segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Feira da Divina Providência ainda movimenta a Avenida Soares Lopes


Conseguir recursos para investir nas obras de restauração da Catedral de São Sebastião é um dos objetivos da Feira da Divina Providência, que está funcionando durante todo o dia desde o início do mês, ao lado da Catedral de São Sebastião, no centro de Ilhéus.

Consolidada como uma alternativa para a aquisição de artesanato, produtos de moda-praia, entre outros artigos, a feira atrai um público bastante variado. Roupas, artigos para o lar, bolsas em tecidos, couro e palhas, além de barracas que comercializam doces e salgados podem ser encontrados no evento de origem filantrópica.

Além destes produtos, os turistas e a população da cidade têm à disposição produtos bastante curiosos. Artesanatos produzidos a partir da cerâmica, a exemplo de figuras folclóricas, berimbaus, figuras como “baianas” e “Gabrielas” chamam a atenção pela criatividade. Uma comissão, coordenada pela Diocese de Ilhéus, é responsável pela barraca que comercializa doces e salgados. “Todas as noites um grupo da igreja fica responsável em vender produtos, cuja renda é totalmente destinada para a recuperação da Catedral” informa o Pe. Ednilson.

Diante de falsos valores, Bento XVI apresenta bem-aventuranças


CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI apresentou hoje as bem-aventuranças como o programa de vida dos cristãos diante dos falsos valores do mundo.

Foi a proposta que fez ao rezar a oração mariana do Ângelus, junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, com quem comentou a passagem evangélica da liturgia deste dia, o sermão que Jesus pronunciou para proclamar "bem-aventurados" os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os limpos de coração, os perseguidos.

"Não se trata de uma nova ideologia, mas de ensinamento que procede do alto e que diz respeito à condição humana, que o Senhor, ao encarnar-se, quis assumir para salvar" explicou o Pontífice.

Pois bem, segundo o Bispo de Roma, as bem-aventuranças não são algo do passado; "o Sermão da Montanha é dirigido a todos, no presente e no futuro".

"As bem-aventuranças são um novo programa de vida para se livrar dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens presentes e futuros", sublinhou.

"Quando Deus conforta, sacia a fome de justiça, enxuga as lágrimas dos que choram, isso significa que, além de recompensar cada um de forma sensível, abre o Reino do Céu", afirmou.

As bem-aventuranças, explicou, "refletem a vida do Filho de Deus, que se deixa perseguir, desprezar até a sentença de morte para dar a salvação aos homens".

Bento XVI comentou o Evangelho das bem-aventuranças "na própria história da Igreja, a história da santidade cristã, porque - como escreve São Paulo - ‘o que para o mundo é loucura, Deus o escolheu para envergonhar os sábios, e o que para o mundo é fraqueza, Deus o escolheu para envergonhar o que é forte. Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa'".

Por este motivo, concluiu, "a Igreja não tem medo da pobreza, do desprezo, da perseguição em uma sociedade frequentemente atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano".

domingo, 30 de janeiro de 2011

Liturgia Da Palavra


Missa Do 4ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Leitura da Profecia de Sofonias:

3Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor.
3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel.
13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.
— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde os caminhos dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos!
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SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres.
27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele.
30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

— Naquele tempo, 1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Históra da Banda Vida Reluz


São José dos Campos – SP, no Vale do Paraíba, foi palco do surgimento de um grande sonho de Deus. Há vinte anos um grupo de jovens integrantes da Sociedade São Vicente de Paulo começou a promover encontros e reuniões, onde faziam vigílias, cantavam e louvavam a Deus, motivando e evangelizando os outros jovens participantes. Inicialmente eram conhecidos como o Grupo da Bíblia, a palavra de Deus sempre foi caminho e inspiração para o grupo. Seu primeiro orientador espiritual, Pe. Joãozinho, scj, foi quem apresentou o grupo à Gravadora Paulinas-COMEP, já conhecido como Vida Reluz, em meados de 1995, quando gravou seu primeiro CD.

O grupo foi fundado por Walmir Alencar e Cidinha Moraes, após a gravação do segundo disco Celebra a Vitória (1997), o grupo se dividiu, Walmir inicio sua carreira solo e o grupo então entrou em oração, com a orientação do Pe. Joãozinho, scj, o grupo entrou em estudio no ano de 2000 após um grande tempo de deserto e oração, Deus Imenso foi o CD lançado, com nova formação e novos integrantes, muitos não acreditavam que o Vida Reluz pudesse se levantar, mas quem surpreende é o Espírito Santo, e o CD Deus Imenso foi o primeiro disco do Vida Reluz a receber disco de ouro com cem mil cópias vendidas. Hoje o grupo permanece com a mesma formação do CD Deus Imenso.

Nós temos um carinho e uma amizade muito grande por todos os irmãos que passaram pelo Vida Reluz, todos fazem parte desta grande família que cresceu com a graça de Deus.
Os números da banda revelam uma preocupação muito maior com a qualidade dos trabalhos do que com a quantidade. Como também são muitos os integrantes, cerca de 11, dos quais alguns são casados e têm outras atividades, a banda realiza em média cinco a seis apresentações por mês. Vida Reluz já gravou sete CDs, um DVD e dois VHS.

CDs gravados:
(1995) Vida Reluz
(1997) Celebra a vitória
(2000) Deus Imenso
(2002) Deus é capaz
(2004) Gratidão
(2006) Vida Reluz ao vivo
(2008) Vida Reluz ? Grandes Momentos
(2009) Toma o teu lugar, Senhor

VHS de Shows:
Vida Reluz e Pe. Joãozinho
Vida Reluz ao vivo

DVD Gravados:
Vida Reluz ao vivo

Seus integrantes são: Luiz Felipe (Vocalista) Cidinha Moraes (Vocalista) Felipe Souza (Vocalista) Rosana de Pádua (Vocalista) Mauricio carvalho (teclados) Cristiano Araújo (Teclados) Paulinho Oliveira (Sax) Alexandre Saes (Vilões) Nilson Nezão (Técnico de Som)

Atualmente a Banda Vida Reluz tem percorrido todo o Brasil levando uma mensagem de fé e esperança e celebra neste ano de 2010 25 anos de história e 15 anos desde o lançamento do primeiro CD.

“Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo e eu não estava Convosco! Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Porém, chamastes-me, com uma voz tão forte, 
que rompestes a minha Surdez! Brilhastes, cintilastes, e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes Perfume: respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós. Saboreei-Vos e, agora, tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e ardi, no desejo da Vossa Paz”

Santo Agostinho

Quem já não ouviu, leu e cantou este lindo pensamento de Santo Agostinho, ele que por muito tempo buscava as coisas que jamais existiriam se não fosse por Deus. Pois bem é chegada a hora das bodas de prata, 25 anos de luta, de busca e bençãos no Senhor, 15 anos desde o lançamento do tão falado azulzinho com aquelas músicas inovadoras, cheias de Deus, inspiradas por Ele.

De um grupo que possuía um único desejo, adorar a Deus em suas vigílias mensais com apenas um violãozinho e o coração aberto a sua vontade, jamais imaginariam que Deus lhes reservara uma grande missão que mais tarde se tornariam muitas missões e consequentemente milhares de corações seriam salvos e libertos pelo poder de Deus que resolveu agir através de um grupo quase sem nome, pois eram chamados de grupo da bíblia.

Vida Reluz neste ano de 2010 completa pela graça de Deus 25 anos de história, muito mais do que canções gravadas e shows realizados existe um porque, existe um chamado, uma vocação Vida Reluz, vocação esta que não esta fechada e que vem se renovando de acordo com a vontade do Senhor, muitos já ministraram no Vida Reluz, hoje não acompanham mais o ministério em suas missões, porem cada um leva dentro de si, o carinho, o chamado e o selo Vida Reluz que é o sinal de um ungido, escolhido de Deus.

Parabéns Vida Reluz pela fidelidade, pelo saber cair e levantar, por saber que quando as águas estiverem turbulentas, os olhos devem permanecer firmes naquele que tem o poder de permitir que andemos sobre as águas.

Ele é Jesus, nosso motivo, nossa razão, nossa esperança, nosso único ideal!

Papa, contente pelo diálogo com Antigas Igrejas Orientais


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI expressou sua satisfação pelos resultados alcançados pela Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Antigas Igrejas Orientais.

Ele recebeu em audiência, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, os participantes da reunião da Comissão, a quem acolheu com "grande alegria", dizendo que estava "muito grato" pelo trabalho realizado pelo organismo, começado em janeiro de 2003, em uma iniciativa compartilhada pelas autoridades eclesiais da família das Antigas Igrejas Orientais e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

O resultado da primeira fase do diálogo, entre os anos de 2003 a 2009, foi o projeto comum intitulado "Natureza, constituição e missão da Igreja". O documento mostra "aspectos de princípios eclesiológicos fundamentais que compartilhamos e que identificaram questões que exigiam uma reflexão mais aprofundada em fases posteriores do diálogo".

"Nós só podemos estar agradecidos, porque, depois de quase 15 séculos de separação, ainda encontramos coisas em comum sobre a natureza sacramental da Igreja, sobre a sucessão apostólica no serviço sacerdotal e sobre a necessidade urgente de dar testemunho do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo no mundo", reconheceu o Papa.

"Na segunda fase, a Comissão refletiu a partir de uma perspectiva histórica sobre as formas em que as Igrejas manifestaram sua comunhão ao longo dos séculos."

Durante o encontro desta semana se está "aprofundando no estudo da comunhão e da comunicação existentes entre as igrejas até meados do século V da era cristã, bem como no papel do monaquismo na vida da Igreja primitiva".

"Temos que confiar em que as vossas reflexões teológicas conduzirão nossas igrejas não só a um entendimento mútuo mais profundo, mas também a continuar nosso caminho rumo à comunhão plena, à qual somos chamados por vontade de Cristo", disse o Papa aos presentes.

Bento XVI sublinhou que muitos dos participantes vêm de "lugares onde os cristãos enfrentam, individualmente ou em comunidade, desafios e as dificuldades que são a causa da nossa profunda preocupação".

"Todos os cristãos devem trabalhar em conjunto, na aceitação e confiança mútuas, para servir à causa da paz e da justiça", afirmou o Santo Padre.

O Papa concluiu seu discurso com a esperança de que "a intercessão e o exemplo dos muitos mártires e santos que deram um corajoso testemunho de Cristo em todas as nossas Igrejas (...) sustentem (...) e deem forças" aos participantes da reunião da Comissão e às suas comunidades cristãs, invocando sobre todos os presentes, "com sentimentos de carinho fraterno", "a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

História Da Banda Anjos De Resgate


Inovação e qualidade. Essas duas palavras resumem bem o trabalho e a história de um dos maiores fenômenos da música católica no Brasil: a banda Anjos de Resgate.

Realizando mais de 100 shows por ano, percorrendo todo o Brasil e lotando os recintos onde se apresenta, a banda Anjos de Resgate tem 6 CDs e 2 DVDs gravados, já vendeu quase um milhão de cópias e conquistou 5 discos de ouro, 2 discos de platina e o primeiro DVD de ouro da história da música católica.

Apesar de todo esse sucesso comercial, o objetivo de Eraldo Mattos, Marcelo Duarte, Maikon Máximo, Demian Tiguez e Francis Botene vai mais além: fazer da música um instrumento de conversão para muitos corações, ser sinal de vida em um mundo marcado por uma cultura de morte.

Em 2000, Dalvimar Gallo e Marcos Pavan entraram em contato com a gravadora Codimuc para lançar um CD. A idéia inicial era de uma dupla sertaneja, porém não condizia com o estilo musical do projeto. Na época, Eraldo Mattos sugeriu que os artistas se chamassem Anjos de Resgate, que na opinião dele era um nome fortíssimo e que era tema de uma das músicas do repertório. A idéia foi acolhida pela dupla. Também por sugestão de Eraldo, foram incluídas no projeto original as faixas Amigos pela fé, Glórias ao Rei Jesus e Chamando Deus de Pai, e as participações especiais do Mons. Jonas Abib e do cantor Dunga.

Logo no primeiro disco, Deus está no Ar, várias faixas se tornaram sucessos. Entre elas, Anjos de Resgate (Manda teu anjos), que também foi gravada pelo Pe. Marcelo Rossi, e Amigos pela fé. Canções que ainda hoje fazem parte do repertório de ministérios de música que tocam em missas, grupos de oração, encontros de jovens e retiros em todo o Brasil. Deus está no Ar atingiu marca de 125 mil cópias vendidas, conquistando o disco de Platina.

Após o lançamento do CD, surgiu a necessidade de formar um grupo para executar as músicas ao vivo. Vendo que Marcos Pavan não teria condições de abandonar sua carreira profissional para se dedicar exclusivamente à música católica, Dalvimar conversou com ele e resolveu montar o que se tornou a banda Anjos de Resgate. Para isso, convidou Marcelo Duarte, seu amigo de gravações, para os teclados, Eraldo Mattos para o baixo e Alexandre Guidini (Xandão) na bateria. Em 2002, o grupo lançou o CD Luz das Nações, que alavancou ainda mais o sucesso da banda com as canções Estou Aqui, Mais que Amigos, Tua Família e Tenha Sede de Deus. O disco também ultrapassou a marca de 125 mil cópias vendidas, sendo premiado com o Disco de Platina.

O terceiro Cd da banda, Um Só Coração, veio em 2003 e emplacou os sucessos Majestosa Eucaristia, O céu está rezando por ti e Maria e o Anjo, que teve participação especial de Celina Borges. O disco atingiu a marca de 50 mil cópias e conquistou o Disco de Ouro.

Em 2005, a banda celebrou a sua história com a gravação de um Cd e DVD ao vivo, num grande espetáculo realizado na casa de shows Olimpo, no Rio de Janeiro-RJ. Com versões dos grandes sucessos da banda, Mais que Amigos – Ao Vivo conquistou um Disco de Ouro e o primeiro DVD de Ouro da história da música católica. A música tema do álbum faz parte da trilha sonora do filme Maria, mãe do Filho de Deus, com Giovanna Antonelli e Luigi Baricelli, produzido pelo Padre Marcelo Rossi. Nesse mesmo ano, com a agenda de shows crescendo muito, o baterista Xandão deixou o grupo por não poder cumprir os compromissos da banda, devido às exigências da sua profissão.

Em 2006, com o lançamento do quinto CD da banda, o grupo voltou a inovar no cenário da música católica. Seja Luz foi lançado com uma tiragem de 50 mil cópias vendidas. A primeira vez que um disco de música católica foi lançado já com Disco de Ouro. O disco emplacou vários sucessos, que têm sido cantados em todo o Brasil. Entre eles, Oceano de Misericórdia, A Cruz Sagrada, que tem participação de Ricardo Sá (Canção Nova), Por Amor, com participação do Pe. Roberto Lettieri (Toca de Assis), Pão dos Anjos, Sou teu Anjo e O Primeiro Olhar, que tem participação de Ziza Fernandes. Nesse mesmo ano, o baterista Maikon Máximo passou a acompanhar a banda nos shows.

Numa realidade totalmente inédita de convivência, os membros do grupo experimentam a partilha de vida no dia-a-dia e vivem a alegria de servir a Deus, apoiados na certeza de que a decisão é deles, mas a obra é do Senhor. Dessa vivência, eles tiram a força e o direcionamento espiritual que norteiam os trabalhos da banda e da equipe que a acompanha. “Ser Anjos de Resgate é realmente uma missão: resgatar almas para o Reino de Deus, para juntos podermos louvar Nosso Senhor, Deus todo poderoso e fiel”, diz Marcelo Duarte.

Em junho de 2008, após uma série de ausências em shows por problemas de saúde, o vocalista Dalvimar Gallo deixou o grupo e anunciou carreira solo. Pego de surpresa com a rápida decisão do cantor, o grupo se viu num momento de buscar radicalmente a vontade de Deus para a caminhada da banda. “Buscamos incessantemente a direção do Senhor, partilhamos experiências de formação e o Espírito Santo finalmente soprou sobre nós, fazendo uma “revolução” altamente benéfica para a nossa missão”, afirma Eraldo Mattos.

Marcelo Duarte deixou os teclados e assumiu a voz principal, passando a tocar violão e guitarra. Dois novos integrantes entraram na banda: o tecladista Francis Botene e o guitarrista Demian Tiguez. De acordo com Eraldo Mattos, com as mudanças o grupo ganhou força maior no vocais, que agora são feitos por todos os membros durante os shows.

Já com a nova formação, em 2009 o grupo lançou seu segundo DVD. Reunindo grandes sucessos da banda e duas faixas inéditas, o álbum Anjos de Resgate – Ao vivo em Brasília marca uma nova fase. A banda assumiu uma nova dinâmica de palco em que todos cantam e se revezam em diversos instrumentos.

A formação atual do Anjos de Resgate é Marcelo Duarte (voz, violão e guitarra base), Eraldo Mattos (baixo), Demian Tiguez (guitarra solo), Francis Botene (teclados, sax, gaita) e Maikon Máximo (bateria).

Mas o Anjos de Resgate não se resume apenas aos músicos. A banda também é formada por uma equipe de bastidores: Ney Nogueira (produtor), Adriano Calabrez (Técnico de Som – Palco), Haroldo Motta (Técnico de Som – P.A.) e Abdias Júnior (Iluminador).

Santidade de João Paulo II é sentimento comum


RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, expressou sua alegria com a notícia da beatificação de João Paulo II, a se realizar no próximo dia 1° de maio.

Segundo Dom Orani, a santidade de João Paulo II, “anunciada pelo povo no mesmo dia de suas exéquias (Santo súbito), é um sentimento comum a muitas pessoas, particularmente à nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que por ele foi visitada por três vezes”.

Em artigo divulgado nessa quarta-feira à imprensa, Dom Orani afirma que o dia 1° de maio é também muito especial em sua vida de bispo.

Tendo sido eleito bispo de São José do Rio Preto, por João Paulo II, em 1996, ele tomou posse da diocese em 1° de maio desse ano.

“Para mim, esta data de 1° de maio, já especial, agora será assinalada, neste ano, com a beatificação do Papa João Paulo II pelo Papa Bento XVI, gloriosamente reinante.”

O arcebispo assinala que na semana em que se comemorou a festa de São Sebastião (20 de janeiro), padroeiro do Rio de Janeiro, saiu outra “notícia intimamente ligada ao Papa João Paulo II e à nossa cidade”.

Trata-se do traslado do corpo de João Paulo II da cripta vaticana à Basílica de São Pedro. O lugar escolhido é a capela de São Sebastião, sob o altar do Papa Inocêncio XI, situado à direita da basílica, entre a capela da Pietà, de Michelangelo, e a do Santíssimo Sacramento.

“Agora, sob o olhar de nosso excelso Padroeiro, São Sebastião, descansarão os restos mortais do Papa João Paulo II, que disse que era carioca e que amava a nossa Cidade e Arquidiocese”, afirma Dom Orani.

Intercessão

O arcebispo pediu a intercessão do Servo de Deus João Paulo II em favor de todos os que sofrem com a catástrofe das chuvas e deslizamentos de terra que se abateu na região Sudeste, particularmente nas dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis, deixando mais de 800 mortos.

“De nossa parte, enquanto Arquidiocese, queremos pedir aos fiéis que continuem a solidariedade e fraternidade, apresentando as nossas doações em gênero alimentício, água e dinheiro em favor da Cáritas Arquidiocesana”, afirma.

Segundo Dom Orani, a Cáritas enviará imediatamente essas ajudas para que as dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis distribuam através de suas equipes.

“Agora que as notícias diminuem, devemos ainda mais intensificar a nossa ajuda e o trabalho para reconstruir a pessoa, sua família e as cidades.”

“Que São Sebastião e o Beato João Paulo II deem consolo e esperança a todos os que sofrem, e a paz desejada a todos que a anseiam”, afirma o bispo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Campanha da Fraternidade 2011


Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema "A Criação Geme em Dores de parto" (Rm 8,22).

APRESENTAÇÃO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

Balanço de 50 anos de ecumenismo

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 janeiro 2011 (ZENIT.org) - No final da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Dom Brian Farrell, LC, secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, faz, nesta entrevista publicada no L'Osservatore Romano, um balanço do estado atual do ecumenismo.

O Conselho Pontifício comemorou recentemente o cinquentenário de sua fundação. Ainda se conserva na Igreja Católica o espírito que inspirou seu nascimento, com o Papa João XXIII?

Dom Farrell: De fato, no último dia 17 de novembro, comemoramos, com um grande ato público, o cinquentenário da criação do "Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos", que João XXIII quis intensamente e instituiu junto às outras comissões responsáveis pela preparação do Concílio Vaticano II. Convencido de que todo o trabalho do Concílio deveria ser imbuído do desejo de restabelecer a unidade, ele quis, como um sinal evidente desse desejo, a presença de observadores de outras igrejas e comunidades eclesiais no próprio Concílio. Parece quase um milagre da Providência o fato de mais de dois mil bispos virem a Roma para dar início ao Concílio, em 1962, muitos dos quais eram formados em uma teologia da "exclusão", segundo a qual ortodoxos e protestantes - cismáticos e hereges, na terminologia utilizada naquela época - estavam simplesmente fora da Igreja; e três anos depois, escreveram o decreto Unitatis redintegratio, que reconhece uma real, ainda que incompleta, comunhão eclesial entre todos os batizados e entre as igrejas e comunidades eclesiais. Essa perspectiva renovada, em perfeita harmonia com a antiga eclesiologia dos Padres, teve enormes consequências devido à nova maneira em que os católicos se relacionavam com os demais cristãos e com suas comunidades, bem como pela adesão irrevogável da Igreja Católica ao movimento ecumênico. João XXIII falou de um "passo adiante", de uma forma de conceber a tradição de sempre com uma visão nova, abrindo novos caminhos para a Igreja rumo à unidade visível que lhe é própria. Esta transformação se deve, em grande parte, além de à graça do Espírito Santo, é claro, ao trabalho árduo do primeiro presidente do "Secretariado para a Promoção da Unidade", o cardeal Augustin Bea, e à sua equipe.

O que restou do trabalho dos primeiros anos do Conselho Pontifício?

Dom Farrell: Tudo permaneceu, no que se refere ao ensino do Concílio sobre os princípios que regem a busca da unidade. Os cinquenta anos que passaram desde então testemunham como esse ensino tem sido frutífero na vida concreta da Igreja e do mundo cristão como um todo. No ato comemorativo antes mencionado, além da importante mensagem do Papa Bento XVI, levada pelo secretário de Estado, cardeal Bertone, três grandes figuras do mundo ecumênico - o cardeal Walter Kasper, presidente emérito do nosso Conselho Pontifício; o arcebispo da Cantuária, Rowan Williams; e o metropolitano Ioannes de Pérgamo, exímio teólogo do patriarcado ecumênico - salientaram que é essencial e urgente para o desenvolvimento histórico atual que os cristãos possam falar e trabalhar juntos, não apenas em defesa da liberdade e da liberdade religiosa em primeiro lugar, mas também enfrentando com esperança os enormes desafios presentes na humanidade.

Mas alguns dizem agora que estão decepcionados com os resultados, depois de tanto esforço...

Dom Farrell: Quem pensa assim ignora a realidade. O Papa João Paulo II, em sua magnífica encíclica Ut unum sint, escreveu que provavelmente o fruto mais precioso do ecumenismo seja a "fraternidade redescoberta" entre os cristãos. As gerações mais jovens têm dificuldade de entender quanto as coisas melhoraram. No passado, os cristãos divididos se evitavam, não se falavam; as igrejas tinham atitudes de rivalidade e conflito mútuos, mesmo de ações verdadeiramente escandalosas, que minavam a própria missão evangelizadora. Se pensarmos no "diálogo da verdade", ou seja, na busca da superação dos elementos teológicos de divergência, aqui também muito já foi alcançado, incluindo a resolução de antigas controvérsias cristológicas, e foi substancialmente superado até mesmo o aspecto mais profundo da divergência entre católicos e reformados sobre a justificação, isto é, sobre como a salvação age em nós. É preciso levar em consideração que, nas questões doutrinais, sempre será necessário agir com cautela e devagar, pois temos de ter a certeza de estar avançando na fidelidade ao depósito da fé, de chegar a um acordo sobre a base da verdadeira Tradição.

No entanto, no diálogo teológico, surgiram novas dificuldades com os ortodoxos?

Dom Farrell: Estamos examinando o cerne das nossas diferenças sobre a estrutura e o modo de ser e operar da Igreja: a questão do papel do Bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio, quando a Igreja do Ocidente e do Oriente ainda estava unida. Depois de estudos aprofundados e discussões, os membros da Comissão Teológica perceberam a enorme diferença que existe entre a experiência histórica vivida, assimilada e narrada na cultura ocidental e a experiência histórica percebida na visão oriental das coisas. Todo evento histórico está aberto a diversas interpretações. A discussão não levou a uma convergência real. Mas também é verdade que, para chegar a um consenso, o que conta desde o início é desvelar os princípios doutrinais e teológicas estiveram em ação naqueles eventos e que são decisivos para permanecer fiéis à vontade de Cristo para a sua Igreja. Então, foi decidido elaborar um novo documento baseado em chave teológica. Estou convencido de que é o caminho adequado. Portanto, quando se trata de novas dificuldades, não são dificuldades insuperáveis, mas verdadeiras oportunidades. É claro que a discussão não será nem fácil nem breve. Parece, no entanto, que está se espalhando a convicção de que a unidade é possível; as circunstâncias do mundo de hoje conduzem as igrejas nessa direção. Em minha opinião, é urgente que a teologia católica elabore uma visão mais concreta, um modelo daquilo que nos espera no momento da plena comunhão visível. Assim, os irmãos ortodoxos poderão ter confiança, superando os medos atávicos causados pela presunção de superioridade típica do Ocidente. Nós, provavelmente, teremos de reafirmar o que o Concílio disse sobre a igual dignidade de todos os ritos, sobre o respeito pelas instituições, tradições e disciplinas das Igrejas Orientais e sobre muitas outras coisas.

E com os protestantes?

Dom Farrell: Ainda existem diferenças significativas e talvez apareçam novas; mas é surpreendente descobrir como as controvérsias do século XVI são vistas agora a partir de uma nova ótica, que amortece a insistência sobre as posições assumidas; entendemos, assim, que somos menos distantes em muitos pontos-chave. É verdade, as principais dificuldades estão na diferente concepção do que é a Igreja querida por Cristo. A questão não é abstrata - "O que é a Igreja?" -, mas também concreta: "Onde está a Igreja e onde se realiza a sua plenitude?". Sobre este assunto há muito a ser feito.

Este é o trabalho dos peritos, mas o ecumenismo deve envolver todos!

Dom Farrell: Certamente que sim. Hoje devemos voltar às origens do movimento ecumênico e descobrir o "ecumenismo espiritual". A oração, a conversão do coração, o jejum e a penitência, a purificação da memória, a purificação da maneira de falar dos outros: esta sensibilidade espiritual, presente no início do movimento ecumênico, é o coração do ecumenismo e um dever de todos. O ecumenismo espiritual não é monopólio dos especialistas; todos os cristãos podem ser protagonistas desse movimento. Um aspecto particular que é a base de tudo isso foi enfatizado no Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, retomado na exortação apostólica de Bento XVI,Verbum Domini: escutar, orar e refletir juntos sobre as Escrituras, "um caminho a ser percorrido para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra". Foi pela Escritura que nos dividimos; é ao redor da Escritura que devemos nos reencontrar. Façamos da Sagrada Escritura, então, o coração do ecumenismo!

O que o senhor espera desta semana de oração pela unidade?

Dom Farrell: Espero que esta semana nos faça compreender seriamente - também a nós, católicos - que a busca da unidade não pode ser deixada para o momento em que todas as questões religiosas e pastorais estiverem resolvidas: ela é condição de possibilidade para superar todos os demais problemas. O Senhor disse algo maravilhoso e imponente ao mesmo tempo: que sejamos uma mesma coisa "para que o mundo creia". A Igreja existe para evangelizar, mas não poderá oferecer o Evangelho de maneira convincente enquanto os cristãos persistirem em suas divisões. A busca da unidade não é um luxo; é um dever urgente de fé.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vale a pena lembrar: Católicos em guerra contra Ana Paula Valadão


Em um evento na Bahia, a cantora protestante Ana Paula Valadão, do Ministério Diante do Trono, falou sobre a queda da Igreja Católica no Brasil. ela: “aonde a idolatria chegou, aonde os cultos aos deuses chegaram, aonde entrou toda influência da mariolatria em nosso Brasil, desde as primeiras missas efetuadas em solo brasileiro, aonde entram os primeiros escravos da África, trazendo seus deuses, trazendo o culto aos deuses falsos africanos … o Senhor fará soar novos tambores nessa Nação”.

Enquanto os tambores tocavam ela dizia: “Diz a Palavra (de Deus) que ao som dos tambores Deus destruirá o rei da Síria”. “É a ruína dos falsos deuses, é a ruína do povo idólatra”.
Em um dado momento ela disse:

“Eu profetizo, no nome do Senhor Jesus, a queda de escamas da idolatria nos olhos de homens, mulheres jovens velhos. A Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil será invadida por uma onda de conversão, libertação e avivamento e quebrará toda a corrente de gerações. Haverá entre os padres, entre os seminaristas o espírito de ousadia para tomarem posição diante do Senhor Jesus e publicamente confessarão que só Ele é digno de toda a oração e adoração, culto, honra e glória”.

Por alguns minutos o estádio inteiro começa a gritar “Jesus, Jesus, Jesus”.
Tal declaração despertou a indignação de católicos em várias partes do Brasil, os quais estão se manifestando por meio da internet.

No microblog twitter, alguém escreveu:
“Deus me mostra Ana Paula Valadão de joelho em frente ao Santo Sacrário de uma Igreja Católica de BH (Belo Horizonte) e depois pregando na Canção Nova (emissora de TV da Igreja Católica).

Uma outra pessoa assim comentou em um blog católico:
“Salve Maria Imaculada!
Sirva de exemplo aos carismático para que jamais ousem a trazer em seus lábios qualquer canção protestante, a começar pelo barulho que se chamam de “músicas” dessa seita da Lagoinha, cujo líder é o lobo Saul Valadão, onde sua filha Ana Paula Valadão lidera um chamado “ministério” que profetiza blasfemias. Essa mulher arrasta multidões com suas músicas protestantóides e se aproxima de uma tal loucura, que é necessário estômago para conseguir ouvir uma porcaria dessa. Que a Santíssima Virgem esmague a cabeça de satanás, e justiça divina coloque nossos inimigos de joelhos para que se humilhem diante da grandeza de Deus e do esplendor da verdade católica”.

Oremos por Ana Paula Valadão e toda sua família, para que a mão poderosa no Nosso Deus continue estendida sobre eles.

Fonte: Portal Padom

Papa: unidade dos cristãos é "imperativo moral"


ROMA, terça-feira, 25 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – A unidade dos cristãos é um "imperativo moral" pelo qual se deve empenhar sem ceder ao desânimo e ao pessimismo, disse Bento XVI na tarde desta terça-feira, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

O Papa presidiu à celebração de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Em sua homilia, o pontífice falou da necessidade de ser grato, pois nas últimas décadas o movimento ecumênico "alcançou avanços significativos, que tornaram possível chegar a um encorajador consenso e convergência em vários pontos, desenvolvendo entre as Igrejas e Comunidades eclesiais contribuições de estima e respeito mútuo, bem como a cooperação prática para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo".

No entanto, ele reconheceu que "ainda estamos longe da unidade pela qual Cristo rezou e que se reflete no retrato da primeira comunidade de Jerusalém", uma unidade que "não ocorre só em termos de estruturas organizacionais, mas se configura, num âmbito muito mais profundo, como unidade expressa na confissão de uma só fé, na comum celebração do culto divino e na fraterna concórdia da família de Deus".

A busca do restabelecimento da unidade entre os cristãos divididos – disse o Papa – "não pode ser reduzida a um reconhecimento das recíprocas diferenças e à consecução de uma coexistência pacífica".

"O que nós almejamos é a unidade pela qual Jesus rezou e que por sua natureza se manifesta na comunhão de fé, dos sacramentos, do ministério”, e o caminho para alcançá-la deve ser entendido “como um imperativo moral, uma resposta a uma claro chamado do Senhor".

Por isso, "devemos vencer a tentação da resignação e do pessimismo, que é falta de confiança no poder do Espírito Santo".

"Nosso dever é prosseguir com a paixão o caminho para esse objetivo, com um diálogo sério e rigoroso para aprofundar o patrimônio comum teológico, litúrgico e espiritual; com o conhecimento recíproco; com a formação ecumênica das novas gerações e, sobretudo, com a conversão do coração e com a oração", disse.

Exemplo de São Paulo

No caminho da busca da plena unidade visível entre todos os cristãos – afirmou ainda o Papa – "acompanha-nos e nos apoia o apóstolo Paulo", de quem nesta terça-feira se celebrava a festa de sua conversão. Paulo, antes de Cristo aparecer-lhe no caminho para Damasco, “foi um dos mais ferozes adversários das primeiras comunidades cristãs".

Após sua conversão, “foi admitido não só como membro da Igreja, mas também como pregador do Evangelho, junto com os outros Apóstolos, tendo recebido, como eles, a manifestação do Senhor Ressuscitado e o chamado especial a ser instrumento eleito para levar o seu nome perante os povos".

Em sua longa viagem missionária, Paulo "não esqueceu o vínculo de comunhão com a Igreja de Jerusalém", incentivando a coleta em favor dos cristãos daquela comunidade como "não apenas um ato de caridade, mas o sinal e a garantia da unidade e da comunhão entre as Igrejas por ele fundadas e a comunidade primitiva da Cidade Santa, como sinal da única Igreja de Cristo".

"Unidos a Maria, que no dia de Pentecostes estava presente no Cenáculo junto dos Apóstolos, dirigimo-nos a Deus, fonte de todo dom, para que se renove para nós hoje o milagre de Pentecostes e, guiados pelo Espírito Santo, todos os cristãos restabeleçam a plena unidade em Cristo", disse.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quem disse que nós não ouvimos, Sistema de som do centro da cidade tentou dissipar os louvores da procissão


Quem estava na procissão ao longo do seu percusso pode não ter percebido, mas muitos que estavam louvando ouviu, ao chegar nas proximidades da Rua Tiradentes conhecida também como Rua da Linha, os sistemas de som que existe no comércio começaram a tocar a música " Aos olhos do pai do Ministério de Louvor Diante do Trono", alguns que estavam na procissão estranhou o ocorrido, pois de uma forma ou de outra atrapalhou o andamento do louvor da procissão. O louvor do sistema de som do comércio durou todo o percusso da Rua Tiradentes, não sabemos se após a passagem da procissão, o louvor continuou ou se parou.


Este Blog deixa claro que, tudo pode ter ocorrido aleatoriamente, ou seja sem o interesse de atrapalhar a procissão, mas é bom que da próxima vez possa haver uma coesão entre os responsáveis da procissão e os responsáveis do sistema de som, para que tudo ocorra de modo que ninguém saia prejudicado.

Por Franklin Deluzio

1º Foto Franklin
2º Foto Pedro
Fonte: "Movimentaçoes Das Comunidades Católicas De Ilhéus"

Papa convida cristão a unir-se a redes sociais


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI convida os cristãos a unir-se às redes sociais, em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que neste ano será comemorado em 5 de junho.

Hoje, festa de São Francisco de Sales, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto da Mensagem, intitulada "Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital".

"Quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana", afirma o Papa.

"Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia", indica.

"Pelo contrário - continua -, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida."

O Pontífice dirige um convite especial aos jovens, para "fazerem bom uso da sua presença no areópago digital".

E destaca a contribuição das novas tecnologias na preparação da próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em agosto, em Madri.

Autênticos e reflexivos

Bento XVI oferece diversas reflexões sobre a propagação da comunicação por meio da internet, seus potenciais, aplicações e riscos.

Destaca que, "também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva".

"Na busca de partilha, de ‘amizades', confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio ‘perfil' público", afirma.

O Papa explica que "o envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio".

Inevitavelmente, isso "coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser", continua.

Riscos

Começando a analisar os riscos da internet, concretamente das redes sociais, sublinha que "a presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual".

Para ajudar a refletir, o Papa convida os internautas a se fazerem várias perguntas: "Quem é o meu ‘próximo' neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária?".

"Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo ‘diferente' daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras?"

Em sua mensagem, o Santo Padre indica também "alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo".

Estilo cristão de presença

No entanto, o Papa insiste em que, "usadas sabiamente", as novas tecnologias "podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano".

E se refere a "um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro".

Segundo o Bispo de Roma, "comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho".

Da mesma forma, "também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia", continua.

O estilo cristão de presença no mundo digital implica no tradicional chamado do cristão a responder a quem pedir "razão da esperança que está nele".

Também exige "que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web".

"A verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua ‘popularidade' ou da quantidade de atenção que lhe é dada", adverte.

Neste sentido, Bento XVI convida a dar a conhecer a verdade do Evangelho "na sua integridade", já que "deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento".

Acrescenta que essa verdade, "mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, (...) sempre exige ser encarnada no mundo real" e destaca a importância das "relações humanas diretas na transmissão da fé".

Por último, ora pelos que trabalham na comunicação - de quem São Francisco de Sales é padroeiro - e pede para eles "a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupuloso profissionalismo".

domingo, 23 de janeiro de 2011

Liturgia Da Palavra


Missa do 3ª Domingo Do Tempo Comum

PRIMEIRA LEITURA

Livro do profeta Isaías:
23bNo tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações.
9,1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu.
2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL

— O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.
— O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.

— O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei?

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,/ e é só isto que eu desejo:/ habitar no santuário do Senhor/ por toda a minha vida;/ saborear a suavidade do Senhor/ e contemplá-lo no seu templo.
— Sei que a bondade do Senhor hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!
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SEGUNDA LEITURA

Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
10Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar.
11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós.
12Digo isto, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo”!
13Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados?
17De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SANTO EVANGELHO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 13O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram.
21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Papa à polícia italiana: valores morais são necessários para conviver


ROMA, sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI recebeu hoje em audiência os dirigentes, funcionários, agentes e corpo civil da Polícia do Estado italiano, de serviço em Roma, pela primeira vez no pontificado.

Bento XVI enviou uma saudação aos agentes e seus entes queridos, "especialmente às crianças". Agradeceu a todos pelo serviço na cidade e especialmente pelo "trabalho extra" que os toca por causa das atividades papais.

Em seu discurso, o Papa sublinhou a necessidade de que a "sociedade e as instituições públicas reencontrem sua alma", “suas raízes morais e espirituais", para dar "nova consistência aos valores éticos e jurídicos de referência".

"A época em que vivemos é marcada por mudanças profundas" – disse o Papa –, o que "às vezes gera um sentimento de insegurança".

A causa dessa insegurança – afirmou – é "a precariedade social e econômica", mas "agravada pelo enfraquecimento da percepção dos princípios éticos que sustentam o direito, também das atitudes morais pessoais, que sempre dão força esses princípios".

"O nosso mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, ao mesmo tempo se vê afetado pela impressão de que o consenso moral diminuiu e, portanto, as estruturas básicas de convivência não chegam a funcionar completamente," disse.

Nestas circunstâncias, "vislumbra-se a tentação de pensar que as forças mobilizadas para a defesa da sociedade civil são, em última análise, destinadas ao fracasso."

"Contra essa tentação, nós, em particular, que somos cristãos, temos a responsabilidade de redescobrir uma nova resolução na profissão de fé e no fazer o bem, para continuar, com coragem, estando ao lado dos homens nas suas alegrias e sofrimentos, tanto nas horas felizes como nas horas obscuras da existência terrena", disse o Papa.

A dimensão subjetiva da existência supõe, por um lado, “um bem, porque permite colocar o homem e sua dignidade no centro da consideração, tanto no pensamento como na ação histórica," quando se põe em evidência "o valor da consciência humana".

Mas – disse – "aqui encontramos um grande risco, porque no pensamento moderno se desenvolveu uma visão redutora da consciência, segundo a qual não há referências objetivas para determinar o que vale e o que é verdade".

"A consequência mais evidente disso é que a religião e a moral tendem a ser confinadas ao âmbito do sujeito, do privado: a fé com seus valores e comportamentos não terá nunca o direito de ter um lugar na vida pública e civil".

No entanto – disse o Papa –, para os cristãos, "o verdadeiro significado da "consciência” é a capacidade do homem reconhecer a verdade e, antes disso, a possibilidade de ouvir o chamado, de buscá-la e encontrá-la".

"A fé cristã e a Igreja não cessam de dar sua contribuição para promover o bem comum e um progresso autenticamente humano", acrescentou.

Dirigindo-se aos agentes, sublinhou que eles, por causa de sua "singular vocação" na cidade de Roma, devem oferecer "um bom exemplo de interação positiva e proveitosa entre a laicidade sadia e a fé cristã".

Igreja pressiona premiê para que ofereça bom exemplo

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi criticado hoje pela Igreja Católica por suas supostas relações com uma jovem. O papa disse que as autoridades devem oferecer um bom exemplo moral, enquanto os bispos italianos buscam analisar o escândalo.

O papa Bento XVI não mencionou o escândalo nem Berlusconi pelo nome. Mas, durante uma audiência com o chefe da polícia de Roma e vários agentes, insistiu que os funcionários públicos devem "voltar a descobrir suas raízes morais e espirituais".

"A singular vocação que requer hoje a cidade de Roma de vocês, os funcionários públicos, é dar um bom exemplo da positiva e útil relação entre um status laico são e a fé cristã", afirmou Bento XVI. A promotoria submeteu a uma investigação judicial Berlusconi e três de seus colaboradores, alegando que ele pagou para ter sexo com uma jovem prostituta de 17 anos, apelidada Ruby, e que usou o cargo para encobrir o caso.

Segundo os promotores, Berlusconi manteve relações com várias prostitutas nas festas que organizava em sua propriedade em Milão. Berlusconi negou ter cometido qualquer crime e acusou os promotores de ter motivações políticas em sua conduta. A garota negou que tenha tido sexo com Berlusconi, mas reconheceu que o primeiro-ministro deu a ela 7 mil euros (US$ 9,4 mil) como ajuda financeira. As informações são da Associated Press.


Festa de Santa Inês: apresentados ao Papa dois cordeiros

ROMA, sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Como a cada ano, dois cordeiros abençoados hoje na basílica de Santa Inês foram apresentados a Bento XVI, com ocasião da festa desta santa mártir cristã dos primeiros séculos.

Como é tradição, a lã desses cordeiros será utilizada para confeccionar os pálios dos arcebispos recém-nomeados.

O pálio é um ornamento litúrgico que indica honra e jurisdição, usado pelo Papa e os arcebispos metropolitanos. É constituído por uma faixa de lá branca com seis cruzes de seda preta.

No dia 29 de junho, solenidade de Pedro e Paulo, o Papa impõe o pálio aos arcebispos. As irmãs do mosteiro beneditino de Santa Cecília, no bairro romano do Trastevere, encarregam-se da confecção dos pálios.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dia De São Sebastião é Comemorado Com Muita Alegrias e Fé, Em Ilhéus

A Comunidade católica de ilhéus se reuniu hotem (20) para comemorar o dia do Patrono da catedral e dos estivadores São Sebastião, que contou com a presença de varios fiés, as comemoraçes começou por volta da meia-noite com a tradicional queimas de fogos (Alvorada) depois as 09:30 teve a celebração eucaristica, as 16:30 teve a procissão que contou com a presença de varios fiés, turistas, e simpatizantes de São Sebastião.

Veja Algumas Fotos Da Festa:


Imprudência de alguns motoristas quase atrapalha procissão de São Sebastião


Quando a procissão passou pela Av. 2 de Julho quase se deparou com uma pequena fila de carros, que estava ali no antigo cais, o SETRANS agiu rapidamente e agilizou o trânsito, o que ocorreu foi que dois carros estacionaram irregularmente, ou seja no meio da pista.


Fonte: "Movimentaçoes das Comunidades Católicas De Ilhéus"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DE VIDA E MARTÍRIO DE SÃO SEBASTIÃO


São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.

Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.

À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.

Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro .

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Programação da Festa em Homenagem a São Sebastião



Patrono da Catedral Diocesana e dos Estivadores

Tema Central: "Conhecer Jesus Cristo: mistério de Deus e Centro da nossa Fé"

Novenário 19 horas

1º Noite - 11/01 (Terça-Feira)
Sub-tema:
No mistério da criação de Deus
Dedicados a crianças
Convidados: Pia União de Dto Antônio, Pastoral da Catequese ( Batismo, Eucaristia e Crisma), Comunidade Nossa Senhora de Fatima, Comunidade do Divino Espirito Santo.
Animação: Coral Dom Eduardo

2º Noite 12/01 (Quarta-Feira)
Sub-tema:
Na plenitude dos tempos, como filho unigênito nascido de uma mulher.
Dedicado as mulheres
Convidados: Grupo Nossa Senhora das Graças, Comunidade Sto Antônio de Santana Galvão, Comunidade S. José ( Av. Itabuna), Rotary Club e Lions ( pontal, Centro e Norte)
Animação: Outeiro de São Sebastião

3º Noite 13/01 (Quinta-Feira)
Sub-tema:
Como Verdadeiro Deus e Verdadeiro homem.
Dedicados aos homens
Convidados: Comunidade S. Paulo Apóstolo, Grupo da Fraternidade, Comunidade do Alto do Coqueiro
Animação: Missa para os Homens

4º Noite 14/01 (Sexta-Feira)
Sub-tema:
Como resposta de Deus ao mistério humano.
Dedicada á melhor idade
Convidados : Apostolado da Oração, Comunidade da Vitória, Santo Afonso, Abrigo São Vicente
Animação: Coral da Vitória

5º Noite 15/01 (Sabádo)
Sub-tema:
Como anunciador do projeto do Pai na unidade do Espirito Santo.
Dedicada às familias e aos turistas
Convidados: Pastoral Familiaar, ECC, Patoral do Dizimo, Cáritas Diocesana, Comunidade do Outeiro.
Animação: Ministério De Canto AVA

6º Noite 16/01 (Domingo)
Sub-tema:
Como mestre da Justiça que ensina aos discipuloso mistério do reino. Dedicado a Juventude em Geral
Coinvidados: Movimentos de Juventude, (Escalada, Vinde Vede, Vinde Jovem, Maranathá, Cursilho Jovem, Coroinhas, Cursilho, Comunidade da Sagrada Familia (Sapetinga)
Animação: Só amor constrói

7º Noite 17/01 (Segunda-Feira)
Sub-tema:
Na Igreja, povo de Deus e servidora do reino.
Dedicado as viúvas e viúvos
Convidados: Legião de Maria, Mãe Peregrina, Comunidades: Nossa Senhora das Graças, e São Tiago e Ministros Extraordinários da Comunhão
Animação: Coral da Vitória

8º Noite 18/01 (Terça-Feira)
Sub-tema
: Na Igreja casa da Palavra e da fração do Pão.
Dedicada às pessoas com nomes Sebastião e Sebastiana
Convidados: Pastoral Litúrgica, Religiosos e Religiosas, Comunidades: São Miguel, São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição e Novo Céu
Animação: Coral Dom Eduardo

9º Noite 19/01 (Quarta-Feira)
Sub-tema:
Em São Sebastião modelo e testemunha do discipulado fiel
Dedicada aos militares e estivadores
Convidados: Prefeitura E Secretarias, Camâra de Vereadores
Animação: Só o Amor Constrói
_____________________________________________________________________ Dia 20 Festa do Glorioso Mártir São Sebastião (Quinta-Feira)

00:00 H - Alvorada
9:30 H - Missa Solene presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mauro Montagnoli
Animação: Coral Dom Eduardo

16:30 H - Caminhada de Fé

18:00 H - Encerramento Com celebração Eucaristica
Animação: Ministério De Canto AVA

Bento XVI: proclamar liberdade religiosa em abstrato não é suficiente


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - "Não basta uma proclamação abstrata da liberdade religiosa", afirmou hoje o Papa Bento XVI, ao receber em audiência os membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, para felicitá-los pelo novo ano.

Em seu discurso, o Papa definiu a liberdade religiosa como uma "norma fundamental da vida social", que "deve encontrar aplicação e respeito a todos os níveis e em todos os campos".

"Caso contrário - observou -, não obstante justas afirmações de princípio, corre-se o risco de cometer profundas injustiças contra os cidadãos que desejam professar e praticar livremente a sua fé."

Da mesma forma, o Pontífice quis "explicitar alguns princípios que inspiram a Santa Sé, com toda a Igreja Católica, na sua atividade junto das Organizações Internacionais intergovernamentais, a fim de promover o pleno respeito da liberdade religiosa para todos".

Em primeiro lugar, explicou, está a convicção de que "não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões".

"Infelizmente, é frequente tal atitude, sendo precisamente os atos discriminatórios contra os cristãos aqueles que se consideram menos graves, menos dignos de atenção por parte dos governos e da opinião pública."

Ao mesmo tempo, é preciso rejeitar o "contraste perigoso que alguns querem instaurar entre o direito à liberdade religiosa e os outros direitos do homem, esquecendo ou negando assim o papel central do respeito da liberdade religiosa na defesa e proteção da alta dignidade do homem".

Menos justificáveis ainda são as "tentativas de contrapor ao direito da liberdade religiosa pretensos novos direitos, promovidos ativamente por certos sectores da sociedade e inseridos nas legislações nacionais ou nas diretrizes internacionais, mas que, na realidade, são apenas a expressão de desejos egoístas e não encontram o seu fundamento na natureza humana autêntica".

Atividade vaticana

A promoção da liberdade religiosa também é um objetivo buscado pela Santa Sé quando estabelece concordatas ou outros acordos.

O Papa ilustrou algumas das formas como a Santa Sé persegue a "plena liberdade religiosa das comunidades católicas", começando por "concordatas ou outros acordos" e reconhecendo-se contente por "Estados de várias regiões do mundo e de diferentes tradições religiosas, culturais e jurídicas terem escolhido o meio das convenções internacionais para organizar as relações entre a comunidade política e a Igreja Católica, estabelecendo através do diálogo o quadro de uma colaboração no respeito das recíprocas competências".

Também está o serviço da liberdade religiosa "a atividade dos Representantes Pontifícios junto dos Estados e das Organizações Internacionais", recordou.

A respeito disso, afirmou: "Com satisfação desejo assinalar que as autoridades vietnamitas aceitaram que eu designe um Representante, que há de com as suas visitas exprimir à querida comunidade católica deste país a solicitude do Sucessor de Pedro".

Também destacou o trabalho levado a cabo pela diplomacia vaticana para melhorar sua representação na África.

A lição da história

O Papa também quis "reafirmar vigorosamente que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito".

"A Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade", sublinhou.

"Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização?", perguntou, convidando a "reconhecer a grande lição da história".

"A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem", observou, destacando que as comunidades cristãs "contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres".

"Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados - não só através de um responsável empenhamento civil, econômico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé - a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do reto ordenamento das realidades humanas", acrescentou, citando sua recente Mensagem para o Dia Mundial da Paz.

"Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!", desejou.

"Assegurando a todos plenamente a justa liberdade religiosa, a sociedade poderá gozar dos bens da justiça e da paz que derivam da fidelidade dos homens a Deus e à sua santa vontade."

Por isso, o Papa concluiu exortando "a todos, responsáveis políticos, líderes religiosos e pessoas de todas as categorias, a empreenderem com determinação o caminho para uma paz autêntica e duradoura, que passa pelo respeito do direito à liberdade religiosa em toda a sua extensão".

Portugal: cardeal pede ao clero isenção nas eleições

ROMA, segunda-feira, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org) – O cardeal José Policarpo pediu ao clero do Patriarcado de Lisboa isenção neste período eleitoral em Portugal.

Os portugueses vão às urnas no dia 23 de janeiro, para escolher o novo presidente da República. Cerca de dez milhões de pessoas podem exercer o direito de votar.

“Na celebração peço-vos que respeiteis a isenção que compete à Igreja em momentos, como este, de expressão da liberdade democrática”, afirma o cardeal em carta enviada ao clero, divulgada na sexta-feira.

“Podereis, isso sim – prossegue Dom José Policarpo –, sublinhar o dever de votar. A abstenção não é manifestação da responsabilidade democrática.”

Na carta ao clero, o Patriarca assinala que “o ano 2011 vai ser exigente para os portugueses”.

“Peço-vos que estejais no meio do Povo, nas vossas comunidades, como pastores, auscultando e pressentindo os sofrimentos e as dificuldades reais, mobilizando as comunidades para a solidariedade fraterna”.

“A Igreja pode não ter possibilidade de resolver todas as dificuldades materiais, mas deve sempre acolher com amor, orientando e suscitando a esperança”, disse.

A diferença entre a Bíblia católica e a protestante


Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.
Fonte: Canção Nova

A suprema humildade de Jesus

O tempo do Natal, que de algum modo inclui os trinta anos da vida oculta de Jesus em Nazaré, acaba com a festa do Batismo do Senhor, que celebramos no próximo final de semana. A partir de agora a Igreja irá considerando os mistérios da vida pública de Jesus. Depois de João Batista ter preparado as almas, cumprindo a sua missão de Precursor, Jesus vai manifestar-se como Deus e Salvador. A vida pública do Senhor tem início, propriamente, quando Jesus se submete ao rito de penitência que João ministrava no Rio Jordão.

O Batismo de Jesus no Jordão é um dos episódios da vida de Cristo narrado por todos os quatro evangelistas. O rito de penitência que João realizava, nas margens do Jordão, era uma ajuda para criar nas pessoas que o recebiam disposições de arrependimento para esperar o Messias. Nosso Senhor, sendo Ele o Messias e a própria Santidade, sujeitou-se voluntariamente ao batismo de João. Esse ato de suprema humildade de Jesus merecerá mais uma Epifania: Deus Pai o proclamará como o seu Filho muito amado. Deus Pai, portanto, corresponde a esse ato de humildade, glorificando Jesus como Filho Unigênito. Na teofania do Jordão, de modo semelhante a como a suprema humilhação da Paixão, merecerá a plena glorificação de Cristo, que ascendeu à direita do Pai.

Os textos propostos na liturgia de hoje convidam-nos a mergulharmos mais profundamente no mistério de Cristo. É um mistério de “abaixamento” que nos toca de perto. Jesus, no seu Batismo, inicia, junto com a sua manifestação ao Mundo, a instituição do seu Reino e do sacramento cristão, que será a porta para a Ele nos incorporarmos: o batismo.

Em Cristo, a humanidade inteira desceu às águas para realizar o verdadeiro êxodo da morte para a vida; n´Ele, todos nós fomos chamados a renovar, cada dia, a opção pelo nosso batismo, que recebemos na água e no Espírito, o novo nascimento, para nos conformarmos cada vez mais com a Sua imagem. Isso comporta o constante reconhecimento do nosso pecado, a humildade de nos dispormos a pedir sinceramente perdão, para recebermos o dom do Espírito Santo que nos torna capazes de caminhar em novidade de vida, segundo o mandamento do amor. Saboreando, desse modo, a alegria que o mundo não conhece nem pode dar: a alegria de sermos também nós, em Cristo, filhos do único Pai. É essa a maior dignidade, a que nos torna para sempre preciosos aos seus olhos. A igualdade da condição batismal faz de nós todos, sacerdotes, profetas e reis:

“Os fiéis leigos são chamados a exercer a sua missão profética, que deriva diretamente do batismo, e testemunhar o Evangelho na vida diária, onde quer que se encontrem. A este respeito, os Padres sinodais exprimiram “a mais viva estima e gratidão, bem como encorajamento pelo serviço à evangelização que muitos leigos, e particularmente as mulheres, prestam com generosidade e diligência nas comunidades espalhadas pelo mundo, a exemplo de Maria de Magdala, primeira testemunha da alegria pascal”. Além disso, o Sínodo reconhece, com gratidão, que os movimentos eclesiais e as novas comunidades constituem, na Igreja, uma grande força para a evangelização neste tempo, impelindo a desenvolver novas formas de anúncio do Evangelho” (Verbum Domini 94).

Com a Iniciação Cristã ficou muito claro para a missão pastoral da Igreja a importância de redescobrir o Batismo e levar as pessoas a vivê-lo. O grande Plano de Pastoral deveria ser, após o Querigma, o aprofundamento da fé daq uele que foi batizado para ser testemunha de Cristo Ressuscitado.

Com a Festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que teve início no Natal, com o nascimento em Belém do Verbo encarnado e uma etapa importante na Epifania, quando o Messias se manifestou aos povos. No dia do Batismo Jesus se revela, às margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que Ele, como homem adulto, entra na vida pública após ter deixado Nazaré.

No Jordão, Jesus se manifesta com uma extraordinária humildade, que evoca a pobreza e a simplicidade do Menino Deus colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, ao término de seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que não tem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus no caminho de conversão do homem. Jesus assume sobre si o peso da culpa de toda a humanidade, inicia a sua missão colocando-se no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz. O Evangelista Lucas narra que quando Jesus foi batizado o "céu se abriu e desceu sobre ele o Espírito Santo (3, 21-22)" e uma voz disse: "Tu és o meu filho, eu, hoje, te gerei". "Naquele momento, o Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e nos revelam o seu amor que salva. Se são os anjos a levar aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e a estrela aos Reis Magos do Oriente, agora é a voz de Deus que indica aos homens a presença no mundo de seu Filho e convida-os a olhar para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.

Que a festa do Batismo do Senhor nos ajude a reanimar o nosso próprio Batismo, como pertença à comunidade dos fiéis, não apenas uma participação numérica ou censitária, mas uma presença efetiva, de discípulos-missionários, colocando na vida diária a ação do Espírito Santo que é derramado sobre nós, e assim, nos tornamos herdeiros da vida divina, com Cristo, que nos chama a ser no mundo suas testemunhas e participantes da grande assembleia dos fieis, a Mãe Igreja.

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Papa convida famílias a serem fortes no amor


CIDADE DO VATICANO, domingo, 9 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI convidou os milhares de participantes da Missa da família, no dia 2 de janeiro passado, em Madri, a “ser fortes no amor e a contemplar com humildade o mistério do Natal, que continua falando ao coração e se converte em escola de vida familiar e fraterna”.

“O olhar maternal da Virgem Maria, a amorosa proteção de São José e a doce presença do Menino Jesus são uma imagem nítida do que deve ser cada uma das famílias cristãs, autênticos santuários de fidelidade, respeito e compreensão, nos quais também se transmite a fé, se fortalece a esperança e se inflama a caridade”, afirmou.

O Pontífice encorajou todos “a viver com renovado entusiasmo a vocação cristã no seio do lar, como genuínos servidores do amor que acolhe, acompanha e defende a vida”.

“Fazei de suas casas um verdadeiro núcleo de virtudes e um espaço sereno e luminoso de confiança, no qual, com a graça de Deus, se possa sabiamente discernir a chamado do Senhor, que continua convidando a seu seguimento.”

O Papa cumprimentou com carinho os numerosos pastores e fiéis reunidos na Praça Cristóvão Colombo, de Madri, para celebrar com alegria o valor do casamento e da família, sob o lema “Família cristã, esperança para a Europa”.

Milhares de famílias, dezenas de bispos

Esta mensagem do Papa foi escutada antes do começo da Missa da Família, que concelebraram mais de 50 bispos espanhóis e europeus e que foi presidida pelo arcebispo de Madri, o cardeal Antonio María Rouco Varela.

Milhares de pais, avós, jovens e crianças participaram neste encontro festivo e de fé.

Na homilia, o cardeal Rouco destacou que não “seremos capazes de acolher a graça da salvação e apropriar-nos dela a não ser por meio da família, formada e vivida de forma cristã”.

Sinais de esperança

O cardeal advertiu sobre as consequências negativas de questionar ou negar a verdade do matrimônio e da família: o aborto, a eutanásia, a falta de respeito à vida, a educação num ambiente de rupturas e distância paternas...

“As relações sociais se tornam frias e distantes: nós nos endurecemos consciente ou inconscientemente diante da dor e das necessidades físicas e espirituais de nossos vizinhos e concidadãos! – constatou. A sociedade envelhece e a crise demográfica – que não para! – ameaça e põe em perigo o futuro de nossos marcos de vida e bem-estar econômico e social.”

“Isso é o que está ocorrendo, em maior ou menor medida, nas sociedades europeias”, afirmou, apontando “uma crise muito mais profunda em suas causas, que as que se detectam nos campos da técnica e da ação econômica, social e política”.

“A Igreja precisa de vocês para poder ser evangelizada e para evangelizar! – assegurou. Precisa de vocês como sempre, mas muito mais hoje, com uma nova, grave e inadiável urgência.”