terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bento XVI voltará ao Vaticano nesta quinta-feira


CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI anunciou que voltará a Roma, ao Vaticano, na próxima quinta-feira, dia 30 de setembro, depois de uma estadia de quase 3 meses em Castel Gandolfo, que incluiu alguns deslocamentos e viagens.

Neste verão boreal, o Papa não passou uns dias de férias nos Alpes, como nos anos anteriores, mas permaneceu quase todo o verão na residência papal de Castel Gandolfo, desde a quarta-feira, 7 de julho.

Retomou as audiências gerais das quartas-feiras no dia 4 de agosto, assim como as audiências privadas e as visitas ad limina.

"Queridos amigos - anunciou o Papa ontem, depois de rezar o Ângelus -, se Deus quiser, na quinta-feira que vem voltarei a Roma; então, desejando-vos um feliz domingo, dirijo um ‘até logo' cordial à comunidade de Castel Gandolfo."

Durante suas férias, o Papa viajou ao Reino Unido, de 16 a 19 de setembro, e também visitou Carpineto Romano, no dia 5 de setembro.

É possível que ele tenha preparado sua próxima visita a Palermo, programada para o dia 3 de outubro, e sua viagem à Espanha, em novembro.

Sem esquecer a música, o Pontífice também teria trabalhado em seu terceiro livro sobre Jesus de Nazaré e em uma quarta encíclica, talvez sobre a fé - depois de ter escrito sobre as duas outras virtudes teologais: a caridade (Deus caritas est) e a esperança (Spe salvi).

Bento XVI também recebeu, como todos os anos, seus ex-alunos do Ratzinger Schülerkreis, durante um encontro realizado de 27 a 29 de agosto, e o ex-bispo de Basileia e novo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Dom Kurt Koch, como convidado de honra, a quem o Papa recebeu em audiência no dia 29 de agosto.

Beatificada jovem esportista falecida aos 19 anos

ROMA, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Pelo menos 25 mil pessoas se uniram no último sábado, no santuário do Divino Amor de Roma, para a beatificação de Chiara Luce Badano, jovem italiana falecida aos 19 anos (1971-1990) após uma longa doença durante a qual deu prova de autenticidade cristã.

Como no santuário cabiam apenas 5 mil peregrinos, os demais participantes assistiram à celebração, presidida em nome de Bento XVI pelo arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, da esplanada contígua.

Muitos dos presentes - de 71 países - fazem parte do Movimento dos Focolares, cujo carisma foi vivido pela jovem.

Na homilia, Dom Amato definiu a nova beata como "uma garota de coração cristalino", "moderna, esportista, positiva que, num mundo rico de bem-estar, porém deficiente de tristeza e infelicidade, nos transmite uma mensagem de otimismo e transparência".

Em seguida, lembrou de acontecimentos simples e cotidianos da vida de Chiara Luce, na localidade italiana de Sassello, onde vivia; são fatos cheios de surpreendente radicalidade evangélica: desde quando dava o lanche aos pobres, até quando acolheu uma senhora marginalizada, ou quando dava testemunho em um café com os amigos, pois "o que importa não é só falar de Deus. Tenho de anunciá-lo com a minha vida".

Sua vida se tornou ainda mais luminosa depois que os médicos diagnosticaram nesta apaixonada pelo jogo de tênis um câncer nos ossos (osteosarcoma), início de uma doença que a levaria à morte.

Quando tiveram de amputar-lhe as pernas, a garota disse: "não tenho pernas, mas o Senhor me deu asas".

"Essa garota aparentemente frágil, era na realidade uma mulher forte", acrescentou Dom Amato. Ela encontrou esta força na espiritualidade do Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich, com quem a jovem manteve uma intensa relação epistolar e de quem recebeu o nome de Chiara Luce.

"É um momento histórico, uma confirmação, por parte da Igreja, de que a espiritualidade da unidade leva à santidade", afirmou Maria Voce, atual presidente dos Focolares, ao constatar que se trata da primeira pessoa que segue este carisma eclesial.

"É um novo compromisso - acrescentou. Chiara Luce nos convida a percorrer o caminho da santidade."

Dom Pier Giorgio Micchiardi, bispo de Acqui, diocese italiana na qual Chiara Badano viveu, agradeceu pela beatificação durante a celebração e desejou que ela "ajude os jovens e os nem tão jovens a buscarem decididamente a amizade plena com Jesus".

Na celebração, participaram 14 bispos de vários países e representantes de vários movimentos, como a Ação Católica, Santo Egidio, Renovação Carismática, Schoenstatt e associações de escoteiros.

No final da celebração, a mãe de Chiara, Maria Teresa, reconheceu que "foi uma emoção muito profunda, nosso reconhecimento a Deus por nos ter dado uma filha é infinito".

Por meio dos jornalistas presentes, deixou esta mensagem aos pais que descobrem a doença de seus filhos: "São momentos de grande dor, mas o consolo só pode vir de Deus. Ele nos apoiou com a força da unidade, uma força que não provém apenas da unidade entre nós, mas da potência da unidade que todas as pessoas do Movimento desencadearam".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os Cinco Mandamentos da Igreja


Uma coisa que muitos católicos não sabem - e por isso não cumprem - é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc.

Cristo deu poderes à Sua Igreja para estabelecer normas para a salvação do povo. Ele disse aos Apóstolos:
“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).

“Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no Céu.” (Mt 18,18)

Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e em conseqüência, ao Pai.

Para a salvação do povo, então, a Igreja estabeleceu Cinco obrigações que todo católico têm de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja. Ele diz:
“Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)

Note que o Catecismo diz que isto é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual; podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1 – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (CDC, cân. 1246-1248). (§2042)

Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo:
“Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252). (§2177)

2 - Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.

Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989).

É claro que é pouco se Confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se Confessasse ao menos uma vez por mês, fica mais fácil de se lembrar dos pecados e ter a graça para vencer os pecados.

3 - Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”

O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção, e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).

Também é muito pouco Comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a Comunhão diária.

4 - Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe de Igreja” (No Brasil é na Quarta-feira de cinzas e na Sexta-feira Santa).

Este jejum consiste de um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafézinho. Quem desejar pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazer se desejarem.

Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

5 - Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”

Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigado que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo e nem o Código de Direito Canônico obriga isto, mas é bom e bonito. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada um parte na paróquia e em outras obras da Igreja.

Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada pais, podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455).(§2043)

Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo’. Prof. Felipe Aquino

Santa Sé publica programa da viagem do Papa a Santiago de Compostela e Barcelona

CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A visita do Papa a Santiago de Compostela e a Barcelona, nos próximos dias 6 e 7 de novembro, incluirá eventos privados com os reis da Espanha e com os príncipes de Astúrias.

Assim prevê o programa oficial da viagem apostólica, divulgado no dia 24 de setembro pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Bento XVI chegará a Santiago às 11h30 no dia 6 de novembro. No aeroporto da cidade, participará de uma cerimônia de boas-vindas, pronunciará um discurso e terá um encontro provado com o príncipe Felipe e a princesa Letizia.

Às 13h, visitará a catedral de Santiago e depois almoçará com os cardeais espanhóis, com os membros do comitê executivo da Conferência Episcopal Espanhola e com seu séquito no arcebispado de Santiago.

Às 16h30, celebrará uma Missa por ocasião do Ano Santo Compostelano, na frente da catedral de Santiago, e pronunciará a homilia.

Às 19h15 está prevista sua saída de avião do aeroporto de Santiago, rumo a Barcelona.

No domingo, 7 de novembro, o programa oficial começa com um encontro privado com os reis Juan Carlos e Sofia, na igreja da Sagrada Família de Barcelona.

Às 10h, celebrará a Missa de dedicação do templo inacabado de Antonio Gaudí e do seu altar; o Papa pronunciará a homilia e depois rezará o Ângelus na praça da igreja da Sagrada Família.

Às 13h, almoçará com os cardeais e bispos presentes e com o séquito papal, no arcebispado de Barcelona.

De lá, Bento se despedirá às 16h30 e, às 17h15, visitará a Obra benéfico-social Nen Déu, de assistência a crianças com Síndrome de Down e outras dificuldades, e dirigirá uma saudação.

A cerimônia de despedida, na qual o Papa pronunciará um discurso, está prevista para as 18h30, no aeroporto internacional de Barcelona. Sua partida está prevista para as 19h15.

A visita a Santiago de Compostela tem como motivo o ano jubilar que está sendo comemorado este ano; e a de Barcelona, a dedicação do templo da Sagrada Família, segundo recordou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ.

Trata-se da segunda viagem de Bento XVI à Espanha, depois da de Valência, em 2006, por ocasião do 5º Encontro Mundial das Famílias. A terceira viagem está prevista para agosto de 2011, para presidir a Jornada Mundial da Juventude.

domingo, 26 de setembro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 26ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Profeta Amós.

Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria. 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José.
7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Bendize, minha alma, e louva o Senhor!
— Bendize, minha alma, e louva o Senhor!

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos
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SEGUNDA LEITURA

Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.

11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.
13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.
15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SANTO EVANGELHO


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “19Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.
24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.
29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.
31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 25 de setembro de 2010

Bento XVI no Reino Unido: audaz e triunfante


LONDRES, sexta-feira, 24 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A visita de Estado de quatro dias de Bento XVI ao Reino Unido desafiou os agourentos e a publicidade negativa que a precedeu.

Tanto o governo como o Vaticano ficaram encantados com os resultados. O porta-voz vaticano, padre Federico Lombardi, disse que foi “uma visita maravilhosa” e sobretudo “um êxito espiritual”.

O número de partidários que aclamaram o Papa foi muito maior que número de manifestantes (no sábado, 200 mil partidários nas ruas de Londres, contra 5 mil manifestantes), mas o Vaticano não julga o êxito pelos números.

Padre Lombardi disse que o Papa sentiu que foi um sucesso porque “muitas pessoas escutaram com profundo interesse o que ele tinha para dizer”.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse em seu discurso de despedida que as mensagens que Bento XVI entregou ao país nos fizeram “sentar e refletir”. Deu firmes garantias de que a fé “foi e sempre será” parte da estrutura da sociedade britânica.

“Foi uma visita muito mais exitosa do que a que a hierarquia católica romana podia esperar”, escreveu o comentarista inglês Stepehen Glover. “O Papa falou à alma de nosso país, afirmando as verdades morais eternas que nossos líderes políticos e religiosos preferem evitar normalmente. Essencialmente, pediu-nos que examinemos que tipo de país queremos ser”.

E talvez mais que em qualquer outra visita papal, tratou com compreensão o escândalo dos abusos sexuais, primeiro se referindo a sua “comoção” e “tristeza” pelo fato de que sacerdotes tivessem abusado de crianças, depois expressando seu “profundo pesar” pelo “crime indescritível” de pedofilia pelo clero, e finalmente se encontrando com cinco britânicos que tinham sofrido esse tipo de abuso.

O pontífice também advogou por melhores medidas de segurança para as crianças nas escolas e chamou a Igreja no Reino Unido, que na década passada soube tratar o escândalo, a partilhar sua experiência.

Esta foi uma visita verdadeiramente histórica, desenhada para ajudar a levar reconciliação entre a Igreja e o Estado e entre católicos e anglicanos. A metade de todos os parlamentares do país compareceu ao discurso do Papa em Westminster Hall, em que o Santo Padre expressou sua preocupação pela “marginalização” da religião na sociedade.

Novo capítulo

Com a Igreja na Inglaterra, os intercâmbios foram muito amistosos, apesar das relações terem alcançado ultimamente seu ponto mais baixo. O Papa também chegou aos líderes inter-religiosos e se dirigiu ainda aos professores e aos jovens, convidando estes a não seguir a cultura da fama e da celebridade, mas a entrar em relação com Deus e buscar a santidade. Na beatificação do cardeal John Henry Newman, chamou o teólogo de “grande filho da Inglaterra”.

Para os leigos católicos e os britânicos que valorizam o ensinamento da Igreja e os princípios cristãos – obviamente muito mais do que os meios de comunicação costumam transmitir –, a visita do Santo Padre foi um estímulo muito bem acolhido, após anos de invasiva intolerância secularista.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Arcebispo espanhol: jejuar para preparar-se para visita do Papa

SANTIAGO DE COMPOSTELA, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Julián Barrio, propôs jejuar no dia anterior à visita do Papa para preparar-se interiormente e, ao mesmo tempo, ajudar os mais necessitados.

Sua proposta aparece em uma carta pastoral que o prelado acaba de enviar às paróquias e casas religiosas da diocese, na qual convida todos os diocesanos a participarem da peregrinação de Bento XVI a Santiago de Compostela.

"Como preparação espiritual, convido-lhes a jejuar no dia 5 de novembro, oferecendo uma contribuição econômica à Cáritas diocesana para que, com o arrecadado, seja possível ajudar as pessoas mais necessitadas", indica a carta.

O arcebispo propõe também outras iniciativas espirituais e pastorais para preparar a viagem: formação nas catequeses e encontros pastorais, celebração semanal de um ato eucarístico na catedral, nas paróquias e casas religiosas de Santiago e a oração do terço pelos frutos espirituais e pastorais da peregrinação.

Dom Barrio também convida seus diocesanos a acompanhar Bento XVI no trajeto que fará no papamóvel, do aeroporto à Plaza del Obradoiro.

"A peregrinação do Papa é um gesto pelo qual temos de agradecer-lhe vivamente, acompanhando-o com nossa oração e com nossa presença", destaca.

A visita de Bento XVI constará de 3 atos públicos. Ele chegará no sábado, 6 de novembro, pela manhã, ao aeroporto de Lavacolla, informou o arcebispado.

Lá será recebido oficialmente por membros da Casa Real e autoridades eclesiásticas e civis, nacionais, autônomas e locais.

Após transladar-se no papamóvel do aeroporto até a cidade, entrará na catedral pela porta de Azabachería, como peregrino da fé e testemunha de Cristo Ressuscitado.

Terá a oportunidade de rezar na Capela da Comunhão, contemplar o Pórtico da Glória, rezar diante do túmulo do apóstolo Tiago, passar pela Porta Santa, abraçar o Apóstolo e dirigir umas palavras aos presentes.

Depois de comer e descansar no palácio arcebispal, presidirá uma Missa na praça da catedral.

E na última hora da tarde, ele se dirigirá a Lavacolla, onde participará da cerimônia de despedida com um número reduzido de autoridades e viajará até Barcelona.

Também o arcebispo de Barcelona, cardeal Lluís Martínez Sistach, pediu que se participe pessoalmente da dedicação do templo da Sagrada Família e se cumprimente o Papa pelas ruas e praças pelas quais ele passará.

Em uma exortação pastoral intitulada "Com o Papa começamos um novo curso", indica que "o Santo Padre deixará o Vaticano para vir visitar-nos" e "nós temos de acolhê-lo saindo da nossa casa, deixando nossos povoados e cidades".

Dilma tem 50%, e Serra, 28%, aponta pesquisa Ibope


A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera a disputa pela Presidência da República com 50% pontos percentuais. José Serra (PSDB) tem 28% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada nesta sexta-feira (24) no "Jornal Nacional". De acordo com a pesquisa, Marina Silva (PV) tem 12%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 202 municípios de 21 setembro a 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 48% e 52%; José Serra, entre 26% e 30%; e Marina Silva, entre 10% e 14%.

Segundo o Ibope, em uma semana, a vantagem de Dilma sobre os demais candidatos caiu de 14 para 9 pontos. No levantamento anterior do Ibope, divulgado no dia 17 de setembro, Dilma tinha 51%, e Serra, 25%. Segundo o Ibope, a diminuição da vantagem de Dilma se deu por conta, principalmente, da redução de indecisos em favor de Serra. Mas, ainda assim, nos votos válidos, Dilma está com 55% e poderia ganhar no 1º turno se a eleição fosse hoje.

Dentre os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) –-, nenhum alcançou 1% das intenções de voto individualmente, mas juntos atingiram 1%. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 5% e os que se disseram indecisos, 5%.

A pesquisa foi encomendada ao Ibope pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.689/2010.

Segundo turno

Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 54% (considerando a margem de erro, tem de 52% a 56%) e Serra, 32% (de 30% a 34%). Votariam nulo ou em branco 7% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 7%.

Avaliação do governo

A pesquisa também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 80%, o governo é ótimo ou bom; para 15%, regular; para 4%, ruim ou péssimo. Os que não souberam ou não quiseram opinar chegaram a 1%.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Apelo do Papa à oração pelo diálogo com ortodoxos


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI lançou um apelo hoje a todos os fiéis católicos, para que rezem pelo êxito do diálogo entre católicos e ortodoxos, que nestes dias entra em uma nova e importante fase.

Nesta semana, acontece em Viena (Áustria) a reunião plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto, uma reunião que estava sendo preparada há muito tempo.

"O tema da atual fase de estudo é o papel do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular referência ao primeiro milênio da história cristã", recordou o Papa.

"A obediência à vontade do Senhor Jesus e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo nos obrigam a comprometer-nos seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas."

O Papa exorta todos a "rezar intensamente pelos trabalhos da Comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz entre os batizados, para que possamos dar ao mundo um testemunho evangélico cada vez mais autêntico".

A Comissão está buscando uma leitura comum dos fatos históricos e dos testemunhos relativos ao primado petrino no primeiro milênio, com o fim de alcançar uma desejável e possível interpretação compartilhada.

A convergência na interpretação histórica do primado no primeiro milênio poderia ajudar a fazer avançar o diálogo entre os católicos e os ortodoxos sobre o tema central que os separa: o exercício do primado do Papa.

De fato, a esperada sessão, que começou no dia 20 e terminará no dia 27 de setembro, aborda pela segunda vez este tema, que também centrou o anterior encontro da Comissão Mista, realizado em Chipre em 2009.

Jovem falecida em 1990 será beatificada neste sábado

ROMA, quarta-feira, 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Num dia em que jogava tênis, quando tinha 17 anos, Chiara Badano (1971-1990) começou a sentir dores muito fortes. Era o início da doença que meses depois a levaria à morte. “Por ti, Jesus, se o queres, eu também quero!”, eram as palavras que repetia durante sua morte.

Chiara pertencia ao Movimento dos Focolares, fundado na Itália por Chiara Lubich, em 1943. Será beatificada neste sábado às 16h, no santuário do Divino Amor, em Roma, em uma cerimônia presidida por Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em representação do Papa Bento XVI.

No mesmo dia, às 20h30, milhares de membros dos Focolares se reunirão na Sala Paulo VI, no Vaticano, para festejar a chegada aos altares da primeira de seus membros. No domingo, às 10h30, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, presidirá a uma missa em ação de graças na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Chiara: A alegria da casa

Depois de 11 anos de casamento, o casal Ruggero e Maria Teresa Badano realizaram o sonho da chegada de sua primeira e única filha: Chiara, que nasceu em 29 de outubro de 1971, num pequeno povoado chamado Sassello, localizado na região de Liguria, norte da Itália.

“Não era apenas nossa filha. Era, em primeiro lugar, de Deus, e como tal tínhamos de educá-la, respeitando sua liberdade”, testemunha sua mãe, num vídeo que pode ser visto na página oficial de sua beatificação http://www.chiaralucebadano.it/

Em 1981, conheceu o movimento dos Focolares, graças a uma amiga chamada Chicca, que a convidou para fazer parte do movimento GEN (Geração Nova).

Em diálogo com ZENIT, Maria Grazia Magrini, vice postuladora da causa de Chiara Badano, afirma que quando ela era adolescente, gostava de cantar, dançar, jogar tênis e patinar. Amava a montanha e o mar. “Também ia à missa todos os dias”, disse Maria Grazia.

Um dia, jogando tênis, sentiu uma dor muito forte: “Retornou a sua casa muito pálida e subiu as escadas”, disse sua mãe, que lhe perguntou: “Por que retornou, Chiara?”. E ela disse: “senti uma dor tão forte nas costas que minha raquete caiu”.

As dores foram piorando. Após serem realizados os exames, constou-se o resultado mais temido: osteosarcoma. Sua mãe recorda quando chegou a casa depois da primeira sessão de quimioterapia. Não queria falar: “eu a olhava e via a expressão de seu rosto, toda a luta que estava combatendo dentro de si para dar seu sim a Jesus”. Após 25 minutos, ela disse a sua mãe: “agora pode falar”.

Chiara foi submetida a uma operação que não teve êxito, desde então perdeu o movimento de suas pernas. Segundo sua vice-postuladora, esta jovem esportista, apesar do momento tão doloroso, exclamou: “Se tivesse de escolher entre caminhar ou ir para o Paraíso, não tinha dúvidas, escolheria o Paraíso”, disse Chiara. Nesse tempo, fez uma forte amizade com Chiara Lubich, fundadora do movimento dos Focolares, que decidiu chamar Chiara de “Luce” Badano.

Assim transcorreu vários meses de sofrimento que ajudaram-na em sua preparação ao encontro com Jesus”. Os momentos mais bonitos foram durante seu último verão”, testemunha sua amiga Chicca.

Ela conta que a jovem quis preparar seu próprio funeral: os cânticos da missa, o vestido e o penteado: “Tudo para ela era uma festa. Disse-me que queria ser sepultada com um vestido branco, como uma esposa que vai encontrar com Jesus”.

Antes de morrer fez sua última exortação a sua mãe: “Quando você for me vestir, diga três vezes: Agora Chiara vê Jesus”. Chiara pediu que as córneas de seus folhos fossem doadas para dois jovens. Ela morreu nod ia 7 de outubro de 1990. As últimas palavras para sua mãe foram: “Seja feliz porque eu sou”.

Ansiedade diante do futuro: desafio da pastoral da saúde

ROMA, quarta-feira, 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - "Muitas pessoas estão ansiosas e assustadas pelo futuro, que é incerto e instável", reconhece o presidente do Conselho para os Agentes da saúde, Dom Zygmunt Zimowski, numa mensagem enviada por ocasião do encontro "A capelania no futuro: dar e receber", organizado em Londres pela rede europeia de capelanias da saúde, uma organização de caráter interconfessional que reúne 46 capelanias que operam em 29 países.

"Para os que estão envolvidos na pastoral da saúde - lê-se na mensagem transmitida pela Rádio Vaticano -, este é o desafio de continuar no ministério de assistir as necessidades espirituais dos que sofrem numa sociedade cada vez mais secularizada, plural, relativista, hostil e agressiva diante da fé e dos valores religiosos."

O prelado quis recordar as palavras pronunciadas por Bento XVI na Basílica de São Paulo Fora dos Muros de Roma por ocasião da solenidade dos santos Pedro e Paulo.

"A Igreja é jovem e aberta ao futuro - disse o então Papa -, a Igreja é uma imensa força de renovação no mundo, não por sua própria força, mas pelo poder do Evangelho, no qual está presente o Espírito de Deus, criador e Redentor do mundo."

Nesta ocasião, o Papa enumerou, entre os desafios do mundo de hoje, o histórico, social, sobretudo o espiritual, e mostrou que, além da fome física, há outra fome que não pode ser saciada com alimento material, "uma fome mais profunda que apenas Deus pode satisfazer".

"A humanidade do terceiro milênio quer uma vida plena, autêntica, necessita de verdade, liberdade profunda, amor gratuito - concluiu o Pontífice. Também no deserto do mundo secularizado, a alma do homem tem sede de Deus, do Deus vivo".

Dom Zimowski destacou que, desde sua origem, a missão da Igreja foi de cuidar dos homens, física e espiritualmente, como ensinava Jesus, que enviou seus apóstolos pelo mundo para curar as doenças do corpo e da alma.

O prelado, finalmente, expressou sua proximidade das capelanias da Europa, especialmente as agrupadas na rede europeia, cujo coordenador, reverendo Stavros Kofinas, foi recebido por Dom Zimowski, que lhe entregou a Medalha de Bom Samaritano, prestigioso reconhecimento do Conselho Pontifício para os Agentes de Saúde.

Dilma tem 49%, e Serra, 28%, aponta pesquisa Datafolha


Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (22) mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto. O candidato do PSDB, José Serra, aparece com 28%, e Marina Silva, do PV, tem 13%, segundo o levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".

Se a eleição fosse hoje, o índice da candidata do PT seria suficiente para elegê-la presidente no primeiro turno. Segundo o instituto, porém, a diferença de Dilma, para os outros candidatos, diminuiu. Em uma semana, caiu de 12 para 7 pontos.

Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter de 47% a 51%. Serra pode ter de 26% a 30%, e Marina, de 11% a 15%.

Dentre os outros candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio (PSOL), Rui Costa Pimenta ( PCO) e Zé Maria (PSTU) - nenhum atingiu 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos somaram 3%, e indecisos, 5%.

Foram realizadas 12.294 entrevistas em 444 municípios entre segunda-feira (20) e terça-feira (21). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 31330/2010.

Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada na última quinta-feira (16), Dilma aparecia com 51%, Serra, com 27%, e Marina, com 11%.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno feita pelo Datafolha, Dilma aparece com 55% (de 53% a 57%, considerando a margem de erro), e Serra, com 38% (36% a 40%). Brancos e nulos seriam 5%, e indecisos, 4%.

Avaliação de Lula


Na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 78% o consideraram ótimo ou bom, 17%, regular, e 4%, ruim ou péssimo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Papa Bento XVI, desculpe-nos


LONDRES, terça-feira, 21 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A revista satírica britânica Private Eye costuma publicar hipotéticas cartas de desculpas da imprensa quando a opinião que transmite sobre uma pessoa é desmentida pela realidade.

"Isso poderia ser aplicado à visita de Estado do Papa Bento XVI", afirma Dominic Lawson, editorialista de The Independent, em sua coluna de hoje, "Pope Benedict... an apology".

"O Papa. Uma desculpa. Queremos pedir desculpas por descrever Sua Santidade como o líder tirânico com botas militares de uma instituição corrupta empenhada no estupro de crianças e no extermínio de todo o continente africano. Agora aceitamos que é um homem idoso e doce, que fica feliz da vida quando beija os bebês e que este país tem muito a aprender da sua humanidade e preocupação pelos mais fracos da sociedade."

Com ironia, Lawson constata a mudança generalizada de tom da imprensa inglesa após a visita do Papa. O próprio Independent, constata, publicou comentários editoriais que "seriam impensáveis há uma semana".

"Quando alguém é qualificado como um monstro (ou ‘um velho vilão lascivo de batina', como disse Richard Dawkins) e surge como uma modesta figura acadêmica visivelmente incômoda com a grandiloquência política de uma visita de Estado, os opinadores percebem que seus leitores prefeririam um tom mais amável", afirma Lawson.

"Suspeito que é precisamente o caráter apolítico do Papa Bento XVI que lhe dá certo atrativo popular, inclusive àqueles que não são membros da Igreja Católica e que sem dúvida se sentem obrigados a seguir seus inamovíveis pronunciamentos doutrinais."

O colunista que foi diretor do Spectator conclui: "A humildade talvez seja a mais difícil das virtudes; os mais presuntuosos críticos laicistas do Papa poderiam aprender do seu exemplo".

Este não foi o único comentário. No "dia depois" da visita, segundo constata um informe de Catholic Voices, é evidente a moderação da imprensa inglesa de todos os âmbitos de opinião, assim como o unânime reconhecimento do êxito da visita, contra quase todos os prognósticos.

Repassando um a um os 5 principais cabeçalhos ingleses, em sua edição de segunda-feira, 20 de setembro, o informe mostra como foi a cobertura da beatificação do cardeal Newman no Cofton Park.

Os da esquerda

Assim, The Guardian, representante da esquerda liberal, dedica duas página a uma reportagem sobre a beatificação, assinada pelo seu correspondente religioso, Stephen Bates.

Outra correspondente, Riazat Butt, afirma que "o êxito real desta viagem histórica não foi Bento XVI, mas seu rebanho, que desafiou as expectativas e a publicidade negativa para dar as boas-vindas ao Papa".

Na seção de comentários do jornal, um dirigente recorda aos leitores por que The Guardian apoiou a visita, "apesar do conservadorismo intransigente e às vezes cruel de Bento XVI", pois "se tratava de um assunto diplomático sério".

O editorial não acredita que o Papa tenha superado "a divisão religioso-leiga", mas tem algumas palavras críticas contra os manifestantes, que "talvez não vejam nenhuma conexão entre eles e as turbas antipapistas do passado, mas há um fracasso em dar à fé o respeito sincero que lhe é devido".

Na seção do defensor do leitor, destaca-se a crítica de muitos leitores com relação ao que consideram a "hostilidade instintiva da religião" por parte do jornal, ainda que o ombudsman alegue a extensa cobertura dada pelo The Guardian à visita.

Talvez a mudança mais sintomática tenha sido, como foi comentado no início desta notícia, o caso do The Independent, jornal que, durante o período anterior à visita, tornou-se porta-voz do setor laicista mais agressivo.

Em seu editorial de ontem, Benedict spoke to Britain, o jornal admitiu que a visita "foi melhor, inclusive muito melhor do que se poderia esperar", graças sobretudo "ao que o Papa disse e como disse", mostrando "que tem um lado mais cálido, mais humano e menos rígido do que parece de longe".

"E com relação às suas alusões a quão arriscado é para a tolerância desterrar a religião às margens, talvez ele tenha deixado uma Grã-Bretanha com a mente um pouco mais aberta que quando a encontrou", conclui o editorial de forma surpreendente.

Conservadores

Por sua parte, o Daily Mail, conservador, publicou um comentário assinado por Stephen Glover, no qual afirma que a visita "foi muito além" de um êxito que a própria hierarquia católica não esperava: "O Papa falou à alma do nosso país, afirmando as verdades morais eternas que nossos próprios líderes políticos e religiosos preferem evitar".

Um dos êxitos surpreendentes destacado por Glover foi o "rosto jovem" da Igreja Católica britânica; o editorial do jornal também critica os ateus radicais, contrários à visita: "Não têm nada a oferecer como caminho de esperança para os jovens nem para ninguém".

The Times não dedica um editorial, mas publica uma reportagem de Richard Owen, seu correspondente em Roma, que se surpreende com a ênfase do Papa no "pluralismo sadio" e nas "diversas tradições religiosas" da sociedade britânica, assegurando que "este não é o homem que foi eleito papa há 5 anos".

Por último, o Daily Thelegraph apresenta um Papa sorridente na capa e afirma que ele "parecia muito mais preocupado em reconduzir o diálogo entre a Igreja e a sociedade civil do que provocar conversões", ao mesmo tempo em que cita os "exageros laicistas".

O informe pode ser lido no blog de Catholic Voices.

CNBB promove debate com presidenciáveis nesta quinta-feira

BRASÍLIA, terça-feira, 21 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O debate com apoio da CNBB entre os principais candidatos a presidente do Brasil – Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSol) – acontece nesta quinta-feira, dia 23, às 21h30, na Universidade Católica de Brasília (UCB).

O debate é uma iniciativa da UCB, da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC), Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e Associação Nacional de Educação Católica (ANEC). Conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB, o jornalista Beto Almeida será o mediador e presidirá o evento, controlando o tempo, a intervenção dos candidatos, o ânimo dos participantes e da plateia.

O evento será dividido em quatro blocos. No primeiro, cada candidato terá três minutos para se apresentar e indicar as três prioridades do seu Programa de Governo. Em seguida, os presidentes das entidades promotoras farão uma pergunta e o candidato sorteado irá respondê-la.

Logo depois, representantes da sociedade farão os questionamentos. Todas as respostas serão comentadas por outro candidato e haverá o direito de réplica. Poderá ser concedido “direito de resposta” ao candidato que sofrer calúnia, difamação ou injúria.

No último bloco, todos responderão a uma única pergunta, decidida pouco antes, entre as entidades organizadoras. Após todas serem respondidas, cada um fará seu pronunciamento final.

O evento terá duração de duas horas, incluindo o tempo destinado a perguntas. Será transmitido ao vivo pelo portal da Universidade Católica de Brasília (www.ucb.br), pelas TVs e rádios de inspiração Católica e pela Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU).

Medicina: a busca de Deus pode ajudar a curar

PISA, terça-feira, 21 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A busca de Deus pode ajudar alguns doentes a curar-se, afirma uma equipe de pesquisa italiana, segundo uma reportagem de Hubert Hidsieck publicada no boletim da embaixada da França na Itália.

O estudo foi realizado pelo Instituto de Fisiologia Clínica do Conselho Nacional de Pesquisa (CNR) de Pisa (Itália), em colaboração com o Departamento de Transplantes Hepáticos do Hospital Universitário de Pisa (IFC-CNR).

"Entre os doentes graves, a religião pode ser um fator importante para ajudar a recuperar a saúde", destaca o estudo, publicado na revista científica americana Liver transplantation.

Para realizar o estudo, foram distribuídos questionários de 10 pontos para um grupo de 179 candidatos a um transplante de fígado, voluntários, entre 2004 e 2007.

Todos os futuros transplantados foram submetidos a um exame psicológico de rotina, para ajudar a enfrentar este momento especialmente difícil e a identificar possíveis contraindicações.

"Os pacientes que relatam um vínculo com uma religião (independentemente de sua crença ou de seu ritmo de prática religiosa) já são geralmente considerados pessoas mais estáveis nesta etapa", indica o relatório.

O psicólogo do IFC-CNR, Franco Bonaguidi, explica: "Utilizamos, para a análise estatística, um modelo de Cox, que nos permite isolar este fator dos demais (idade, sexo, nível de educação e ocupação do paciente)".

"Estabelecemos que havia um fator de destaque de 3,01 entre os pacientes crentes e os não-crentes, que tinham três vezes mais possibilidades de risco de morrer nos quatro primeiros anos", continuou.

Durante os 4 anos acompanhamento, 18 pacientes (do grupo de 179 pessoas) faleceram; 93,4% dos pacientes que buscavam Deus ativamente estavam vivos, enquanto apenas 79,5% dos outros sobreviveram.

Para Bonaguidi, a busca de Deus não se limita a uma confissão religiosa concreta. Ele explica também estes resultados por um aspecto psicológico do crente, que leva a conceber a doença grave como um momento de reelaboração de sua existência, dos seus valores e do seu componente espiritual.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Marina diz que 'voto de gratidão' é 'velha tradição' no Brasil


A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou nesta terça-feira (21) o que classificou como "voto de gratidão", que associou a uma "velha tradição" no país.

“Nessas eleições o projeto político com o qual estou identificada está quebrando a velha tradição do voto por gratidão”, disse Marina, após visitar instalações da 29ª Bienal de São Paulo, que será aberta ao público neste sábado (25), na capital paulista.

Sem citar adversários, a candidata defendeu que o eleitor pratique o "voto cidadão" e prometeu manter avanços já conquistados por governos anteriores. “A nossa candidatura vai manter as conquistas, trabalhar para reparar os erros e enfrentar novos desafios.”

Marina procurou demonstrar otimismo sobre sua performance no pleito de 3 de outubro, apontando a existência de uma "onda verde" no país. Também sugeriu que pesquisas eleitorais possam não refletir plenamente as preferências do eleitorado.

"O que está nas ruas é maior do que o que está nas pesquisas. Agora o que está nas ruas vai começar a aparecer nas pesquisas", disse.

Terceira colocada nas pesquisas, a candidata desconversou quando questionada se deveria dedicar-se a conquistar eleitores de José Serra (PSDB), que tem aparecido em segundo lugar nos levantamentos. Disse que "voto não pertence a nenhum candidato".

A candidata também evitou responder sobre possível motivação eleitoral em dois casos de invasão a sedes do PV registradas no país no último final de semana. O comitê de Marina em Rio Branco (AC) e a sede do PV em São Paulo foram furtadas. Afirmou que os casos foram repassados à Polícia Federal para apuração.

Estratégia na reta final
O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, afirmou que Marina deverá concentrar atividades da reta final da disputa nas regiões Sul e Sudeste, em esforço para impulsionar a votação em candidatos da sigla ao Legislativo.

Balanço do coordenador da visita papal ao Reino Unido: “viagem histórica”


LONDRES, segunda-feira, 20 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI acaba de concluir uma "viagem histórica" ao Reino Unido, na qual foi "para todos nós como um pai", afirmou o coordenador da visita, Dom Andrew Summersgill.

Fazendo um balanço da visita para a Rádio Vaticano, Dom Summersgill destacou a "grande consistência" da mensagem que o Pontífice ofereceu à Grã-Bretanha.

"Em todos os lugares, ele falou da importância da razão e da fé: à sociedade civil, falou da função da religião na vida pública; durante as liturgias, falou-nos da fé; e com os jovens e idosos ele mostrou a sua fé", declarou.

O coordenador da visita confessou que o que mais lhe impressionou foi "o acolhimento que o Santo Padre recebeu, tanto por parte dos católicos como dos demais cristãos, dos pertencentes a outras religiões e dos que foram só para vê-lo enquanto atravessava a cidade".

Referindo-se ao tema da visita, "O coração fala ao coração", indicou que "o Papa falou ao coração, mas sobretudo a partir do coração. (...) O Papa se doou a nós a partir do seu coração, e isso se vê nas suas palavras e nos seus comportamentos".

Segundo Dom Summersgill, a viagem deixa muitos frutos, "em todos os âmbitos". "O Santo Padre nos convidou para enfrentar alguns desafios, sobretudo o de seguir adiante, levando conosco tudo o que ele nos disse nestes dias - concluiu. Este desejo eu também vejo nas pessoas que participaram, que estiveram presentes e que sentiram o dever de fazer o que ele nos disse."

Diálogo inter-religioso e ecumenismo, base para lidar com migrações

PORDENONELEGGE, segunda-feira, 20 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Para lidar cada vez melhor com a realidade das migrações, é necessário concentrar-se no diálogo e em seus três aspectos fundamentais: no interior da Igreja, entre os cristãos e com os fiéis de outras religiões.

Esta é a mensagem lançada pelo arcebispo Agostino Marchetto, ex-secretário do Conselho Pontifício para os Migrantes e Itinerantes, em sua palestra, na quarta-feira passada, em Pordenonelegge, na Festa do Livro, que foi celebrada na Itália até esse domingo 19 de setembro.

“O encontro de pessoas e grupos que historicamente têm vivido separadamente fez surgir inevitavelmente diversos problemas, diante da necessidade de formar uma nova existência juntos”, disse Dom Marchetto.

Neste contexto, é indispensável o diálogo, que assume “diversas formas concretas”.

“Um congresso de especialistas pertencentes a diversas religiões – disse – é somente uma dessas formas, que se acrescenta ao considerado diálogo da vida, talvez a forma mais importante e frequente, porque é cotidiana, na qual pessoas de várias religiões buscam viver juntas como vizinhos, compartilhando alegrias e tristezas, problemas humanos e preocupações.”

“Depois vem diálogo de ação, que envolve cristãos e não-cristãos numa colaboração dirigida a promover o desenvolvimento integral da sociedade.”

“Por fim, há o diálogo das experiências religiosas partilhadas, nas quais pessoas bem enraizadas em suas tradições religiosas compartilham suas próprias riquezas espirituais.”

O primeiro diálogo deve ocorrer dentro da Igreja Católica, protegendo em particular o idioma dos imigrantes, dado que a experiência pastoral “ensina que quando os imigrantes se sentem compreendidos e cômodos, integram-se mais facilmente na comunidade e a enriquecem”.

Em segundo lugar está o diálogo com as demais Igrejas e comunidades eclesiais, que “oferecem uma ‘oportunidade de diálogo, especialmente neste ecumenismo da vida cotidiana’, que reforça em sua base, vínculos de unidade (até onde é possível) e caridade, promovendo uma maior compreensão recíproca”.

Em terceiro lugar está o diálogo com os pertencentes de outras religiões, “um diálogo que se baseia em nossa identidade, suscitando respeito recíproco e a descoberta dos valores religiosos e humanos dos outros”.

O prelado destacou que os problemas concretos que surgem entre os cristãos e os imigrantes de outras religiões requerem “uma mentalidade e atitude de diálogo por parte de todos”.

“Não é fácil. O encontro com pessoas profundamente enraizadas em convicções e costumes não compartilhados pelos cristãos pode ser difícil”, reconheceu.

Por isso, é importante ter “muita paciência e perseverança”, “uma sólida formação dos agentes pastorais e informação sobre outras religiões, para derrubar preconceitos, superar o relativismo religioso e evitar suspeitas e medo injustificados, que geram tantas consequências negativas”.

Beatificado o sacerdote de Schoenstatt Gerhard Hirschfelder

MUNIQUE, segunda-feira, 20 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O sacerdote martirizado durante o nazismo, Gerhard Hirschfelder, pertencente ao primeiro grupo de sacerdotes do movimento de Schönstatt no campo de concentração de Dachau, foi beatificado ontem, na catedral de Munique.

O arcebispo de Colônia, cardeal Joaquim Meisner, representou o Papa na cerimônia e definiu o sacerdote - falecido no campo de concentração aos 35 anos - como um modelo para os jovens, segundo informou a Rádio Vaticano.

Peregrinos de toda a Alemanha e também da Polônia e da República Tcheca, onde a lembrança do sacerdote está muito viva, peregrinaram até a cidade alemã para assistir à beatificação.

O Pe. Gerhard Hirschfelder foi proclamado beato como "mártir e testemunha da fé". O cardeal Meisner destacou que o sacerdote rejeitou a inumana lógica nazista e recordou seu especial compromisso na pastoral juvenil.

O evento do domingo foi precedido por uma Eucaristia vespertina na igreja de Überwasser, no sábado à tarde, seguida de uma procissão com velas até a catedral e uma hora de oração silenciosa.

Pelos jovens

O novo beato nasceu em 17 de fevereiro de 1907, no condado de Glatz, em Silesia. Foi ordenado sacerdote em 1932. De 1932 a 1939, foi capelão em Grenzeck (Tscherbeney), e desse ano até 1941, capelão maior em Habelschwerdt e responsável pela pastoral juvenil da diocese.

Constatando a natureza e os efeitos da propaganda nazista, buscou manter seus jovens longe dela, através de sua proximidade e da direção espiritual.

Em suas homilias, denunciou com valentia os excessos e a violência daquele período. A Gestapo reagiu a tudo isso, prendendo-o em 1941, durante uma reunião com jovens.

Durante os mais de 4 meses que permaneceu na prisão em Glatz, escreveu uma impressionante Via Sacra e algumas reflexões sobre o sacerdócio, o matrimônio e a família.

Foi transferido ao campo de concentração de Dachau em 15 de dezembro de 1941 e faleceu por fome e por uma grave pneumonia, em 1º de agosto de 1942.

Suas cinzas estão enterradas na cidade polonesa de Czermna (Tscherbeney), onde o Pe. Hirschfelder havia trabalhado como capelão.

"Construtor de pontes"

O Pe. Hirschfelder pertenceu ao primeiro grupo de sacerdotes de Schoenstatt no campo de concentração de Dachau, junto ao beato Carlos Leisner, ao sacerdote palotino Ricardo Henkes e ao pároco alemão Alois Andritzki, os dois últimos em processo de beatificação.

A promulgação do decreto sobre o martírio do sacerdote foi autorizada no último dia 27 de março por Bento XVI.

Sua causa de beatificação se abriu na catedral de Munique, em 1998. Em abril de 2002, foi entregue a Positio terminada.

Além de toda a documentação, reuniram-se - na Alemanha, Polônia e República Tcheca - mais de 10 mil assinaturas pedindo sua beatificação.

Diante deste número, o prelado decano de Glatz, Dom Franz Jung, disse que o beato pode ser "um construtor de pontes para uma Europa unida".

Mártires durante o nazismo

À beatificação de Gerhard Hirschfelder seguirão cerimônias análogas durante o próximo ano, para outras figuras significativas de sacerdotes mártires durante o regime nazista: Georg Häfner, em Wurzburgo; Johannes Prassek, Hermann Lange e Eduard Müller, em Lubeca.

Com os sacerdotes de Lubeca, também se prestará homenagem ao pastor evangélico Karl Friedrich Stellbrink, como explicou o Papa no discurso que dirigiu ao novo embaixador alemão no último dia 13 de setembro, em Castel Gandolfo.

Bento XVI se referiu a estes testemunhos como "indicações luminosas" para o caminho ecumênico.

"São homens que ensinam a dar a própria vida pela fé, pelo direito de exercer livremente seu próprio credo, pela liberdade de palavra, pela paz e pela dignidade humana", afirmou.

"A provada amizade dos quatro eclesiásticos - disse o Papa - é um testemunho impressionante do ecumenismo da oração e do sofrimento, que floresceu em vários lugares durante o escuro período do terror nazista."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Papa pede a bispos britânicos esforço evangelizador


LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI despediu-se dos bispos do Reino Unido, reafirmando-lhes a importância da nova evangelização do país, do testemunho da fé através das obras sociais e de cultivar a amizade com os anglicanos.

Antes de se dirigir ao aeroporto internacional de Birmingham para a volta a Roma, o Papa reuniu-se com os bispos locais, na capela da Francis Martin House, no Seminário de Oscott (Birmingham).

Em seu discurso, e como conclusão de suas intervenções nestes dias, o Papa sublinhou a importância da nova evangelização do Reino Unido. Segundo o pontífice, há “a necessidade urgente de anunciar novamente o Evangelho em um ambiente muito secularizado”.

“Durante minha visita, percebi com clareza a sede profunda que o povo britânico tem da Boa Notícia de Jesus Cristo”, sublinhou.

Por isso, destacou a importância de “apresentar em sua plenitude a mensagem do Evangelho que dá vida”, inclusive aqueles elementos que contradizem o juízo das opiniões correntes da cultura atual.

Para este fim, recomendou-lhes fazer uso do novo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, e apoiar e acolher os novos movimentos eclesiais, pois muitos “têm um carisma especial para a nova evangelização”.

Ação social

O Papa recomendou também aos prelados o “testemunho da caridade”, especialmente neste tempo de crise econômica.

“Nestas circunstâncias, será necessário apelar novamente à característica generosidade dos católicos britânicos”, afirmou.

Bento XVI recordou também a recente instrução dos bispos (Eleger o bem comum), documento em que sublinham “a importância de praticar a virtude na vida pública”.

“A voz profética dos cristãos tem um papel importante ao colocar em relevo as necessidades dos pobres e indigentes, de quem muito facilmente se descuida.”

“As atuais circunstâncias oferecem uma boa oportunidade para reforçar essa mensagem e também para encorajar todos a aspirar a valores morais superiores em todos os âmbitos de suas vidas, em oposição a um contexto de crescente ceticismo inclusive sobre a própria possibilidade de uma vida virtuosa”, afirmou.

A respeito da polêmica, muito forte no Reino Unido, sobre os casos de abusos sexuais por membros do clero, o Papa advertiu sobre a importância de tratar casos como estes de forma adequada.

Esses episódios – disse – “debilitam gravemente a credibilidade moral dos pastores da Igreja”.

“Tenho falado em muitas ocasiões das profundas feridas que tal comportamento causa, em primeiro lugar nas vítimas, mas também nas relações de confiança que devem existir entre os sacerdotes e o povo, entre os sacerdotes e seus bispos, e entre as autoridades da Igreja e as pessoas em geral.”

O Papa, neste sentido, louvou as medidas adotadas pelo episcopado inglês “para assegurar que as crianças estejam eficazmente protegidas contra os danos e para fazer frente de forma adequada e transparente às denúncias que se apresentem”.

Ademais, falou-lhes da importância de alertar sobre este problema em outros âmbitos sociais. “Que melhor maneira poderia haver de reparar esses pecados que se aproximar, com um espírito humilde de compaixão, das crianças que continuam sofrendo abusos em outros lugares? Nosso dever de cuidar dos jovens não exige menos”.

Anglicanos

O pontífice afirmou ainda a necessidade de aplicar “com generosidade” a Anglicanorum Coetibus.

“Isso se deveria contemplar como um gesto profético que pode contribuir positivamente para o desenvolvimento das relações entre anglicanos e católicos.”

Nesse sentido, recordou que o objetivo último de toda atividade ecumênica é “a restauração da plena comunhão eclesial em um contexto em que o intercâmbio recíproco de dons de nossos respectivos patrimônios espirituais nos enriqueça a todos”.

Por último, recordou-lhes que a nova tradução ao inglês do Missal Romano, que será publicada em breve, deve ser uma “oportunidade para uma catequese mais profunda sobre a Eucaristia e uma renovada devoção na forma de sua celebração”.

Papa vira nova página para a Igreja Católica no Reino Unido


LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após os dois primeiros dias da visita papal, concentrados sobretudo em assuntos de Igreja-Estado, os dois últimos dias se tornaram muito mais pessoais e pastorais.

A dimensão institucional da viagem teve etapas pouco comentadas na manhã deste sábado, quando, na casa do arcebispo de Westminster, recebeu em audiência privada o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e o líder da oposição, Harriet Harman.

O Santo Padre deu seus pêsames a Cameron pelo recente falecimento do seu pai, falou com cada um dos políticos durante cerca de 20 minutos e lhes entregou como lembrança uma medalha do seu pontificado.

Cameron, anglicano, presenteou o Papa com uma cópia da primeira edição do livro do novo beato, John Henry Newman, "Apologia pro vita sua", impressa em 1864, junto a um recorte de jornal que descreve um serviço religioso presidido pelo cardeal de Edgbaston, Birmingham.

Um momento significativo das relações institucionais que esta visita abriu aconteceu na sexta-feira à noite, quando se realizou um jantar de trabalho entre o governo do Reino Unido e a delegação papal, na Lancaster House de Londres. O tema foi a luta comum contra a fome e o subdesenvolvimento.

As demais atividades do sábado, a partir das 10h, deram o tiro de largada para uma maratona de celebrações litúrgicas e encontros pastorais, que começou com a Missa na catedral do Preciosíssimo Sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo, em Westminster. A liturgia desta catedral de estilo bizantino, consagrada em 1910, foi tão impressionante que alguns fiéis se comoveram até as lágrimas.

O Santo Padre expressou seu "profundo pesar" por abusos sexuais cometidos por sacerdotes e definiu tais abusos como "crimes atrozes", que provocaram "a vergonha e a humilhação" da Igreja.

Ele enquadrou estes delitos no contexto do sofrimento de Cristo: "Na vida da Igreja, em suas provas e tribulações, Cristo continua, segundo a expressão genial de Pascal, estando em agonia até o fim do mundo".

O Pe. Jonathan How, porta-voz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, explicou a ZENIT que o Papa deu um sentido transcendente, à luz do sofrimento de Cristo, ao escândalo dos abusos cometidos por clérigos.

"Se nos sentimos envergonhados e humilhados pelos abusos, não fazemos mais que compartilhar o que as vítimas e Cristo experimentaram", esclareceu.

Confirmação na fé

Os peregrinos que participaram da Missa do sábado e da vigília no Hyde Park procediam de todos os lugares da Grã-Bretanha. Dan Williams de Cardiff confessou a ZENIT que um evento como este "só acontece uma vez na vida" e que espera que sirva para "reforçar a fé" no país.

Billy Macauley, que havia acompanhado o Santo Padre desde Glasgow, reconheceu que a visita papal foi "uma grande bênção", e que a Missa no Bellahouston Park foi "muito potente".

"É difícil imaginar que as palavras possam ter tanto significado para as pessoas; por isso rezamos para que o Santo Padre, guiado pelo Espírito Santo, continue confirmando na fé", afirmou.

Depois da Missa, cerca de 2.500 jovens das dioceses de Inglaterra, País de Gales e Escócia se reuniram na praça em frente à catedral, para cumprimentar o Bispo de Roma.

"Peço a cada um, em primeiro lugar - disse o Papa aos jovens - que olhe para o interior do próprio coração. Que pense em todo o amor que seu coração é capaz de receber e em todo o amor que é capaz de oferecer."

Como se esperava, o Santo Padre se reuniu mais tarde com 5 pessoas que sofreram abusos por parte de clérigos: 3 das vítimas eram de Yorkshire, 1 era de Londres e 1 da Escócia.

Uma fonte próxima das vítimas revelou à BBC que passaram cerca de 40 minutos com o Papa, "um bom período de tempo, (...) mais longo que o concedido ao primeiro-ministro".

O centro de Londres transformado

Às 18h do sábado, houve um momento que muitos britânicos e o Papa recordarão para sempre: a viagem, no papamóvel, percorrendo o coração de Londres. Mall, a grande avenida que conduz ao palácio de Buckingham, sinônimo de império, esplendor e momentos cruciais para a história do país, ficou decorada com enormes bandeiras do Vaticano e da União.

Todos aplaudiram - ainda que com o típico ar britânico reservado - durante a passagem do papamóvel, cercado por uma equipe de guarda-costas que caminhavam rapidamente. Entre a multidão, muitos começaram a correr para acompanhar seu ritmo, até que chegou ao último quilômetro de distância do Hyde Park, onde presidiu uma vigília na véspera da beatificação do cardeal John Henry Newman.

O Papa guiou milhares de fiéis em uma belíssima cerimônia de vigília de oração e adoração. Infelizmente, devido às inquietudes surgidas pela segurança, só puderam entrar as pessoas que tinham ingressos, deixando milhares no exterior, orbigadas a acompanhar a cerimônia através dos telões colocados no outro lado da parede que foi construída para esta ocasião.

Em seu discurso, o Papa ilustrou tudo o que os jovens católicos podem aprender com o cardeal Newman. Também se referiu ao exemplo dos mártires católicos e acrescentou que, ainda que os católicos de hoje não sejam esquartejados por sua fé, frequentemente são ridicularizados. Afirmou que temos de suportar isso, na certeza de que a "bondosa luz" da fé "nos mostrará o caminho".

Mais uma vez, estavam presentes pessoas de todas as idades e culturas, inclusive as mais jovens, com seus moletons de capuz, sinal comum de rebelião frente à autoridade, e todos se recolheram em profunda oração.

Para mim, pessoalmente, como católico britânico, ver o Vigário de Cristo atravessando lugares tão familiares como o Palácio de Buckingham, dando a bênção no Hyde Park, foi uma experiência quase surreal, algo que nunca imaginei que veria.

Talvez mais que o discurso no Westminster Hall na sexta-feira, nesses momentos tive a impressão de que a Igreja Católica conseguiu verdadeiramente ser aceita na Grã-Bretanha. Agora começa um novo capítulo para os católicos britânicos, que deixam para trás os problemas passados da Igreja Católica, a quem este país deve suas mais profundas raízes culturais.

Em Porto Alegre, Marina diz que chegará ao segundo turno


A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a afirmar neste domingo (19) que, apesar dos resultados das pesquisas de intenção de votos, chegará ao segundo turno para disputar as eleições com a adversária do PT, Dilma Rousseff. Marina fez campanha na manhã deste domingo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde visitou o Acampamento Farroupilha, tradicional encontro anual de cultura gauchesca.

"O que existe nas ruas é muito maior do que mostram as pesquisas. É um movimento que vai nos levar ao segundo turno", disse a candidata.

Dentro de um piquete, galpão em que os tradicionalistas se reúnem, Marina falou com a imprensa. Ela foi recebida no local ao som do hino rio-grandense.

"Tivemos avanço econômico e social, que precisam ser mantidos. Mas temos um retrocesso na política. Precisamos de um avanço no qual os ideais republicanos da Revolução Farroupilha sejam tomados no coração de todos os brasileiros", afirmou a candidata do PV.

No início da tarde, Marina viajou para o município de Pelotas, na região Sul do estado, onde vai inagurar uma "Casa de Marina", espécie de comitê voluntário de campanha da candidata.

domingo, 19 de setembro de 2010

Liturgia Da Palavra


Missa Do 25ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Profeta Amós.

4Ouvi isto, vós, que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?”
7Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SALMO RESPONSORIAL

— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!

— Louvai, louvai, ó servos do Senhor,/ louvai, louvai o nome do Senhor!/ Bendito seja o nome do Senhor,/ agora e por toda a eternidade!
— O Senhor está acima das nações,/ sua glória vai além dos altos céus./ Quem pode comparar-se ao nosso Deus,/ ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono/ e se inclina para olhar o céu e a terra?
— Levanta da poeira o indigente/ e do lixo ele retira o pobrezinho,/ para fazê-lo assentar-se com os nobres,/ assentar-se com os nobres do seu povo.

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SEGUNDA LEITURA

Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: 1Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; 2pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade.
3Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e — falo a verdade, não minto — mestre das nações pagãs na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: 1“Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’
7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’.
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




sábado, 18 de setembro de 2010

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo o Ibope


Ibope divulgou, na noite de sexta-feira (17), mais uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Na média nacional, segundo o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff tem 51%, contra 25% do tucano José Serra e 11% de Marina Silva (PV).

Além dos números gerais, o Ibope também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado como sexo e nas regiões do país. O quadro ao lado mostra as taxas de intenção de voto de Dilma, Serra e Marina nas últimas seis pesquisas realizadas pelo instituto.

Eleitorado masculino e feminino


Entre os eleitores do sexo masculino, Dilma aparece com 54% das intenções de voto, contra 24% de Serra e 10% de Marina.

Já entre as mulheres, a petista tem 49%, o tucano, 25%, e Marina, 12%.

Por região

Há movimentações significativas nas intenções de voto por região.

No Norte/Centro-Oeste, Dilma caiu nove pontos percentuais: de 55% para 46%; Serra foi de 25% para 30%, e Marina, de 8% para 13%.

No Sudeste, Dilma subiu quatro pontos percentuais: de 44% para 48%; Serra caiu de 31% para 24% e Marina foi de 10% para 14%.

No Sul, Dilma caiu dois pontos percentuais: de 44% para 42%; Serra manteve 35%, e Marina foi de 5% para 10%.

Sobre a pesquisa

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 49% e 53%; José Serra, entre 23% e 27%; e Marina Silva, entre 9% e 13%.

Dentre os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) –-, nenhum alcançou 1% das intenções de voto. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 4% e os que se disseram indecisos, 8%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 14 setembro a 16 de setembro. A pesquisa foi encomendada ao Ibope pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 30271/2010.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bento XVI adverte escoceses contra mau uso da liberdade


GLASGOW, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI convidou nesta quinta-feira os fiéis escoceses a levantar a voz em defesa do direito a viver em uma sociedade promotora do bem-estar de seus cidadãos, não numa “selva” de liberdades arbitrárias.

Foi o que o pontífice afirmou nesta quinta-feira, ao celebrar a missa ao ar livre no Bellahouston Park, em Glasgow (Escócia).

Trata-se do mesmo parque em que João Paulo II celebrou a Missa durante sua visita à Escócia em 1982.

Bento XVI deu início à viagem de quatro dias ao Reino Unido, que incluirá um discurso perante representantes da sociedade britânica e a beatificação do cardeal John Henry Newman.

Em sua homilia na Missa da tarde desta quinta-feira, o Santo Padre referiu-se a temas que vão desde os avanços no ecumenismo à necessidade de orar pelas vocações.

Irmãos e irmãs

Quanto ao papel da religião na sociedade, Bento XVI enfatizou sua contribuição essencial à liberdade e ao bem público.

“A evangelização da cultura é de especial importância em nossa época, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça escurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.”


“Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objetando que são uma ameaça para a igualdade e para a liberdade. No entanto, a religião é, na verdade, garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos leva a ver cada pessoa como um irmão ou irmã.”

O bispo de Roma fez um apelo aos leigos para que sigam seu chamado batismal, sendo “exemplos de fé em público” e promotores da “sabedoria e da visão da fé no foro público”.

“A sociedade atual precisa de vozes claras que proponham nosso direito de viver, não em uma selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas em uma sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar dos seus cidadãos e lhes ofereça guia e proteção em sua fraqueza e fragilidade”, afirmou o Papa, convidando os escoceses a não terem medo “de oferecer este serviço aos vossos irmãos e irmãs, ao futuro da vossa amada nação”.

O Papa lembrou o apóstolo da Escócia, São Ninian, cuja festa celebra-se hoje. Este santo “não teve medo de elevar sua voz sozinho – afirmou –. Seguindo os passos dos discípulos que nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos em trazer a boa notícia de Jesus Cristo aos seus irmãos britânicos”.

Ninian foi seguido por uma geração de outros santos, que inspiraram séculos de fiéis que mantiveram a fé, acrescentou o pontífice.

“Esforçai-vos por ser dignos desta grande tradição", convidou os escoceses. "Que a exortação de São Paulo, na primeira leitura, seja para vós uma constante inspiração: ‘Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor, alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração’”.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Abusos sexuais: Igreja não vigiou suficientemente, reconhece Papa


EDIMBURGO, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja não vigiou suficientemente para prevenir e responder aos casos de abusos sexuais de clérigos, reconheceu Bento XVI hoje, no avião que o levava a Edimburgo para começar sua visita ao Reino Unido.

O Papa respondeu a uma das perguntas formuladas pelos jornalistas na costumeira coletiva de imprensa, na qual constatou a perda de confiança dos fiéis como consequência dos escândalos que vieram à tona nos últimos anos.

Um choque

Em primeiro lugar, confessou o Papa, "tenho de dizer que estas revelações foram um choque para mim, são uma grande tristeza".

"É difícil entender como foi possível esta perversão do ministério sacerdotal", reconheceu.

"O sacerdote, no momento da ordenação, preparado durante anos para este momento, diz ‘sim' a Cristo para tornar-se sua voz, sua boa, suas mãos, e servi-lo com toda a sua existência, para que o Bom Pastor, que ama, que ajuda e que guia à verdade esteja presente no mundo."

"É difícil compreender como um homem que fez e disse tudo isso pode depois cair nesta perversão - acrescentou. É uma grande tristeza; uma tristeza também o fato de a autoridade da Igreja não ter sido suficientemente vigilante, veloz e decidida para tomar as medidas necessárias."

Por este motivo, o Sucessor de Pedro considera que "estamos em um momento de penitência, de humildade, de renovada sinceridade, como escrevi aos bispos irlandeses".

"Acho que agora devemos viver precisamente um tempo de penitência, um tempo de humildade, renovar e aprender novamente a sinceridade absoluta", considerou.

As vítimas, primeiro interesse

O Bispo de Roma falou depois sobre a maneira como a Igreja deve atender às vítimas desses abusos.

"Como podemos reparar? O que podemos fazer para ajudar essas pessoas a superar este trauma, a reencontrar a vida, a reencontrar também a confiança na mensagem de Cristo?", perguntou-se.

E respondeu: "Atenção, compromisso com as vítimas é a primeira prioridade, com ajudas materiais, psicológicas e espirituais".

Os culpados

Depois, apresentou-se o problema de como reagir diante das pessoas culpadas por estes delitos; o Pontífice propôs, antes de tudo, que lhes seja aplicada "a justa pena" e que sejam excluídas "de toda possibilidade de contato com os jovens".

"Sabemos que isso é uma doença - esclareceu -, que a vontade livre não funciona onde há uma doença e, portanto, devemos proteger estas pessoas de si mesmas e encontrar a maneira de ajudá-las e excluí-las de todo acesso aos jovens."

Por último, considerou que é necessário dar toda a importância necessária à "prevenção e educação na escolha dos candidatos ao sacerdócio", ou seja, é preciso "estar atentos para que, segundo as possibilidades humanas, sejam excluídos casos futuros".

“Jovens, a Igreja agora pertence a vós”, afirma Papa

GLASGOW, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI alertou os jovens contra o que é inútil na vida, recomendando-lhes que sejam conscientes da sua dignidade como filhos de Deus e vivam em coerência com isso.

O Papa fez este convite sincero aos jovens de hoje enquanto celebrava uma Missa ao ar livre, em uma tarde escocesa ensolarada, no Bellahouston Park, a aproximadamente 5 km do centro de Glasgow.

Multidões balançando bandeiras do Vaticano deram as boas-vindas ao Papa em Edimburgo, e ele fez o papamóvel parar para beijar uma pequena menina. Houve um momento de recolhimento silencioso da multidão, antes de começar a Missa.

O Pontífice chegou hoje à Escócia, começando assim uma viagem de 4 dias ao Reino Unido, que incluirá um discurso a representantes da sociedade britânica e a beatificação do cardeal John Henry Newman.

A homilia do Santo Padre se referiu a temas que vão do ecumenismo e da evangelização da cultura à necessidade de orar pelas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Este foi o último tema que fez parte da sua saudação particular aos jovens, com a qual encerrou a homilia.

"Convido-vos a levar uma vida digna do nosso Senhor e de vós mesmos", disse aos "queridos jovens católicos da Escócia".

Brilhantes, mas vazios

Bento XVI reconheceu as "muitas tentações que deveis enfrentar cada dia - drogas, dinheiro, sexo, pornografia, álcool - e que o mundo vos diz que vos darão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão".

"Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-o, conhecei-o e amai-o, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual propõe frequentemente."

"Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade como filhos de Deus."

O Pontífice acrescentou que o Evangelho da Missa de hoje, marcada pela festa de São Ninian, apóstolo da Escócia, inclui a exortação de Jesus a orar pelas vocações.

"Elevo minha súplica para que muitos de vós conheçais e ameis Jesus e, por meio deste encontro, vos dediqueis por completo a Deus, especialmente aqueles dentre vós que fostes chamados ao sacerdócio ou à vida religiosa", disse o Santo Padre aos jovens.

"Este é o desafio que o Senhor vos dirige hoje: a Igreja agora pertence a vós!"

Exemplos luminosos

Anteriormente, o Papa se dirigiu de forma particular aos bispos e sacerdotes, animando-os também a rezar pelas vocações.

Pediu aos bispos que dessem prioridade aos sacerdotes e à sua santificação.

"Vivei em plenitude a caridade que brota de Cristo, colaborando com todos eles, em particular com os que têm escasso contato com seus irmãos no sacerdócio - instou. Rezai com eles pelas vocações, para que o Senhor da messe envie trabalhadores à sua vinha."

O Papa também convidou os bispos a se comprometerem pessoalmente na formação dos sacerdotes e também dos diáconos.

"Sede pais e exemplo de santidade para eles, animando-os a crescer em conhecimento e sabedoria no exercício da missão de pregar, à qual foram chamados", afirmou.

Falando aos sacerdotes, recordou-lhes seu chamado à santidade e a modelar suas vidas segundo a cruz de Cristo.

"Pregai o Evangelho com um coração puro e com reta consciência - convidou. Dedicai-vos somente a Deus e sereis exemplo luminoso de santidade, de vida simples e alegre para os jovens; eles, por sua vez, desejarão certamente unir-se a vós em vosso solícito serviço ao povo de Deus."

Consagradas mostram como Igreja é pura e bela, afirma Papa


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após a catequese das últimas duas semanas, sobre Hildegarda de Bingen, o Papa Bento XVI quis propor hoje, durante a audiência geral, o exemplo de outra mulher da Idade Média: Santa Clara de Assis.

"Seu testemunho mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja", sublinhou o Papa, destacando também que, "nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas considerável".

Esta santa, "uma das mais amadas", foi contemporânea de São Francisco de Assis, a quem esteve unida por uma forte amizade e uma experiência de fé comum.

"São os santos que mudam o mundo para melhor, transformam-no de forma duradoura, injetando-lhe as energias que só o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!", afirmou o Papa.

Clara, enfrentando sua família, uniu-se aos frades menores de São Francisco e fez os votos de sua consagração em 1211. Após isso, viveu até sua morte com um grupo de seguidoras, no convento de clausura de São Damião.

"Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres no curso da história ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza de sua Divina Pessoa, preencheu seus corações. E a Igreja toda, através da mística vocação nupcial das virgens consagradas, demonstra aquilo que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo", afirmou o Santo Padre.

De fato, a santa foi a "pobre e humilde virgem esposa de Cristo", afirmou Bento XVI, recolhendo algumas das frases amorosas da santa a Cristo, em uma das quatro cartas que enviou a Santa Inês de Praga.

Outro dos traços da santa, explicou o Papa, foi sua amizade com São Francisco: "A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura", afirmou, recordando o exemplo de outros santos.

O terceiro aspecto que Bento XVI sublinhou de Clara de Assis foi a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina.

De fato, ela obteve do Papa o chamado Privilegium Paupertatis, que permitia - algo inédito naquela época - não ter nenhuma propriedade material.

"Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente, e as autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs", explicou.

No convento de São Damião, Clara "praticou de modo heróico as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade, (...) submetendo-se também a tarefas muito humildes".

"Sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que em duas ocasiões se comprovou um fato prodigioso. Só com a ostensão do Santíssimo Sacramento, afastou os soldados mercenários sarracenos, que estavam a ponto de agredir o convento de São Damião e de devastar a cidade de Assis", destacou.

O Santo Padre concluiu afirmando que as clarissas "têm um belíssimo papel na Igreja, com sua oração e sua obra".

Índia: bispo de Orissa denuncia conversões forçadas

BHUBANESHWAR, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – No Estado oriental de Orissa, Índia, registram-se diversos casos de conversões forçadas dos católicos para o hinduísmo, denuncia o arcebispo de Cuttack.

Dom Raphael Cheenath, arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, destaca que em mais de dez aldeias do distrito de Kandhamal, cenário de violência contra cristãos em 2008, católicos são obrigados a se converter para poder conservar suas casas; informou nessa terça-feira a agência AsiaNews. Em outras 27 aldeias, os refugiados da violência anti-cristã são forçados a viver em alojamentos improvisados.

“Estes fatos – afirma Dom Cheenath – violam a lei de liberdade religiosa que o governo de Orissa prometeu aplicar com vigor. O Estado se define laico e não deveria fechar os olhos diante desta violência.”

O bispo de Cuttack destacou que os refugiados têm direito de retornar para suas aldeias, e o governo local deve garantir-lhes condições adequadas de segurança.

Dom Cheenath denuncia os escassos ressarcimentos obtidos pelas vítimas para reconstruir suas casas e a impossibilidade para muitos cristãos de recuperar sua própria terra.

Entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, no distrito de Kandhamal, extremistas hindus assassinaram 93 pessoas, queimaram e saquearam mais de 6.500 casas, destruíram mais de 350 igrejas e 45 escolas.

Devido à perseguição, mais de 50 mil pessoas fugiram para a floresta. Em setembro de 2009, o governo fechou os campos de refugiados para transmitir sensação de normalidade. Mas, uma vez que voltaram para suas aldeias, centenas de famílias foram obrigadas a fugir novamente, devido às hostilidades.

Papa confia doentes a Nossa Senhora da Piedade


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - No final da audiência geral de hoje, o Papa quis confiar os doentes, jovens e recém-casados a Nossa Senhora das Dores, recordando a memória litúrgica que a Igreja celebra hoje.

A Beata Virgem Maria das Dores "permaneceu com fé junto à cruz do seu Filho", afirmou o Papa. Por isso, o Pontífice se dirigiu aos doentes, desejando-lhe que possam "encontrar em Maria consolo e apoio para aprender do Senhor Crucificado o valor salvífico do sofrimento".

Também se dirigiu aos jovens, exortando-os a "não ter medo de permanecer, também vós, junto à cruz, como Maria".

"O Senhor vos infundirá valor para superar todo obstáculo em vossa existência cotidiana", garantiu-lhes.

Por último, dirigiu-se aos recém-casados, a quem incentivou a "abrir-se com confiança a Nossa Senhora das Dores, nos momentos de dificuldade, pois Ela vos ajudará a enfrentá-los com sua intercessão maternal".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bento XVI surpreenderá os britânicos, afirma embaixador no Vaticano


ROMA, terça-feira, 14 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI surpreenderá os cidadãos britânicos ao apresentar “de coração a coração” a relação entre fé e razão, considera uma das pessoas decisivas na realização desta viagem, o embaixador do Reino Unido na Santa Sé.

Em meio aos preparativos para a chegada do Papa esta quinta-feira à Escócia, Francis Campbell ofereceu, em um encontro com ZENIT, uma análise do impacto que a primeira visita de Estado de um Papa terá no Reino Unido.

Campbell, nascido em 1970, na Irlanda do Norte, foi secretário de Tony Blair em Downing Street e é representante da rainha perante o Papa desde 2005.

ZENIT: Por que o Papa vai ao Reino Unido?

Francis Campbell: Há duas razões: uma religiosa e uma de Estado ou diplomática. A religiosa vem primeiro, porque ele beatificará o cardeal John Henry Newman, grande figura da Igreja inglesa e universal. A contribuição de Newman para o ensinamento cristão é imensa. E no que se refere ao Estado, o Reino Unido tem uma forte relação internacional com a Santa Sé, focada em um grande leque de temas, indo desde o desenvolvimento internacional até o desafio climático. O Reino Unido atribui grande importância às relações com a Santa Sé.

Há duas maneiras de olhar para a Santa Sé. Algumas pessoas restringem sua visão a uma pequena Cidade Estado da Europa. Nossas relações não são com a pequena Cidade Estado, mas com a Santa Sé. Nossas relações diplomáticas são com a presença global da Santa Sé, que toca 17,5% da população mundial. Quando se parte daí é que se alcançam tantos temas globais como desenvolvimento internacional, desarmamento, mudança climática, resolução de conflitos e prevenção.

ZENIT: Diante das críticas à viagem do Papa e da complicada história de anticatolicismo em diferentes ambientes no Reino Unido, o senhor está preocupado?

Francis Campbell: Não. Eu faria uma distinção entre aqueles que criticam a religião, incluindo o Catolicismo, e aqueles que de um ponto de vista racional apresentam uma discordância genuína. A religião deve estar sempre aberta à crítica da razão. Há uma grande tradição de humanismo no Reino Unido. A discordância da religião não está confinada à nossa nação. A maioria que critica pertence a esse âmbito. Mas há que distinguir entre essas pessoas que criticam a religião e uma minoria que demonstra um alto nível de intolerância e nega ao outro – neste caso, às pessoas de fé – uma voz na igualdade.

Penso que este é um risco que os jornalistas estrangeiros devem considerar: que aqueles que gritam mais alto sejam os escutados por eles. Seria um erro extrapolar essas vozes. Frequentemente se diz que o Reino Unido é uma nação secular. Eu não diria que é assim. Mais de 70% da população, no último censo, identificou-se como cristã. Quando as pessoas dizem que somos um país secular, penso que elas precisam olhar para o papel da rainha, porque a rainha é suprema governadora da Igreja da Inglaterra. A cristandade atravessa o tecido do Estado, e a Igreja da Inglaterra é a Igreja oficial de Estado. Na Escócia, a forma é diferente, com a Igreja da Escócia. Quase um quarto de todas as crianças britânicas frequenta escolas confessionais, que são as escolas do Estado. Elas são pagas pelo Estado. Elas seguem o espírito de uma Igreja particular. 10% de todas as escolas no Reino Unido são escolas católicas. Portanto, temos um dos mais favoráveis sistemas de ensino do mundo baseado na fé. Se uma pessoa, um cristão, anglicano, católico, ou mesmo alguém de outra fé quer educar seus filhos na fé, têm a opção de educar seus filhos no espírito da fé e no setor estatal. Considero esse argumento muito forte para ilustrar que o Reino Unido é uma sociedade pluralista, onde as pessoas de fé desempenham um papel ativo na sociedade e onde a fé é valorizada pelo governo e a sociedade em geral.

ZENIT: Como é a relação entre Bento XVI e o Reino Unido?

Francis Campbell: Eu o considero o Papa que nos séculos recentes é provavelmente o que mais conhece sobre o Reino Unido, do ponto de vista cultural. Porque muitos de seus predecessores vieram de uma sociedade onde todos eram católicos, enquanto Bento XVI vem de uma sociedade onde católicos e luteranos vivem lado a lado. Não só por isso, mas ele ensinou por muitos anos em uma Universidade em que a faculdade de teologia era luterana e católica. Este Papa que está vindo ao Reino Unido tem um forte conhecimento do protestantismo.

ZENIT: Qual é a verdadeira novidade desta visita de Bento XVI?

Francis Campbell: Alguns costumam pensar que a visita de João Paulo II foi fácil, comparada a de Bento XVI. A visita de João Paulo II, em 1982, foi como andar em uma corda bamba diplomática. Foi uma das mais desafiadoras visitas no âmbito diplomático que ele teve naquele tempo, porque ele estava vindo para um país em guerra contra um outro predominantemente católico. Isso supôs grandes problemas à Santa Sé, por causa da questão de sua neutralidade. Visitar um país em guerra foi um desafio real. O segundo desafio para João Paulo II foi o conflito na Irlanda do Norte. A religião era uma das questões. Havia grandes problemas no relacionamento entre a comunidade católica da Irlanda do Norte e o governo em Londres. E isso é apenas uma dimensão.

Bento XVI caminha para uma situação diferente. Ele não enfrenta a corda bamba diplomática, mas a sociedade é diferente, e as duas pessoas são diferentes. João Paulo II fez seus apelos e comunicou-se por meio de atos; Bento interpela através de palavras. Em muitos aspectos, Bento talvez seja mais próximo da experiência britânica, por causa da ponte que faz entre fé e razão, pelo engajamento intelectual, sendo Newman expoente disso.

Além disso, a expressão da Igreja Católica no Reino Unido mudou ao longo dos últimos 28 anos, desde que João Paulo II veio. Há agora um milhão a mais de católicos. A Igreja tem um maior grau de diversidade racial. Os imigrantes vieram da Ásia, Índia, África, América Latina, da própria Europa, incluindo o leste europeu. Outro ponto é que agora nós vivemos 24 horas de cultura mediática. Há 28 anos, não era assim. A visita será bem diferente.

ZENIT: Os britânicos se surpreenderão com o Papa?

Francis Campbell: As pessoas encontrarão uma afável e inteligente figura, que vem para uma visita histórica que tem muitos exemplos de reaproximação. Para mim, o momento mais esperado é a sexta-feira, quando, às 17h, ele falará no Westminster Hall, o mesmo lugar em que Thomas More foi condenado à morte.

Isso mostra o quão longe chegamos como país, porque eu não acho que isso teria sido possível há 28 anos. Fico pensando no momento em que as pessoas o ouvirem... Acho que o povo britânico vai ver alguém que não está tão tranquilo em relação ao futuro, alguém altamente engajado. E isso decorre de sua infância... Aqui está um Papa que em sua infância viu em primeira mão os riscos do regime totalitário. Para ele, religião, catolicismo e cristandade põem em xeque o totalitarismo. Em muitos aspectos, sua vida é uma ilustração da relação entre fé e razão, porque a razão desgovernada caminha para o totalitarismo. Igualmente, uma fé não verificada pela razão torna-se ao final extremista e irracional. E por isso a ênfase na relação das duas. Penso que ele arrastará as pessoas pela palavra, trata-se de ouvir essa palavra e realmente absorvê-la. Acho que ele encontrará acolhida.

ZENIT: A beatificação do cardeal Newman poderia ser um sinal de unidade entre católicos e anglicanos?

Francis Campbell: Uma substancial quantidade do trabalho de Newman data do tempo em que ele era anglicano e também anglicano e católico. Ele fundou o Movimento de Oxford. Esse movimento ainda tem efeito e foi uma forte voz dentro do anglicanismo, em relação à reconstituição da tradição apostólica anglicana. Newman gastou uma parte substancial de sua vida na Igreja anglicana. Ele não é uma força de divisão. Seus ensinamentos sobre a consciência são algo aplicável a todos os cristãos, inclusive a todas as crenças e pessoas de boa vontade. Então aqui está um pensador cristão formidável. Primeiro e acima de tudo um pensador cristão, antes de começarmos as subdivisões. Acredito que Bento XVI tenha interesse por ele pelo fato de Newman ser um pensador do pós-Iluminismo e por tentar sanar a ruptura entre fé e razão causada pelo Iluminismo francês. Aqui está uma figura que ainda cura essa ruptura. Então, nesse sentido, ele é um personagem importante não só para a Igreja católica, mas para todo o cristianismo e para as pessoas de fé.