Vem desde os primeiros séculos cristãos o costume de celebrar de modo especial a semana anterior à Festa da Páscoa, se bem que inicialmente as solenidades reduziam-se à sexta-feira e ao sábado.
O nome: No século IV, essa semana especial chamava-se Hebdomada paschalis (semana pascal), e no século seguinte passou a chamar-se Semana Autêntica. Isso em Roma. No Oriente, chamava-se Semana Maior. Por esse mesmo tempo surgiu o nome Semana Santa.
Duração: Como dissemos, inicialmente, talvez já nos tempos dos apóstolos, a Semana Santa era celebrada só a partir da sexta-feira. Eram dois dias (sexta-feira e sábado) de jejum rigoroso, em preparação para o domingo, em que se celebrava a ressurreição de Cristo. Depois, foi incluída também a quarta-feira, para lembrar o dia em que os chefes judeus decidiram prender o Salvador.
Lá pelo ano de 247, parece que já tínhamos toda uma Semana Santa. Um escritor desse tempo diz que muitos passavam todos esses dias sem provar nenhuma alimento. Em algumas igrejas, esses dias eram também de descanso para todos os servos e escravos. Algumas Igrejas celebravam todas as noites vigílias solenes de orações e leituras, com a celebração da eucaristia.
Onde Surgiu: Ao que parece, as cerimônias próprias da Semana Santa surgiram principalmente em Jerusalém onde, de certo modo, permaneciam mais vivas as lembranças dos últimos dias de Jesus. Essas solenidades foram imitadas pelas Igrejas do Oriente, depois pelas Igrejas européias. Só lá pelo século IX é que chegaram até Roma. É interessante notar que, já nesses primeiros tempos, na sexta-feira e no sábado jamais se celebrava a eucaristia.
Domingo de Ramos
O nome desse domingo já existia lá pelo ano 600 e pouco. Houve tempo em que esse domingo se chamava Capitulavium (Lavação das cabeças), porque nesse dia, os que iam ser batizados no sábado seguinte, participavam de uma cerimônia preparatória, quando suas cabeças eram solenemente lavadas.
A procissão de ramos: começou a ser feita em Jerusalém, no século IV, para relembrar a entrada solene de Jesus, aclamado como Messias. Não se tratava apenas de relembrar um fato do passado, mas de dar um testemunho público de fé em Jesus como o Salvador enviado.
Em Jerusalém, a procissão começava às treze horas, no Monte das Oliveiras. Cantavam-se hinos e salmos, e ouviam leituras da Escritura Sagrada. Finalmente, lá pelas dezessete horas, era lido o evangelho que descreve a entrada de Jesus em Jerusalém. Todos, então, com ramos de oliveira e palmas, saiam em direção da cidade, cantanto e orando. De tempos a tempos havia umas paradas, semelhantes aos “Passos” da Semana Santa brasileira.
Na Idade Media, a celebração do Domingo de Ramos deu oportunidade para grandes encenações do episódio. Em alguns lugares não faltava nem mesmo um burrinho de madeira, arrastado sobre rodas. Sobre o burrinho vinha uma imagem de Jesus.
Leitura da Paixão: Já era feita, nos tempos mais antigos. Lá pelo ano 1000, as Igrejas do norte da Europa introduziram o costume de fazer a leitura, ou o canto, de forma dialogada por várias pessoas. Salientava-se assim a dramaticidade da narrativa.
Quinta-feira Santa
Seu nome antigo era: Feria quinta in Coena Domini, Quinta-feira da Ceia do Senhor; isso já no século V. Em alguns lugares chamava-se Dia da Traição.
Missa dos Santos Óleos: Data do século VI o costume de fazer na Quinta-feira santa a bênção dos santos óleos. Isto é, do óleo usado para as unções nos sacramentos da Batismo,da Crisma e dos Enfermos.
Purificação do altar: Atualmente, depois da missa da tarde, o altar é deixado sem nenhuma toalha. A piedade popular em pouco tempo atribuiu a esse uso um sentido simbólico: a denudação de Cristo antes de sua crucifixão. Históricamente, parece que a origem da cerimônia foi o costume que havia de deixar o altar sem toalhas quando não se celebrava a eucaristia. Na idade Média, surgiu o costume de, nesse dia, se lavar o altar com água e vinho. Inicialmente era a prosaica limpeza do altar e de toda a Igreja para as solenidades de Páscoa. Mas em breve passou a ser um rito com significado simbólico.
Lava-pés: A cerimônia do Lava-pés procura reproduzir ritualmente o gesto de Cristo que lavou os pés de seus discípulos, como prova de amor e disposição para servir. O costume já existia desde o século VI. Em Roma, o papa lavava os pés de treze pobres, aos quais tinha servido uma ceia. Por que treze e não doze pobres? Conta-se que o Papa S. Gregório Magno costumava servir uma refeição diária a doze pobres: um dia havia um pobre a mais. Seria o Cristo disfarçado de mendigo.
O Lava-pés chama-se também Mandatum. Esse nome vem das palavras de Cristo cantadas durante o rito: “Eu vos dou, um novo mandatum, um novo mandamento.
Sexta-feira Santa
Nomes antigos: Um dos primeiros nomes da Sexta-feira Santa foi: Parasceve, que era o nome do dia de preparação para a Páscoa dos judeus; segundo os evangelhos, nesse dia é que, Jesus foi crucificado. Tertuliano dava-lhe, no século III, o nome de Dies Paschae, Dia da Páscoa. No século IV, Sto. Ambrósio chamava essa sexta-feira de Díes amaritúdinis: Dia da amargura. Ainda agora é chamada também de Sexta-feira Maior.
Desde os tempos primitivos do cristianismo, nesse dia não se celebrava a eucaristia. Havia apenas leituras e orações. As cerimônias litúrgicas desse dia trazem ainda a marca de uma antiguidade muito grande. É composta de três partes:
1) Leituras e orações:A liturgia começa diretamente com leituras dos profetas, cantos e a leitura dialogada da Paixão. Há depois uma série de orações solenes pelas necessidades da Igreja e do mundo. A tradição dessas orações, abandonada no século VI, foi retomada pela nova liturgia depois do Concílio Vaticano II, que introduziu em todas as missas as assim chamadas “orações dos fiéis” ou “Oração da Comunidade”.
2) Adoração da Cruz:Desde logo é preciso fazer um esclarecimento: Aqui a palavra “adoração” significa apenas veneração solene. Adoração, no sentido próprio, pode ser prestada só a Deus.
A cerimônia da Adoração da Cruz, teve origem em Jerusalém, no século IV, depois que Constantino encontrou as relíquias da Cruz do Salvador. Aos poucos a cerimônia foi sendo adotada também por outras cidades onde havia relíquias da Cruz. Mais tarde, foi assumida por todas as Igrejas. Prestando uma veneração especial à Cruz ou ao Crucifixo, manifestamos nossa fé no Cristo Redentor, que nos salvou por sua morte. Adorando a cruz, é de fato ao Cristo que adoramos, reconhecendo nele o Filho de Deus Encarnado e oferecido em sacrifício por nós.
3) Comunhão:Desde os tempos mais antigos foi costume não celebrar a Missa na Sexta-feira Santa. Geralmente a explicação dada é que assim a Igreja quer manifestar seu luto pela morte do Salvador. Até o século VIII não havia nem mesmo a comunhão, que só aos poucos foi introduzida na liturgia do dia. Em l622, foi proibida a comunhão dos fiéis. Isso continuou até os nossos dias, quando foi reintroduzida.
Sábado SantoDesde os tempos primitivos, também no Sábado Santo não havia celebração da missa. Os fiéis reuniam-se nas igrejas para uma última preparação dos que iam ser admitidos ao batismo. Eles tinham acabado de aprender o Credo, e nesse dia eram trazidos para diante da comunidade, para fazerem uma solene declaração de fé.
Ao cair da tarde começava a solene vigília, que se prolongava até o nascer do sol do Domingo da Ressurreição. Com o passar do tempo, o início dessa vigília foi sendo colocado cada vez mais cedo, até ser realizada na manhã do próprio sábado. Assim foi até a reforma realizada pelo papa Pio XII que, apropriadamente recolocou a Vigília Pascal na noite do Sábado Santo. Assim, já não tem cabimento falar em Sábado da Aleluia. A comemoração da ressurreição é agora feita com muito mais sentido nas horas noturnas.
Solene vigília de Páscoa: Seu horário de início varia um tanto de lugar para lugar. De modo geral está marcado em torno das 22 horas. Sua liturgia consta de quatro partes:
1) a bênção do fogo novo: Essa cerimônia começou a ser realizada de modo mais geral só a partir do século IX. No pátio, à entrada da igreja, acendia-se o fogo, usando pedras. Talvez inicialmente não fosse propriamente uma cerimônia, mas apenas um gesto normal, imposto pelas circunstâncias. Na quinta-feira, tinham sido apagadas todas as luzes da igreja. Era preciso reacendê-las para as funções noturnas. O meio normal para se conseguir fogo era o uso de pedras, uma vez que não dispunham de nossos meios modernos.
Aos poucos o ato foi sendo enriquecido com simbolismos. O que, aliás, não é de se estranhar: para os antigos o fogo era sempre um elemento misterioso. Era símbolo da vida, lembrava a divindade. Nada mais natural que esse simbolismo fosse aproveitado pelos cristãos. A própria oração da bênção do fogo diz-nos que “O Cristo é a pedra usada por Deus para acender em nós o fogo da claridade divina”. Esse simbolismo, aliás, do Cristo que ilumina, aquece e é centro de vida, era mais claro ainda para os antigos. Isso porque, na Sexta-feira Santa, era costume apagar o fogão e todas as luzes das casas. Era no fogo novo que cada família acendia uma lâmpada para levar para casa e acender tudo de novo.
2) a bênção do Círio Pascal: Com o fogo novo, solenemente tirado da pedra e benzido, acende-se o Círio Pascal (vela grossa de cera), que é solenemente levado para dentro da igreja, que ainda está às escuras. O diácono, que leva o círio, na entrada, depois no meio da igreja, e finalmente quase chegando ao altar, pára e canta alegremente: A LUZ DE CRISTO!
Isso já nos ajuda a perceber o que significa a cerimônia: glorificação alegre do Cristo que ilumina o mundo. A cada vez que o diácono canta A LUZ DE CRISTO!, o celebrante, o clero e o povo vão acendendo também suas velas na chama do círio. Em breve toda a igreja está iluminada por velas, que foram todas acesas na mesma chama. Cristo é a Luz, da qual todos os homens recebem a vida, a mesma vida em todos. O Círio Pascal é colocado ao lado do altar. Canta-se então uma das melodias mais belas de toda a música da Igreja: o Exultet – Alegre-se agora toda a multidão dos anjos do céus… Não sabemos com certeza quando começou essa tradição litúrgica. O certo é que já encontramos referências lá pelo ano 384.
3) a bênção da água batismal: Nos primeiros séculos da Igreja, era neste sábado que se fazia o Batismo dos que, durante um tempo mais ou menos longo, tinham sido preparados para a admissão na comunidade. Os que já tinham abraçado a fé cristã, mas ainda estavam recebendo a catequese, chamavam-se catecúmenos. Nessa noite de vigília recebiam as últimas instruções e ouviam com a comunidade leituras da Escritura apropriadas para a circunstância. Logo em seguida o bispo, rodeado pelos sacerdotes e acompanhado pelos catecúmenos e seus padrinhos, dirigiam-se para a fonte batismal, enquanto os fiéis permaneciam na Igreja. A fonte batismal geralmente estava colocada num ambiente separado, chamado Batistério. Durante muitos séculos a fonte batismal era como que uma pequena piscina, onde as pessoas podiam ser mergulhadas na água. Desde os primeiros séculos também, em alguns lugares a fonte estava colocada num local um pouco mais baixo que o piso do batistério, tendo ao centro uma coluna com um reservatório de água. Água que era abundantemente derramada sobre a cabeça dos neófitos (palavra grega que significa novas plantas).
Hoje, temos na Vigília Pascal apenas lembranças dessas cerimônias dos primeiros séculos. Mas lembranças ainda suficientes para nos fazer perceber o significado de nosso batismo, pelo qual nos unimos à morte e à ressurreição de Cristo.
4) a Missa de Páscoa: É a maior solenidade do ano. Até o século XI, era só nesse dia que os simples padres podiam cantar solenemente o Glória a Deus nas alturas. Nesse momento do canto do Glória, como ainda hoje, novamente os sinos e o órgão irrompiam numa grande explosão de alegria. Cristo venceu a morte, também para nós existe a tranqüila garantia de vida e esperança.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Subimos com Jesus o monte que nos leva para o Alto, diz Papa
Na celebração do Domingo de Ramos, a cada ano, se apodera de nós a mesma emoção - afirmou o Papa Bento XVI durante a sua homilia deste domingo, 17. "Quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando O acompanhamos pelo caminho que leva para o Alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas as idades aclamam-n’O gritando: 'Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!'".
O Santo Padre explicou que a procissão de ramos simboliza algo mais profundo. É "imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida", disse.
Bento XVI ressaltou que os homens nutriram, desde sempre, o "desejo de 'ser como Deus', de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E todavia a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história", afirmou o Pontífice.
O Papa disse ainda que homem está colocado no ponto de intersecção de dois campos de gravidade, de um lado uma força que nos puxa para baixo, para o mal, e de outro, a força que nos leva para o alto, para o amor de Deus. "O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade", completou.
Bento XVI destacou que somos demasiadamente frágeis e sozinhos, não somos capazes de "elevar nosso coração até à altura de Deus". Isso porque, disse ele, "a soberba de o podermos fazer sozinhos nos puxa para baixo e nos afasta de Deus".
O Papa destaca ainda que, na liturgia deste domingo, a Igreja nos propõe alguns elementos concretos que pertencem à "nossa subida e sem os quais não podemos ser elevados para o alto: as mãos inocentes, o coração puro, a rejeição da mentira e a procura do rosto de Deus", e complementa: "estes elementos da subida só serão úteis, se reconhecermos com humildade que devemos ser puxados para o alto, se abandonarmos a soberba de querermos, nós mesmos, fazer-nos Deus. Temos necessidade d’Ele: Deus puxa-nos para o alto; permanecer apoiados pelas suas mãos – isto é, na fé – dá-nos a orientação justa e a força interior que nos eleva para o alto”.
O Sumo Pontífice terminou a homilia com uma oração. "Manifestamos ao Senhor o desejo de nos tornar justos e pedimos-Lhe: Atraí-nos, Vós, para o alto! Tornai-nos puros! Fazei que se cumpra em nós a palavra do salmo processional que cantamos, ou seja, que possamos pertencer à geração dos que procuram Deus, «que procuram a face do Deus de Jacob» (Sal 24/23, 6). Amém".
Fonte: Canção Nova
O Santo Padre explicou que a procissão de ramos simboliza algo mais profundo. É "imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida", disse.
Bento XVI ressaltou que os homens nutriram, desde sempre, o "desejo de 'ser como Deus', de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E todavia a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história", afirmou o Pontífice.
O Papa disse ainda que homem está colocado no ponto de intersecção de dois campos de gravidade, de um lado uma força que nos puxa para baixo, para o mal, e de outro, a força que nos leva para o alto, para o amor de Deus. "O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade", completou.
Bento XVI destacou que somos demasiadamente frágeis e sozinhos, não somos capazes de "elevar nosso coração até à altura de Deus". Isso porque, disse ele, "a soberba de o podermos fazer sozinhos nos puxa para baixo e nos afasta de Deus".
O Papa destaca ainda que, na liturgia deste domingo, a Igreja nos propõe alguns elementos concretos que pertencem à "nossa subida e sem os quais não podemos ser elevados para o alto: as mãos inocentes, o coração puro, a rejeição da mentira e a procura do rosto de Deus", e complementa: "estes elementos da subida só serão úteis, se reconhecermos com humildade que devemos ser puxados para o alto, se abandonarmos a soberba de querermos, nós mesmos, fazer-nos Deus. Temos necessidade d’Ele: Deus puxa-nos para o alto; permanecer apoiados pelas suas mãos – isto é, na fé – dá-nos a orientação justa e a força interior que nos eleva para o alto”.
O Sumo Pontífice terminou a homilia com uma oração. "Manifestamos ao Senhor o desejo de nos tornar justos e pedimos-Lhe: Atraí-nos, Vós, para o alto! Tornai-nos puros! Fazei que se cumpra em nós a palavra do salmo processional que cantamos, ou seja, que possamos pertencer à geração dos que procuram Deus, «que procuram a face do Deus de Jacob» (Sal 24/23, 6). Amém".
Fonte: Canção Nova
“O próprio Deus tem de puxar-nos para o alto”
O homem precisa elevar-se acima do que o cerca, colocar-se à altura de Deus, mas se tentar fazer isso por suas próprias forças, com a soberba, cairá, porque só Deus pode elevá-lo, afirmou Bento XVI neste domingo, na homilia da Missa de Ramos.
Refletindo sobre o significado da entrada messiânica de Cristo em Jerusalém, o Papa explicou que Jesus era consciente de que “o termo último da sua peregrinação é a altura do próprio Deus, até à qual Ele quer elevar o ser humano”.
“Nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo.”
No entanto, esta elevação está acima das possibilidades do homem. “Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de ‘ser como Deus’; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus”, afirmou.
“Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus”, explicou o pontífice, sublinhando as muitas coisas que a humanidade pôde realizar.
Mas, junto com isso, “cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade”.
No homem – explicou, citando os Padres da Igreja – existem “dois campos de gravidade”.
“Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus”; e, por outro lado, “há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto.”
“Sozinhos somos demasiado frágeis para elevar o nosso coração até à altura de Deus; não somos capazes disso. É precisamente a soberba de o podermos fazer sozinhos que nos puxa para baixo e afasta de Deus”, disse o Papa.
Só Deus pode elevar o homem – afirmou – “e foi isto que Cristo começou a fazer na Cruz. Desceu até à humilhação extrema da existência humana, a fim de nos puxar para o alto rumo a Ele, rumo ao Deus vivo”.
Jesus humilhou-Se: diz hoje a segunda leitura. Só assim podia ser superada a nossa soberba: a humildade de Deus é a forma extrema do seu amor, e este amor humilde atrai para o alto.
“As grandes conquistas da técnica só nos tornam livres e são elementos de progresso da humanidade, se forem acompanhadas por estas atitudes: se as nossas mãos se tornarem inocentes e o coração puro, se permanecermos à procura da verdade, à procura do próprio Deus e nos deixarmos tocar e interpelar pelo seu amor”, disse o Papa.
Refletindo sobre o significado da entrada messiânica de Cristo em Jerusalém, o Papa explicou que Jesus era consciente de que “o termo último da sua peregrinação é a altura do próprio Deus, até à qual Ele quer elevar o ser humano”.
“Nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo.”
No entanto, esta elevação está acima das possibilidades do homem. “Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de ‘ser como Deus’; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus”, afirmou.
“Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus”, explicou o pontífice, sublinhando as muitas coisas que a humanidade pôde realizar.
Mas, junto com isso, “cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade”.
No homem – explicou, citando os Padres da Igreja – existem “dois campos de gravidade”.
“Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus”; e, por outro lado, “há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto.”
“Sozinhos somos demasiado frágeis para elevar o nosso coração até à altura de Deus; não somos capazes disso. É precisamente a soberba de o podermos fazer sozinhos que nos puxa para baixo e afasta de Deus”, disse o Papa.
Só Deus pode elevar o homem – afirmou – “e foi isto que Cristo começou a fazer na Cruz. Desceu até à humilhação extrema da existência humana, a fim de nos puxar para o alto rumo a Ele, rumo ao Deus vivo”.
Jesus humilhou-Se: diz hoje a segunda leitura. Só assim podia ser superada a nossa soberba: a humildade de Deus é a forma extrema do seu amor, e este amor humilde atrai para o alto.
“As grandes conquistas da técnica só nos tornam livres e são elementos de progresso da humanidade, se forem acompanhadas por estas atitudes: se as nossas mãos se tornarem inocentes e o coração puro, se permanecermos à procura da verdade, à procura do próprio Deus e nos deixarmos tocar e interpelar pelo seu amor”, disse o Papa.
Liturgia Da Palavra
Missa Do Domingo de Ramos
PRIMEIRA LEITURA
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Riem de mim todos aqueles que me vêem,/ torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ Ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e agora o salve, se é verdade que ele o ama!
— Cães numerosos me rodeiam furiosos/ e por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/ e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes/ e sorteiam entre eles minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/ e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó!
____________________________________________________________________________________
SEGUNDA LEITURA
____________________________________________________________________________________
SANTO EVENGELHO
(Antes da Procissão dos Ramos):
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.
4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”
10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Evangelho (após a Procissão dos Ramos, durante a Liturgia da Palavra)
(Mt 27,11-54) - Forma breve
Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: Jesus declarou:
Pres.: “É como dizes”.
Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
Leitor 1: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 2: Eles gritaram:
Ass.: “Barrabás”.
PRIMEIRA LEITURA
Leitura do Livro do profeta Isaías:
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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SALMO RESPONSORIAL
SALMO RESPONSORIAL
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Riem de mim todos aqueles que me vêem,/ torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ Ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e agora o salve, se é verdade que ele o ama!
— Cães numerosos me rodeiam furiosos/ e por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/ e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes/ e sorteiam entre eles minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/ e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó!
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SEGUNDA LEITURA
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
SANTO EVENGELHO
(Antes da Procissão dos Ramos):
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.
4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”
10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Evangelho (após a Procissão dos Ramos, durante a Liturgia da Palavra)
(Mt 27,11-54) - Forma breve
Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: Jesus declarou:
Pres.: “É como dizes”.
Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
Leitor 1: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 2: Eles gritaram:
Ass.: “Barrabás”.
sábado, 16 de abril de 2011
Progamação Da Semana Santa - Paróquia São Jorge
17/04/11 - DOMINGO DE RAMOS
08:00 H - Benção dos Ramos (Igreja São Jorge) e Procissão para a Cetedral - Missa Solene
18/04/11 - SEGUNDA FEIRA SANTA
19:00 H - Via Sacra - Outeiro de São Sebastião
19/04/11 - TERÇA-FEIRA SANTA
18:00 H - Missa Dos Santos Óleos (Paróquia Nossa Senhora da Escada em Olivença)
20/04/11 - QUARTA-FEIRA SANTA
19:00 H - Procissão do Encontro
>As Mulheres saem da Igreja São Jorge
>Os Homens saem da Catedral
21/04/11 - QUINTA-FEIRA SANTA
19:00 H - Celebração da Ceia do Senhor com o Lava-Pés (Catedral)
Em seguida, Adoração ao Santissimo Sacramento.
1ª Momento: Mulheres em Geral
2ª Momento: Homens em geral e a Juventude
22/04/11 - SEXTA-FEIRA SANTA
08:00 H - Adoração por grupos até às 17:00 H (Catedral)
17:00 H - Ação Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor
> Logo após, Procissão do Senhor Morto
23/04/11 - SÁBADO SANTO
20:00 H - Inicio da Vigilia Pascal
Benção do Fogo - (Igreja São Jorge)
Caminhada para a Catedral
Missa Solene da Ressurreição
24/04/11 - DOMINGO DA PÁSCOA DO SENHOR
08:00 H - Missa Solene da Páscoa do Senhor - Catedral
Em Seguida, Batizados.
17:00 H - Missa da Páscoa - Igreja São Jorge
19:00 H - Missa da Páscoa com a Juventude - Catedral
"FELIZ E ABENÇOADA PÁSCOA PARA TODOS"
08:00 H - Benção dos Ramos (Igreja São Jorge) e Procissão para a Cetedral - Missa Solene
18/04/11 - SEGUNDA FEIRA SANTA
19:00 H - Via Sacra - Outeiro de São Sebastião
19/04/11 - TERÇA-FEIRA SANTA
18:00 H - Missa Dos Santos Óleos (Paróquia Nossa Senhora da Escada em Olivença)
20/04/11 - QUARTA-FEIRA SANTA
19:00 H - Procissão do Encontro
>As Mulheres saem da Igreja São Jorge
>Os Homens saem da Catedral
21/04/11 - QUINTA-FEIRA SANTA
19:00 H - Celebração da Ceia do Senhor com o Lava-Pés (Catedral)
Em seguida, Adoração ao Santissimo Sacramento.
1ª Momento: Mulheres em Geral
2ª Momento: Homens em geral e a Juventude
22/04/11 - SEXTA-FEIRA SANTA
08:00 H - Adoração por grupos até às 17:00 H (Catedral)
17:00 H - Ação Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor
> Logo após, Procissão do Senhor Morto
23/04/11 - SÁBADO SANTO
20:00 H - Inicio da Vigilia Pascal
Benção do Fogo - (Igreja São Jorge)
Caminhada para a Catedral
Missa Solene da Ressurreição
24/04/11 - DOMINGO DA PÁSCOA DO SENHOR
08:00 H - Missa Solene da Páscoa do Senhor - Catedral
Em Seguida, Batizados.
17:00 H - Missa da Páscoa - Igreja São Jorge
19:00 H - Missa da Páscoa com a Juventude - Catedral
"FELIZ E ABENÇOADA PÁSCOA PARA TODOS"
Felicitações ao Papa por seu aniversário
Bento XVI tem recebido felicitações por seu aniversário, neste sábado, quando completa 84 anos.
Entre as mensagens encontra-se a da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que, em meio aos preparativos do casamento do príncipe William, escreve: “com muita satisfação envio minhas mais sinceras felicitações e orações a Sua Santidade, recordando com grande carinho sua memorável visita ao Reino Unido”.
O jornal da Santa Sé, ‘L'Osservatore Romano’, felicita o Papa publicando na primeira página uma imagem tradicional etíope em que anjos veneram a cruz de Cristo, acompanhada da frase em latim ‘Ad multos annos’.
A mensagem está dirigida pelo jornal vaticano “em nome de seus leitores e de tantas pessoas em todo mundo que amam o Papa, estão próximas dele e manifestam a simpatia e interesse por sua pessoa e palavras, que anunciam sem cansaço a convicção gozosa de que Deus é a luz do mundo”.
Entre as mensagens encontra-se a da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que, em meio aos preparativos do casamento do príncipe William, escreve: “com muita satisfação envio minhas mais sinceras felicitações e orações a Sua Santidade, recordando com grande carinho sua memorável visita ao Reino Unido”.
O jornal da Santa Sé, ‘L'Osservatore Romano’, felicita o Papa publicando na primeira página uma imagem tradicional etíope em que anjos veneram a cruz de Cristo, acompanhada da frase em latim ‘Ad multos annos’.
A mensagem está dirigida pelo jornal vaticano “em nome de seus leitores e de tantas pessoas em todo mundo que amam o Papa, estão próximas dele e manifestam a simpatia e interesse por sua pessoa e palavras, que anunciam sem cansaço a convicção gozosa de que Deus é a luz do mundo”.
Catequese deve ser viva e evangelizadora, diz cardeal
O cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, enfatizou a necessidade de uma catequese “viva” e “evangelizadora” na Igreja.
O prelado fez uma conferência nessa quinta-feira no 50º Encontro Nacional de Catequese, que decorre até este sábado na Guarda. Ele falou sobre o tema ‘Catequese no contexto das prioridades pastorais da Igreja em Portugal’.
“A Catequese situa-se no âmbito do esforço da Igreja se evangelizar continuamente a si mesma, mas não pode desligar-se do dinamismo da missão evangelizadora”, disse, segundo refere ‘Agência Ecclesia’.
Dom José Policarpo convidou os educadores cristãos a não fazerem da catequese “uma escola de doutrina”, mas parte de um processo de crescimento da comunidade cristã, de conhecimento da Deus, para depois o transmitir aos outros.
“A catequese não pode ser um grupo de estudo e de aprendizagem, nem o catequista é um professor. Todas as formas de catequese têm de ter o ritmo da Igreja que, em comunidade, escuta a Palavra, mergulha na celebração do mistério, aprende a rezar e parte a anunciar.”
“A catequese, hoje, não só não pode sublinhar, mas tem de corrigir a tendência cultural de querer levar a Igreja a dizer o que cada um quer ouvir”, assinala.
Dom José Policarpo chamou também a atenção para a necessidade de fazer da catequese um “tempo da Igreja”, incentivando a uma participação ativa da comunidade nas celebrações religiosas, no “encontro com profundo e verdadeiro com Cristo”.
O caminho de catequese “faz-se em Igreja, participando com ela nos momentos e elementos onde Deus se revela e se nos dá, para nos introduzir na comunhão de vida e de amor: a escuta da Palavra, a celebração dos mistérios, as exigências da missão, aprender a fazer da vida uma expressão de amor e de louvor”.
Segundo o cardeal, toda a catequese converge para a celebração do mistério pascal, na Eucaristia.
“O catequista é, a seu modo, um pastor, sacramento de Cristo, Bom-Pastor, que conduz um grupo de cristãos a aprofundarem a sua identidade cristã. Estamos conscientes que da renovação contínua da catequese depende muito a renovação da Igreja, para poder ser ‘sal da terra’ e ‘luz do mundo’.”
“Guardemos apenas esta convicção – afirmou o purpurado –: a catequese é para toda a vida; todas as suas diversas formas devem convergir para a edificação da Igreja, como unidade de fé e de comunhão.”
O prelado fez uma conferência nessa quinta-feira no 50º Encontro Nacional de Catequese, que decorre até este sábado na Guarda. Ele falou sobre o tema ‘Catequese no contexto das prioridades pastorais da Igreja em Portugal’.
“A Catequese situa-se no âmbito do esforço da Igreja se evangelizar continuamente a si mesma, mas não pode desligar-se do dinamismo da missão evangelizadora”, disse, segundo refere ‘Agência Ecclesia’.
Dom José Policarpo convidou os educadores cristãos a não fazerem da catequese “uma escola de doutrina”, mas parte de um processo de crescimento da comunidade cristã, de conhecimento da Deus, para depois o transmitir aos outros.
“A catequese não pode ser um grupo de estudo e de aprendizagem, nem o catequista é um professor. Todas as formas de catequese têm de ter o ritmo da Igreja que, em comunidade, escuta a Palavra, mergulha na celebração do mistério, aprende a rezar e parte a anunciar.”
“A catequese, hoje, não só não pode sublinhar, mas tem de corrigir a tendência cultural de querer levar a Igreja a dizer o que cada um quer ouvir”, assinala.
Dom José Policarpo chamou também a atenção para a necessidade de fazer da catequese um “tempo da Igreja”, incentivando a uma participação ativa da comunidade nas celebrações religiosas, no “encontro com profundo e verdadeiro com Cristo”.
O caminho de catequese “faz-se em Igreja, participando com ela nos momentos e elementos onde Deus se revela e se nos dá, para nos introduzir na comunhão de vida e de amor: a escuta da Palavra, a celebração dos mistérios, as exigências da missão, aprender a fazer da vida uma expressão de amor e de louvor”.
Segundo o cardeal, toda a catequese converge para a celebração do mistério pascal, na Eucaristia.
“O catequista é, a seu modo, um pastor, sacramento de Cristo, Bom-Pastor, que conduz um grupo de cristãos a aprofundarem a sua identidade cristã. Estamos conscientes que da renovação contínua da catequese depende muito a renovação da Igreja, para poder ser ‘sal da terra’ e ‘luz do mundo’.”
“Guardemos apenas esta convicção – afirmou o purpurado –: a catequese é para toda a vida; todas as suas diversas formas devem convergir para a edificação da Igreja, como unidade de fé e de comunhão.”
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O mistério pascal de Cristo, sua passagem da morte para a vida definitiva - Dom Mauro Montagnoli
A festa da páscoa é memorial do dia em que o Pai tirou Jesus do túmulo, da morte, e o exaltou Senhor dos vivos e dos mortos. A liturgia celebra essa ação do Senhor em cada dia do ano e em cada celebração, mas com mais intensidade no tempo pascal. As cores alegres e festivas, com a predominância do branco, indicam o caráter festivo deste tempo.
A celebração anual da páscoa compreende um tempo de preparação, a festa e seu prolongamento.
O tríduo pascal é o coração da Semana Santa, começa na Quinta-Feira Santa, prolonga-se até o Domingo da Ressurreição, e tem como ponto culminante a Vigilia Pascal, celebrada à noite, no Sábado Santo.
Na Quinta-Feira Santa, Jesus celebra a ceia pascal com seus discípulos e antecipa, sacramentalmente, a sua morte na cruz: Jesus ao tomar o pão disse: “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós”. Depois tomou o cálice dizendo: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados”. Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial com o poder e a ordem de repetir este seu gesto até o fim dos tempos: “Fazei isto em memória de mim”. Cada missa é memorial da oferta voluntária e do amor do Filho de Deus ao Pai pela salvação do mundo. Cada missa torna presente, atual, nos sinais do pão e do vinho, esta entrega do Cristo que tem um valor infinito e nos oferece os frutos da redenção.
Na Sexta-Feira Santa, dia, em que Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado, a Igreja, com a meditação da paixão do Senhor Jesus e adorando a cruz, comemora o seu nascimento do lado de Cristo que repousa na cruz, e intercede pela salvação do mundo todo. A hora da cruz, na verdade, é a hora da glória de Cristo. Não é o sofrimento que salva, mas sim o amor com o qual Jesus se oferece ao Pai por nós, amor que deu à sua paixão e morte um valor infinito. Com sua morte e ressurreição Jesus derrotou o demônio, autor do pecado, venceu o pecado e a morte e nos obteve a salvação.
A cruz de Cristo é o símbolo de todos os sofrimentos da humanidade e do fardo que cada um dos seus discípulos deve carregar diariamente. Não há dúvida que o sofrimento, seja ele qual for, é um mal contra o qual temos que lutar. Se não for possível vencê-lo, não devemos nos revoltar, nem resignar-se passivamente, mas fazer dele um encontro com Jesus crucificado, vencedor do mal e da morte. Só Cristo crucificado pode dar sentido àquilo que em si é um contra-senso.
Contemplemos Maria ao pé da cruz, que, unindo a sua dor materna à de seu Filho, colaborou com a nossa salvação.
Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, medita a sua paixão e morte, a sua descida à mansão dos mortos, e espera na oração e no jejum a sua ressurreição.
A Vigília Pascal é a Noite das noites segundo uma antiquíssima tradição, é “mãe de todas as vigílias”, em que a Igreja celebra jubilosa a Ressurreição de Cristo, a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, da graça sobre o pecado.
Ao dar a vida por nós, Cristo nos libertou da morte com a própria morte.
Os cinquenta dias do tempo pascal são como “um só dia”, “um grande domingo” (Santo Atanásio), onde prolongamos o aleluia dando graças ao Senhor (aleluia é palavra hebraica que significa louvor a Deus) porque ressuscitou Jesus, e porque nos insere neste mistério de vida.
A alegria da festa pascal prolonga-se por cinquenta dias.
Feliz Páscoa a todos.
Dom Mauro Montagnoli
Bispo de Ilheus
A celebração anual da páscoa compreende um tempo de preparação, a festa e seu prolongamento.
O tríduo pascal é o coração da Semana Santa, começa na Quinta-Feira Santa, prolonga-se até o Domingo da Ressurreição, e tem como ponto culminante a Vigilia Pascal, celebrada à noite, no Sábado Santo.
Na Quinta-Feira Santa, Jesus celebra a ceia pascal com seus discípulos e antecipa, sacramentalmente, a sua morte na cruz: Jesus ao tomar o pão disse: “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós”. Depois tomou o cálice dizendo: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados”. Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial com o poder e a ordem de repetir este seu gesto até o fim dos tempos: “Fazei isto em memória de mim”. Cada missa é memorial da oferta voluntária e do amor do Filho de Deus ao Pai pela salvação do mundo. Cada missa torna presente, atual, nos sinais do pão e do vinho, esta entrega do Cristo que tem um valor infinito e nos oferece os frutos da redenção.
Na Sexta-Feira Santa, dia, em que Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado, a Igreja, com a meditação da paixão do Senhor Jesus e adorando a cruz, comemora o seu nascimento do lado de Cristo que repousa na cruz, e intercede pela salvação do mundo todo. A hora da cruz, na verdade, é a hora da glória de Cristo. Não é o sofrimento que salva, mas sim o amor com o qual Jesus se oferece ao Pai por nós, amor que deu à sua paixão e morte um valor infinito. Com sua morte e ressurreição Jesus derrotou o demônio, autor do pecado, venceu o pecado e a morte e nos obteve a salvação.
A cruz de Cristo é o símbolo de todos os sofrimentos da humanidade e do fardo que cada um dos seus discípulos deve carregar diariamente. Não há dúvida que o sofrimento, seja ele qual for, é um mal contra o qual temos que lutar. Se não for possível vencê-lo, não devemos nos revoltar, nem resignar-se passivamente, mas fazer dele um encontro com Jesus crucificado, vencedor do mal e da morte. Só Cristo crucificado pode dar sentido àquilo que em si é um contra-senso.
Contemplemos Maria ao pé da cruz, que, unindo a sua dor materna à de seu Filho, colaborou com a nossa salvação.
Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, medita a sua paixão e morte, a sua descida à mansão dos mortos, e espera na oração e no jejum a sua ressurreição.
A Vigília Pascal é a Noite das noites segundo uma antiquíssima tradição, é “mãe de todas as vigílias”, em que a Igreja celebra jubilosa a Ressurreição de Cristo, a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, da graça sobre o pecado.
Ao dar a vida por nós, Cristo nos libertou da morte com a própria morte.
Os cinquenta dias do tempo pascal são como “um só dia”, “um grande domingo” (Santo Atanásio), onde prolongamos o aleluia dando graças ao Senhor (aleluia é palavra hebraica que significa louvor a Deus) porque ressuscitou Jesus, e porque nos insere neste mistério de vida.
A alegria da festa pascal prolonga-se por cinquenta dias.
Feliz Páscoa a todos.
Dom Mauro Montagnoli
Bispo de Ilheus
Bento XVI destaca missão dos maronitas no Oriente Médio
O Papa Bento XVI sublinhou a “imensa missão” dos maronitas no coração do Oriente Médio, particularmente no campo da educação.
O Santo Padre recebeu na manhã de hoje no Vaticano o novo patriarca de Antioquia dos Maronitas, Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, que estava acompanhado por uma delegação de bispos e fiéis reunidos em Roma para marcar a concessão de ‘Ecclesiastica Communio’, concedida após a eleição de 24 de março.
“Estando vocês no coração do Oriente Médio, têm uma imensa missão” com os homens dali, no anúncio do amor de Cristo e da Boa Nova da Salvação, afirmou o Papa.
O Papa referiu-se ao Sínodo do Oriente Médio, celebrado em outubro passado. Na ocasião, “recordou-se muitas vezes a urgência de voltar a propor o Evangelho às pessoas que o conhecem pouco ou que estão afastadas da Igreja”.
“Com todas as forças vivas presentes no Líbano e no Oriente Médio, preocupem-se em anunciar, testemunhar e viver na comunhão esta Palavra de vida, para recuperar o entusiasmo dos primeiros cristãos.”
“Esta região do mundo que os patriarcas, os profetas, os apóstolos e o próprio Cristo abençoaram com sua presença e sua pregação aspira a esta paz duradoura que a Palavra de Verdade, aceita e partilhada, tem a capacidade de instaurar”.
O Papa recomenda promover “uma educação humana e espiritual, moral e intelectual dos jovens”. “Desejo ardentemente que vosso papel na formação seja cada vez mais reconhecido pela sociedade, para que os valores fundamentais sejam transmitidos sem discriminações”.
“Que desta forma os jovens de hoje convertam-se em homens e mulheres responsáveis em suas famílias e na sociedade, para construir uma solidariedade e uma fraternidade maior entre todos os componentes da nação”, disse.
“Transmiti aos jovens toda minha estima e meu afeto, recordando-lhes que a Igreja e a sociedade precisam de seu entusiasmo e de sua esperança. Com este fim vos convido a intensificar a formação dos sacerdotes e dos numerosos jovens aos quais o Senhor chama em vossas eparquias e em vossas congregações religiosas. Que, mediante seu ensinamento e sua vida, sejam autênticas testemunhas do Verbo de Deus para ajudar os fiéis a enraizar sua vida e sua missão em Cristo.”
“Enquanto dirijo a todo povo libanês minhas cordiais saudações, eu o confio de modo particular à intercessão de Nossa Senhora do Líbano, dado que o senhor, Beatitude, é filho da Ordem Maronita da Beata Virgem Maria, e também à intercessão de São Maron e de todos os santos e beatos libaneses”, disse o pontífice.
O Santo Padre recebeu na manhã de hoje no Vaticano o novo patriarca de Antioquia dos Maronitas, Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, que estava acompanhado por uma delegação de bispos e fiéis reunidos em Roma para marcar a concessão de ‘Ecclesiastica Communio’, concedida após a eleição de 24 de março.
“Estando vocês no coração do Oriente Médio, têm uma imensa missão” com os homens dali, no anúncio do amor de Cristo e da Boa Nova da Salvação, afirmou o Papa.
O Papa referiu-se ao Sínodo do Oriente Médio, celebrado em outubro passado. Na ocasião, “recordou-se muitas vezes a urgência de voltar a propor o Evangelho às pessoas que o conhecem pouco ou que estão afastadas da Igreja”.
“Com todas as forças vivas presentes no Líbano e no Oriente Médio, preocupem-se em anunciar, testemunhar e viver na comunhão esta Palavra de vida, para recuperar o entusiasmo dos primeiros cristãos.”
“Esta região do mundo que os patriarcas, os profetas, os apóstolos e o próprio Cristo abençoaram com sua presença e sua pregação aspira a esta paz duradoura que a Palavra de Verdade, aceita e partilhada, tem a capacidade de instaurar”.
O Papa recomenda promover “uma educação humana e espiritual, moral e intelectual dos jovens”. “Desejo ardentemente que vosso papel na formação seja cada vez mais reconhecido pela sociedade, para que os valores fundamentais sejam transmitidos sem discriminações”.
“Que desta forma os jovens de hoje convertam-se em homens e mulheres responsáveis em suas famílias e na sociedade, para construir uma solidariedade e uma fraternidade maior entre todos os componentes da nação”, disse.
“Transmiti aos jovens toda minha estima e meu afeto, recordando-lhes que a Igreja e a sociedade precisam de seu entusiasmo e de sua esperança. Com este fim vos convido a intensificar a formação dos sacerdotes e dos numerosos jovens aos quais o Senhor chama em vossas eparquias e em vossas congregações religiosas. Que, mediante seu ensinamento e sua vida, sejam autênticas testemunhas do Verbo de Deus para ajudar os fiéis a enraizar sua vida e sua missão em Cristo.”
“Enquanto dirijo a todo povo libanês minhas cordiais saudações, eu o confio de modo particular à intercessão de Nossa Senhora do Líbano, dado que o senhor, Beatitude, é filho da Ordem Maronita da Beata Virgem Maria, e também à intercessão de São Maron e de todos os santos e beatos libaneses”, disse o pontífice.
Silêncios e palavras que iluminam a vida de Maria
Um livro com mais de 200 páginas para contar as poucas palavras de Maria, ou melhor, como indica o título, suas palavras e seus silêncios: esta foi a explicação dada ontem pelo cardeal Giovanni Lajolo, presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, na apresentação em Roma de seu livro: "Maria. Silêncios e palavras".
O cardeal, com muita simplicidade, comentou como teve a ideia de escrever este livro, afirmando que não é uma vida de Maria, nem uma exegese, nem um tratado de mariologia, tampouco um livro de ascética. "Mariologia sim - indicou o purpurado -, mas não no sentido de uma teologia elaborada sobre o mistério dessa mulher."
"Eu tentei simplesmente - acrescentou - apresentar estas palavras e silêncios que manifestam a relação de Maria com as pessoas com quem ela fala ou se comunica."
Porque, "em última análise, a relação interpessoal é a coisa mais importante. É verdade que prevalece o ser, mas a felicidade não é o que sabemos que somos, mas aquilo que nós somos, e isso aparece nas relações com as outras pessoas. Se observarmos, os nossos silêncios estão repletos de relações pessoais, com os acontecimentos, com o que temos de fazer, ou evitar o que nos espera. Então, quais são essas relações? E assim eu me aventurei nesta análise."
O livro aborda três tipos de silêncio: o primeiro, impenetrável. Quando Maria está grávida e a situação criada com São José. Se Maria dizia que era obra do Espírito Santo, São José teria pedido alguma prova. E o deixou na maior angústia, porque "só Deus poderia encontrar a solução para a dificuldade em que ela se encontrava".
Depois, o silêncio transparente, óbvio. Maria era uma mulher normal, como nós, exceto no pecado. Por exemplo, com São José no matrimônio virginal que, no entanto, era um matrimônio em si.
E em terceiro lugar, o silêncio penetrante, como quando ela tentava entender: depois das palavras de Simeão. Ou depois de encontrar Jesus no templo. Ou que mistério tinha com Jesus em suas mãos?
O autor conclui: "Muitos silêncios, porque o mistério de Maria é envolto em grande silêncio. Porque é o Senhor, no meio da noite, quem quis descer até o seu povo. E palavras, porque Maria é a Mãe do Verbo".
O cardeal, com muita simplicidade, comentou como teve a ideia de escrever este livro, afirmando que não é uma vida de Maria, nem uma exegese, nem um tratado de mariologia, tampouco um livro de ascética. "Mariologia sim - indicou o purpurado -, mas não no sentido de uma teologia elaborada sobre o mistério dessa mulher."
"Eu tentei simplesmente - acrescentou - apresentar estas palavras e silêncios que manifestam a relação de Maria com as pessoas com quem ela fala ou se comunica."
Porque, "em última análise, a relação interpessoal é a coisa mais importante. É verdade que prevalece o ser, mas a felicidade não é o que sabemos que somos, mas aquilo que nós somos, e isso aparece nas relações com as outras pessoas. Se observarmos, os nossos silêncios estão repletos de relações pessoais, com os acontecimentos, com o que temos de fazer, ou evitar o que nos espera. Então, quais são essas relações? E assim eu me aventurei nesta análise."
O livro aborda três tipos de silêncio: o primeiro, impenetrável. Quando Maria está grávida e a situação criada com São José. Se Maria dizia que era obra do Espírito Santo, São José teria pedido alguma prova. E o deixou na maior angústia, porque "só Deus poderia encontrar a solução para a dificuldade em que ela se encontrava".
Depois, o silêncio transparente, óbvio. Maria era uma mulher normal, como nós, exceto no pecado. Por exemplo, com São José no matrimônio virginal que, no entanto, era um matrimônio em si.
E em terceiro lugar, o silêncio penetrante, como quando ela tentava entender: depois das palavras de Simeão. Ou depois de encontrar Jesus no templo. Ou que mistério tinha com Jesus em suas mãos?
O autor conclui: "Muitos silêncios, porque o mistério de Maria é envolto em grande silêncio. Porque é o Senhor, no meio da noite, quem quis descer até o seu povo. E palavras, porque Maria é a Mãe do Verbo".
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