos, acabo de lançar News.va. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Com minhas orações e bênçãos, Benedictus XVI", tuitou o bispo de Roma nesta tarde.

Ainda que o perfil Vatican-news no Twitter exista há algum tempo, esta foi a primeira mensagem assinada pelo Papa.

Em um encontro, celebrado no palácio apostólico, o Papa escolheu a opção “Publish” em um iPad para publicar oficialmente este novo portal vaticano, que recolhe a informação emitida pelos meios de comunicação da Santa Sé.

No encontro, participaram o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, arcebispo Claudio Maria Celli, Thaddeus Jones, oficial desse organismo vaticano, e Gustavo Entrala, fundador de 101, a agência que realizou o projeto.

O Papa pôde ler as notícias do dia publicadas nesse portal por L'Osservatore Romano, a Sala de Imprensa da Santa Sé, Rádio Vaticano, o Vatican Information Service (VIS), a agência missionária Fides, e o Centro Televisivo Vaticano.

“Sim” definitivo do Senado francês à lei de bioética

A França concluiu a revisão da lei de bioética de 2004. O caminho legislativo, precedido em 2009 por uma ampla consulta popular ou "Estados Gerais" da bioética, concluiu, no último dia 23 de junho, com a votação final pelo Senado. Com 170 votos a 157, o Palais du Luxembourg aprovou, de fato, o texto comum da Comissão Mista Paritária (MPC), Assembleia-Senado, que na terça-feira, 21 de junho, havia recebido 94 votos a 68, o “sim” da Assembleia Nacional.

A CMP adotou, no último dia 15, com 7 votos a 6, um texto unificado do projeto da lei, mantendo o (debatido) sistema da proibição, com um conjunto de exceções, da investigação com embriões humanos e uma cláusula para revisar a normativa dentro de 7 anos. A MPC, composta por 7 senadores e 7 deputados, pode ser chamada (como previsto no artigo 45 da Constituição de 1958), quando persiste um "desacordo" entre as duas assembleias em um projeto de lei, neste caso, entre as condições da nova lei sobre bioética adotadas, respectivamente, na primeira e segunda leituras pela Assembleia Nacional (15 de fevereiro e 31 de maio) e pelo Senado (8 de abril e 9 de junho).

O mesmo princípio de proibição com exceções para a pesquisa com embriões humanos ou células-tronco obtidas de embriões humanos foi um dos elementos de maior impacto ético debatido neste processo. As pressões para abandonar a proibição com derrogações e consentir, pelo menos, uma investigação "limitada" com os embriões (a modalidade aprovada em primeira leitura pelo Senado, mas depois removida em uma segunda leitura) foram muito fortes.

Outro elemento da lei que gerou um acalorado debate na sociedade civil foi o dépistage ou diagnóstico pré-natal (PND). A MPC sancionou, de fato, a obrigação dos médicos de informar todas as mulheres grávidas de maneira "clara, justa e adequada à sua situação" - como diz a fórmula escrita na lei em segunda leitura pelo Senado - sobre a possibilidade de recorrer aos diversos métodos e análises de diagnóstico pré-natal.

Este é um procedimento que observa principalmente os fetos com trissomia 21 ou síndrome de Down. Enquanto hoje quase 96% dos fetos Down são abortados na França - como revelou em maio de 2009 um relatório do Conselho de Estado -, os críticos dizem que o objetivo da obrigação é claro, ou seja, "extirpar 4% de crianças trissômicas que passam todos os anos através do filtro", como disse amargamente o presidente da Fondation de Service politique, Francis Jubert (Décryptage, 10 de junho).

Em um comunicado de imprensa emitido em 7 de junho, o Collectif des Amis d'Eléonore- uma associação criada em fevereiro de 2010 por um grupo de pais de crianças Down, que tem como porta-voz uma jovem trissômica, Eléonore - rejeitou fortemente o dépistage sistemático da síndrome de Down, definido-o como um "movimento de eugenia". A obrigação de informar as mulheres - lê-se no texto - é "estigmatizadora com as pessoas afetadas pela trissomia 21". “Sendo, após o decreto de 23 de junho de 2009, da então ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, a única patologia que é objeto de um dépistage sistemático, a síndrome de Down aparece, implícita ou explicitamente, como uma doença a ser extirpada", continua o comunicado do Collectif.

Houve reações negativas após o “sim” definitivo, especialmente por parte da Câmara Alta, à nova lei de bioética. De acordo com Alain Milon, a normativa representa um "retrocesso indiscutível - de ideologia, não de direito" (AFP, 23 de junho). "Mantendo o anonimato da doação de gametas, rejeitando a transferência de embriões após a morte do pai, opondo-se à gestação por terceiros e ao acesso à assistência médica para a procriação para casais homossexuais, deixamos de fazer evoluir o nosso direito com a sociedade francesa", disse o senador UMP após a votação.

Para Françoise Laborde, do Agrupamento Democrático e Social Europeu (RDSE), o Parlamento francês "faltou ao encontro". "Uma parte da maioria cedeu finalmente às ordens do governo, formuladas sob a influência de círculos religiosos conservadores", disse o expoente dos radicais, referindo-se à posição clara da Igreja Católica.

Desde os primeiros momentos do debate, a Conferência Episcopal da França (CEF) fez ouvir a sua voz. Em 30 de novembro, o cardeal arcebispo de Paris e presidente da CEF, André Vingt-Trois, chamou a atenção, por exemplo, em uma entrevista com o semanário La Vie, na qual definiu como "certa incoerência" por parte do governo francês, por um lado, declarar que quer proibir a pesquisa com embriões, mas, por outro, admitir exceções. A proibição é, de fato, simbólica: a Agência de Biomedicina (ABM), que tem a faculdade de autorizar "a título derrogatório" projetos de pesquisa com embriões, aprovou, em 2004, mais de 58 dos 64 protocolos apresentados.

"Pobre embrião humano - observou recentemente, em uma reflexão divulgada no site da CEF, o porta-voz do organismo, Dom Bernard Podvin. Eu diria que neste momento, em Bruxelas e na Europa, têm muito respeito pelo seu ‘homólogo’ animal! Haverá um critério ético mais favorável para os seres animais que para os seres humanos?", perguntou o prelado, que lembrou que "a grandeza de uma nação se baseia também na defesa daquele que não pode se defender".

(Paul De Maeyer)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Papa alegre com novos beatos alemães

Dos seus aposentos do Palácio Apostólico, o Papa Bento XVI quis se unir, ontem, à recente beatificação de três sacerdotes alemães decapitados em 1943 pelo regime nazista.

São eles: Johannes Prassek, Eduard Müller e Hermann Lange, sacerdotes católicos executados pela sua oposição ao nazismo, junto ao pastor protestante Karl Friedrich Stellbrink, em Lübeck (Alemanha).

O Papa quis mostrar sua alegria por estas novas beatificações e pelas de outros três santos de Milão, ao concluir a oração do Ângelus: “Louvemos o Senhor por estas testemunhas luminosas do Evangelho!”, exclamou.

Depois, ao dirigir-se aos peregrinos de língua alemã, presentes na Praça de São Pedro, o Papa quis cumprimentar especialmente os fiéis da arquidiocese de Hamburgo, recordando-lhes a transcendência desse martírio.

O sofrimento compartilhado pelos três sacerdotes católicos e pelo pastor protestante Stellbrink na prisão, até sua execução, supõe “um grande testemunho ecumênico de humanidade e esperança”, sublinhou o Pontífice.

Especialmente, quis recordar uma citação de um deles, Johannes Prassek, escrita em sua cela: “Deus é tão bom que me tirou todo medo e me deu a alegria e o anseio”. “É incrível – sublinhou o Papa – como, da sua cela, ele mostra o céu”; e convidou os presentes a deixar-se contagiar por esta alegria.

A cerimônia de beatificação aconteceu no sábado em Lübeck (cidade próxima de Hamburgo), presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e cuja homilia foi pronunciada pelo cardeal Walter Kasper, segundo informa a Rádio Vaticano.

Com palavras comoventes, o cardeal Kasper quis mostrar os últimos momentos daqueles quatro homens, especialmente suas frases antes de morrer, entre elas a do luterano Stellbrink à sua esposa: “Verdadeiramente, não é difícil morrer quando nos confiamos às mãos de Deus”.

“Estes quatro homens – afirmou o cardeal Kasper – nos dizem o que significa ser um cristão: estar onde Jesus está, viver e morrer com Ele.”

“Os mártires de Lübeck – acrescentou – nos demonstram que nesse momento [do regime nazista, N. da R.] não existiam somente os que estavam cegados ou os que participavam porque eram malvados; havia também outra Alemanha; havia cristãos valentes que não inclinaram a cabeça e que não se deixaram submeter.”

Proclamados três novos beatos milaneses

Um pároco, um missionário na antiga Birmânia (Mianmar) e uma freira que visitava presos são os três novos beatos por cuja elevação aos altares o Papa Bento XVI quis mostrar sua alegria ontem, ao concluir a oração do Ângelus.

Os três novos beatos procedem da arquidiocese de Milão (Itália). Trata-se do sacerdote Serafino Morazzone, do missionário do PIME Clemente Vismara e da religiosa Enrica Alfieri.

O rito de beatificação foi presidido pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, quem voltava de Lübeck (Alemanha), onde, no sábado, beatificou outros três sacerdotes, mártires do nazismo.

A celebração aconteceu na Praça do Duomo de Milão, simultaneamente à comemoração do Corpus Christi, e a homilia foi pronunciada pelo arcebispo de Milão, cardeal Dionigi Tettamanzi.

Estes três novos beatos, afirmou o purpurado italiano, ensinam a “crescer na grandeza da pequenez evangélica”.

“O 'amém' que Serafino Morazzone, sor Enrichetta Alfieri e Clemente Vismara pronunciaram coincide com a oferenda – sem reservas – da sua vida, colocada à total disposição dos outros na variedade e na diversidade das vocações e das responsabilidades recebidas do único Espírito.”

Destacou a figura de Morazzone, cujas virtudes foram tais que as recolheu o grande escritor italiano Alessando Manzoni na primeira redação da sua obra-prima “Os noivos”.

Sor Enrica Alfieri serviu nas prisões entre 1923 e 1950, período que coincide com o regime fascista e a dominação alemã. Desses anos, o purpurado destacou seu apoio aos prisioneiros “políticos”, o que levou à prisão a própria religiosa.

Por sua vez, o missionário Clemente Vismara viveu na Birmânia entre 1923 e 1988, ganhando o título de “patriarca” desse país.

Estes três perfis de santidade, que foram beatificados precisamente no ano em que a arquidiocese de Milão comemora o quarto centenário da morte do seu padroeiro, São Carlos Borromeu, são, segundo afirmou o cardeal Tettamanzi, “exemplos de uma santidade construída na cotidianidade”.

Surpresa nos Museus Vaticanos

Quando se pensa nos Museus Vaticanos, é a arte do Renascimento o que logo vem à mente. Por isso os visitantes se surpreendem ao ver que o mesmo museu que abriga Rafael e Michelangelo também tem estrelas modernas no firmamento.

Neste 22 de junho, o Vaticano atraiu atenção internacional para a sua coleção de arte do século XX apresentando mais um tesouro: a arte de Henri Matisse.

A galeria de arte moderna religiosa, localizada nos apartamentos de Alexandre VI e no porão da Capela Sistina, contém jóias pouco conhecidas, como uma Pietà de Van Gogh, pintada pouco antes de sua morte em 1890, e pinturas religiosas de Chagall.

Matisse não foi o mais cristão dos artistas: ele se definia agnóstico, mas aberto à fonte da beleza. E a Providência o levou, no final dos seus dias, a trabalhar para a Igreja.

Nascido em 1869, Matisse já tinha começado a estudar Direito quando decidiu se dedicar à pintura. Foi aluno de Gustave Moreau e, pouco depois, em 1905, co-fundou o fauvismo. Refletindo o espírito da época, o fauvismo foi um movimento de paganização, que glorificava a sensação intensa através da arte. Depois da I Guerra Mundial, Matisse rejeitou todo tipo de sofrimento em seus trabalhos e fez grande sucesso com suas cores alegres e desenhos chamativos, criando esculturas, pinturas e até vestuário para o teatro. Mudou-se para o sul da França, atraído pelas cores do Mediterrâneo.

Em 1941, depois de uma difícil e dolorosa operação de câncer, passou longo tempo de cama, com dor constante. Seu mundo brilhante chocou-se com a realidade do sofrimento. Monique Bourgeois, que cuidou dele, marcou o artista profundamente com sua caridade e bondade. Em 1946, Monique se tornou religiosa e entrou para o convento dominicano de Vence, trocando de nome para irmã Jacques Marie.

Foi quando surgiu a ideia de construir uma nova capela para o convento de Vence, dedicada ao terço. Matisse, a irmã Jacques Marie, a irmã Agnes de Jesus, superiora do convento, um irmão dominicano, Rayssiguier, e o padre dominicano Marie-Alain Couturier, começaram a trabalhar para transformar o sonho em capela. Completamente comprometido com o projeto, Matisse vendeu suas litografias para conseguir dinheiro. Seu velho amigo Picasso ficou horrorizado: “Uma igreja! Por que não um mercado? Pelo menos você poderia pintar frutas e verduras!”.

Matisse fez centenas de esboços do trabalho, pintando as paredes na cadeira de rodas, com um pincel enganchado a uma vara extensível. Desenhou cada aspecto da capela: os vitrais coloridos, as vestimentas e até um crucifixo de bronze para o altar. O artista sempre planejou doar os esboços a um museu, dizendo que “seria uma loucura que eles e as janelas permanecessem no mesmo lugar”.

Os esboços dos vitrais foram doados ao Vaticano há 30 anos pelo filho do artista, Pierre, de acordo com seus irmãos Margarita e Jean, e, em 1980, chegaram à coleção do Vaticano. Também foi doada a correspondência entre Matisse e a irmã Agnes de Jesus, sobre o desenvolvimento da capela. As cartas testemunham o crescimento do primeiro projeto religioso de Matisse.

O grande esboço de Maria com o Menino Jesus, realizado para a decoração em cerâmica, foi exposto na Galeria de Arte Religiosa Moderna, mas a exposição nunca fez justiça ao trabalho nem representou a importância da doação. As cartas, por sua vez, ficaram sem publicação.

Matisse abriu a capela em junho de 1951. Exatamente 70 anos depois, os Museus Vaticanos abrem a nova sala de Matisse. O financiamento e a ideia do projeto vieram dos patrocinadores dos Museus Vaticanos, particularmente do Capítulo de Montecarlo, a poucas milhas de Vence. Liana Marabini, presidente do Capítulo de Montecarlo, providenciou o necessário para preparar a sala de exposição com equipes de conservação para papel e tecidos, permitindo assim que os Museus Vaticanos ilustrassem a conversão artística de Matisse.

Os esboços dos vitrais estão distribuídos brilhantemente, mas a sala é dominada pelo grande esboço de Maria e do Jesus Menino. O padre Marie-Alain Couturier, conselheiro teológico de Matisse, interpretou as linhas como “cartas escritas apressadamente, sob o impacto de uma grande emoção”. Há também uma cópia do crucifixo de bronze da capela. Um vídeo curto narra os fatos que levaram Matisse à arte religiosa. As cartas ficarão no mesmo espaço, para ser vistas depois de algumas casulas desenhadas pelo artista.

Michel Forti, o curador do departamento de arte religiosa moderna dos Museus Vaticanos, publicará a coleção das cartas de Matisse em dezembro num volume intitulado “Como uma flor: Matisse e a Capela do Rosário de Vence”.

Matisse considerou a capela sua “obra-prima”, apesar de algumas imperfeições. É uma reflexão iluminadora de um homem cuja carreira de 50 anos de duração tinha sido inteiramente dedicada às coisas mundanas. A Sala Matisse do Vaticano é a expressão perfeita da missão do Museu: preservar e honrar um grande exemplo do gênio criativo humano, mas também proclamar que a Verdade inspira tanto a beleza como a bondade.

* * *

Poesia, pintura e procissões

Na última quinta-feira, Roma celebrou a festa de Corpus Christi com as procissões eucarísticas que atravessam a cidade, sendo a mais importante delas a procissão papal de São João de Latrão até Santa Maria Maior. Os cantos encheram o ar e estandartes flutuaram pelas ruas, mas o efêmero dessas visões se desvaneceu depressa. Nos Museus Vaticanos, porém, restaurada há pouco, a “Missa em Bolsena”, de Rafael Sanzio, imortaliza o milagre eucarístico em pedras coloridas.

O Milagre de Bolsena, frequentemente considerado o catalizador da festa de Corpus Christi, recorda um evento ocorrido na Umbria (Itália), em 1263. Um sacerdote chamado Pedro, da cidade de Praga, tinha muitas dúvidas sobre a transubstanciação da Hóstia durante a Missa, e durante sua peregrinação a Roma, rezou para que essas dúvidas fossem resolvidas. Enquanto dizia as palavras de consagração na Igreja de Santa Cristina de Bolsena, a Hóstia começou a gotejar sangue em suas mãos e no pano que havia embaixo.

Um ano depois, o Papa Urbano IV instituiu a festa do Corpus Domini com a bula Transiturus de hoc mundo, e encarregou Tomás de Aquino de escrever a liturgia da festa. O Doutor Angélico escreveu, assim, dois de seus melhores hinos, Pange Lingua e Tantum Ergo.

O corporal de Bolsena é ainda conservado na catedral de Orvieto, construída especificamente para albergar esta preciosa relíquia.

Rafael deu sua própria contribuição, imortalizando este milagre quando pintou em 1512 “O Milagre de Bolsena” nos apartamentos do Papa Julio II. A pintura, restaurada, traz o milagre da vida em cores vívidas.

O sacerdote se ajoelha perante o altar, olhando a Eucaristia, que tem uma cruz feita com sangue na Hóstia e no corporal. Seus lábios demonstram surpresa, mas a figura mantém a dignidade que se espera de um celebrante. As reações dramáticas reservam-se para a multidão reunida atrás, pessoas que levantam a cabeça para contemplar o milagre ou viram para contar a quem está ao lado. O altar está marcado por uma arquitetura monumental, absorvida por Rafael através de seu parente, o arquiteto papal, Donato Bramante. Robustas colunas dóricas alcançam o céu e a parte superior da pintura está aberta a um céu atravessado pela luz.

Do outro lado de Pedro de Praga há um dado anacrónico, o Papa Julio II se ajoelha com a cabeça descoberta, e quatro de seus cardeais e um pequeno contingente da Guarda Suíça.

Dois elementos destacam-se no trabalho. O primeiro é a solenidade do clero em oração. Comparada com outros trabalhos da sala – a fuga dramática de Pedro da prisão de Herodes, a perseguição e captura de Heliodoro e a expulsão de Átila, o huno – o olho encontra descanso quando centra sua atenção na contemplação do milagre.

O segundo elemento que se destaca, revelado com a recente restauração, é a cor. Rafael tinha estado em contato com os pintores venezianos nesse período e o novo uso da cor se destaca em meio ao dramático claro-escuro da Libertação de São Pedro e as brilhantes cores metálicas da Expulsão de Heliodoro. As cores de Rafael parecem tangíveis – rico e pesado carmesim que parece ondular. O vermelho do sangue se combina com o branco cru do linho ou da seda.

As qualidades sensoriais da superfície da obra evidenciam a realidade da cena: o sangue que goteja das mãos do sacerdote e o pano marcado com o sangue de Cristo nos tornam real a Presença na Eucaristia, um dos principais temas dos séculos XIII e XIV.

São Tomás com a poesia, Roma em procissão e Rafael com sua obra nos recordam o mesmo tema que o beato João Paulo II destacou em 2004: A Igreja Católica é a Igreja da Eucaristia.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eucaristia é antídoto contra individualismo

Sem a Eucaristia, a Igreja não existiria, sublinhou hoje o Papa Bento XVI, ao introduzir a oração do Ângelus com os peregrinos presentes na Praça de São Pedro.

O Santo Padre recordou que, ainda que o Vaticano tenha celebrado o Corpus Christi na última quinta-feira, mantendo a tradição secular, esta festa é celebrada hoje em muitos países – entre eles a própria Itália –, por motivos pastorais.

Por isso, ele quis voltar a falar sobre o significado desta “festa da Eucaristia”, a qual “constitui o tesouro mais precioso da Igreja”.

“A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado inteiramente no vínculo espiritual, mas concreto, com Cristo”, afirmou, insistindo em que, “sem a Eucaristia, a Igreja simplesmente não existiria”.

“A Eucaristia é, de fato, o que torna uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus.”

“O Espírito Santo transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo; também transforma todos os que o recebem com fé em membros do Corpo de Cristo, para que a Igreja seja verdadeiramente um sacramento de unidade dos homens com Deus e entre eles”, acrescentou.

O Papa afirmou aos presentes que, “em uma cultura cada vez mais individualista, como aquela em que estamos imersos nas sociedades ocidentais, e que tende a se espalhar por todo o mundo, a Eucaristia é uma espécie de ‘antídoto’".

O vazio produzido pela falsa liberdade pode ser muito perigoso, disse, e, diante disso, “a comunhão com o Corpo de Cristo é o remédio da inteligência e da vontade, para redescobrir o gosto da verdade e do bem comum”.

A Eucaristia “age nas mentes e nos corações dos crentes e que semeia de forma contínua neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em suma, a lógica do Evangelho”.

O novo estilo de vida que as primeiras comunidades já mostravam, vivendo em fraternidade e partilhando seus bens, para que ninguém fosse indigente, brotava “da Eucaristia, isto é, de Cristo ressuscitado, realmente presente entre os seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo”.

“Também as gerações seguintes, através dos séculos, a Igreja, apesar dos seus limites e erros humanos, continuou sendo no mundo uma força de comunhão”, acrescentou.

Proteger as crianças num mundo consumista

A comercialização e a sexualização das crianças demandam medidas para protegê-las. Reg Bailey, o primeiro diretor executivo homem da Mother’s Union, foi designado pelo Departamento de Educação do Reino Unido para estudar as pressões a que as crianças estão sujeitas e apresentar recomendações a respeito. Bailey entrevistou dezenas de pais e contou com informações de 120 empresas e organizações.

O estudo resultante se chama Letting Children Be Children: the Report of an Independent Review of the Commercialization and Sexualization of Childhood (Deixar as crianças ser crianças: Informe Independiente sobre a Comercialização e Sexualização da Infância) e identifica quatro temas de especial preocupação para os pais e para o público em geral.

O tema 1, Contexto, aponta a cada vez mais sexualizada cultura em que vivem as crianças.

O tema 2 se dedica à roupa e aos produtos e serviços para crianças.

O tema 3 fala das crianças como consumidoras.

O tema 4 tenta dar voz aos pais, que sentem que as empresas não prestam atenção às suas preocupações.

A resposta

O informe aborda dois possíveis enfoques a ser adotados.

O primeiro sugere manter as crianças completamente inocentes até virarem adultas, isolando-as de qualquer influência negativa ou eliminando as pressões.

A segunda reação propõe aceitar o mundo e ajudar as crianças a seguir o seu próprio caminho nele.

O informe conclui que nenhuma das posturas é realista. É preferível uma combinação de ambas: adotar medidas para limitar a tendência cada vez maior à comercialização e à sexualização, e ajudar as crianças a compreender e encarar os perigos potenciais a que estão expostas.

O informe ressalta também que a responsabilidade principal é dos pais. “Para que as crianças sejam crianças, é necessário que os pais sejam pais”. Ao mesmo tempo, os negócios e os meios de comunicação devem se mostrar mais a favor da família.

O estudo aponta que parte do mundo dos negócios e da mídia parece ter perdido a conexão com os pais. Um exemplo é a preocupação dos pais com os programas de televisão considerados tradicionalmente familiares, como os concursos de talentos, que começam a incluir cada vez mais conteúdo sexual.

Problema especial são os novos meios de comunicação, em que há pouca regulação. O material para adultos é de fácil acesso na internet, por exemplo.

Entre as recomendações do estudo, as seguintes:

- Restringir por idade os vídeos musicais, evitando que as crianças comprem vídeos de conteúdo sexual. A preocupação se concentra no teor sexual das letras e das danças, altamente sexualizadas.

- Cobrir as imagens sexuais nas capas de revistas e jornais nas bancas, para evitar sua exposição às crianças.

- Deixar aos clientes a decisão de comprar ou não conteúdo adulto na internet em vez de recebê-lo automaticamente.

- As lojas deveriam oferecer roupa mais adequada à idade das crianças, assinando um código de conduta sobre o design, a compra, a exibição e a comercialização de roupas, produtos e serviços para crianças.

- Restringir a publicidade exterior que usa imagens sexuais, principalmente perto de colégios, creches e parques. As mesmas restrições já se aplicam à publicidade do álcool.

- Dar maior peso às opiniões dos pais que às do público em geral na hora de regular os horários televisivos. O horário infantil, que vai até as 21h, uma faixa em que certos programas adultos não deveriam ser transmitidos, foi introduzido para proteger as crianças. Por isso, a programação para esta faixa dever-se-ia desenvolver e regular dando maior peso às posturas e opiniões dos pais.

- Oferecer aos pais um site onde seja fácil apresentar queixas sobre programas, anúncios, produtos ou serviços.

- Proibir o uso de menores de 16 anos como patrocinadores de uma marca e em sua comercialização, e melhorar a sensibilização dos pais quanto às técnicas de publicidade.

Reações

As reações ao relatório foram em geral positivas. O primeiro-ministro David Cameron, se mostrou em favor do site de reclamações. Ele também apoia o maior rigor quanto ao bloqueio de pornografia na internet e nos celulares.

Nem todos estão convencidos de que o relatório seja o suficiente. De fato, a organização para que trabalha Bailey, Mother's Union, se mostrou crítica.

“Não podemos estar de acordo com um estudo que considera que uma postura meramente consensual será a mais eficaz e que uma maior regulação ou legislação debilitará necessariamente os pais”, afirma Rosemary Kempsell, presidente da organização.

Ela pediu um maior grau de intervenção do governo, afirmando que não deveríamos ter medo de desafiar a indústria quando estiver em jugo o bem-estar das crianças. O tempo dirá se as restrições voluntárias, junto com a pressão pública, serão suficientes para solucionar os problemas assinalados no relatório.

domingo, 26 de junho de 2011

Liturgia da Palavra

Missa do 13ª Domingo do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Segundo Livro dos Reis:

8Certo dia, Eliseu passou por Sunam. Aí morava uma senhora rica, que insistiu para que fosse comer em sua casa. Depois disso, sempre que passava por aí, Eliseu parava na casa dessa mulher para fazer suas refeições.
9E ela disse ao marido: “Tenho observado que este homem, que passa tantas vezes por nossa casa, é um santo homem de Deus. 10Façamos para ele, no terraço, um pequeno quarto de alvenaria, onde colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Assim, quando vier à nossa casa, poderá acomodar-se aí”.
11Um dia, Eliseu passou por Sunam e recolheu-se àquele quarto para descansar.
14E perguntou a Giezi, seu servo: “Que se poderia fazer por esta mulher?” Giezi respondeu: “É inútil perguntar-lhe; ela não tem filhos e seu marido já é velho”.
15Eliseu mandou então que a chamasse. Ele chamou-a e ela pôs-se à porta.
16aEliseu disse-lhe: “Daqui a um ano, neste tempo, estarás com um filho nos braços”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,/ de geração em geração eu cantarei vossa verdade!/ Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”/ E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria,/ seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face!/ Exultará de alegria em vosso nome, dia a dia,/ e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.

— Pois sois vós, ó Senhor Deus, a sua força e sua glória,/ é por vossa proteção que exaltais nossa cabeça./ Do Senhor é o nosso escudo, ele é nossa proteção,/ ele reina sobre nós, é o Santo de Israel!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova.
8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 37“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
39Quem procura conservar a sua vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”.

-Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 25 de junho de 2011

Corpus Christi: manifestar que Cristo caminha no meio de nós

“O Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas das cidades e dos povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia rumo ao Reino dos Céus”: esta foi a reflexão do Papa ontem, em sua homilia da Missa de Corpus Christi.

O Pontífice presidiu nesta quinta-feira à tarde, na basílica romana de São João de Latrão, a Missa por ocasião da festa do Corpus Christi, recordando em sua homilia que esta solenidade “é inseparável da Quinta-Feira Santa, da Missa da Ceia do Senhor, na qual celebramos solenemente a instituição da Eucaristia”.

“Enquanto na noite da Quinta-Feira Santa se revive o mistério de Cristo que se oferece a nós no pão partido e no vinho derramado, hoje, na celebração do Corpus Domini, este mistério se oferece à adoração e à meditação do Povo de Deus, e o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas das cidades e dos povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia rumo ao Reino dos Céus.”

“O que Jesus nos deu na intimidade do Cenáculo, hoje nós manifestamos abertamente, porque o amor de Cristo não está reservado a alguns poucos, mas destinado a todos”, acrescentou.

O Papa quis retomar o que afirmou na Missa da Ceia do Senhor da última Quinta-Feira Santa, quando sublinhou que, na Eucaristia, acontece a transformação dos dons desta terra – pão e vinho –, dirigida a transformar a vida e o mundo.

“Tudo parte, poderíamos dizer, do coração de Cristo que, na Última Ceia, na véspera da sua paixão, agradeceu e louvou Deus e, dessa maneira, com a potência o seu amor, transformou o sentido da morte que enfrentaria”, disse.

O Santo Padre observou que “é muito bela e eloquente a expressão 'receber a comunhão' referida ao fato de comer o Pão Eucarístico”, porque, “quando realizamos este ato, entramos em comunhão com a própria vida de Jesus, no dinamismo desta vida que se dá a nós e por nós”.

No caso da Eucaristia, não somos nós que assimilamos o Pão que nos é dado, mas este “nos assimila e, assim, nós nos tornamos conformes a Jesus Cristo, membros do seu Corpo, uma só coisa com Ele”.

“Não há nada de mágico no cristianismo. Não há atalhos, mas tudo passa através da lógica humilde e paciente da semente que se parte para dar a vida, a lógica da fé que move as montanhas com o suave poder de Deus.”

Daí procede, sublinhou o Papa, “nossa especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa e fraterna”, ressaltando que os santos comprometidos no social foram grandes “almas eucarísticas”.

“Especialmente na nossa época, em que a globalização nos torna, cada vez mais, dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer que esta unidade não seja construída sem Deus, isto é, sem o verdadeiro amor, o que daria lugar à confusão, ao individualismo e à opressão de todos contra todos.”

O Papa encerrou sua homilia dirigindo-se a Jesus e agradecendo-lhe pela sua fidelidade. E pediu: “Alimenta-nos, defende-nos, leva-nos aos bens eternos, na terra dos viventes!”.

Museus Vaticanos: nova sala dedicada a Matisse

Os Museus Vaticanos abriram ao público, nesta quarta-feira, uma nova sala dedicada à única obra de arte sacra do artista francês Henri Matisse (1869-1954): a Capela do Rosário de Vence, que neste ano comemora os 60 anos de sua inauguração.

O diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, apresentou a Sala Matisse na terça-feira, segundo informou a Rádio Vaticano.

Nela, são expostos os rascunhos preparatórios dos trabalhos de decoração da capela, que o filho menor do pintor doou, há 31 anos, às coleções pontifícias.

A nova sala se encontra perto das Galerias Pontifícias, no centro da seção consagrada ao século XX.

Inclui o cartão preparatório de grande tamanho da cerâmica do presbitério, os das três vidreiras policromadas do abside, do coral e da nave, e uma reprodução em bronze do crucifixo do altar.

Com o tempo, está prevista também a exposição do primeiro tecido das cinco casulas coloridas e a pequena maquete da grande flecha que coroa a capela.

Finalmente, espera-se, para o outono, um livro dedicado à capela (Livraria Editora Vaticana), no qual se publicará a correspondência entre Matisse e sor Jacques-Marie, que, em 1979, doou suas preciosas cartas.

Antiga enfermeira de Henri Matisse, ela entrou no convento das Dominicanas em 1946. Um ano mais tarde, confiou a Matisse seu desejo de que decorasse um oratório do convento.

Matisse concebeu então o projeto de construir integralmente uma capela: trabalhou neste projeto de 1948 a 1951, ano em que a capela foi consagrada.

Infelizmente, ele não pôde assistir à inauguração da sua obra, mas escreveu para esta ocasião: “Não busquei a beleza, busquei a verdade”.

“Apresento-lhes, com toda humildade, a capela do Rosário das dominicanas de Vence – afirmou. Esta obra me exigiu quatro anos de um trabalho exclusivo e permanente. É o resultado de toda a vida ativa. Eu a considero, apesar de todas as suas imperfeições, uma obra-prima.”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Vida de São João Batista

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.

Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.

A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.

Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".

60 peixes coloridos de presente para o Papa

No final da audiência geral de ontem, algumas crianças, em nome da congregação fundada por Dom Orione, Piccola Opera della Divina Provvidenza (Pequena Obra da Divina Providência), presentearam Bento XVI com 60 peixes coloridos, por ocasião do seu 60º aniversário de sacerdócio.

Pouco antes, recordando os grupos presentes na audiência geral, o Pontífice saudou “com carinho a peregrinação da Congregação Orionita proveniente de Tortona e de Roma, com a esperança de que este encontro seja para todos estímulo e valentia, para ser, cada vez mais, sinais eloquentes do amor de Deus e missionários da sua paz”.

O Pe. Flavio Peloso, superior geral dos Orionitas, disse que “levei a saudação de toda a congregação ao Santo Padre. E renovei nosso compromisso especial de fidelidade ao Sucessor de Pedro, fortemente querido pelo próprio Dom Orione. Os pequenos orionitas, meninos e meninas conectados por meio da amizade no mundo inteiro, entregaram ao Santo Padre, como sinal de grande alegria, 60 peixinhos coloridos. As crianças sabem bem que Pedro, o primeiro amigo de Jesus, era um pescador que foi surpreendido quando, lançando as redes em obediência a Jesus, estas se encheram com muitíssimos peixes”.

Na Praça de São Pedro está presente também uma grande representação da cidade de Tortona, junto ao seu prefeito, que vieram para irmanar-se com Roma, no 80º aniversário do Santuário Votivo da Guarda, construído por Dom Orione em Tortona. O Pe. Peloso agradeceu ao Papa pela visita de 24 de junho de 2010, na qual abençoou a Madonnina di Monte Mario em Roma.

Por outro lado, hoje de manhã, no Centro Dom Orione de Roma, o embaixador israelense na Santa Sé, Mordechay Lewy, outorgou o reconhecimento de “Justo entre as Nações” à memória do Pe. Gaetano Piccinini (1904-1972).

Órfão devido ao terremoto de Marsica em 1915, Piccinini foi recolhido pelo Pe. Luigi Orione e ordenado sacerdote em 1927. Em Roma, nos anos da guerra, usou sua criatividade para salvar dezenas e dezenas de judeus das deportações.

“O compromisso humanitário do Pe. Gaetano, seguidor de Dom Orione, coloca-se na linha de solidariedade com os pobres e fracos que caracteriza o estilo da nossa ação, em fidelidade ao Evangelho e ao mandato papal específico”, explicou o Pe. Peloso.

“O Pe. Gaetano, além disso – precisou –, foi uma verdadeira e própria proteção civil, antecipando-se à sua época. Trabalhou na Itália para aliviar os sofrimentos das populações atingidas pela calamidade, de Belice a Vajont; e no exterior também, promovendo atividades caritativas e educativas na Inglaterra e nos Estados Unidos. É o fundador do centro de Via della Camilluccia, e não foi por acaso que recebeu, em 1963, a visita do presidente John Kennedy durante sua viagem a Roma.”

Países árabes devem respeitar os direitos humanos

A “primavera árabe” é fonte de esperança, mas deve respeitar a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa.

O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, fez esta consideração introduzindo a 84ª sessão plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), que acontece esta semana no Vaticano.

O purpurado tem experiência de um ano de acontecimentos, viagens e visitas oficiais no mundo inteiro e concebe a primavera dos países árabes com a esperança de que constitua uma oportunidade de progresso para as populações locais, mas também com o temor de que possa aumentar as discriminações com relação aos cristãos.

“Estes movimentos coincidem com o esquema de valores da fé cristã, em muitos casos – declarou à emissora pontifícia. Certamente, nós estamos a favor de uma mudança que respeite a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa, mas estamos com todos aqueles que sofrem as consequências destas mudanças, porque assim como proclamamos esses direitos, há também muitos outros sofrimentos e violências que às vezes produzem muitos mortos.”

O cardeal Sandri recordou, além disso, o Sínodo para o Oriente Médio, do último mês de outubro, considerando-o como um dom que está dando seus frutos.

“O sínodo havia lançado um apelo a todos os cristãos do Oriente Médio e, através deles, a todos os habitantes do Oriente Médio, pela paz e pela reconciliação, pela dignidade da pessoa humana”, sublinhou.

A Igreja defende esta liberdade, esta dignidade da pessoa humana, especialmente manifestada na liberdade religiosa e no direito de ter todo o necessário para viver dignamente como homens, afirmou ele.

A Congregação para as Igrejas Orientais recolheu os frutos do Sínodo no compromisso renovado em favor da Terra Santa, pátria espiritual de todos os crentes, mas também para o Iraque e o Irã, onde a vida dos cristãos não é fácil.

Em Belém, o dicastério criou o projeto do instituto Effatà Paulo VI, que responde à prioridade da formação, destacada muitas vezes pelo Papa e fundamental para preparar o amanhã do Oriente cristão.

Na reunião da ROACO se espera o patriarca copta-católico, Antonios Naguib, e o recém-eleito matriarca maronita, Bechara Boutros Rai, que oferecerão algumas chaves de leitura da situação atual dos cristãos no Oriente Médio, para orientar o serviço a favor das igrejas orientais e do seu compromisso ecumênico e inter-religioso a favor da paz.

Também será dada uma grande atenção ao Sínodo para o Oriente Médio, realizado no ano passado, e à Terra Santa.

Participarão nos trabalhos os representantes de mais de 20 agências católicas, procedentes de 10 países ocidentais. Espera-se, além disso, a presença do delegado apostólico em Jerusalém, Dom Antonio Franco, e do custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa OFM.

A ROACO é um organismo fundado em 1968 pela Congregação para as Igrejas Orientais e reúne as agências que trabalham no apoio às igrejas católicas orientais em todas as dimensões da vida, tais como o clero, a formação pastoral, as instituições educativas e escolares e a assistência sócio-sanitária.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Liturgia da Palavra


Missa da Solenidade de Corpus Christi

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Deuteronômio:

Moisés falou ao povo, dizendo: 2Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos.
3Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.
14bNão te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, 15e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16ae te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!


— Glorifica o Senhor, Jerusalém!/ Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!/ Pois reforçou com segurança as tuas portas,/ e os teus filhos em teu seio abençoou.

— A paz em teus limites garantiu/ e te dá como alimento a flor do trigo./ Ele envia suas ordens para a terra,/ e a palavra que ele diz corre veloz.

— Anuncia a Jacó sua palavra,/ seus preceitos e suas leis a Israel./ Nenhum povo recebeu tanto carinho,/ a nenhum outro revelou os seus preceitos.
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 16O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: 51“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
52Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”
53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim.
58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Historia do Corpus Christi

A grande celebração católica conhecida como Corpus Christi significa a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que vem ressaltar o Cristo no pão e no vinho, que nos alimenta, mostrando que todos temos o Cristo na nossa alma.

A historia do Corpus Christi tem grandes influencias da igreja sobre a vontade do povo. Segundo a historia explica a celebração foi instituída pelo papa Urbano IV, em 11 de agosto de 1264. A historia é muito complexa e com muitos significados que remontam o nascimento de Cristo, como um simples homem.

A festa só foi mesmo instituída por Urbano IV depois de se saber que uma freira teve uma visão da Eucaristia, e do corpo de cristo envolvido em uma bola de luz. A data vem pra ressaltar a fé dos cristãos e provar que cristo está presente em nosso corpo em nossa vida.

Papa encerrará Congresso Eucarístico Italiano

Colocar a Eucaristia novamente no centro da vida dos cristãos: esta é a finalidade do 25º Congresso Eucarístico Nacional Italiano, que se realizará na cidade de Ancona, de 3 a 11 de setembro, sobre o tema “Senhor, a quem iremos?”, e culminará com a celebração presidida por Bento XVI.

O evento foi apresentado ontem na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo arcebispo de Ancona-Osimo, Dom Edoardo Menichelli, junto a Vittorio Sozzi, responsável pelo projeto cultural da Conferência Episcopal Italiana (CEI); e Giovanni Morello, presidente do comitê científico das mostras preparadas por ocasião do congresso.

O de Ancona, explicou Dom Menichelli, será “um evento caracterizado pela religiosidade popular, ainda presente na Itália”. Serão envolvidas as cinco dioceses metropolitanas: Ancona, Senigallia, Jesi, Fabriano e Loreto.

Os dias 'festivos' do congresso eucarístico, da segunda-feira, dia 5, à sexta-feira, dia 9 de setembro, explicou Sozzi, serão articulados em cinco âmbitos que deram a cadência ao quarto convênio eclesial nacional na cidade de Verona: afetividade, fragilidade, trabalho e festa, tradição e cidadania.

“Serão cinco dias de reflexão sobre cinco temas, em cinco dioceses – prosseguiu o responsável pelo projeto cultural da CEI –, com um envolvimento cultural e territorial, para refletir e reafirmar publicamente a fé na Eucaristia, sacramento de salvação e de comunhão.”

Sozzi sublinhou, além disso, como o Congresso – que, segundo os organizadores, deverá reunir cerca de 300 mil pessoas – se realiza “significativamente no ano no qual se comemoram os 150 anos da unidade da Itália” e recordou que “isso representa uma oportunidade de reflexão e crescimento espiritual, se não for banalizada e não cair na acostumada repetição de práticas, e sim tomada como uma ocasião para renovar uma livre adesão a um projeto de vida”.

O dia central – sublinhou o arcebispo de Ancona – será, naturalmente, o último, 11 de setembro, com a visita do Papa, quem celebrará a Missa de manhã, na cidade.

O Santo Padre chegará às 9h15 ao porto de Ancona, de helicóptero, e celebrará a Missa às 10h; depois, recitará o Ângelus, seguindo o programa, com o almoço e o encontro com famílias e casais de namorados.

Sozzi afirmou que o congresso pretende ser um momento de celebração e comunhão, com devoção popular: “Quisemos que a popularidade estivesse presente como um aspecto não secundário, porque a Igreja na Itália ainda é, apesar de tudo, uma Igreja de povo; ainda é uma Igreja que está radicada nas paróquias, nos bairros e nas cidades. E, neste momento ápice, como o do congresso eucarístico, queremos dizê-lo não com palavras, mas com fatos”.

As três exposições que enriquecerão o congresso, ilustradas pelo professor Morello, são: “À mesa do Senhor”, com obras de arte europeia de Rafael, Tiépolo; “Sinais da Eucaristia”, mostra itinerante do Metropolita; “Hoje tenho que ficar na sua casa”, uma exposição documental a cargo da casa editora Itaca.

União homossexual: cardeal reafirma postura da Igreja

O cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, reafirmou que a Igreja Católica é contrária ao ‘casamento’ de pessoas do mesmo sexo.

Em entrevista publicada na mais recente edição do boletim da Ordem dos Advogados, datada de maio – segundo informa Agência Ecclesia –, o cardeal afirma que “para a Igreja é absolutamente impensável aderir a uma coisa dessas”.

Ao se referir ao tema da sexualidade, o cardeal-patriarca defende que a “ideia do amor paixão” é insuficiente para consolidar a relação interpessoal, que precisa de “diálogo”, “ternura”, “generosidade” e a atitude de “contribuir para o bem do outro”.

“Passa-se com a sexualidade o que se passa com a economia: se eu estou na sociedade só a pensar em defender o meu interesse, não vou longe”, disse Dom José Policarpo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Papa: a família é o sujeito do crescimento

Bento XVI destacou a importância de reconhecer a família como principal sujeito para fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, no contexto atual em que esta instituição é tantas vezes colocada em xeque.

O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ele falou que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor”.

O Papa denunciou que “os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências”.

Neste sentido, constatou que, “diminuindo o apoio familiar”, frequentemente os jovens se vêem diante de muitos obstáculos “para uma normal inserção no tecido social”.

“É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.

Bento XVI chegou à Praça da Liberdade de San Marino às 16h30. Foi acolhido pelos Capitães Regentes da República.

Após as honras militares e a interpretação dos hinos pontifício e da República de San Marino, o Papa e os Capitães Regentes entraram no Palácio Público. Na Sala do Conselho dos XII foram apresentados ao pontífice os ministros do governo e seus familiares.

Depois o bispo de Roma firmou um livro de visitas ilustres e manteve uma conversação privada com os Capitães Regentes, que concluiu com uma troca de presentes.

Em seguida, houve o encontro oficial com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ao finalizar o encontro, Bento XVI saudou os organizadores da visita, saiu do Palácio e, com os Capitães Regentes, foi até a Basílica de San Marino.

Acolhido no templo por seu reitor, Dom Lino Tosi, o Papa se deteve depois a adorar o Santíssimo Sacramento.

O papel de Deus na vida pública

Numa época em que a religião é apresentada como prejudicial ou nociva para a sociedade, o cardeal Francis George, de Chicago, publica um livro em que defende com firmeza que a religião pode dar uma contribuição única ao bem comum.

Em God in Action: How Faith in God Can Address the Challenges of the World (Deus em Ação: Como a Fé em Deus pode afrontar os Desafios do Mundo), publicado em maio, ele esclarece desde o princípio que não fala de religião no sentido de influência sobre o pensar e o agir, ou como filosofia de vida.

Em vez disso, o livro procura enxergar como Deus age nesta época. Ele segue a recomendação do Vaticano II de ler os “sinais dos tempos”.

A autonomia humana se tornou o valor mais importante e o progresso substituiu a providência; o papel de Deus, portanto, sumiu da consciência popular em grande medida, observa o cardeal George.

Ele também explica que a tendência da filosofia moderna de exaltar a vontade acima da razão influenciou a reação a situações em que a vontade de Deus se contrapõe aos nossos desejos. Em vez de ver o seguimento da vontade de Deus como um modelo de santidade e de alegria, a submissão a Deus é tida como servidão a um poder arbitrário.

A partir dos séculos XVII e XVIII, os pensadores modernos reduziram Deus à causa primeira que não tem papel vital algum na sociedade. Assim, a religião se torna um assunto privado sem valor normativo.

Com isto, Deus foi diminuído a mero símbolo vazio. Daí a ver Deus como ameaça ao progresso humano foi só um passo, como ocorreu com Feuerbach, Marx e Freud.

"Mais cedo ou mais tarde, os que se acham totalmente livres para determinar sua própria identidade e suas ações sem Deus negarão a existência dele", afirma o cardeal.

Liberdade

Ele pergunta ainda como considerar que a ação de Deus fortalece a liberdade humana em vez de ser uma ameaça contra ela.

A partir de Tomás de Aquino, o cardeal explica que Deus não só cria, mas sustenta o que criou. E as criaturas agem de maneira determinada porque Deus lhes deu essa determinada natureza.

Um ato livre, cujo fim respeita a natureza humana, se realiza sob a providência de Deus, não importa o trivial ou profundo que esse ato seja. Desta perspectiva, a influência de Deus não fica de fora da estrutura do nosso agir, nem é uma imposição sobre a nossa liberdade.

Já o agir com um fim contrário ao bem da nossa natureza humana não é liberdade verdadeira, já que, segundo Tomás de Aquino, a liberdade se orienta ao bem.

O cardeal George recomenda que, se redescobrimos a perspectiva bíblica de um Deus que fala e age, podemos ver Deus como um amigo da liberdade humana. Um Deus que se encarnou em Jesus e em quem duas vontades atuam em conjunto, a divina e a humana.

"A liberdade humana de Jesus, devidamente ordenada, não bloqueava a liberdade divina, mas era imagem dela".

Apresentada a sua postura, o cardeal George dedica a maior parte do livro a diversas considerações que exploram o papel de Deus na sociedade, a busca da verdade, o corpo humano e as áreas da economia e das relações internacionais.

No capítulo sobre a liberdade e a verdade, ele afirma que Deus age livremente ao criar homens e mulheres. Os seres humanos, por sua vez, participam desse dom ao agir livremente. Mas se a mentira nos prende, o nosso agir humano impede colaborar com Deus, que é a verdade.

Verdade

Em contraste com a pessoa autônoma, que se define por decisões baseadas no desejo individual, existe outro sentido de pessoa, baseado tanto na fé como na razão, defende o cardeal.

A ciência e a tecnologia podem dar respostas a muitas perguntas, mas temos que ter também um conhecimento de nós mesmos que venha de perguntas como “quem sou?” e “o que devo fazer?”. As respostas para essas questões não podem ser deduzidas das leis da física, mas devem vir de uma fonte espiritual regida e aperfeiçoada pela verdade.

Nessa fonte espiritual, encontramos uma verdade que nos convence e nos abre para nós mesmos, para os outros e para o nosso mundo.

"A nossa dignidade como pessoas tem sua raiz na liberdade refletida em Deus, na liberdade que chega à consciência pela razão natural e pela resposta à autorrevelação gratuita de Deus", afirma George.

Numa sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos que estabelecia o direito constitucional ao aborto, os juízes afirmaram, lamentavelmente, que a essência da personalidade é a capacidade de controlar e definir por si mesmo o significado e o propósito da vida.

Esta passagem consagra por lei o preceito da liberdade como separado de toda relação. "É a liberdade separada da verdade das coisas", critica o cardeal.

Recuperar esta verdade é vital para encarar os desafios de muitas questões de bioética, diz ele em outro capítulo.

Não podemos esperar uma conversa sobre a dignidade humana se partimos de uma visão da pessoa como mera coleção de genes.

Precisamos encontrar a dignidade humana como uma característica da natureza humana que não pode se perder. A dignidade nos vem também da aceitação do dom da salvação de Deus e da vida nele.

Negócios

A separação da fé dos assuntos ordinários da vida não é um problema novo para os cristãos – assinala o cardeal George no início do capítulo dedicado à economia.

Se olhássemos para os negócios como uma vocação, eles poderiam se converter em um caminho para alcançar a santificação pessoal e ajudar os demais a alcançá-la também. Desse modo, o trabalho chega a ser muito mais que cumprir com as normas e protocolos de uma empresa.

O trabalho se faz dentro de uma comunidade de pessoas, e serve também à comunidade – defende o cardeal. As pessoas unem-se ao serviço da sociedade. O mercado oferece muitas oportunidades para ser criativos e produtivos e de criar riqueza. Isso é bom, mas há uma ordem de importância.

Os manuais de negócios aconselham que as melhores empresas são as que respeitam e cuidam de seus empregados – observa. Isso, no entanto, é uma reflexão e uma verdade profunda, quer dizer, que fomos criados por Deus como seres sociais.

É errôneo interpretar que o livro do Gênesis considera o trabalho uma maldição. Pelo contrário – insiste o cardeal George – é uma atividade criativa e trabalhamos imitando a atividade criativa de Deus. Para um crente, portanto, o trabalho é participar do plano de Deus para o mundo.

“O trabalho é parte de nosso ser criaturas de Deus, de trabalhar em consonância com seu propósito e estabelecer o objetivo de alcançar o que é bom para nós e para os demais”, explica.

A crise econômica levou algumas pessoas religiosas a falar como se fosse mau obter lucros. Não é assim – afirma o cardeal George –, pois quando uma empresa alcança lucros, utilizou seus recursos de maneira correta e, nesse sentido, devem ter sido satisfeitas as necessidades humanas.

Ainda assim, o lucro não é o critério para julgar a situação de uma empresa. É possível que as contas estejam em ordem e, ao mesmo tempo, as pessoas que integram a comunidade de trabalhadores possam ser humilhadas e ofendidas.

Deis não dita nossas decisões em ordem social, econômica e política, mas a medida que avançamos em nossas vidas, a atividade humana mais importante é a busca de Deus – conclui o cardeal. Uma advertência oportuna em uma época em que as pessoas se colocam com demasiada frequência como centro de atenção.

domingo, 19 de junho de 2011

Liturgia da Palavra

Missa da Solenidade da Santissima Trindade

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias: 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra.
5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”.
8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, nome santo e glorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— No templo santo onde refulge a vossa glória.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E em vosso trono de poder vitorioso.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, que sondais as profundezas
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— E superior aos querubins vos assentais.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito no celeste firmamento.
— A vós louvor, honra e glória eternamente!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:

11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVENGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 18 de junho de 2011

Espanha: Igreja assiste 3,6 milhões de pessoas

Mais de 5 milhões de Eucaristias celebradas, 314.719 batismos, 249.255 primeiras comunhões, 91.281 casamentos e mais de 43 milhões de horas de dedicação aos outros por parte dos sacerdotes (18.825), religiosos (54.890) e agentes de pastoral (mais de 70.000): estes são os números da Igreja na Espanha em 2009.

Esta realidade está descrita na Memória de Atividades correspondente ao exercício 2009, da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), apresentada ontem em coletiva de imprensa, em Madri.

Entre outros dados, indica que 1.399.218 alunos estão matriculados em algum dos 5.347 centros de titularidade católica. A Igreja também incrementou sua atividade caritativa e assistencial no contexto da crise econômica, chegando a assistir 3,6 milhões de pessoas nos 4.862 centros assistenciais da Igreja na Espanha.

“Não se pode dar por descontado que esta intensa atividade caritativa e assistencial das instituições da Igreja é consequência direta da atividade litúrgica e pastoral”, indica a Memória.

Com relação à atividade evangelizadora no exterior, 17 mil missionários espanhóis anunciam o Evangelho pelo mundo inteiro e entregam sua vida, de forma generosa, aos que mais o necessitam. A maior porcentagem deles (73%) se encontra na América Latina.

Educação

Os centros educativos católicos, destaca a Memória, além de transmitir aos jovens os valores que se derivam do Evangelho, economizaram 4.399 milhões de euros às administrações públicas em 2009.

Além disso, na Espanha há atualmente 1.238 seminaristas e mais de 13 mil alunos estão se formando em universidades e faculdades eclesiásticas, bem como em outros centros superiores de estudo.

Impacto da Semana Santa

A Memória aborda finalmente a atividade cultural. Explica que, na atualidade, há mais de 500 municípios na Espanha nos quais o único bem de interesse cultural é a igreja.

Estes bens são uma clara colaboração para o desenvolvimento econômico da região, pelo seu grande valor cultural e a atração turística que podem gerar, explica o estudo.

Neste sentido, foram levadas a cabo pesquisas para quantificar o impacto da Semana Santa em Córdoba e Sevilha. Seus dados indicam que em Córdoba se calcula em mais de 42 milhões de euros a atividade que se gera em torno da Semana Santa e em mais de 240 milhões de euros em Sevilha.

Realizando uma estimativa do que suporia um agregado em nível nacional – celebrações de interesse turístico nacional e internacional –, a cifra se situaria ao redor de 830 milhões de euros.

Violência no norte do Brasil revela descaso

Os recentes episódios de violência e morte no norte do Brasil, atingindo pequenos agricultores, povos originários das florestas e quilombolas, revelam o descaso do Estado brasileiro com um quadro já anunciado.

Esse é o teor de uma nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgada nesta sexta-feira, após as reuniões desta semana dos bispos que chefiam os diferentes departamentos do organismo.

“No caso específico dos recentes atos de violência e morte, as ameaças já eram de conhecimento das autoridades competentes. Infelizmente pouco foi feito para proteger estas famílias”, afirma a nota.

Somente no final de maio, quatro agricultores foram assassinados por causa de conflitos agrários na região. No início de junho, outro trabalhador rural – Obede Loyla Souza, 31 anos, segundo informa a Comissão Pastoral da Terra –, foi assassinado em Pacajá, no Pará.

Segundo a CNBB, os fatos são “de tal gravidade que exigem a apuração imediata com a consequente punição dos culpados, bem como a proteção a todas as lideranças camponesas ameaçadas de morte, para que haja justiça em nosso país”.

“As muitas vidas ceifadas devido aos conflitos agrários alertam a sociedade e o Estado para a necessidade de ações urgentes e eficazes que contribuam para consolidar a segurança no campo.”

“A realidade de violência evidencia a gravidade da ausência do Estado naquela região. Não podemos permitir que prevaleça a lei do mais forte, pois significa a compactuação com as graves injustiças geradas especialmente pela extração ilegal de madeira e pela ocupação ilegal do solo”, afirma a CNBB.

Código Florestal

Em outra nota divulgada nesta sexta-feira, a Conferência Episcopal aborda a discussão do Código Florestal brasileiro, que atualmente tramita no Senado.

Segundo a CNBB, a “flexibilização da legislação ambiental, aprovada pela Câmara dos Deputados, motivo de muita polêmica, é prova contundente de que o País poderá se colocar na contramão deste importante debate mundial”.

“As decisões sobre o Código Florestal não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida. Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica.”

Os bispos assinalam alguns aspectos já aprovados na atual discussão sobre o Código Florestal que “nos preocupam”.

Entre eles, “a flexibilização da Lei altera o regramento das Áreas de Preservação Permanente – APPs, que protegem as margens dos rios, encostas, topos de morro, ameaçando o equilíbrio de proteção das florestas”.

E também “a anistia das multas e penalidades pelas ocupações e desmatamentos em áreas de agropecuária e de alta relevância ambiental”.

“No Novo Código Florestal não pode faltar o equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas e quilombolas e defender as pequenas propriedades e a agricultura familiar”, afirma a CNBB.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Presidência da CNBB atende à imprensa amanhã

Termina nesta sexta-feira, 17, a primeira reunião do Conselho Permanente da CNBB, eleito para o quadriênio 2011 a 2015. Ao final da reunião, que começou ontem, a Presidência da CNBB (Cardeal Raymundo Damasceno – Presidente; dom José Belisário da Silva – Vice-presidente e dom Leonardo Ulrich Steiner – Secretário Geral) atenderá à imprensa, na Sala de Imprensa, na sede da Conferência, em Brasília.

O Conselho escolhe, hoje, os bispos que deverão compor cada uma das 12 Comissões Pastorais cujos presidentes foram eleitos pela Assembleia da CNBB, em maio.

Serão escolhidos também os membros para o Conselho Nacional Pró-Santuário Nacional de Aparecida, Conselho Econômico, Conselho Fiscal, Comissão de Textos Litúrgicos, Comissão para os Tribunais Eclesiásticos, Conselho Diretor do MEB, Comissão para a Evangelização, Comissão para a Amazônia, Comissão para a Missão Continental e Presidência das Edições da CNBB.

O Conselho confirmará, ainda, os nomes dos assessores indicados para as Comissões e homologará outras nomeações.

Outro assunto que consta na pauta do Conselho é a discussão de encaminhamentos para a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas na última assembleia da CNBB.
Código Florestal

Na tarde de ontem, os bispos falaram sobre o novo Código Florestal, aprovado pela Câmara e em votação no Senado. O ex-assessor do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, expôs ao Conselho as implicações com a aprovação do Código. Segundo Lima, o novo Código incentiva novos desmatamentos e anistia ocupações em áreas com relevância ambiental. O Conselho deverá emitir uma nota sobre este tema até o final de sua reunião.
O Conselho

O Conselho Permanente é composto pela Presidência da CNBB, pelos presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais e pelos representantes dos 17 Regionais da CNBB, num total de 41 bispos.

O Conselho se reúne três vezes ao ano e é a segunda instância de decisão da CNBB, estando abaixo apenas da Assembleia Geral.

Fonte: CNBB.org.br

Brasil: a luta pelas terras amazônicas

A luta pela terra na Amazônia continua fazendo vítimas. A nova onda de violência começou em 24 de maio, quando um casal de ativistas envolvidos há mais de 20 anos na defesa da floresta foi morto numa emboscada. José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos por dois pistoleiros em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Os pistoleiros, que esperavam na ponte de Nova Ipixuna, não deram chance aos ambientalistas, matando-os com vários disparos. Para a polícia do Pará, que de acordo com a imprensa local nunca quis dar proteção à família Silva, o crime foi obra de matadores profissionais. Uma orelha de José Cláudio chegou a ser cortada pelos criminosos como troféu.

No local da emboscada havia duas testemunhas. Uma delas, Erenilto Pereira dos Santos, 25, foi morto quatro dias depois do assassinato do casal.

No dia anterior à morte de Erenilto, outro crime tomava o noticiário nacional. Em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, o ativista rural Adelino Ramos, o "Dinho", 57, foi executado a tiros em frente aos próprios familiares, enquanto vendia verduras no mercado.

Dinho vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros havia tempos. Sobrevivente do massacre de Corumbiara, em que morreram pelo menos 15 sem-terra em agosto de 1995, ele próprio previa sua morte para breve.

Já o assassinato de outro trabalhador rural, Marcos Gomes da Silva, 33, não teria ligação com conflitos agrários. Sua morte, em 1º de junho, em Eldorado de Carajás, Pará, teria sido um acerto de contas, conforme versão da polícia (Último Segundo, 3 de junho).

Diante do panorama, a CNBB exigiu das autoridades a investigação imediata dos crimes e a punição dos culpados, além de proteção para todos os agricultores ameaçados de morte, para que a justiça floresça no país.

A impunidade e a falta de segurança foram denunciadas ainda por José Batista, advogado da Pastoral da Terra do Pará. "Vivemos uma insegurança absoluta, que já obrigou várias famílias a abandonar o assentamento, porque o clima de impunidade é total" (El País, 12 de junho).

O conflito pela terra na Amazônia opõe tribos indígenas, pequenos agricultores e seringueiros às grandes serrarias e latifúndios, conforme o último relatório anual da Pastoral da Terra, organismo criado em 1975 pelos bispos brasileiros. O relatório foi publicado em abril com o nome "Conflitos no Campo - Brasil 2010" [1].

Os dados mostram que em 2010 houve 125 pessoas ameaçadas de morte e 34 assassinadas, aumento significativo em comparação com 2009 (26 mortos), mas inferior a 2003 (73 mortes). O Pará é o estado mais perigoso: 18 pessoas foram mortas em 2010 por questões de terra, e 13 sofreram tentativa de assassinato.

De 2001 a 2010, a luta pela terra provocou 377 vítimas no Brasil, com pico no triênio 2002-2004 (respectivamente, 43, 73 e 39 mortos). 360 das vítimas perderam a vida em conflitos ligados à terra. O restante, em questões referentes à água ou em conflitos trabalhistas agrícolas.

Enquanto isso, no dia 24 de maio, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou por forte maioria (410 votos contra 63, e uma abstenção) a controversa proposta de lei apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, membro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), que visa afrouxar o Código Florestal. A razão apresentada pelo deputado é simples: a maioria dos fazendeiros (latifundiários) não cumpre a legislação vigente.

Embora a norma já tenha passado agora da Câmara ao Senado, a modificação do Código Florestal de 1965 não só atenua as disposições introduzidas para proteger a floresta amazônica e as margens dos rios, ampliando as áreas destinadas ao desmatamento, mas também oferece um anistia para os abusos cometidos até julho de 2008.

Em uma carta aberta ao Senado, vários ex-ministros do meio ambiente se manifestaram contra o novo Código Florestal. Se for aprovado – destacam os signatários – “o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento do nosso capital natural” (Agência Brasil, 23 de maio).

Sor Margarida Rutan será beatificada na França

O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, presidirá a beatificação de Sor Margarida Rutan, filha da caridade de São Vicente de Paulo, no próximo domingo, dia 19, na cidade de Dax, depois de mais de 100 anos de processos.

Margarida Rutan nasceu em Metz, em 1736. Foi a oitava de quinze irmãos. Seu pai era talhador de pedra, mestre de obras e arquiteto. Sua mãe, profundamente cristã, proporcionou a cada um dos seus filhos uma educação religiosa séria e o exemplo de uma vida de entrega.

Em 1757, aos 21 anos, Margarida começou seu noviciado na casa-mãe das Filhas da Caridade de Paris.

Em 1779, assumiu, como superiora, a direção de um hospital de Dax e rapidamente se tornou uma pioneira da ação social, com a abertura de uma escola e o acolhimento de crianças abandonadas.

Ao chegar a Revolução Francesa, as religiosas do hospital ficaram presas no convento de Carmas, transformado em prisão para mulheres, enquanto o dos capuchinhos servia de prisão para homens e o palácio episcopal, de tribunal revolucionário, presidido por Pinet.

Em 1792, as religiosas foram acusadas de roubo e, em 1793, a irmã Rutan finalmente foi denunciada e presa, na véspera do Natal.

Foi condenada à morte pelo tribunal revolucionário em 9 de abril de 1794 e guilhotinada no mesmo dia, por não negar sua fé.

Um ano mais tarde, o Diretório lamentou que esta mulher fosse “sacrificada de uma forma inumana sem motivos”.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fraternidade e Juventude em 2013

A Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil de 2013 terá como tema “Fraternidade e Juventude”.

A escolha foi feita nesta quarta-feira pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep), que está reunido desde ontem na sede da CNBB.

O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião do Consep.

Segundo informa a CNBB, esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992, com o lema “Juventude, caminho aberto”.

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.

Saúde

Já a Campanha da Fraternidade do ano que vem discutirá o tema “Fraternidade e a Saúde Pública”, com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra".

O Consep aprovou hoje o texto-base dessa Campanha, que será lançado no dia 7 de julho, em São Paulo, com publicação pelas Edições CNBB.

Esta é a primeira reunião do novo Consep, eleito na última assembleia anual da CNBB, realizada no mês de maio.

Além dos três membros da Presidência da CNBB, fazem parte do Consep os presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB.

Brasil: Prelazia de Coari tem novo bispo

A Santa Sé informou nesta quarta-feira que Bento XVI nomeou o padre Marian Marek Piatek, conhecido como padre Marcos, como bispo da prelazia de Coari, no estado do Amazonas. A prelazia estava vacante desde julho de 2009.

O novo bispo de Coari, de 56 anos, é polonês da cidade de Tuchów. Nasceu no dia 10 de outubro de 1954. Ordenado padre pela Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) no dia 5 de junho de 1980, padre Marcos tem mestrado e doutorado em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana da Universidade Lateranense, em Roma.

Atualmente é professor de Teologia Moral no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador, no Curso de Extensão do IT-UCSAL, na Faculdade São Bento da Bahia e da Escola Diaconal da Arquidiocese de São Salvador (BA). É ainda coordenador do Curso de Extensão em Missiologia e Evangelização do Centro Missionário Redentorista da Bahia.

No Brasil desde 1986, padre Marcos é membro da Sociedade Brasileira de Teologia Moral. Foi responsável pela formação de seminaristas de teologia da vice-província redentorista da Bahia.

Foi vigário paroquial e pároco da paróquia da Ressurreição do Senhor, em Salvador; professor no Instituto Teológico dos Frades Franciscanos em Recife-Olinda, no Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás, em Goiânia (GO), no Instituto Teológico dos Redentoristas em Tuchów (Polônia) e no Instituto Teológico São Bento da Bahia.

Alunos de Ratzinger falarão da nova evangelização

Os antigos alunos de Joseph Ratzinger refletirão sobre a nova evangelização em seu próximo encontro anual, que será realizado de 26 a 28 de agosto em Castel Gandolfo.

O organizador destes encontros anuais, Pe. Stephen Horn, explicou a ZENIT que o tema do próximo encontro do Círculo de Estudantes de Ratzinger será a nova evangelização e que o Papa presidirá a Missa com eles no domingo, dia 28.

A teóloga leiga Hanna-Barbara Gerl-Falkowitz e o membro austríaco da Comunidade Emanuel, Otto Neubauer, também leigo, foram convidados a dar seu testemunho no encontro deste verão boreal.

Hanna-Barbara Gerl-Falkowitz, especialista em Romano Guardini e nas relações entre filosofia e cultura, é professora em Dresde – na antiga Alemanha do Leste – e assídua nos meios de comunicação.

Ao primeiro círculo do Ratzingerschülerkreis - de Bonn, Munique, Tubinga, Ratisbona – se uniu há alguns anos um novo círculo, constituído por estudantes não diretos do professor Ratzinger (como um dos premiados do “Prêmio Ratzinger”, o Pe. Heim), mas que se formaram com o estudo da sua teologia.

O primeiro encontro de Ratzinger com seus antigos alunos ocorreu em março de 1977, quando foi nomeado por Paulo VI como arcebispo de Munique e Frisinga. Desde aquele dia, o encontro se repete todos os anos sobre um tema específico.

Seus antigos alunos receberam com surpresa uma carta do novo Papa, em 2005, poucos meses depois da sua eleição, para convidá-los a Castel Gandolfo e manter o costume.

Nesse mesmo ano, analisaram a questão do Islã; em 2006 e 2007, a evolução e as teorias evolucionistas; em 2008, o tema foi o Jesus histórico e sua Paixão; em 2009, a missão e o diálogo com as religiões e culturas; e, em 2010, a interpretação adequada do Concílio Vaticano II.

Do Círculo de Estudantes de Ratzinger fazem parte o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena; o bispo auxiliar de Hamburg, Dom Hans-Jochen Jaschke; e dezenas de professores universitários, párocos, religiosos, religiosas e leigos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Homenagem nos 60 anos de sacerdócio de Bento XVI

Por ocasião do 60º aniversário de sua ordenação sacerdotal, os artistas prestarão uma homenagem ao Papa Bento XVI, com uma exposição intitulada “O esplendor da verdade, a beleza da caridade”.

O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, cardealGianfranco Ravasi, e o responsável pelo departamento “Arte e Fé” do mesmo dicastério, Dom Pasquale Iacobone, apresentarão a exposição no próximo dia 17 de junho, no Vaticano.

O Papa inaugurará a exposição em 4 de julho, no átrio da Sala Paulo VI.

Bento XVI foi ordenado sacerdote na catedral de Frisinga, pelo cardeal Michael von Faulhaber, no mesmo dia do seu irmão mais velho, Georg, 29 de junho de 1951, festa dos santos Pedro e Paulo.

Por ocasião deste aniversário, a Congregação para o Clero convidou os católicos do mundo inteiro a realizar 60 horas de adoração eucarística pelas intenções do Papa, pela Igreja e pelo mundo, pelos sacerdotes, pelo clero e pelas vocações sacerdotais, de 29 de junho a 1º de julho de 2011 (cf. ZENIT, 2 de junho de 2011).

Fonte: Zenit

1º FORROQUIAL DA PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA - BAIRRO CONQUISTA -DIOCESE DE ILHÉUS

OLÁ AMIGOS E AMIGAS DA PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA E OUTRAS PARÓQUIAS DE NOSSA CIDADE DE ILHÉUS, DIA 18 DE JUNHO DE 2011 APARTI DAS 19 HORAS, ESTAREMOS REALIZANDO O 1º FORROQUIAL EM NOSSA COMUNIDADE ,ENTÃO DESDE JÁ CONTAMOS COM A PRESENÇA DE VOSSAS FAMILIAS PARA JUNTOS COMEMORAR-MOS DE FORMA BEM SÓLIDA E ALEGRE A FESTA DE SÃO JOÃO.

Fonte: Grupo Jovem Ágape

Tempo comum: tempo da evangelização

Para a Igreja e para os cristãos, o “tempo comum”, retomado com a celebração de Pentecostes, “é o tempo da evangelização, da vivência cristã no dia a dia e do testemunho da fé à luz do Mistério Pascal celebrado e com o vigor dos dons da salvação recebidos”.

“É o tempo da perseverança e dos frutos da fé, da esperança e da caridade”, afirma o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo.

Segundo Dom Odilo, a vida cristã pode ser definida como “seguimento de Cristo”. “É estar a caminho com Jesus Cristo, pela vida afora (‘eu estarei sempre com vocês...’), deixando-se atrair sempre mais por ele, aprendendo dele e tentando praticar o que dele aprendemos”.

Os cristãos não vão sozinhos, pois juntos seguem, “no mesmo caminho, tantos outros irmãos, também discípulos do Senhor e membros da Igreja, que nos apoiam e aos quais devemos apoiar; acompanham-nos os santos do céu com sua intercessão e seu exemplo de vida, dando-nos força e coragem para perseverar e seguir em frente”.

Viver “na Igreja” e sentir-se parte dela “é essencial na vida cristã”. Caminhar sozinhos “é muito difícil e desaconselhável; vamos com os irmãos, na Igreja, comunidade de fé, na comunhão dos santos”.

O arcebispo enfatiza que “ninguém é filho de Deus sozinho, nem discípulo solitário do Senhor”. Por isso, “a vida cristã requer a participação nos atos de vida comunitária, como a santa Missa dominical, as outras celebrações da Igreja e os sacramentos”.

“Em tempos de afirmação crescente do individualismo, é necessário cultivar intensamente a dimensão comunitária da fé e da vida cristã. Precisamos aprender novamente a valorizar o Domingo, dia do Senhor ressuscitado no meio de nós; a Missa dominical é fundamental para a vivência cristã”, afirma.

Dom Odilo indica ainda que os católicos, para não esmorecer na fé, devem se alimentar constantemente da Palavra de Deus.

“A Palavra, lida, ouvida e acolhida com fé eclesial, faz-nos crescer na compreensão das coisas de Deus e de sua santa vontade.”

“Somos discípulos e, por isso mesmo, somos sempre ouvintes da Palavra; ela nos dá a direção a seguir na vida, é luz para o caminho; ela nos dá a verdadeira sabedoria de Deus.”

Segundo o cardeal, a vida cristã se traduz também na sintonia com a vontade de Deus. “Não seríamos pessoas de fé verdadeira, se não buscássemos conformar nossa vida com o desígnio de Deus”.

“A forma mais simples e direta de sintonizar com a vontade de Deus é a observância dos mandamentos da Lei de Deus, que continuam sendo a referência moral universal para todas as pessoas. A observância dos mandamentos é completada pela vivência das bem-aventuranças e das obras de misericórdia.”

Dom Odilo destaca ainda que não poderia haver vida cristã “sem oração pessoal, além da comunitária”.

A oração, “compreendida acima de tudo como o colóquio filial com Deus, é expressão e exercício da nossa condição de ‘filhos de Deus’, como nos tornamos pelo Batismo, e mantém viva e constante nossa comunhão com Deus”.

Além disso – prossegue o cardeal – a vida cristã não seria completa “se faltasse a caridade fraterna, vivida de muitas maneiras”.

“O amor ao próximo decorre do nosso amor a Deus e está intimamente ligado a ele; os filhos de Deus são irmãos entre si e devem tecer relações respeitosas, justas e fraternas no convívio social.”

A caridade “deve ser pessoal e também organizada, como expressão da caridade da Igreja. A caridade organizada, como acontece nas obras sociais, cria oportunidades para que muitas pessoas possam aderir a tais iniciativas”, afirma.

Dom Odilo recorda que “é o Espírito Santo que nos capacita para toda obra boa”. “Ele é que nos torna capazes de ‘querer e agir conforme Deus’”.

“Viver como bons cristãos significa, portanto, deixar-se iluminar, inspirar e conduzir pelo Espírito de Cristo. A ele nos confiemos todos os dias”, encerra o cardeal.

terça-feira, 14 de junho de 2011

As funçoes dos Coroinhas

Pastoral dos Coroinhas tem como função:
Servir o altar; acompanhar o celebrante, rezar e participar das celebrações..
O coroinha não é um enfeite. Ele tem uma função importante. Desempenha um ministério, um serviço.

O que é preciso para ser um coroinha?

Para ser coroinha, não são necessários muitos requisitos. Basta fazer o seguinte:
•ter vontade de ajudar e aprender as funções;
•ser disponível para DEUS e para a comunidade;
•espírito sensível: estar atento às necessidades;
•espírito de equipe: ninguém constrói nada sozinho, muito menos a Igreja e o reino de Deus. Portanto, no grupo de coroinhas não deve haver competição, mas entreajuda, companheirismo e amizade;
•esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus ensinou, é preciso esforço para ser bom em casa, na escola e participar para valer da vida da comunidade,
•e o principal: espírito de fé: a celebração eucarística é o momento mais forte da vida da comunidade. É ali que todos celebramos nossas vidas, nossas lutas pela justiça e a fraternidade. Por isso, o coroinha não está no altar como se estivesse fazendo um teatro. Ele esta ali para ajudar a comunidade a rezar. Assim, deve participar da celebração com atenção e piedade.

VOCE É CHAMADO A SER COROINHA...
QUAL É SUA RESPOSTA???

PARÓQUA SÃO JORGE - ILHÉUS-BA

Coordenador: Uilder Jakson - Contato.: 81820563